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terça-feira, 25 de abril de 2017

Intensificou-se a perseguição religiosa na China

Católicos se reúnem desafiando pior perseguição desde a Revolução Cultural
Católicos se reúnem desafiando pior perseguição desde a Revolução Cultural
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A perseguição religiosa aos cristãos atingiu patamares de radicalidade que não se viam desde os cruéis tempos da Revolução Cultural (1966-1976) desencadeada pelo ditador e fundador do comunismo chinês Mao Tsé Tung.

Essa Revolução Cultural visou extinguir as chamadas “Quatro Velhas”: os “Velhos Costumes”, a “Velha Cultura”, os “Velhos Hábitos” e as “Velhas Ideias”.

A campanha de modernização socialista foi executada por grupos organizados de estudantes marxistas. Mao batizou-os de Guardas Vermelhos e orientou-os a atacarem toda religião, não só o cristianismo.

Incontáveis templos, prédios históricos, bibliotecas e obras de arte de um valor sem igual, foram destruídos nessa massiva “revolução cultural”.

Qualquer manifestação de prática religiosa foi proibida como intrinsecamente má. Milhões de pessoas foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela sua religião, pela sua adesão à milenar cultura chinesa e pelo seu apego à organização social hierárquica baseada na família e na propriedade.

Em 2017 foi publicado o relatório “China Aid’s Annual Persecution Report” (“Relatório Anual da Perseguição, pela China Aid”) relativo a perseguição religiosa no ano de 2016, segundo noticiou o jornal chinês editado em Nova Iorque “The Epoch Times”.




O relatório conclui que no ano que findou os atos de perseguição socialista aos cristãos aumentaram por volta dos 20% e que o número de cristãos presos pela sua adesão a Jesus Cristo cresceu perto de 150%.

Apelo em Hong Kong pelo bispo Cosme Shi Enxiang, provavelmente morto num cárcere comunista chinês
Apelo em Hong Kong pelo bispo Cosme Shi Enxiang,
provavelmente morto num cárcere comunista chinês
As autoridades do Partido Comunista também se assanharam na demolição das cruzes expostas em igrejas ou locais públicos.

Muitos dos mortos podem ter sido assassinados para lhes extraírem compulsoriamente os órgãos.

Desde o ano 2000 os hospitais do governo praticaram mais de 1,5 milhões de transplantes de órgãos humanos, em muitos casos extraídos a viva força de prisioneiros de consciência.

“Eu acredito que é ideologia, assassinato em massa e encobrimento de um crime terrível, onde a única maneira de disfarçar o crime é continuar matando pessoas que sabem sobre ele”, disse o jornalista de investigação Ethan Gutmann, que ajudou a preparar o relatório do ano passado sobre a colheita de órgãos intitulado “Colheita sangrenta / O matadouro: uma atualização”.

A China “construiu uma rede elefantisíaca” de hospitais estaduais utilizados para a colheita de órgãos, acrescentou Gutmann.

Segundo o relatório, os cristãos continuam sendo forçado a praticar sua religião em casas particulares ou igrejas clandestinas. Por isso, a China está no lugar 39º na lista dos 50 piores países do mundo em matéria de perseguição ao cristianismo.

“As principais conclusões do que aconteceu o ano de 2016 e dos relatórios que chegaram nos primeiros dois meses de 2017 mostram que a situação da liberdade religiosa se está deteriorando rapidamente”, concluiu Bob Fu, chefe de China Aid, autora do relatório.














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