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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O comunismo cerceou o Natal,
mas sente que seus días estão contados

Natal na China foi visto como atividade ilegal. Foto arquivo
O Natal na China foi visto como atividade ilegal. Foto arquivo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Nem luzes de cores, nem árvores, nem guirlandas de qualquer tipo, ainda que despojadas de qualquer alusão religiosa.

Obviamente, nem presépios nem a contrafação de São Nicolau mais conhecida como Papai Noel, suas renas e trenó.

Puro ateísmo materialista anticristão e antiocidental. Banidas todas as formas que podiam trazer alguma alegria ao espírito e elevar os pensamentos.

Assim o determinaram as autoridades da cidade de Langfang, na província de Hebei, no coração da China. Todo e qualquer símbolo ou exibição natalina foi banido das ruas e das lojas, noticiou o “The New York Times”.

E isso após o “acordo provisório” com a Santa Sé que prometia segundo a diplomacia vaticana aproximar o cristianismo do feroz materialismo de Xi Jinping.

As missas "não oficiais" deviam acontecer em locais dissimulados
Os funcionários da prefeitura, alegaram que o Natal está proibido por instrução do líder máximo e que não há o que protestar após a Santa Sé reconhecer o novo estatuto do catolicismo “achinesado” ou melhor, comunistizado.

Segundo o presidente Xi Jinping, o Natal não é mais do que uma celebração ocidental que serve de pretexto para incentivar a venda de produtos desnecessários que, para pior, cristianizam o país.

Como se a China não invadisse com produtos desnecessários e de má qualidade o mundo todo.

Essa é a filosofia do comunismo moderno chinês diante do qual se curvam tantos ocidentais também descristianizados.

Os agentes municipais de Langfang mandaram destruir ou apagar tudo o que tivesse cor vermelha, cor que de si fala do Natal e da alegria.

Supomos que não foi interditada a tonalidade tijolo sujo avermelhada do Partido Comunista, imitada pelo PT.

Loja não pode funcionar com árvore de Natal em Lanfang.
Loja não pode funcionar com árvore de Natal em Lanfang.
A censura se abateu sobre as decorações inclusive as que nada tinham a ver com o Natal, mas que podiam despertar ou se aproximar das alegrias natalinas em ruas, lojas e escolas.

Os empregados da prefeitura comunista percorreram centros comerciais e ruas durante os dias 23, 24 e 25 de dezembro para garantir que ninguém tinha violado os preceitos ateus.

O uso das praças e espaços abertos por parte de pregadores religiosos também foi banido. Se alguém fosse identificado difundindo palavras ou material cristão devia ser imediatamente denunciado à polícia.

Não faltaram camelôs que tentaram burlar a perseguição correndo com carrinhos em que dissimulavam os produtos natalinos, como árvores de Natal, papais Noel ou doces típicos da festa.

Quando pegos tiveram os produtos destruídos, os vendedores foram chicoteados e dispersados. Isto no país que o Mons. Vaticano Marcelo Sánchez Sorondo, um íntimo do Papa Francisco, qualificou de modelo de aplicação da doutrina social da Igreja !!!!

Yaqiu Wang, investigador da insuspeita ONG Human Rights Watch, explicou que “a proibição das decorações natalinas em Langfang é parte integral do controle estrito do governo chinês sobre a religião”. Não foi, portanto, ato restringido a uma cidade só.

Natal proibido em Lanfang
Natal proibido em Lanfang.
Em verdade, não é a primeira vez que o marxismo chinês tenta apagar os fundamentos do Natal. Em dezembro de 2017, a cidade de Hengyang, na região de Hunan, convocou os membros do Partido Comunista e familiares para “resistirem ao festival ocidental”.

Tampouco é uma invenção da China comunista. Por toda parte o comunismo – e seu correspondente ocidental, a Revolução Cultural – trabalha afincadamente para apagar a doce lembrança de Cristo e a maravilhosa comemoração da vinda ao mundo do Redentor.

Tampouco é tentativa de hoje. Em todos os séculos, pagãos e inimigos da religião tentaram erradicar a magna festividade da sociedade, da cultura e das almas. Mas nunca o conseguiram, ela sempre voltou superando até as piores deturpações.

De fato, o maior inimigo do Natal é o próprio Lúcifer e seus anjos infernais que, após o nascimento do Redentor veem perder sua influência sobre a humanidade.

Então mobilizam todos seus sequazes humanos para perder o maior número possível de almas.

Funcionários removem decoração julgada natalina numa loja de Louis Vuitton
Funcionários removem decoração julgada natalina numa loja de Louis Vuitton
Na China o catolicismo, e o cristianismo em geral, são minoritários, embora estejam crescendo aceleradamente.

As religiões numericamente predominantes são pagãs: o budismo, o taoísmo, o confucionismo, o maometismo e conjuntos de antigas superstições.

Porém, o 25 de dezembro com sua bênção atrai até os pagãos e é ocasião de numerosas conversões inclusive dos ateus mais empedernidos.

Por isso, o comunismo treme: ele sabe que tem seus dias contados na imensa nação chinesa.


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