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terça-feira, 30 de maio de 2017

Pequim saúda avião comercial que conseguiu completar voo

Na apresentação o C919 não saiu do hangar. O primeiro voo só foi testemunhado por funcionários e mídia oficial.
Na apresentação o C919 não saiu do hangar.
O primeiro voo só foi testemunhado por funcionários e mídia oficial.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O avião de meio alcance Comac C919 para passageiros, fabricado pela China, voou pela primeira vez sem incidentes, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri. Com ele, Pequim aspira desafiar a hegemonia dos gigantes Boeing e Airbus, e da brasileira Embraer.

A encenação foi bem preparada. O aparelho decolou entre gritos e aplausos de milhares de pessoas convocadas ao aeroporto de Xangai. O evento saiu ao vivo na TV oficial.

O locutor Yang Chengxi perdeu a voz berrando emocionado: “Hoje é o dia! Fomos testemunha de uma decolagem bem-sucedida!”.

Tudo indica que tinha razão. Há tempos que o engenho voador não saía dos hangares da Corporação Chinesa de Aviação Comercial (Comac, em inglês). Essa estatal foi fundada em 2008 para produzir um avião comercialmente viável que pudesse rivalizar de início com o Boeing 737 e o Airbus A320.



Segundo os especialistas, ainda faltam décadas para que a aeronave chinesa possa rivalizar com os modelos das duas grandes. O processo de certificação das reguladoras de segurança mundial pode consumir mais anos.

Os principais componentes do C919 não são de invenção chinesa, mas importados. O trem de aterrissagem é alemão, os motores são franco-estadunidenses, e o interior é austríaco. Um cambalacho de peças com pouco de integralmente chinês, cujos encaixes inspiram prudência, senão temores.

A planificação da contrafação começou há uma década. Foram anos de problemas lidando com algo que os engenheiros chineses não conheciam bem.

Pequim investiu ingentes quantidades de dinheiro nesse lance- chave para sua ofensiva de hegemonia mundial. Aproveitou o fato de muitas peças do Boeing 737 e a montagem do Airbus A320 estarem sendo feitas no país.

A Comac garante ter recebido 570 encomendas, na maioria de empresas chinesas e impostas pelo regime.

Funcionários comemoram primeiro voo comercial bem sucedido do ARJ21-700
Funcionários comemoram primeiro voo comercial bem sucedido do ARJ21-700
O C919 é só o início. Pequim sonha com uma contrafação que possa competir com o 787 e o A350 da Boeing e do Airbus, respectivamente.

O C919 já fora apresentado num hangar em novembro de 2015. De duas, uma: ou as provas prometidas não saíram ou o regime não deixou transparecer no que deram.

Perto do principal aeroporto de Xangai a Comac possui vários centros de desenho, montagem e provas. “Poderíamos estar fabricando até cem aviões ao mesmo tempo”, gabou uma funcionária da Comac, segundo escreveu o jornal “Clarín”, de Buenos Aires.

Até o momento agora comemorado, o único problema era que nenhum havia voado satisfatoriamente.

No mesmo conjunto industrial é montado um modelo menor: o bi-reator regional ARJ21, pomposamente apresentado em 2008 com o nome de 'Voo da Fênix'.

Também demorou muito para decolar e só fez o primeiro voo comercial em 2016. Veja: China apronta fênix da contrafação


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