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terça-feira, 17 de maio de 2011

Fiéis católicos chineses vítimas de desastrosa diplomacia vaticana

Cardeal Joseph Zen Zekiun

A Igreja Católica na China está reduzida a um “estado desastroso” por causa da política de aproximação da Santa Sé com o governo socialista de Pequim, escreveu o Cardeal Joseph Zen Zekiun, SDB, bispo emérito de Hong Kong.

Essa política é uma continuação da também desastrosa Ostpolitk conduzida pelo então Mons. Agostino Casaroli com os tiranos do Kremlin e seus fantoches na Europa Oriental.



Há um dialogo legitimo, escreve o cardeal, mas uma coisa diferente é quando “um Papa fala àqueles que estão assassinando cruelmente seus filhos”.

“Devemos procurar palavras doces para falar com aqueles que deram uma bofetada ao nosso amado Santo Padre?” acrescenta o purpurado se referindo às sagrações ilegítimas e praticadas com violência pelo governo comunista no fim de 2010.

Liu Bainian: chefia a Associação Patriótica que persegue os católicos
“O Cardeal Casaroli e seus sequazes se enganavam achando ter praticado milagres, procurando uma política extremada de compromissos, mas na realidade compactuaram a paz com governos totalitários causando uma desastrosa debilitação da Igreja”.

O Cardeal lamentou que de Roma se diz aos católicos fiéis, em última análise: “não vós compreendemos. Malgrado a pressão que sofreis, obedecei às ordens do governo”.

Neste caso, continua o Cardeal Zen, “obedecer ao governo quer dizer faltar gravemente à fidelidade devida ao Papa e à comunhão com a Igreja universal!”

D.Li Shan, bispo de Pequim
que os fiéis acham instrumento da ditadura
Para o Cardeal zen, “só a bondade do Papa não chama de cismática a Igreja oficial da China que quer ser uma Igreja independente com sagrações episcopais sem mandato pontifício”, em alusão ao atual presidente da Propaganda Fidei, Cardeal Dias e seus assessores que ele acusa de seguirem a Ostpolitik de submissão ao comunismo na China.

O cardeal Zen conclui ressaltando dramaticamente que os fiéis da China padecem aguardando em vão que venham de Roma os esclarecimentos indispensáveis.

“Cada dia que passa é uma eternidade para suas dores. Quando afinal o Senhor atenderá suas súplicas?”, pergunta.

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