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domingo, 27 de junho de 2010

Sinistros mistérios por tras da “torcida” e do time da Coreia do Norte

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Na arquibancada do Ellis Park, os “norte-coreanos” torciam de um modo esquisito. Mais pareciam “bonecos teleguiados que evitam falar”, comentou “O Globo” (16.6.10)

Os 50 homens não queriam, ou não podiam falar e evitavam a imprensa. Um animador comandava-os com batuta de ferro, assim como o “líder supremo” Kim Jong Il dirige o país.

“Aqueles 50 homens pareciam bonecos guiados por controle remoto. Todos com a mesma roupa, receberam de um espécie de animador de torcida, dois pedaços de madeira para que fizessem barulho como se batessem palmas.

“Cada gesto era guiado pelo líder, que ficava à frente e dizia quando bater com a madeira, o quê e quando cantar.

“O grito de guerra era algo como ‘Somos da Coreia do Norte e lutamos muito bem. Em 1966, eles lutaram e agora faremos o mesmo’, numa referência à histórica campanha na Copa da Inglaterra”, registrou a reportagem.

Quando alguém perguntava como tinham chegado até lá, faziam um sinal de silêncio com o dedo indicador à frente da boca.

Mas, eles tinham um porta-voz designado, Kim Yong Chon, que falava pelo grupo:

— Fomos escolhidos para vir apoiar o time. Como viemos? De avião.

Aqueles norte-coreanos, na verdade, sequer se conheciam. E não conversavam entre si. Sobre a vida em seu país, diziam não poder responder.

O mistério não demorou em começar a se esclarecer: a “torcida” norte-coreana era composta por atores chineses contratados pelo regime norte-coreano, noticiou a imprensa internacional.

A própria imprensa chinesa revelou o fato. Eles foram recrutados pela empresa China Sports Management Group a pedido do Comitê de Esportes da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte vem servindo de “desabafo” para as tendências violentamente anti-ocidentais e anti-capitalistas astutamente aboletadas em Pequim. Nada de mais normal que a Coreia do Norte recorresse a seus aliados de confiança para essa delicada operação de propaganda.

Por que não contratou atores do próprio país?

Após a partida com o Brasil, diversos meios internacionais noticiaram que quatro jogadores norte-coreanos tinham “desaparecido”. Fugaram-se? Foram detidos pela espionagem norte-coreana na delegação?

Mistério...

O diretor de imprensa da FIFA, Nicolas Maingot, segundo alguns sites, saiu a dissipar os temores dizendo que “os 23 jogadores estão presentes no hotel”, em Johannesburgo. De fato, o dia da partida com o Brasil no estádio Ellis Park só havia 19 dos 23 futebolistas da equipe.

Dá para temer que o futuro desses jogadores pode ser sinistro, se se considera a experiência passada, observou o jornalista da “Folha de S.Paulo”, João Pereira Coutinho.

Ele lembrou que em 1966, o Portugal eliminou a Coreia do Norte.

“Mas na história desse jogo, a verdadeira tragédia aconteceu quando os norte-coreanos regressaram a casa. A revista americana The New Republic relatou recentemente o sucedido: recebidos como heróis pela população, a verdade é que as autoridades oficiais de Pyongyang não gostaram do 3x5 com Portugal.

“E agiram em conformidade. A equipe foi desmantelada. Os jogadores foram criticados violentamente pela imprensa oficial do Partido, acusados de ‘espionagem’ e outras atividades ‘subversivas’. E, depois de criticados, seguiu-se a tortura e o envio para os campos de concentração do regime.”

“Meio século depois, acrescentou o jornalista, a situação não se alterou. A Coreia do Norte continua a ser um estado comunista e paranoico especialista no assassinato dos seus cidadãos”.

Não admira que alguns desses jogadores tenham dado sinais de deserção, tal vez mendigando asilo político.

Eis o regime mimado pela China maoista ‒ ou “convertida ao regime de mercado” como alguns ingênuos insistem em acreditar.

Ao menos enquanto não cair sobre esses ingênuos (?) a canga da escravidão socialista. Mas ali já poderá ser muito tarde.

Veja a TV nortecoreana retransmitindo a “vitória” Coreia do Norte 1 X Brasil 0, na África do Sul

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Virtual extermínio dos católicos na Coreia do Norte

1954: túmulo de três sacerdotes martirizados em Chunchon
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Ninguém conhece o destino dos bispos católicos da Coreia do Norte, informou a agencia AsiaNews. No Anuário Pontifício eles figuram como titulares de suas dioceses, porém os considera “dispersos”, um eufemismo por “desaparecidos”.

Para o regime comunista trata-se de “perfeitos desconhecidos” e desde os anos 80 funcionário algum fornece qualquer informação sobre eles.

A Coreia do Norte esta subdividida em três dioceses ‒ Pyongyang, Chunchon e Hamhung ‒ além da Abadia Territorial de Tomwok.

Nos anos 50, 30% dos habitantes da capital Pyongyang professavam a fé católica, mas no resto do país atingiam só o 1%.

Durante a Guerra de Coreia (1950-1953) as tropas comunistas massacraram missionários, religiosos estrangeiros e católicos coreanos. O regime norte-coreano, satélite de Rússia e da China, tentou varrer toda presença cristã. No Norte foram destruídos todos os monastérios e igrejas, e os monges e sacerdotes foram condenados a morte.

Pe Antoine Gombert:
mártir dos nortecoreanos comunistas
Naquela guerra o delegado apostólico no país, Mons. Patrick James Byrne foi condenado à morte. A execução não teve lugar, porém o representante vaticano foi deportado a um campo de concentração onde faleceu em virtude das privações.

Desde aquela época não se têm mais notícias dos 166 sacerdotes e religiosos presentes no país pelo fim da guerra. “São perfeitos desconhecidos” respondem sempre os burocratas socialistas.

Oficialmente não ficou nem clero nem culto. Fontes de AsiaNews no país afirmam que os “verdadeiros” católicos que restam, não são mais de duzentos, na sua maioria idosos.

O regime autoriza apenas a igreja de Changchung na capital Pyongyang. Na realidade, é mera “vitrina” de propaganda do regime.

Os fiéis devem professar a fé em secreto. Se forem descobertos numa missa podem ser presos, torturados e condenados à pena capital. O simples fato de possuir uma Bíblia é crime punível com a morte.

Mons. Hong Yong-ho foi nomeado Vicário Apostólico de Pyongyang em 24 março de 1944 pelo Papa Pio XII. Em 10 março de 1962 a Santa Sé elevou o Vicariato à condição de diocese em protesta contra a perseguição do regime comunista.

Mons. Hong tornou-se um símbolo da resistência católica, mas hoje está “desaparecido”.

Se ele estiver vivo teria mais de cem anos, e o Vaticano julga que “não pode se excluir que ainda esteja prisioneiro em algum campo de reeducação”.

Enquanto isso, na Coréia do Sul, num regime de liberdades, os católicos aumentam continuadamente e já superaram a barra de 10% da população total, segundo a agência UCANews.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Regime inumano de trabalho gera onda de suicídios suspeitos na China

 
Uma onda de suicídios na fábrica da Foxconn, pertencente a uma empresa de Taiwan, instalada em Shenzen, sul da China continental, causou pânico entre os seus dirigentes, informou a BBC.

A direção da fábrica decidiu aumentar os salários em 20%. Ela produz aparelhos eletrônicos para a Apple, como o iPhone e o novo iPad, mas também para Dell, Nokia e Sony. O salário inicial nessa empresa de alta tecnologia é de 900 yuans por mês, equivalente a perto de R$ 242. A Foxconn emprega mais de 300 mil pessoas na China.

O problema é o regime militar de trabalho na fábrica, mais ou menos similar ao usado no resto da China. O total dos suicídios reconhecidos aproximaria-se a 16.

Presidente da Foxconn, Terry Gou, tenta acalmar as denúncias
O fato é que os operários estão submetidos a extenuantes jornadas de trabalho num parque industrial isolado, que lhes fornece dormitórios para garantir máxima produtividade. Eles são controlados e punidos por uma polícia interna, suspeita de ter induzido o suicídio de muitos.

O presidente da empresa, Terry Gou, garantiu que estava instalando redes para evitar novos suicídios em todos os dormitórios e prédios do imenso complexo. Elas visam segurar os operários que venham se jogar pelas janelas.

O complexo industrial, segundo o correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, “é uma verdadeira cidade, com lojas, postos de correio, bancos e piscinas de tamanho olímpico”. Setenta psicólogos aconselharão aos funcionários.

Dormitórios comuns para os operarios da Foxconn
Segundo o diário portenho “La Nación”, os pais de Ma Xiangqian, 19, um dos mortos, acham que seu filho faleceu em circunstâncias misteriosas. “Só pedimos é a verdade. Nem sequer uma compensação” disse o pai de Ma.

Empregados denunciam que agentes internos de segurança espancam os operários e em algum dos casos, teriam jogado a vítima pela janela.


O alto número de operários que assim perderam a vida nas fábricas da China incomoda à indústria tecnológica que, com capitais e tecnologias ocidentais, explora a mão de obra escrava chinesa. Aumentam os apelos de ativistas para um boicote mundial de produtos como os últimos iPhone da Apple produzidos em condições injustas.

Sun Danyong: empresa reconheceu violências
Os operários do complexo de Longhua, ainda segundo “La Nación”, reagiram irados quando a direção da empresa pediu que assinassem uma carta de modo imediato contendo uma cláusula pela qual so recebeeriam o mínimo legal por acidentes fora do local de trabalho.

Gou, presidente da empresa, pediu desculpas e disse que retiraria a proposta.

O diário australiano “The Age” também noticiou o caso do operário acusado pela segurança interna de roubar um iPhone e que depis apareceu como tendo se suicidado. O jornal forneceu uma lista dos suicídios e tentativas suspeitas.

Disciplina em estilo militar na Foxconn
Tratou-se do funcionário Sun Danyong que perdeu um protótipo de um iPhone de 4ª geração apareceu depois “suicidado”. A empresa deplorou o uso de 'métodos inadequados de interrogação' aplicados sobre Sun antes da morte, segundo o diário inglês “The Mail”.

Apple e Dell declararam estar dispostas a investigar as denúncias sobre as más condições de trabalho nas fábricas chinesas que montam os produtos que depois vendem no mundo todo, inclusive no Brasil.

A declaração visa sobre tudo a imprensa e os consumidores ocidentais. Há muitos anos, o regime de exploração de mão de obra escrava vinha sendo denunciado em Ocidente e em nada incomodava aos capitalistas ocidentais beneficiados.

E a Foxconn não é a pior neste sentido no paraíso socialista chinês.




Sei que o blog 'Pesadelo chinês' é reprimido na China, mas desejaria receber atualizações gratuitas, sem compromisso, no meu Email