O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Intoxicações coletivas viram rotina e geram sublevações populares


O mau cheiro de uma estação de tratamento de esgoto serviu de estopim para um protesto de 10 mil pessoas em Fengwei, Província de Fujian, no leste da China. Segundo o “Miami Herald”, os manifestantes enfrentaram 2.000 policiais, em choques que deixaram ao menos dez feridos.

A ONG Centro de Informações para Direitos Humanos e Democracia informou que os habitantes de Fengwei acusam a estação de esgoto de liberar um odor nauseabundo, contaminar o ar, provocar doenças em crianças e idosos e poluir até o mar. Durante um debate sobre o tema, um funcionário da prefeitura teve seu carro destruído e foi feito refém pela multidão.


Uma mulher que mora a uma centena de metros da estação e não deu o nome por temor de represálias disse que as pessoas diante do cheiro pestilencial “vomitam ou desmaiam quando sentem”.

O Departamento de Propaganda do Partido Comunista reconheceu os distúrbios em termos confusos.

Em Wenping, província de Hunan, mais de 1.300 crianças ficaram envenenadas com chumbo pelas emanações da fábrica de processamento de manganês Wugang Smelting. Dias antes, emissões de uma fundição de chumbo numa outra província causaram centenas de vítimas.

A fábrica de Wenping abriu em maio de 2008 e funcionava sem aprovação ambiental, a menos de 500 metros de duas escolas, uma primária e outra secundária, e um jardim de infância.


O governo reconheceu que dois funcionários estavam sendo investigados. O resultado do inquérito dependerá de conchavos na sede do partido comunista.

Os protestos de massa por causa de intoxicações coletivas e problemas ambientais grosseiramente ignorados pelo governo ocorrem regularmente na China.

Na ONU, o presidente Hu Jintao fez promessas sobre meio ambiente muito aplaudidas pela mídia ocidental.

Mas, isso é para consumo externo. Na China, vigora o oposto e de um modo cruel acirrado pelo desejo de impor a hegemonia chinesa ao mundo.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Metais raros: Pequim passa a corda no pescoço de Ocidente


A China endurece o controle e exportação de minérios pouco conhecidos mas estratégicos que quase só se exploram no seu território.

Ela produz 93% dos chamados elementos de terras raras e mais de 99% de elementos ‒ como o disprósio, o térbio e o neodímio ‒ vitais para tecnologias de energia verde e aplicações militares, como mísseis, informou o “The New York Times”.

Esses minérios são chamados “raros” não porque sejam pouco abundantes, mas porque é difícil separar-los de outros com que habitualmente estão mesclados na natureza. Conferir.

Deng Xiaoping alertara os chineses para chegando o momento oportuno fazer com esses minérios uma chantagem ao Ocidente como a Opep fizera com o petróleo.

O plano está a cargo do Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação. Por enquanto visa forçar os fabricantes internacionais a produzir no país os equipamentos que requerem esses minérios. Sem isso as empresas não teriam acesso aos minérios. Também sem isso a China não teria ao alcance da mão as cobiçadas tecnologias que só os ocidentais conhecem.

Cada ano a China reduz o limite de terras raras que será exportado. Para distender as vítimas, Pequim disse a governos ocidentais e empresas multinacionais que não proibiria totalmente a exportação dos vitais disprósio e térbio.

Os ocidentais apalparam então o que significa ter a corda no pescoço puxada por um carrasco enigmático e ideológico.

Os minérios vitais são usados no fabrico de turbinas de vento e carros híbridos, como o Prius da Toyota. A General Motors e a Força Aérea dos EUA criaram ímãs usados nas aletas de orientação dos mísseis, disse Jack Lifton, químico que ajudou a desenvolve-los.

Alguns desses minérios são extraídos com métodos que danificam gravemente o meio ambiente. Mas, a China sabe que nenhuma ONG ecologista virá a apresentar alguma oposição séria.

A extração no mundo livre está cada vez mais obstada por controles. Em conseqüência, “cada vez mais fábricas estão se mudando à China”, explicou Dudley Kings-North, consultor em Perth, Austrália, e autoridade na matéria. Dessa maneira, Ocidente fica sempre mais dependente do arbítrio chinês.

O plano de hegemonia planetária de Mao vai sendo executado em meio à imprevisão e ao pragmatismo míope de certos ocidentais. Até o dia que a China der o aperto final na corda...

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Auge de repressão no 60º aniversário da revolução socialista


A China herdeira de Mão Tsé-tung comemorou 60 anos de comunismo com opressiva exibição de poder para glorificar seu fundador e a nomenklatura que o perpetua na tirania do país.

O “regime popular” interditou o povo de assistir aos imensos festejos. Os pequineses não podiam sequer assomar pelas janelas que deviam permanecer estritamente fechadas.

Na cidade só se ingressava com o beneplácito da ditadura. Para maior segurança, os hotéis centrais tiveram todos seus quartos “requisitados pelo Estado” ou foram simplesmente esvaziados.

As atrações turísticas também foram interditadas. Empinar pipas ou vender facas de cozinha ficou proibido dias antes com pretexto de segurança.

200 mil policiais e 1 milhão de “vigilantes voluntários” patrulhavam as ruas. O imenso aeroporto de Pequim também foi fechado durante a parada militar e 180 vôos cancelados. Tanques foram espalhados pelas ruas para evitar protestos e calar os dissidentes, segundo “O Globo”. A população devia denunciar “pessoas ou atos suspeitos”.

A capital ficou isolada por um cordão de segurança. Barreiras policiais revistavam longamente os veículos que queriam entrar.

Após a parada, houve um espalhafatoso show ‒ só para os homens de confiança e convidados especiais do regime ‒ dirigido pelo cineasta Zhang Yimou, responsável pelo espetáculo de abertura da Olimpíada de Pequim.

Oceano de seres humanos massificados

A implacabilidade das proibições e as fraudes das imagens transmitidas precisamente na abertura de ditas Olimpíadas levaram a não poucos assistentes do espetáculo televisivo a se perguntarem se não se tratava de mais uma montagem com base em “efeitos especiais”.

Impressão análoga suscitou no público o exibicionismo pela TV de armamentos, alguns com certo ar de brinquedo.

O desfile alardeou uma perfeição robótica que revela o grau de despersonalização exigido pelo socialismo chinês dos cidadãos-escravos.

Três jornalistas japoneses da agência Kyodo News foram agredidos por policiais que invadiram seu quarto no Hotel Beijing, nas proximidades da Praça Tiananmen. Os policiais chutaram os repórteres, os forçaram a se ajoelhar e destruíram seus computadores.

O governo sinalizou assim a “liberdade” dos jornalistas para não dizerem coisa alguma que lanhe ainda que de leve a imagem do socialismo ditatorial.

“Nenhum acadêmico que se dedica hoje a acompanhar a evolução da História da China aposta em mudanças democráticas de qualquer espécie em curto ou médio prazos”, acrescentou “O Globo”.

O presidente Hu Jintao passou revista à multidão de soldados-robôs, numa isolamento exclusivista que evoca as massificantes cerimônias de culto à personalidade nos sinistros tempos de Hitler, Stalin e do comemorado Mao Tsé-tung.

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