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domingo, 20 de maio de 2018

Templos demolidos, túmulos violados no “país que melhor aplica a doutrina social da Igreja”!

Proibir as cruzes e estreitar as mãos da Ostpolitik vaticana.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







As cruzes da catedral do Sagrado Coração de Jesus de Shangqiu, China, foram removidas pelo governo local. Foi a primeira igreja católica da província de Henan vítima dessa violência.

As autoridades voltaram para instalar outras muito menores e em muito menor número, noticiou a agência UCANews.

Agentes dos comitês comunistas de rua e de bairro que espionam e controlam os cidadãos exigiram remover as cruzes.

“Os comissários impusera que a Cruz mais elevada da catedral fosse removida, mas os responsáveis da igreja discordaram” narrou uma fonte que não quis ter o nome divulgado.

Todas as tentativas de uma moderação da exigência foram inúteis e o governo apelou a máquinas para a demolição.



Além da catedral foram alvejadas uma pequena e velha capela e uma torre. Ao todo foram removidas 10 cruzes, seis das quais da catedral e três da capelinha.

Os fiéis compareceram na catedral e ficaram rezando do lado de fora.

Denúncias pela violência foram apresentadas em órgãos do Partido Comunista. Esse, temeroso de reações populares parece ter ordenado reerguer a metade das cruzes da catedral e uma da capela. O maior cruzeiro de seis metros foi substituído por outro de três metros.

Cruz da catedral de Shangqiu arrancada pela perseguição socialista.
Cruz da catedral de Shangqiu arrancada pela perseguição socialista.
O Pe. João disse que a exação foi brutal e contrária as leis escritas em matéria religiosa.

Um católico que trabalha no Partido Comunista local reconheceu que a catedral está em situação legal e que a remoção foi ilegal, se mostrando surpreso pelo fato de as cruzes originais não serem repostas.

Os incidentes contra o catolicismo se estão multiplicando na província de Henan.

Também o governo está afixando cartazes nas portas das igrejas proibindo o ingresso de crianças e jovens.

O Pe. João sublinhou que não só o Henan está sendo alvejado, mas desde que o presidente Xi Jinping abaixou as novas normas ditatoriais “incidentes como esse estão acontecendo em todo o país”.

“A Igreja católica da província de Henan, China central, está sendo violentamente perseguida! Rezem por ela!”: era a mensagem que chegava desde diversas partes do país, acompanhada de uma lista de episódios de violência antirreligiosa verificados nas últimas semanas, registrou a agência AsiaNews.

A lápide e o túmulo de Mons. Li Hongye foram profanados e destruídos. Mons Li (1920-2011). Ele governou a diocese de Luoyang legitimamente e padeceu décadas em campos de trabalho forçado ou prisão domiciliar.

Os fiéis acreditam o frenesi sacrílego contra o túmulo se deve à presença de signos episcopais gravados sobre a lápide funerária.

Na mesma diocese foi inteiramente demolida a igreja de Hutuo, distrito de Xicun, Gongyi.

A violência mais sórdida foi aplicada em Zhengzhou. Representantes do governo irromperam na missa pascal, no domingo 1° de abril, sequestrando todas as crianças e menores de idade.

A nova lei de Xi Jinping proíbe dar educação religiosa aos menores de 18 anos. Desde então, todos os domingos há funcionários estatais nas portas das igrejas para impedir o ingresso dos menores.

Essa perseguição começou em Henan, na Mongólia interior e em Xinjiang onde a comunidade católica é pequena minoria.

A aplicação das novas leis está ocorrendo a modo de teste das resistências e dos métodos para sufoca-las.

Quando o sinistro treino for considerado suficiente virão os assaltos nas regiões onde os católicos representam uma percentagem importante da população, como em Hebei e Shanxi.

O túmulo profanado do bispo de Luoyang
O túmulo profanado do bispo de Luoyang
No Henan a quase totalidade da Igreja resiste ao socialismo – é “subterrânea” – e nas suas 10 dioceses – salvo a de Anyang – não há bispos submissos ao governo.

A diocese de Luoyang está sem bispo, mas a Santa Sé não nomeia sucessor contentando ao regime. Pequim se assanha contra a Igreja não oficial, especialmente a que está sem pastor.

Segundo um sacerdote local, o socialismo tenta atemorizar sobre tudo aos que querem se converter, tentando deter o potente surto religioso na região.

Na diocese de Zhengzhou, além da mencionada invasão da missa de Domingo de Pascoa, nas paroquias de Shuanghuaishu, Jiayu e Youfang, a polícia sequestrou os livros de oração, de cânticos e bíblias.

Na diocese de Shangqiu, os esbirros comunistas ameaçam os fiéis de impedir que seus filhos possam ir à escola e que tirarão a aposentadoria dos católicos anciões.

Eles vão de porta em porta dizendo que os desobedientes serão expulsos dos empregos públicos e residências estatais.

Na entrada principal da igreja de Qixian, diocese de Kaifeng, afixaram cartazes proibindo “pregar a menores nos locais de atividade religiosa”.

O mesmo acontece na diocese de Anyang. O jardim de infantes da igreja de Weihui foi clausurado pela força, numa noite em que membros do governo jogaram os bancos das crianças para fora e selaram as portes.

Todos os objetos sacros das igrejas de Xincun e Gaoqiangying foram sequestrados pelas tropas de segurança.

A casa da igreja em Huaxian também foi clausurada e o cruzeiro que coroava a igreja de Xincun foi destruído.

Policiais impedem missa pela violência em Heilongjiang
Policiais impedem missa pela violência em Heilongjiang
Na diocese de Puyang houve igrejas demolidas e os presidentes dos conselhos paroquiais foram obrigados a denunciar os dados (nomes, RG, local de trabalho, moradia, etc.) dos membros das comunidades.

Nas dioceses de Xinxiang, o governo mandou demolir a cruz da igreja de Xishang norte, roubou as bíblias das crianças e os livros da igreja e sequestrou a documentação financeira da igreja.

Um vídeo rapidamente retirado de circulação exibiu policiais invadindo um local “clandestino” onde se celebrava a Missa do Domingo Pasqual na província de Heilongjiang, nordeste da China, segundo informou o “Catholic Herald” do Reino Unido.

O local foi saqueado e os esbirros tentaram prender o pároco e o líder leigo da comunidade. As autoridades socialistas comemoraram ter “impedido com sucesso a atividade religiosa de um sacerdote católico ‘subterrâneo’”.

A publicação inglesa rememorou a perseguicao que sofriam simultaneamente os bispos Vicente Guo Xijin, de Mindong, e Pedro Shao Zhumin de Wenzhou, que foram feitos prisioneiros para lhes impedir celebrar os ofícios quaresmais, enquanto os agentes do governo dialogavam com os enviados do vaticano para destitui-los.

O acordo procurado pelos delegados vaticanos e marxistas chineses vem sendo fortemente criticado nos ambientes sinceramente católicos.

Isto no país e no momento em que Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, conhecido como conselheiro próximo do Santo Padre, defende que:

“Neste momento, os que melhor praticam a doutrina social da Igreja são os chineses [...]. Os chineses procuram o bem comum, subordinam as coisas ao bem geral“, “La Stampa” de Turim do dia 2 de fevereiro 2018.



Demolição de uma Cruz em Henan





A vida de um católico perseguido na China




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