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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estatismo enforca revista símbolo da liberdade econômica e de expressão


A revista quinzenal “Caijing” (finanças em chinês) representou uma tentativa pioneira de jornalismo independente na China. Porém, as pressões do governo forçaram a demissão de 68 funcionários e a fundadora e diretora de redação, Hu Shuli, abandonará a publicação.

A crise foi desencadeada aproveitando a precariedade do estatuto jurídico das empresas público-privadas no país.

A diretora aprovou reportagens investigativas que apresentando a realidade prejudicavam a imagem da ditadura socialista.

Ela, então, foi pressionada a desistir dessa linha e convidada a “produzir material jornalístico simpático a anunciantes”, entre os quais as empresas com participação estatal têm destacada parte.

Com o fim de “Caijing” livre encerrar-se-ia uma exceção. A de uma publicação sem censura. No resto do país, a impressa executa a vontade dos ministérios e a censura do Partido Comunista reina nas redações.


Entre seus “crimes” anti-socialistas, “Caijing” revelou que a epidemia da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) também penetrara na China e denunciou a precariedade de centenas de prédios escolares que desabaram no terremoto de Sichuan em 2008 (foto ao lado).

Para se fazer uma idéia da importância que o regime concede a esse “crime”, o dissidente Huang Qi que denunciou a má administração das escolas afetadas pelo terremoto, foi condenado por “posse ilegal de segredos de Estado” pelo tribunal do distrito de Wuhou, Chengdu. Semelhante “crime” espantosamente impreciso é invocado regularmente pelo regime comunista para afogar toda oposição e encarcerar os dissidentes.

Em 11 anos de vida, a revista não chegou a ser fechada nem a diretora Hu presa devido a que Wang Boming, diretor da empresa que publica a revista, é filho de um figurão do Partido Comunista.

As publicações e jornalistas que desafiaram a linha oficial, entretanto, tiveram uma sorte bem diversa e muito triste.


A revista teve uma circulação de 250 mil exemplares. É lida pela elite econômica chinesa, e era a mais lucrativa do país.

Seus jornalistas não podiam receber propinas ‒ prática generalizada nos jornais estatais e praticada abertamente no transcurso de entrevistas coletivas.


Maio de 2008: "Caijing" publica foto de cemitério de crianças mortas no terremoto e enterradas só com um numero.


“Caijing” empregava 300 funcionários e reproduzia iniciativas da revista britânica “The Economist”, lançando ao fim de cada ano uma edição especial com perspectivas para o ano seguinte. Organizava conferências pelo mundo.

O desvirtuamento de “Caijing” acompanha uma forte tendência de re-estatização na China, análoga ao rampante estatismo na América Latina, liderado por Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Lula da Silva.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Líderes “pragmáticos” da China bafejam culto de Mao tsé-tung

A antiga e devastada cidade de Yanan, província de Shaanxi, é um local de peregrinação estimulada pelo regime anti-religioso socialista.

Trata-se de um local de romaria ateia! Pois Yanan foi a cidade onde Mao Tsé-tung instalou pela primeira vez seu governo comunista.

Yanan gemeu sob a tirania do líder marxista a partir de 1935 e até 1948. Ali Mão aplicou a reforma agrária, criou escolas marxistas com doutrinamento socialista forçado da população e ditadura eufemisticamente qualificada de “estilo de vida austero” sob “disciplina militar”.

O igualitarismo maoísta forçou homens e mulheres a se vestirem com os mesmos uniformes azulados e sapatos de pano pretos. Nisso igualavam-se ao seu hipnótico chefe. Mão preferiu ir a morar numa pequena casa encostada numa montanha e até numa caverna.

A propaganda marxista forjou uma mística a propósito de Yanan. Jornalistas e esquerdistas estrangeiros foram ali a escrever panfletos destinados a intoxicar Ocidente.

O repórter americano Edgar Snow viveu meses com Mao e seus cúmplices em 1936. Snow é o autor de “Estrela Vermelha”, livro que apresentava os comunistas chineses como heróis.


A irradiação de trevas que experimentam os membros do partido, do governo e de estatais chinesas e jornalistas e esquerdistas ocidentais explicam as peregrinações à cidade.

Chefes de empresas como a China National Petroleum Corporation (CNPC), a Petrobrás chinesa, disseram ter ido a Yanan para estudar o “espírito da revolução” e aplicá-lo nos dias de hoje.

O endeusamento do líder pelo governo confirma o formidável ascendente que ele tem sobre os dirigentes chineses atuais, embora eles finjam não serem mais do que líderes pragmáticos.

Mao Tsé-tung perdura como um ídolo semidivino ao qual muitos chineses pedem ajuda e proteção. Surgiram rituais pseudo-religiosos diante de estátuas com sua imagem.

Eles perpetuam velhos vícios do paganismo, mas também patenteiam o fundo supersticioso do materialismo marxista oficialmente imperante.

Atribui-se ao funesto líder eflúvios preternaturais que governariam secretamente a vida dos escravos do regime.

A ele são atribuídos milagres e fatos extraordinários ligados a cenas de glorificação pública pelo regime socialista.

O próprio presidente Hu Jintao teria sido um dos “milagreados”.

Entre as façanhas portentosas atribuídas ao semideus constam a grotesca Revolução Cultural, o Grande Salto para Frente no qual 30 milhões de chineses morreram de fome e a reforma agrária que assassinou um milhão de proprietários e deixou a China incapaz de se alimentar até hoje. De fato parecem “milagres”, mas do inferno!


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