O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Repressão religiosa assanhou-se contra a festa de Natal


A doce festividade do Natal transcorreu na aflição para os cristãos chineses.

O sistema comunista, intrinsecamente ateu, hostilizou-os especialmente na Noite do Natalício de Menino Jesus, em numerosas províncias do imenso país.

Eles padeceram numa certa analogia com a Sagrada Família que não teve ninguém que a acolhesse em Belém, nem mesmo considerando o avançado estado de gestação de Nossa Senhora.

Nove mulheres cristãs foram arrestadas na província de Henan na noite tão cara à Igreja. Seu crime foi representar a cena da Natividade.

A polícia invadiu o local e as levou ao centro de detenção do condado de Yucheng.

Embora o subjetivismo protestante leve seus seguidores a entrar em fáceis composições relativistas com qualquer regime, o fanatismo anticristão marxista não faz distinções entre católicos e outros e os persegue em graus diversos.

De fato, também os protestantes estão sob a opressão de uma organização estatal, o Conselho Cristão da China, que funciona como a Igreja Patriótica “católica”, de má reputação, cismática e acumpliciada com o progressismo ocidental.

Os cristãos – incluindo neste termo muitos grupelhos sincretistas que misturam cristianismo e paganismo em doses muito díspares – somam cem milhões.

Os católicos fiéis, entretanto, seriam entre 8 e 14 milhões segundo a fonte.

Houve também prisões na Região Autônoma de Xinjiang, no noroeste do país, e na província oriental de Anhui nos dias 21 e 22 de dezembro. Nesses casos foram presos 10 estudantes. O material religioso foi seqüestrado.



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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Relatórios apontam uso sistemático da tortura na China


O Comitê contra a Tortura das Nações Unidas acusou a China comunista de empregar sistematicamente a tortura.

Pequim respondeu acusando os Comitê de “utilizar informação fabricada e falsa”. O método denigratório, fugindo do mérito do assunto, é de praxe na ditadura.

Na realidade, o relatório da ONU só dava pálida idéia da extensão dessa prática explorada pelo regime marxista.

Em abril, o ministério alemão das Relações Exteriores denunciara que a China viola "significativamente" os direitos humanos e os princípios básicos da democracia, noticiou “Der Spiegel”.

O relatório demonstrava que as autoridades chinesas censuram os meios de comunicação regularmente e “perante a crítica pública reagem com castigos draconianos”.

Além do mais, a Justiça chinesa processa os indiciados a portas fechadas e rara vez permite que sejam auxiliados por um advogado.

O documento alemão destaca o uso brutal da “tortura, da arbitrariedade policial e da falta de liberdade de opinião, religiosa, de assembléia ou de associação”.

O socialismo chinês continua, entretanto, violando acintosamente esses direitos básicos.


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sábado, 29 de novembro de 2008

Centenas desaparecem em monstruoso desabamento fruto da planificação socialista

Desabamento em Xianfeng
Oficialmente os mortos foram 128 e os “dispersos” somaram várias centenas. Leia-se desaparecidos para sempre. O número final jamais será conhecido.

Entretanto, foi apenas mais um desastre da planificação socialista.

O centro mineiro de Taoshi, cidade de Linfen, no Shanxi, foi apagado do mapa por um desabamento.

A população vinha alertando as autoridades. Agora eles denunciam o jogo da TV, rádios e jornais do Estado por “mentir” escondendo as verdadeiras dimensões do dram, informou AsiaNews.

Centenas de policiais vigiam a região para impedir protestos ou a chegada de jornalistas estrangeiros.

Como sempre o presidente Hu Jintao e o premiê Wen Jiabao ordenaram perseguir com rigor os responsáveis. O resultado já é conhecido: nenhum homem de confiança do socialismo será atingido, e se algum funcionário tiver caído em desgraça, poderá pagar a conta, tal vez com a morte.

A mina de ferro Tashan acumulou uma descomunal montanha de detritos, escórias, pedras e lama, exatamente ao lado da casas dos sofridos mineradores.

Derrumbamento em XianfengKong Zhaohua, cuja casa salvou-se miraculosamente denunciou ao South China Morning Post: “não foi um desastre natural, foi causado pelo homem, funcionários corruptos que não ouvem os cidadãos (...) os funcionários de segurança vieram só para se banquetear com o responsável local e dizer a situação estava segura”. A responsabilidade é partilhada por uma empresa privada em parceria com o governo socialista.

Em Linfen os “acidentes” industriais já haviam causado quase 200 mortes em menos de dois anos. Pelo geral tratou-se de explosões nas minas atribuídas às desastrosas condições de trabalho.

De cada vez, o regime socialista prometeu investigações e aumento da segurança. Ficou na fala. Até se chegar a este imenso desabamento com muitas centenas, tal vez milhares, de vidas ceifadas.

Nada indica que o regime de trabalho análogo à escravidão dos mineradores queira ser melhorado pela ditadura socialista.

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sábado, 8 de novembro de 2008

Milhares de mortos nas minas: a insegurança é total

Explosão matou pelo menos 88, Qitaine, China
Na mais recente explosão, 16 mineiros morreram – balanço provisório –numa mina em Shizuishan, na região autônoma de Ningxia, noroeste do país.

Segundo dados oficiosos do governo, em 2007 teriam morrido pelo menos 6 mil mineradores em acidentes.

Para fontes não governamentais o número seria mais do dobro.

As causas seguem sendo as péssimas condições de trabalho dos operários e a obstinação dos dirigentes em atingir cotas cada vez mais altas de produção a qualquer custo, e cumprir os objetivos da planificação central.

Após graves desastres no ano passado, Pequim trombeteu uma política de “tolerância zero”. Em qualquer lugar, a gente pensaria em tolerância zero para com as condições perigosas ou subumanas.

Mina de Dongfeng, onde morreram mais de 100 mineradoresPorém, na China socialista a prática parece funcionar ao revés: tolerância zero para com os escravos das minas.

Entrementes, a conivência dos responsáveis das minas – chineses ou ocidentais – com as autoridades socialistas funciona às mil maravilhas.

E os companheiros socialistas do Ocidente voltam encantados com o que viram no infeliz país.


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sábado, 1 de novembro de 2008

O regime acena com campo de concentração para quem fale a verdade sobre a economia

Crise econômica silenciada na China. Yunnan
Os Jogos foram ocasião para conhecer melhor a China. E dissipar falsos mitos. Entre eles, os econômicos.

Wang Zhicheng, escreveu para AsiaNews que os falsos propagandísticos durante os Jogos não foram acidentais. Eles obedecem a uma estratégia do governo.

O mesmo sistema de enganos e falsificações atinge os dados da economia.

Segundo números oficiais, que a mídia ocidental não reproduz, perto de 67 mil empresas pequenas e médias faliram em apenas um ano deixando 20 milhões sem emprego. Os dados não-oficiais podem ser piores. E a mesma crise pode atingir as empresas grandes.

Fabricas obsoletasFalta energia e mão de obra, esta pelo controle da natalidade. O yuan – artificialmente desvalorizado – tende a seu valor natural apagando o grande atrativo da China: custos ridículos.

Não há alimento para a população como efeito da reforma agrária. A bolsa de Shangai desvalorizou-se 64% na hora que escrevemos, arruinando quase 100 milhões de pequenos acionistas chineses enganados pelo “milagre econômico”.

Falta crédito, os juros sobem e, sem mão de obra barata, as multinacionais procuram outros países para mudar suas fábricas.

No vale do Yangtze, segue o relatório, i. é, em volta de Shangai, aonde estavam as “fábricas do mundo” que alimentavam o crescimento econômico, é rotina os estrangeiros fecharem instalações e empresas chinesas falirem.

Shangai, construção na China em riscoNa China socialista o terreno é propriedade do Estado. O governo “vende” lotes a fábricas estrangeiras e apartamentos aos cidadãos chineses com juros altíssimos.

O desenvolvimento edilício foi fulgurante. Para liberar novos espaços, as autoridades socialistas empregam a violência contra camponeses e cidadãos incapazes de se defenderem diante da força policial.

Em Shijiazhuang (Hebei), o governo lançou a campanha de demolições ironicamente denominada “grandes câmbios em três anos”. Bairros inteiros construídos após uma vida inteira de trabalho insano estão sendo arrasados sem indenização.

Mas este “mercado” está em crise com a redução da economia.

Lago Chaolu, 5º maior da China, invadido por algasEm 2008 os desastres naturais foram devastadores. Só a reconstrução de Sichuan custaria cem bilhões de euros.

O desenvolvimento acelerado das últimas décadas foi de uma desordem demencial. Água e até ar estão gravemente intoxicados nas áreas povoadas.

Por causa das restrições de segurança da ditadura, só entraram 400 mil estrangeiros para assistir aos Jogos. Foi muito menos dos 2 milhões que tornariam a operação assimilável.

Acresce que o regime não tem o quê fazer das faraônicas construções olímpicas.
Nos tempos de Mao, conclui o relatório, milhões de pessoas morreram de fome, hoje muitas empresas “morrem” por falência.

Protestos de estudantesPara solucionar o problema, o regime ‒ acrescenta outra matéria de AsiaNews ‒ recorreu a método bem conhecido nos tempos de Mao: silêncio ou prisão. A Agência de Propaganda advertiu os agentes econômicos para suprimirem qualquer comentário ou previsão “pessimista” sobre a economia.

Tais comentários, segundo o governo, podem provocar “divisão social”. O que no sistema significa campo de concentração e “re-educação pelo trabalho” para os infratores ou simples suspeitos.

O South China Morning Post de Hong Kong citou diretores de três dos maiores sites financeiros que receberam pressões verbais neste sentido.


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O leite de melamina: “uma boa coisa” e os tribunais julgam “inadmissível” qualquer queixa

Criança com pedras nos rins, Chengdu
Zhang Jianqiu, vice-presidente da Yili, patrocinador das Olimpíadas, achou que o escândalo do leite de melamina “foi uma coisa boa que ajudou a melhorar a qualidade da indústria caseira”.

Por sua vez, os tribunais da grande comarca de Henan declararam “inadmissíveis” dois pedidos de indenização de pais cujos filhos padecem de pedras no rim pelo leite com melamina.

Um tribunal de Lanzhou (Gansu) foi mais sincero: estatuiu que não aceitará nenhuma ação enquanto o executivo não indique como tratar a questão. Estando o governo pesadamente envolvido no caso, a Justiça pergunta ao réu, declarado ou presumido, o que fazer das vítimas, aliás, quase indefesas.

Os pais de Yi Kaixuan, de 6 meses, pediram à fábrica Sanlu uma indenização de perto de 300.000 reais aos tribunais de Gansu, mas os peritos duvidam que o pedido sequer seja considerado pela Justiça dominada toda ela pelo Partido Comunista. A lei admite esse direito, mas na China socialista... a lei!... ora a lei!

Produtos contaminados com melamina nas prateleiras do Carrefour, ChinaMais de 100 advogados se prontificaram a defender as vítimas. Mas logo as órdens de advogados locais lhes fizeram ver que andavam pelo mau caminho. Mais de 20 já renunciou a essa função.

Zhang Xinbao, professor de Direito na Universidade do Povo da China, explicou que as autoridades “consideram uma ameaça à estabilidade social” tais iniciativas jurídicas. Leia-se: é crime que dá em prisão ou campo de “reeducação socialista pelo trabalho”.

“Proteger a Sanlu significa proteger as autoridades elas próprias”, completou.

A empresa japonesa Mitsui & Company denunciou a presencia de melamina numa partida de 20 toneladas de ovo em pó vindas da China. O ovo em pó é usado para fabricar massa e bolos.

Em Nápoles, Itália, foi seqüestrada mais de uma tonelada de leite em pó chinês que entrara no país de contrabando. O ministro de Agricultura Luca Zaia falou de “latte alla melamina”.


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Anvisa proíbe importar lácteos chineses, mas eles já não estão aí?

White Rabbit contaminado na Belgica
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o ingresso e comercialização de matéria-prima chinesa de origem láctea e outros alimentos que contenham leite, provenientes ou fabricados na China.

A causa é a presença de melamina, a danosa substância química que já causou pedras nos rins em mais de 53.000 crianças.

O Ministério da Agricultura, por sua vez, garante que o Brasil não comercia produtos lácteos com a China e nenhuma empresa láctea da China está autorizada a comerciar seus produtos no Brasil.

Porém, por precaução as empresas no Brasil que tenham importado produtos alimentícios da China não poderão utilizá-los para produzir alimentos ou comercializá-los. Como se houvesse temor de que eles já estejam presentes no mercado nacional.

White Rabbit contaminados em supermercado de ManilaA proibição da Anvisa não é supérflua. Também a França achava que não estava livre do perigo de intoxicação por guloseimas com melamina, e eis que foram achadas grandes quantidades delas no país. O mesmo verificou-se na Bélgica.

A Argentina baixou proibição semelhante. Mas lá teme-se. com base em contrabando apreendido pela Polícia Federal Argentina no porto de Buenos Aires e que tinha como destino final Ciudad del Este, que muitos desses produtos acabariam entrando no Brasil.

A gravidade do caso é amplificada pelo fato de que achocolatados, bolachas e bombons de marcas reputadas como a britânica Cadbury e a suíça Nestlé acusaram níveis intoleráveis de melamina.

Crianças aguardando tratamento, ChonquingA complicação é grande também porque parte dos produtos envenenadores foi produzida fora de China usando material tóxico chinês. A Suíça encontrou a temida melamina em bolachas chegadas da Tailândia e de Sri Lanka e alertou os demais países europeus para retirá-las do comércio (OESP, 14/10/08).

A Cadbury fez um recall geral de produtos na região da Ásia e do Pacífico.

E nós? Mais vale confiar nas bolachas brasileiras do que em importado fajuto.

Ruim é sair do restaurante depois de uma boa feijoada ou um saboroso churrasco sem saber se saboreando aquelas balinhas de presente, a gente está se envenenando a conta-gotas com melamina chinesa...


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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Até móveis chineses causam danos graves à saúde

Magazine Conforama na França
Verdadeira revolta grassa na França. Mais de 38 mil pessoas compraram móveis chineses, bem baratinhos por certo. Mas intoxicavam com um fungicida que provoca graves alergias dermatológicas.

Os sofás e poltronas foram feitos pelo grupo chinês Link Wise e foram distribuídos pela rede de lojas Conforama. A Conforama é propriedade da empresa PPR, que por sinal também possui cadeias de lojas como a Fnac, presente no Brasil, e grifes famosas como Gucci, muito procurada nas lojas brasileiras de alto luxo.

A fábrica chinesa misturou nos estofados um grande número de sacolinhas com dimetilfumarato, i. é, um fungicida tóxico. Em contato duradouro com a pela humana pode provocar profundas lesões.

Modelos perigososA família se sentava para ver a TV no novo sofá e certo tempo depois começava a sofrer irritações estranhas. O caso se agrava, mas ninguém suspeita do sofá! Até que alguém tem que ir no médico. E este, pelo geral, detectava a alergia mas não conseguia descifrar a causa misteriosa.

Até que a intoxicação coletiva foi denunciada pelo dermatologista de Estrasburgo (Alsácia, no limite com a Alemanha), Florent Grange. Para o dermatologista Christophe Le Coz, da Universidade da mesma cidade, esta contaminação é um “risco de saúde pública”.

Conforama, ironicamente loja do conforto, enviou mais de 38.000 mensagens por correio a seus clientes. No mês de março fez um recall oferecendo troca ou devolução do dinheiro. Os lesados deveriam apresentar atestados médicos para usufruir o benefício.

Mais de 400 pessoas provaram ter sofrido danos à saúde como eczemas com atestados clínicos. 10 delas sofreram crises agudas. Christian Gibier, aposentado, 61, morador em Aube, perto de Paris, teve que fazer 69 sessões de quimioterapia, pois diante da gravidade do seu quadro os médicos confundiram a sua crise alérgica com câncer de pele.

A chinesa Link Wise, responsável pela intoxicação apelou às artimanhas verbais, como vem sendo de praxe nestes casos já tão repetidos.

Este tipo de intoxicação não é novo. O mesmo fungicida já tinha sido denunciado na Inglaterra e na Finlândia em 2007. Porém, os sofás envenenadores continuavam sendo vendidos desavergonhadamente na França.

Assim funcionam as misteriosas cumplicidades de certos macro-capitalistas ocidentais com a nomenklatura marxista chinesa.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Skype espionado pela China. Milhões de mensagens copiadas, arquivadas e/ou interceptadas, revela Universidade de Toronto

Monitor Guerra da Informação
A equipe de trabalho Citizen Lab da Universidade de Toronto, Canadá, desvendou um vasto esquema de espionagem montado pela China para monitorar mensagens e arquivos transmitidos pela Internet. O sistema está focado no popular Skype de telefonia e mensageria online. Os dados foram publicados pelo “New York Times”.

Durante as Olimpíadas pesquisadores chineses denunciaram o funcionamento de uma “Polícia da Internet” marxista a serviço de Pequim. Ela inclui por volta de 30.000 agentes para espionar as comunicações do país com o exterior. O sistema é conhecido como “Grande Firewall da China”.

Agora o Citizen Lab descobriu uma rede de oito grandes servidores chineses que contêm mais de um milhão de mensagens interceptadas. Os técnicos canadenses puderam entrar nesses computadores a través de uma falha de segurança e reconstruir uma lista das palavras que desencadeiam a espionagem e/ou a censura.

Centro de imprensa, Jogos PequimA lista inclui termos como “democracia” e “direitos humanos”, passa por nomes próprios e chega a minúcias como “terremoto” e “leite em pó”, eventos catastróficos cujas conseqüências a ditadura socialista quer ocultar e/ou silenciar.

O sistema além do mais corta mensagens de texto. Tendo detectado palavras proibidas o sistema guarda uma cópia e impede a mensagem chegar ao destinatário.

Segundo o site Information Warfare Monitor (Monitor da Guerra da Informação) apoiado pela própria Universidade de Toronto, os dados colhidos permitem afirmar que tão só nos últimos dois meses, a “polícia da Internet” chinesa censurou mais de 166.000 mensagens escritas por 44.000 usuários.

Os pesquisadores temem que os censores desta “polícia da Internet” funcionem dentro da própria Skype da China (a Tom-Skype) tal vez combinados com o sistema policial oficial.

Nart Villeneuve, diretor de pesquisa têcnica do Citizen LabNart Villeneuve (foto), diretor de pesquisa têcnica do Citizen Lab, percebeu que escrevendo certas palavras no Tom-Skype, uma mensagem encriptada saia para um endereço não identificado da Internet. Foi atrás da pista e descobriu que as mensagens eram arquivadas em computadores da própria Tom-Skype.

Ele tentou analisar o caso e percebeu que em virtude de uma má configuração podia-se ler os diretórios dos receptadores com um simples browser. Assim descobriu o esquema: centenas de arquivos, cada um contendo milhares de mensagens capturadas e arquivadas junto com os endereços e nomes dos autores.

Ainda achou gravadas comunicações telefônicas pelo Skype, junto com os nomes das pessoas e seus números de telefone.

Villeneuve acrescentou que havia também conversas não apenas de usuários de ou para a China, mas conversas internacionais do Skype colhidas fora do país. O que indicaria que também os ocidentais poderiam estar sendo espionados, sobre tudo se entraram em contato com alguém na China.

“Nós teriamos podido fazer um download de milhões de mensagens de usuários identificados”, disse Ronald J. Deibert, professor de Ciências Políticas da Universidade de Toronto. “Este é o pior dos pesadelos dos teóricos da conspiração da vigilância que se tornou realidade, apenas que não há extraterrestres”, acrescentou.

Policiamento na Praça Tiananmen, PequimJennifer Caukin, da eBay firma proprietária do Skype garantiu que a empresa funciona bem e que a acessibilidade das mensagens está garantida. Porém, o “New York Times” observou que não é isso o que está em questão e que a empresa não disse nem palavra sobre a espionagem.

“A China é um dos locais mais conectados do mundo e eles estão fazendo uma guerra contra sua população”, comentou Pat Peterson, vice-presidente para a tecnologia do grupo Cisco’s Ironport, que fornece segurança aos sistemas de mensageria.

Outras empresas ocidentais já foram denunciadas por cooperarem com a repressão oficial. Entre elas está a Yahoo, que em 2005 forneceu informações à ditadura marxista que permitiram o encarceramento do jornalista dissidente Shi Tao, condenado a 10 anos de cárcere.


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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Número e variedade de intoxicações alimentares cresce vertiginosamente

Bebes com cálculos renais, leite em pó adulterado
O caso do leite adulterado toma ares de pânico na medida em que aparece a extensão do estrago. Aumenta sem cessar o número das empresas flagradas na intoxicação de massa. No dia 18 “La Nación” de Buenos Aires citava 7. Quatro dias depois, o “New York Times” falava de 22.

Na mesma data o grupo japonês Marudai Food fazia um recall de cinco de seus produtos, fabricados na China e intoxicados, incluindo pães e crepes. Hong Kong identificou a tóxica melamina em leite comum, sorvetes e iogurtes.

O leque de alimentos contaminados subia enquanto o governo avisava que uma marca de bala muito consumida na China, “White Rabbit” também estava envenenada, além de bolachas. O “White Rabbit” já era um símbolo nos tempos do maoísmo. O presidente dos EUA Richard Nixon, precursor da aproximação com a China comunista ganhou um pacote de presente na sua viagem a Pequim em 1972.

Informou o diário "El Mundo" de Madrid, que o Canadá advirtiu os consumidores contra os produtos da marca Mr. Brown produzidos pela empresa taiwanesa King Car Food Industrial e importados pela Thai Indochine Trading. A marca inclui uma série de produtos de café instantâneo. Taiwan encontrara melamina em matérias primas trazidas da China.

Mais de 50.000 casos de envenenamentoO jornal acrescentou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou muito claro que a melamina “não tem nada a fazer nos alimentos ou produtos lácteos, e ainda menos no leite para crianças”. Na Inglaterra, a cadeia de supermercados Tesco tioru das prateleiras as goluseimas chinesas. A Colômbia também interditou a importação de lácteos vindo do império comunista pequinês.

O número oficial das vítimas cresce dia a dia. No 18/09/08, o Ministério da Saúde falava de 6.244 crianças com cálculos renais e três mortes. No 22, o mesmo Ministério elencava 12.892 crianças hospitalizadas, 104 das quais em estado grave, e quatro mortes. Mencionava também 40.000 casos medicados. Ainda nesse dia, a agência France Press subia a cifra para 53.000 No fim do mesmo dia Euronews, mencionava dez mortes.

As autoridades comunistas reconheciam que produtos adulterados tinham sido exportados para países da Áfria e da Asia, como Burundi, Gabão, Bangladesh, Birmania e Yemen.

Muitas das empresas engajadas no escândalo têm participação estrangeira e técnicos do exterior supervisam ou dirigem as cadeias de produção. Vários países africanos e asiáticos interromperam as importações de lácteos chineses.

Filas em hospital de SichuanFilas imensas formam-se diante dos hospitais com pais e mães desesperados. A política de controle da natalidade chamada de “filho único” torna ainda mais pungente o caso. Só um criança e atingida desse modo já no berço...

“O que é que nós vamos comer, então?” comentava um internauta citado por “Le Monde”.

O temor é que não só o leite esteja adulterado mais também outros alimentos básicos.

“Eu acredito que muita gente pega câncer hoje por culpa do alimento que nos comemos", disse Cathy Wang, dona de uma bijuteria em Pequim citada por France Press.

Leite contaminado num hospital de Wuhan“Nós já tivemos arroz adulterado, porco com água injetada, frangos com gripe aviária, agora é o leite. Se não abrirmos os olhos de aqui há pouco não poderemos comer mais nada” disse Huang Yan, 30, em Xangai.

A melamina é usada para plásticos, colas, resinas e fertilizantes.

Está proibida nos alimentos, notadamente após outro envenenamento de massa em 2004.

Inicialmente, o governo culpou os pequenos produtores de leite. Logo, percebeu-se que as complicadas manipulações químicas para agregar a melamina só podiam ser feitas em grandes fábricas por peritos.

Centenas de pessoas devolvem vasilhames contaminadosO governo de Pequim anuncia punições e tomou algumas medidas, mas a sensação geral é que se está diante de cadeias ideológicas de corrupção que não serão desmanteladass.

O horroroso sonho maoísta, hoje disfarçado sob um verniz capitalista, da supremacia universal não pode se deter por causa de algumas dezenas de milhares de vítimas...

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Centenas de protestos populares por dia

Enfrentamentos polícia e manifestantes, Jishou e Ningbo
Milhares de policiais e manifestantes se enfrentaram em protestos diferentes em 4 de setembro.

Em Jishou (Hunan), 10 mil pessoas saíram às ruas após terem suas poupanças roubadas por uma sociedade de membros do partido comunista.

Em Ningbo, China oriental, mais de 10 mil manifestantes tomaram uma empresa aonde um jovem foi jogado pela janela por protestar.

Confrontos com políciaSegundo o Information Centre for Human Right and Democracy, de Hong Kong, a repressão policial em Jishou fez 50 feridos e 20 presos. Em Ningbo os feridos foram 20 e os presos 10.

AsiaNews calcula que todo dia na China acontecem centenas de protestos e revoltas sociais.

As pessoas estão exasperadas pelos continuados episódios de corrupção protagonizados por membros do partido comunista e dos governos locais.

Protestos estudantis, Rui'anA corrupção é endêmica nos regimes socialistas, mas na China resulta particularmente odiosa, pois o governo marxista repete sem cessar o slogan do presidente Hu Jintao de uma “sociedade harmoniosa”.

Em junho a província di Guizhou foi teatro de uma revolta popular de maiores proporções após o assassinato de uma jovem por obra de membros do governo socialista que tentaram abusar dela.

O regime reprimiu dezenas de milhares de manifestantes com unidades do exército que derramaram copioso sangue.


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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais de mil crianças com pedras no rim por causa de leite adulterado

Bebes intoxicados na China
Em 15 de setembro, segundo o diário “Le Figaro” já somavam mais de 1.200 os bebês envenenados com leite em pó adulterado.

Para “Le Figaro” que reproduz declarações do vice-ministro da Saúde Ma Shaowei, o número das vítimas provavelmente seja superior e as intoxicações vêm acontecendo há vários meses. O governo só reconhece dois mortos. O escândalo é mais um depois dos ravióli com pesticida, creme dental tóxica, arroz com inseticida e ração animal com melamina.

A adulteração era feita na maior fábrica chinesa de leite em pó: a Sanlu. Foi, entretanto, a Nova-Zelandia que soou o alarme, com base em dados do grupo neo-zelandês Fonterra que possui 43% da Sanlu. A Nova Zelândia acusou as autoridades locais chinesas de tentar abafar o drama.

Na província rural de Gansu, onde morreram os bebês, o número de criancinhas doentes quadriplicou em poucos dias. Elas apareciam subitamente com cálculos renais, algo muito estranho em lactantes.

Fábrica química, Kaiyang, China“Le Figaro” diz que a Sanlu acrescia melamina para o leite parecer mais rico em proteínas. A empresa neo-zelandesa Fonterra “tentou durante semanas obter um recall do leite mas as autoridades locais chinesas nada fizeram” declarou o premiê da Nova Zelândia Helen Clark.

Um dos dirigentes da Sanlu confessou que a empresa sabia da contaminação mas fez silêncio. Segundo a agência Nova China, citada pela Associated Press, o governo prometeu uma “punição grave”.

Este não é o primeiro caso de leite contaminado. Em 2004, mais de 200 bebês, dos quais 12 morreram, padeceram subnutrição por um leite inteiramente falsificado que não continha nenhum elemento nutritivo. Na época, 47 pessoas foram arrestadas e 40 empresas foram julgadas culpadas da falsificação. A melamina provocou a morte de muitos cães e gatos nos EUA que comeram ração adulterada com essa química.

Mas, tudo seguiu como dantes no quartel de Abrantes. As exigências da planificação socialista para atingir patamares de crescimento econômico delirante por um lado, e o desejo das autoridades locais para galgar prestígio e posição na estrutura do partido comunista, por outro lado, leva a toda espécie de falsificações de dados ou materiais. Como nos tempos de Mao...

Polícia inspeciona leite em pó. O caso se repeteA população é a que paga as conseqüências do maravilhoso salto adiante da China hodierna.

“The New York Times” externou o temor de que o caso acentue as resistências dos consumidores americanos aos produtos “Made in China”. O público já está traumatizado com casos anteriores.

A poderosa Food and Drug Administration (FDA) esclareceu que nenhum leite chinês foi aprovado para importação nos EUA. Mas, advertiu os consumidores para serem prudentes: a melamina pode se encontrar em algumas guloseimas. A melamina intoxicou milhares de cães e gatos americanos no ano passado e o governo chinês prometera tirá-la do consumo humano.

“The New York Times” tentou falar com diretores da Sanlu, mas ninguém respondia nos telefones da firma. As contradições nas declarações dos dirigentes envolvidos ficaram sem esclarecimento.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pirataria chinesa avacalha qualidade e tradição dos produtos ocidentais

Contrafacção de relógio, pesadelo chinês
A pirataria industrial chinesa é um flagelo para a indústria relojoeira suíça. Patek Philippe, Breguet, Longines, Omega, Blancpain, Tag Heuer, Vacheron Constantin chineses se encontram na rua por poucos reais, todos absoluta e rigorosamente falsos. “Use e jogue fora”: em pouco tempo param e vão para o lixo, mas o dano para a reputação das marcas tradicionais está feito.

Mas há pior: uma contrafação requintada que produz por um preço final em volta de U$200 relógios que externamente enganam clientes experientes.

As cópias de poucos reais jamais seriam usadas por alguém que quer se exibir com um “Rolex” na sua roda, sob pena de ridículo. Mas um “Rolex” chinês que ludibria até os proprietários de peças legítimas tira clientela de um público necessariamente restrito e desprestigia a marca.

“A China é o mercado número um da pirataria, lá ela ocorre livremente” diz Jean-Daniel Pasche, presidente da Federação da Indústria Relojoeira Suíça.

Contrafacção de relógio, pesadelo chinêsA Federação contatou o governo chinês, que fez de conta de querer colaborar. “Porém a luta será longa”, comentou desanimadamente Pasche.

Para Pequim a contrafação é uma arma de guerra econômica para obter uma hegemonia total no mundo. Nessa luta, o nível de vida, a dignidade, a boa qualidade, a tradição e o refinamento vão sendo demolidos.

No seu lugar, entra a má qualidade, a vulgaridade, a feiúra, o chinfrim, a intranscendência desprezível do meramente descartável.

Apagam-se os últimos vestígios da civilização cristã e se instala o ateísmo neo-pagão, como quer o comunismo.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nos Jogos, a censura e a repressão levaram todas as medalhas... da injustiça

Para entender a logomarca das Olimpíadas, pesadelo chinês
A brutal deterioração dos direitos humanos no país foi um dos mais evidentes frutos dos Jogos Olímpicos em Pequim.

Os organizadores pretenderam ter cumprido todas as promessas feitsa em matéria de liberdades.

Mas o que se viu na China é que a polícia “limpou” a cidades de “ativistas dos direitos humanos”, sob pretexto dos Jogos.

O regime generalizou as “prisões administrativas”, i. é, o envio sumario e sem processo de qualquer suspeito para um campo de concentração longe das capitais.

Nesses campos aplica-se as velhas fórmulas criminosas marxistas de “reeducação pelo trabalho” ou “reabilitação de drogados”, para reformar o pensamento dos dissidentes. Até duas anciãs de perto de 80 anos - uma delas em cadeira de rodas - ganharam um ano nesses campos por tentarem protestar nos locais oficialmente abertos para esse fim. O caso foi largamente informado pela prensa nacional e internacional.

Hu Jia, enviado a campo de concentracaoO caso do professor Liu Shaoqi foi também típico. Ele postou na internet fotos de escolas que desmoronaram matando milhares de crianças no terremoto de Sichuan, em virtude da péssima qualidade da construção: foi enviado para um “campo de trabalho” por um ano.

A acusação policial foi de “difundir rumores e destruir a ordem social”. A mulher de Liu confirmou que ele seguia internado num campo de trabalhos forçados.


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domingo, 31 de agosto de 2008

Absurdos econômicos para obedecer às Olímpicas exigências ideológicas do socialismo

Pequim, Hotel Shangri-La, cinco estrelasDurante os Jogos Olímpicos de Pequim houve uma queda de 20% no número de turistas estrangeiros, em relação à igual período de 2007.

Os dados são oficiais da Secretaria para o turismo. A queda deu-se apesar do corte no preço dos quartos e serviços.

A queda foi atribuída às dificuldades postas pelo regime policialesco à entrada de estrangeiros, alegando “motivos de segurança interna”, explicou AsiaNews.

Por sua vez, o diário “The Sunday Times” de Londres noticiou que milhares de camponeses chineses foram jogados na miséria porque água indispensável à agricultura foi desviada para garantir as necessidades dos Jogos Olímpicos.

Açude sêco, pesadelo chinêsA revelação da falta dessa infra-estrutura básica era inconveniente para a propaganda do regime, que fez tudo para “suprimí-la”.

A apenas 90 minutos ao sul de Pequim de trem, reportou “The Sunday Times”, descobria-se uma outra realidade.

Não era a olímpica falácia festiva da capital comunista: terras secas, plantações em agonia, camponeses beirando o desespero, endividados, e em certos casos se suicidando.

Entre as duas Chinas ‒ a da tapeação ideológica e a da realidade ‒ erguia-se um cordão sanitário de tijolos e de centenas de agentes de segurança encarregados de que ninguém visse o que estava acontecendo.

A realidade parecia pesadelo orwelliano. A planificação central socia-lista avisou com precedência que não haveria água em Pequim para os Jogos. Decretos foram abaixados para em “cem dias de luta” construir mais de 300 quilômetros de canais e dutos até a capital.

Açude seco, China. Pesadelo chinêsPorém, ninguém disse uma palavra sobre o que acontecera. As taxas pela água subiram 300%, i. é, ficaram impagáveis. Muitos canais de irrigação secaram sem explicação.

O nível das águas subterrâneas ficou inatingível, as plantações morreram, os campos foram abandonados e as casas camponesas ficaram desertas.

Perto de 31.000 habitantes da região de Baoding queixaram-se de terem perdido casas e terras.

A mídia oficial, entrementes, anunciava que a popu-lação exultava de regozijo por fazer um sacrifício em aras do bem nacional.

O jornalista do “The Sunday Times” viu canais de concreto vazios ou com poças de água de chuva, ou simplesmente inacabados, e reservatórios en-tupidos de lama ou pedregulho. A poeira obscurecia o horizonte.

Checkpoint Pequim, Olimpíadas“Nossos córregos e rios não têm mais água” deplorava Wang Duchuan, camponês de 30 anos. “O quê faremos para cultivar arroz? Não temos água nem para milho”, acrescia tomado pela desesperança.

Outro recurso oficial para solucionar o problema da água foi banir legiões de operários da capital.

No interior, a ditadura recorreu à repressão dos infelizes.

Controles nas estradas impediam a migração para as cidades, sobre tudo para Pequim. Os taxis só podiam levar passageiros “inusuais” com permissão exclusiva da polícia.

Checkpoint Pequim, OlimpíadasO jornalista do “The Sunday Times” viu soldados armados que controlavam em 10 pontos uma das estradas que levava para um reservatório. Em cada parada, uma faixa proclamava “Controle de Segurança das Olimpíadas”. Pouco importava que estas acontecessem a mais de 160 quilômetros de distância.

Nos controles, cartazes ofereciam um prêmio de R$25.000 para aqueles que delatassem “informações especiais Olímpicas” ao esquema de repressão.


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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mal terminados os Jogos, a vingança oficial se assanha contra os católicos

Mons. Giulio Jia Zhiguo, bispo de Wuqiu preso pela polícia chinesaEnquanto a mídia transmitia uma Olimpíada digna do melhor dos mundos do espetáculo, os fiéis católicos chineses gemiam na angústia. Eles sabiam, que assim que acabasse a festa montada pelo marxismo, a repressão viria se abater mais dura do que antes.

Porém “a ofensiva” das autoridades socialistas chegou enquanto os organizadores não tinham acabado de abrir as últimas garrafas de champanha oferecidas pela ditadura.

Informou o diário dos bispos italianos 'Avvenire' que no próprio domingo de encerramento, poucas horas antes da espetacular cerimônia conclusiva, quatro agentes de polícia violaram a catedral de Wuqiu (Hebei) e levaram preso Mons. Giulio Jia Zhiguo (foto), bispo subterrâneo (fiel a Roma) de Zhengding.

Segundo a agência AsiaNews, ele foi arrestado no momento que celebrava a Missa. É a décima-segunda vez que o prelado é jogado na prisão. O bispo tem 73 anos, quinze dos quais passados detrás das grades (1963-1978). Desde 1989, ele estava sob “estreita vigilancia”. Na realidade, nos últimos duas décadas alternou períodos de liberdade com longas passagens pelos cárceres.

Fuzhou, igreja leal a Roma demolidaDurante as festas olímpicas, o corajoso prelado – igual que muitos outros genuinamente católicos – foi posto em prisão domiciliar.

A polícia vigiava-o 24 horas sobre 24, e tinha levantado uma barraca em frente de sua casa, onde se arrevesavam os guardiões.

Ao mesmo tempo, na cidade olímpica, a miragem mentirosa do regime bancava uma “face liberal”. A ditadura aprovou enganosos “espaços para a espiritualidade e a oração” dotados de celebrações religiosas para todos os credos, observou Avvenire.

Foi um ápice de cinismo e falso ecumenismo.

A igreja “oficial”, departamento do regime, usufruiu de um estatuto bem mais favorável. Mas com limites: a ditadura temia que os católicos fieis a Roma se reunissem nessas igrejas. Por isso, só eram tolerados atos “oficiais” com um máximo de 200 pessoas.

Para a Igreja subterrânea toda reunião estava proibida sob pena de vinganças pós-olímpicas.

Nossa Senhora, China. Pesadelo chinêsOs fiéis de Zhengding não hesitaram em proclamar sua fé e se reuniram para celebrar a festa da Assunção de Nossa Senhora, muito venerada na China. A polícia deixou correr para não chamar a atenção com mais atos repressivos durante os Jogos.

Mas a retaliação chegou logo, como demonstrou o encarceramento de D. Giulio.

No momento, acrescentou Avvenire, ele parece ter sido engolido pela maquina repressiva. Ninguém sabe onde foi levado nem se e quando poderá voltar.

A diocese subterrânea de Zhengding (Hebei), conta com mais de 110 mil fiéis e pelo menos 80 sacerdotes e mais de 90 freiras.

Mais de mil fiéis participaram da festa da Assunção de Nossa Senhora que encolerizou a policia, informou AsiaNews.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Triste balanço para a liberdade: relativo sucesso para a repressão marxista

Policiais em Tiananmen, 100 000 controlam Olimpíada. Pesadelo chinês
Mais de 100.000 policiais vigiaram as Olimpíadas para evitar ou controlar os contatos da população com os visitantes.

O tirânico mas velhaco esquema de repressão foi completado com 400.000 cidadãos arrolados como delatores de seus vizinhos. Ai de quem não delatasse! O número dava para manter cheios os estádios com público “seguro”.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) se disse enganado e soltou algumas lágrimas de crocodilo. Mas, era impossível se enganar. O COI agiu como os super-capitalistas que colaboraram para a instalação e manutenção do comunismo na Rússia e alhures.

Jacques Rogge, presidente Comite Olimpico Internacional, COI. Pesadelo chinês.O chefe de imprensa do COI, Kevan Gosper, admitiu que o órgão negociou com o governo chinês o bloqueio dos sites “sensíveis” ao regime e de organizações humanitárias ou religiosas.

Sun Weide, porta-voz do Bocog [comitê organizador chinês] confirmou com tempo que a censura à rede mundial de computadores seria mantida durante a Olimpíada.

Até o início dos Jogos, o próprio presidente do COI, Jacques Rogge, ludibriava os jornalistas credenciados (mais de 21 mil) prometendo que teriam liberdade para trabalhar. Essa liberdade foi seletiva segundo os interesses ideológicos do regime marxista.

Centro de prensa Olimpiadas, Pequim. Pesadelo chinêsO sistema de bloqueio das informações apelidado “Great Firewall” congelava os computadores no próprio centro de imprensa dos Jogos de Pequim. “Great Firewall” é um trocadilho com a Grande Muralha (“Great Wall”) e controlava o acesso à rede mundial.

Bastava pesquisar palavras vetadas pelo regime socialista em sites de busca para que os computadores simplesmente travassem.

Receber um e-mail contendo palavras proibidas já era suficiente para que o programa de correio eletrônico deixasse de funcionar.


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Imprensa alemã verbera Jogos sob ditadura e colaboracionismo do Comitê Olímpico Internacional

Frankfurter Allgemeine Zeitung, Pesadelo chinês
Para a imprensa alemã, segundo informou a radio oficial Deutsche Welle, a escolha de Pequim foi um erro desastroso.

O prestigioso diário Frankfurter Allgemeine Zeitung sublinha a censura e a ausência de liberdade para a imprensa típica de regimes autoritários e ditatoriais.

The Financial Times Deutschland destaca que já há “sete anos era suficientemente claro, e está ficando cada vez mais claro que as Olimpíadas não podem acontecer num país governado por uma ditadura. Si Rogge [o francês Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional - COI] fosse coerente, deveria reconhecer que a escolha de Pequim foi um erro desastroso.”

The Financial Times Deutschland, pesadelo chinêsPor sua vez, o acatado Die Welt escreveu: “Na China, somente os responsáveis pelo esporte prometem que os cidadãos terão mais liberdades e que não haverá restrições na cobertura dos eventos. Mas os políticos não se sentem obrigados na mais mínima e recorrem aos velhos métodos.

A liderança chinesa segue intimidando e até encarcerando quem critica. Os dissidentes foram exilados no interior. Os jornalistas [estrangeiros] são ameaçados e têm os vistos negados.

“Até responsáveis do COI têm dado uma mão para chegar a esta situação ridícula em relação à censura da imprensa. Para eles 'os Jogos têm que sair', como disse o ex-chefe do COI Avery Brundage numa expressão que ficou famosa durante as Olimpíadas de 1972 após terroristas palestinos atacarem atletas israelenses. ...

O verdadeiro espírito das Olimpíadas está morto... só o COI pode mudar isso”.

Die Welt. Pesadelo chinês“O verdadeiro espírito das Olimpíadas está morto”: a frase é lapidar.

Mas o COI se mostra determinado a colaborar, e de um modo que se avizinha da cumplicidade, com os planos de propaganda universal da ditadura marxista de Pequim.


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