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terça-feira, 31 de maio de 2016

A Ressurreição de Cristo celebrada com heroísmo de mártires

O Pe. Dong Baolu celebra Missa para católicos clandestinos numa das muitas igrejas das 'catacumbas'
O Pe. Dong Baolu celebra Missa para católicos clandestinos
numa das muitas igrejas das 'catacumbas'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Perto da metade dos católicos chineses não endossa a recusa da autoridade papal exigida por Pequim. Eles integram a chamada “Igreja clandestina” que vive sob a ameaça constante de invasão policial e até mesmo de prisão para fiéis e sacerdotes, constatou a revista “Time”.

Um fotógrafo estrangeiro viveu na China há oito anos e documentou a vida do rebanho “clandestino” de Hebei, que é guiada pelo padre Dong Baolu.

A metade da cidade outrora foi católica devido ao apostolado dos missionários estrangeiros, que difundiram muito profundamente a fé nas mais variadas localidades da China rural.

A revolução comunista de Mao Tsé-Tung em 1949 e as campanhas políticas de extinção dos opositores nas décadas seguintes deram um golpe tremendo no rebanho católico.



O regime perseguidor se perpetua até hoje e exige dos fiéis que queiram se reunir a submissão a um ente espúrio denominado Associação Patriótica Católica Chinesa.

Essa dependência estatal socialista cultiva relações estáveis com o progressismo católico no Ocidente, notadamente com a Teologia da Libertação e certas conferências episcopais, inclusive a brasileira, que há poucos anos recebeu sua delegação em Brasília. Também está num controvertido diálogo com a Ostpolitik vaticana, ou política de aproximação da Santa Sé com os governos comunistas.

Os católicos fiéis comemoraram a Páscoa e a Ressurreição na dor e na perseguição. Mas com heroísmo de mártires.
Os católicos fiéis comemoraram a Páscoa e a Ressurreição na dor e na perseguição.
Mas com heroísmo de mártires.
Porém, o padre Dong Baolu, de Hebei, bem como muitos outros sacerdotes e bispos se recusam a ceder às intimidações e seduções. No último Domingo de Páscoa, conta “Time”, o sacerdote voltou a elevar o Santíssimo Sacramento no cálice durante a Missa, para adoração dos fiéis reunidos em sua capela clandestina.

Havia ameaças da polícia socialista, mas esta não afastou os fiéis, que ocuparam um beco e um telhado para receberem a comunhão.

Enquanto isso, o fotógrafo viu que a igreja oficial próxima, acumpliciada com a Associação Patriótica Católica Chinesa, estava completamente vazia.

Há na China um braço de ferro, cujo fiel da balança é constituído pelos homens. Os dois braços são, porém, fabulosamente maiores: o Céu e o inferno.

Nesse longo braço de ferro, a garra de Satanás – representada pela igreja patriótica, a Ostpolitik vaticana e o governo comunista – dá sinais de fraquejar.

Um número cada vez maior de chineses está encontrando a esperança na religião.

As contrafações do catolicismo – como os protestantes e as diversas formas de sincretismo religioso, que são menos perseguidos e até tolerados pelo socialismo – têm mais membros que o Partido Comunista.

É na procura da Verdade que esses chineses acabam descobrindo, não sem muitos sofrimentos, a única Igreja verdadeira, oculta na clandestinidade: a Santa Igreja Católica Romana.

A repressão oficial está cada vez mais furiosa. Nos últimos anos, centenas de templos clandestinos que desafiavam o governo exibindo suas cruzes as tiveram removidas, ou os templos definitivamente demolidos.

O governo socialista apela sorrateiramente ao Vaticano, sonhando conseguir um acordo através do qual a Ostpolitik eclesiástica lhe entregue na bandeja a cabeça dos fiéis clandestinos.

Por isso, eles temem a aproximação entre o governo carrasco de Pequim e a Santa Sé, a qual ganhou força com o Papa Francisco.

Se houve muito sangue derramado por mártires chineses nos séculos passados, sob o regime comunista no século XX ele foi torrencial.

Esse sangue “semente de cristãos”, como disse Tertuliano, está rendendo surpreendentes frutos e acelerando o dia em que a China se verá livre do monstro marxista e de seus “companheiros de viagem” católico-progressistas.


2 comentários:

  1. Sou protestante e sei que a igreja de Cristo é perseguida. Mas ela não é propriedade exclusiva de nenhum homem.

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  2. A Igreja Católica é sim propriedade exclusiva de um ÚNICO HOMEM: NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO.

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