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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bispo excomungado e socialismo chinês intensificam perseguição religiosa

Harbin: padres e fiéis fogem de bispo excomungado
Harbin: padres e fiéis fogem de bispo excomungado
O governo socialista está se vingando de sete sacerdotes católicos que não quiseram participar na cerimônia de sagração ilícita do Pe. Joseph Yue Fusheng, na cidade de Harbin, informou a agência UCANEWS citando fontes eclesiásticas locais.

Antes da sagração ilícita, representantes do governo avisaram aos sacerdotes resistentes que estes sofreriam pesadas consequências.

Os sete sacerdotes resistentes se ausentaram deliberadamente da cerimônia canonicamente ilegal ou manifestaram publicamente sua oposição ao fato de o Pe. Yue não ter mandato papal para ser bispo e estar estreitamente ligado ao governo.

Por sua vez, a Santa Sé declarou que o Pe. Yue incorreu em excomunhão automática prevista pelo Código de Direito Canônico.

Mas ele continua celebrando Missa como bispo em ruptura com a Igreja, com as costas aquecidas pelo governo marxista.


Nas últimas semanas os sete resistentes foram indiciados por “rendimentos insatisfatórios” e receberam ordem de fazer um “auto-exame” de três meses.

Segundo as fontes, os sacerdotes foram constrangidos a deixar suas paróquias para “se arrependerem de sua má conduta”.

Desde então, os sacerdotes resistentes moram em casas de paroquianos, voltaram às suas cidades natais ou migraram para outra província.

Harbin: igreja onde aconteceu a sagração sacrílega e ilegal.
Harbin: igreja onde aconteceu a sagração sacrílega e ilegal.
Desde a sagração do bispo excomungado, as fontes do continente chinês reproduzidas por UCANEWS – agência habitualmente bem informada a partir do coração da China –, vários padres se recusam a concelebrar Missa com o prelado ilegal.

Também o número de fiéis que frequentam Missa na igreja do Sagrado Coração de Jesus de Harbin (mais conhecida como “a catedral”) caiu vertiginosamente. Um certo número deles passaram a ir à Missa do clero “subterrâneo” que em verdade é o único que está em união com Roma.

O governo exige dos sete padres resistentes uma “carta de arrependimento” endereçada ao Pe. Yue e que concelebrem este dentro de um prazo de três meses. Caso contrário, a polícia vai expulsá-los da diocese.

Um dos sete teria fraquejado e concelebrado com o bispo excomungado durante a consagração de uma nova igreja na cidade de Bei’an.

Entrementes, Dom José Wei Jingyi, bispo de Qiqihar, legitimamente sagrado e empossado, mas não reconhecido pelo governo, diz que em Heilongjiang vai crescer a pressão do governo sobre a comunidade católica fiel a Roma.

Tratar-se-ia de uma maneira de impedir que os fiéis continuem a engrossar as fileiras do rebanho verdadeiramente católico.

Bispos sagrantes incluiam "legalizados" pela Santa Sé
Bispos sagrantes incluiam "legalizados" pela Santa Sé
“Nas décadas anteriores, um dos grandes grupos que o governo queria suprimir foi a comunidade “não registrada” [leia-se não dirigida pelo governo] da província de Hebei. No ano seguinte à sagração de D. Paulo Meng Qinglu como bispo de Hohhot, em 2010 [numa situação de perigosa ambiguidade, pois o eclesiástico recebeu aprovação da Santa Sé, mas pertence à Associação Patriótica, órgão do governo que persegue a Igreja], a comunidade católica “não registrada” da Mongólia Interior teve um aumento explosivo de membros. Nós podemos prever que vai acontecer o mesmo em Heilongjiang após a sagração ilegal do Pe. Yue” – disse ele a UCANEWS.com.

Os católicos da cidade têm bem claros os princípios da Igreja e por isso temem que sua vida religiosa vá ser gravemente afetada com previsíveis represálias e perseguições por parte do governo socialista e do clero alinhado com ele.

O excomungado bispo Yue nada fez para proteger os que deveriam pertencer a seu clero, fato que confirmou ainda mais os fiéis na convicção de que estão diante de um esbirro da ditadura anticristã.

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