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terça-feira, 16 de junho de 2015

Perseguição religiosa na China dispara
e Pequim apela ao Vaticano

Fieis rezam em reparação por um Cruzeiro derrubado pela polícia comunista.
Fieis rezam em reparação por um Cruzeiro derrubado pela polícia comunista.



A perseguição religiosa na China disparou como nunca nas últimas décadas, segundo relatório da associação pelos direitos humanos China Aid. Veja o relatório completo clicando aqui: 2014 Annual Report Religious and Human Rights in China.

O relatório denuncia que o regime está executando “um esforço orquestrado para consolidar o poder e suprimir a dissensão”. A perseguição religiosa na China cresceu nos últimos oito anos em mais de 150% por ano, informou o blog Creative Minority Report.

A hostilidade do regime ateu chinês contra toda religião é bem conhecida. Porém, o rápido aumento dos cristãos na China tira o sono dos ditadores de Pequim.

Dito aumento “abriu uma crise dentro do Partido Comunista Chinês. Na mesma proporção que aumenta o número dos que professam fé em Jesus Cristo, cresce também o número dos cidadãos que desejam o Estado de Direito, se opõem ao governo totalitário e apoiam a livre expansão da sociedade civil”.



Vários bispos e comunidades católicas estão na mira especial da perseguição, pois sempre foram os arquétipos do descontentamento cristão contra o assédio e a agressividade do regime socialista.

O relatório cita líderes cristãos de Zheijang que denunciaram a destruição de mais de 30 igrejas em 2014, a remoção forçada de 422 cruzeiros e a prisão de pelo menos 300 fiéis pela polícia. Desses, 150 foram feridos e outros 60 levados ante tribunais penais e administrativos.

Missa na igreja católica de Liuhe, periferia de Qingxu, norte da China
Missa na igreja católica de Liuhe, periferia de Qingxu, norte da China
Mas os cristãos chineses não entregam os pontos, perseveram e atraem novas conversões.

Relatos detalhados vindos da China descrevem cristãos montando guarda dia e noite em volta das igrejas para prevenir tentativas do governo de destruí-las.

Eles correm o risco de serem presos ou surrados pelas forças de segurança socialista e acusados de “constituir um grupo para perturbar a ordem”. Esse “crime” pode dar até em campo de concentração, dependendo da arbitrariedade das autoridades.

Mas o regime também age com astúcia. Pois quanto mais ele tenta destruir a religião, mais cresce o número de igrejas.

Em desespero de causa, os perseguidores estão apelando para a Santa Sé, da qual esperam obter algum acordo. Se conseguirem, este lhes servirá de instrumento de repressão sob a aparência de estarem agindo de acordo com a vontade do Papa.


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