Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Chineses adotam “distinto senhor” e “madame”
e abandonam o vulgar e igualitário “camarada”

Aluna do ciclo primário faz saudação quotidiana à sua professora. Antigos costumes voltam e restabelecem a hierarquia e a ordem
Aluna do ciclo primário faz saudação quotidiana à sua professora.
Antigos costumes voltam e restabelecem a hierarquia e a ordem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Uma das práticas mais simbólicas do comunismo chinês está desaparecendo por via de fato. Não é a primeira que morre, mas é uma das mais sensíveis para a metafísica igualitária socialista.

Falando para os 90 milhões de membros do Partido Comunista Chinês, o presidente Xi Jinping enviou uma única e fundamental mensagem:

“Não me chamem de presidente, não me chamem de secretário do partido. Chamem-me “camarada” (“tongzhi” em chinês).

O igualitário tratamento de “camarada” foi obrigatório e universal na China marxista, escreveu o “The New York Times”.

Porém, hoje o tratamento de “tongzhi” ganhou conotações sexuais e afetivas exclusivas do relacionamento entre o público LGBT, explicou o jornal nova-iorquino.

Por isso, o Centro de Pequim para LGBT se autodenomina Beijing Tongzhi Zhongxin, ou Centro Camarada de Pequim.

Mas, o povo chinês não quer saber de todo esse igualitarismo e na vida prática abandonou o nivelador tratamento.

Mao (centro) quis estabelecer a igualdade completa entre 'camaradas' na Revolução Cultural.
Mao (centro esquerda) quis fazer a igualdade completa
entre 'camaradas' na Revolução Cultural.
Afinando com a tendência popular, a Secretaria de Transporte Municipal de Pequim divulgou circular em fins de maio de 2016 recomendando a motoristas e cobradores não mais tratar os passageiros de “camaradas”, informou a mídia oficial.

“Utilizar o termo camarada para se dirigir ao público não é apropriado”, explicou um funcionário da prefeitura ao oficial “Jornal para a Juventude de Pequim”.

Desde essa data, nos ônibus da cidade só se ouve falar de “senhoras” e “senhores”. E também de “amiguinhos” para as crianças, “alunos” se estão indo à escola e “estudantes” para os universitários ou equivalentes.

Para os estrangeiros também vale “jovem senhorita”, “bela senhora”, “distinto senhor” e até “mestre”, categoria que na Revolução Cultural foi cruelmente chacinada.

Ainda mais incrível, também pode se ouvir o requintado “madame”.

A recomendação oficial para a terceira idade é usar “mestre ancião” ou “senhor ancião”.

A exceção é para os saudosistas da velha guerra de classes comunista que ainda usam o macacão único maoista. Esses podem ser tratados de “velhos camaradas”, noticiou o jornal “La Vanguardia” de Barcelona.

O termo “camarada” veio da União Soviética para exprimir plena igualdade. Mas na última década passou a ser usado como sinônimo de homossexual, diz também “La Vanguardia”.

Até o tradutor de Google adotou o novo uso. Os caracteres de “tongzhi guanxi” — literalmente “relacionamento camarada”— são traduzidos por “relacionamento homossexual”, observou o “The New York Times”.

Por isso, os mais jovens se sentem envergonhados quando alguém se dirige a eles usando “camarada”.

Tudo acontece como se a revolução homossexual fosse a mais autêntica continuadora da revolução comunista que exterminou mais de cem milhões de seres humanos no século XX.

Ninguém mais na rua usa o termo evocador dos anos sinistros. Ele pode ser ouvido nas sessões solenes da cúpula do Partido Comunista e se encontra em escritos e discursos oficiais dos líderes marxistas. E mais nada.

Nos níveis inferiores do mesmo partido é comum ouvir “chefe”, “diretor”, “grande pai” e até “irmão”.

Um dos problemas, observa o jornal nova-iorquino, é que a mudança no tratamento transforma a consideração mútua entre as pessoas, inclusive dentro do partido, porque se sentem hierarquizadas, respeitadas e reconhecidas pelo que elas são.

Alunos do curso primário agradecem a seus pais por tê-los enviado à escola.
O espírito revolucionário recua na China
Em sentido contrário, os cidadãos percebem o rebaixamento que sofrem com o igualitário “camarada” imposto pelo sistema socialista-comunista.

Na ultima reunião geral do ano do Partido Comunista, o Comitê Central emitiu uma instrução obrigando que “todos os membros do partido têm que se tratar reciprocamente de ‘camaradas’.”

Os especialistas comentaram essa imposição com muito ceticismo porque acham que ela não vai mudar muita coisa.

“Hoje, todos os que entram no partido andam à procura de dinheiro” comentou o escritor e historiador Zhang Lifan. “Você já não pode chamar essa gente de camaradas”.

E se referindo ao “camarada máximo Xi Jinping” e ao cerne duro do partido, Zhang parafraseou com ironia: “Você pode dizer que todos os membros do partido são camaradas. Mas há uns que são mais camaradas que os outros”.

Esses tiranizam o povo que lhes está dando as costas na vida quotidiana.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Santo Natal e Feliz Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Crescimento do catolicismo promete uma
restauração futura do esplendor cultural chinês

Vaso chinês

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nem tudo na China é pesadelo.

Há, até num sentido radicalmente oposto, indícios que apontam para uma China inteiramente diferente: um país de sonhos.

Há a cultura milenar chinesa com suas belezas e maravilhas artísticas sem nome.

Seus marfins, suas pagodes de uma fantasia empolgante, suas porcelanas requintadíssimas, suas pinturas sobre seda, suas lacas, enfim, um universo de requinte e sublimidade que testemunha uma cultura e uma civilização superiores à de muitos e muitos povos.

Entretanto, esse universo de inteligência sutil e sublimidade refinada teve um conteúdo intrinsecamente pagão. E o paganismo o secou.

Foi contra esse mundo maravilhoso, mas seco e carunchado, que se levantou a facinorosa empresa marxista maoísta.

E aquele mundo de fábula ruiu sem forças face ao crime organizado socialista.

A Revolução Cultural de Mao Zedong tudo fez para lhe dar um golpe mortal definitivo.

Entretanto, há ainda sinais de vida pujantes no povo chinês.

E uma das mais dinâmicas vem do catolicismo perseguido no país.

Nossa Senhora, Beitang, protegeu milagrosamente os católicos dos fanáticos pagães
Nossa Senhora, imperatriz da China, é a padroeira do país.
Sua festa se celebra na mesma data de Maria Auxiliadora,
cujo título partilha.
Um desses sinais foi noticiado há alguns anos pela agencia ACIPrensa e permanece como um exemplo patente até nossos dias.

A cidade de Qi Zi Shan, diocese de Tai Yuan, é povoada exclusivamente por católicos. Ali, bispo local Mons. Li Jian Tang consagrou uma nova igreja na presença de centenas de fiéis. O templo tem 130 anos e precisou ser reconstruído inteiramente.

A diocese de Tai Yuan ostenta uma longa e gloriosa história de heroicos mártires.

A começar pelo primeiro bispo, Mons. Gregorio Grassi, martirizado no ano 1900.

Dois bispos e 24 sacerdotes, religiosos/as e leigos diocesanos foram canonizados por S.S. João Paulo II no ano 2000, segundo informou em seu tempo a agência vaticana Fides.

Agora a diocese de Tai Yuan conta hoje com 27 igrejas, 90 locais de oração e postos missionários, 50 sacerdotes, 30 religiosos e perto de 80 mil fiéis.

O sangue dos católicos derramado torrencialmente pela espada dos pagãos, dos fanáticos nacionalistas e, depois, do satânico ódio comunista, produziu imensos frutos.

O catolicismo floresce com um vigor irrefreável. Cumpre-se o inspirado ditado de Tertuliano: “o sangue dos mártires é semente de cristãos”.

Inúmeros missionários derramaram até a última gota de seu sangue pela conversão da China. O sacrifício não foi em vão e hoje rende frutos.Mártires franciscanos de China, 9-7-1900
Inúmeros missionários derramaram até a última gota de seu sangue
pela conversão da China. O sacrifício não foi em vão e hoje rende frutos.
Mártires franciscanos de China, 9-7-1900
Em Lu Dong, diocese de Tong Zhou (atualmente Wei Nan), foram consagradas pelo bispo duas novas igrejas, uma para cada aldeia com o comparecimento de três mil fiéis.

As celebrações, que incluíram uma grande Procissão Eucarística, homenagearam particularmente a Imaculada Conceição.

A diocese de Tong Zhou, missão franciscana italiana, tem mais de 12 mil fiéis, 26 sacerdotes e 40 religiosas. Vinte seminaristas maiores estudam em seminários de outras dioceses. Nos últimos anos foram abertas 35 igrejas. A diocese administra também cinco clínicas e dois asilos.

O socialismo amarga sua impotência em face de este crescimento soprado pelo Espírito Santo, mas trama novas maquinações para tentar impedi-lo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tétrica coleta forçada de órgãos humanos na China

Protesto contra a extração forçada de órgãos de dissidentes religiosos
Protesto contra a extração forçada de órgãos de dissidentes religiosos
Luis Dufaur
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O “The New York Post” e a CNN apresentaram relatórios da “sombria colheita órgãos humanos na China”, citados por “Clarin”.

Segundo eles, a China praticaria anualmente entre 60 mil e 100 mil transplantes de órgãos, enquanto o governo diz que faz só 10 mil! Ninguém ao certo sabe o número exato, pois muitos acontecem em sigilo despedaçando presos nos cárceres.

A CNN cita relatório feito pelo ex-legislador canadense David Kilgour, o advogado de direitos humanos David Matas e o jornalista Ethan Gutmann.

O trabalho revela a gigantesca discrepância entre os números oficiais e os dos hospitais chineses. A investigação aponta um conluio entre o governo chinês, o Partido Comunista e o sistema de saúde, incluindo médicos e hospitais.

“O PC diz que o número legal de transplantes é de 10 mil por ano. Mas olhando para dois ou três dos maiores hospitais essa cifra fica superada muito facilmente”, escreve David Matas.

A extração forçada de órgãos é vista pelo governo socialista como um método para fazer desaparecer opositores e obter imorais lucros
A extração forçada de órgãos é vista pelo governo socialista
como um método para fazer desaparecer opositores e obter imorais lucros
A brecha entre os 10 mil casos oficiais e os mais de 60 mil “reais” é preenchida com órgãos tirados de prisioneiros executados, muitos deles prisioneiros de consciência. Não há cifras oficiais das execuções, mas o tráfego não é um segredo.

O “New York Post” reconstituiu a sorte de um prisioneiro destinado a fornecer órgãos.

“Imagine que você é sequestrado e encerrado numa cela onde você vai passar vários meses ou anos sem acusação nem sentença”.

A descrição prossegue com as autoridades torturando e aplicando métodos de “lavagem de cérebro” para obrigar o preso a se alinhar com a ótica do regime comunista.

Periodicamente você é tirado da superpovoada cela e levado a uma sala onde lhe extraem todo o sangue que podem.

Outros prisioneiros vão colaborar prendendo você enquanto médicos lhe tiram amostras e você é submetido a procedimentos médicos invasivos.

“Ninguém vai responder a seus gritos implorando ajuda. Ninguém vai lhe explicar nada. O processo vai se repetir várias vezes. Você pode sair vivo após anos de brutal tratamento. Ou pode ser executado secretamente.

“Também há grande possibilidade de você morrer num quirófano após ser anestesiado por cirurgiões que vão lhe extrair um por um seus órgãos enquanto você continua vivo.

“O governo simplesmente vai dizer que você desapareceu. Ou que na realidade você jamais passou pela prisão. O mais provável é que não fale nada.

Presos são usados como fornecedores forçados de órgãos.
Presos são usados como fornecedores forçados de órgãos.
“Entrementes membros do aparato partidário comunista ou simplesmente ricos – da China ou vindos do exterior para isso – vão se inscrever nos hospitais construídos especialmente para o transplante de órgãos e onde há uma vasta oferta de rins, fígados e outros órgãos humanos.

“A colheita de órgãos é um negócio lucrativo para o governo chinês”, conclui o Post.

A sádica e imoral prática está em andamento em centros de detenção de prisioneiros políticos, campos de trabalho forçado e outras prisões “negras” em toda a extensão do país socialista.

A associação “Doctors Against Forced Organ Harvesting (DAFOH)” –Médicos Contra a Extração Forçada de Órgãos – concentrou sua atenção na China porque “diversamente de qualquer outro país do mundo, é o único lugar onde prossegue a sistemática colheita forçada de órgãos em escala massiva, sob o olhar do Estado”.

Segundo Sophia Bryskine, porta-voz de DAFOH, “não há leis que proíbam essa prática” ferozmente anti-humana.

Só falta que alguma Planned Parenthood, ou clínica do aborto brasileira amparada por decisão de alto tribunal, passe a competir nesse satânico mercado!


terça-feira, 29 de novembro de 2016

China lança porta-aviões reciclado
e acirra tensões nos mares do Oriente

Pintadinho e modernizado o porta-aviões chinês Liaoning veio para criar tensão nos Mares da China e do Japão
Pintadinho e modernizado o porta-aviões chinês Liaoning
veio para criar tensão nos Mares da China e do Japão
Luis Dufaur
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Um novo navio chinês, o porta-aviões Liaoning CV-16, entrou cinematograficamente em atividade. O golpe tem mais de propaganda do que importância real.

Mas é revelador da mentalidade expansionista militar de Pequim.

Com efeito, uma boa pintura e arrumação mascara o monstrengo.

O navio foi encomendado pela extinta URSS. Embora inconcluso, em 1988 já se chamava Riga. Depois, foi rebatizado Varyag e, em 1990, com o fim da União Soviética, foi abandonado na linha de montagem quando faltava por volta de 32%, para ficar pronto, segundo o jornalista especializado Roberto Godoy, de “O Estado de S. Paulo”.

A carcaça ficou enferrujando e foi aproveitada pela Ucrânia como hotel de emergência. Mas nem para isso serviu muito.

A carcaça sucateada de inacabado porta-aviões Varyag da URSS rumo à China.
Carcaça sucateada do inacabado porta-aviões Varyag da URSS rumo à China.
Foi vendida como sucata em Hong Kong para o estaleiro estatal chinês Dalian. Esse fez uma reciclagem que durou até poucos meses atrás.

Agora é o primeiro porta-aviões da China, deslocando 67 mil toneladas, com caças e helicópteros e uma tripulação de 2.606 homens assaz inexperientes na especialidade.

De fato, o Liaoning serve antes de tudo para treinar oficiais e marujos na manipulação de navios do gênero.

A qualidade profissional da marinha chinesa deixa muito a desejar, segundo puderam observar membros de outras forças navais em operações conjuntas.

Porém, o socialismo chinês anunciou que o navio entrou em condição de batalha, sem cerimônia formal, como se fosse algo habitual demais.

O oficial político da tropa embarcada, capitão Li Dongyou, apenas informou que “o CV-16 está pronto para combate”.

E de fato foi um ato político prenhe de ameaças.

A presença do Liaoning nas águas chinesas acrescentou um novo fator de perturbação no delicado equilíbrio regional.

Guarda costeira japonesa intercepta pesqueiro chinês nas Senkaku
Guarda costeira japonesa intercepta pesqueiro chinês nas Senkaku
Sua função primária é projetar o poder militar da China nos arquipélagos do Mar da China, e do Mar do Japão – esses reivindicados por Pequim, Tóquio, Seul e Taiwan.

No Mar do Japão, este em disputa uma aforação de ilhotas desérticas de apenas oito quilômetros cobrindo uma superfície de 187 km².

Pela legislação internacional, a partir de Senkaku, para os japoneses, ou Diaoyu, para todos os outros pretendentes, é possível definir uma zona de interesse econômico abrangendo reservas de petróleo e gás, além de estoques de pesca.

Há uma queda-de-braço entre Tóquio e Pequim.

Os comunistas tentaram construir sobre as pedras uma superfície artificial para receber pista de pouso e um sólido atracadouro como fizeram no Mar da China.

Porta helicópteros-destroieres japoneses Izumo e Hyuga em manobras.
Porta helicópteros-destroieres japoneses Izumo e Hyuga em manobras.
Os demais governos envolvidos no litígio protestaram. O Japão ameaçou despachar uma flotilha armada e mantém uma rotina de voos de reconhecimento.

O Liaoning CV-16 é a nau capitânia da frota chinesa, e permite dizer ao país que tem porta-aviões em atividade.

O Japão cujo desenvolvimento bélico está muito limitado desde a II Guerra Mundial, construiu quatro embarcações ditas “porta helicópteros-destroieres” que deslocam entre 18,5 mil a 24 mil toneladas cada um.

No convés há um certo número de helicópteros, mas os sistemas foram feitos para lançar e receber avançados caças americanos F-35 de decolagem vertical e os transportadores MV-22 Osprey, que deixam a pista como helicópteros e voam como aviões.

Unidades muito superiores à sucata modernizada chinesa e que vêm sendo testada há anos, devendo ser tomadas muito a sério.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Avançar por cima do território dos vizinhos, custe o que custar

Fevereiro 2016: soldados chineses nas ilhas Spratly (Nansha para a China) . A placa diz: "Nansha é nossa terra nacional, sagrada e inviolável".
Fevereiro 2016: soldados chineses nas ilhas Spratly (Nansha para a China) .
A placa diz: "Nansha é nossa terra nacional, sagrada e inviolável".
Luis Dufaur
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Sobre o acesso ao porto de Tanmen a foto do ditador comunista chinês Xi Jinping domina como a do Big Brohter da novela “1984” de Georges Orwell.

Ele serra a mão de um grupo de pescadores num cartaz em que pode se ler palavras do chefe marxista: “as ilhas Nansha [a denominação chinesa para as ilhas Spratly arrancadas dos países vizinhos] fazem parte da China desde tempos imemoriais. O Exército de vanguarda protegeu habilmente nossos direitos marítimos”, segundo extensa reportagem do jornal espanhol “El Mundo”.

Os supostos “direitos marítimos” da China foram declarados inexistentes pela Corte Permanente de Arbitragem (CPA), sediada em Haia, mas a China desconheceu acintosamente a decisão.

Confira: China não acata julgamento desfavorável de Haia sobre o Mar da China e SPRATLY

A pequena população local estimada em 31.000 habitantes depende da pesca, e a viagem do ditador de Pequim confirmou a importância estratégica bélica para o controle do imenso tráfico comercial  no Mar do Sul da China.

Ilhas Spratly: o mapa da invasão. O anel branco indica obras em andamento. Nomes em vermelho: ocupadas pela China; roxo Filipinas; verde Malásia; amarelo Vietnã; azul Taiwan. A ilha é território filipino.
Ilhas Spratly: o mapa da invasão. O anel branco indica obras em andamento.
Nomes em vermelho: ocupadas pela China; roxo Filipinas;
verde Malásia; amarelo Vietnã; azul Taiwan. A ilha é território filipino.
Converteu-se num dos pilares do esforço expansionista para se apropriar da soberania sobre quase 90% do Mar do Sul China passando por cima dos direitos, alguns reconhecidos internacionalmente e outros não, de cinco países vizinhos.

Xi Jinping foi até o templo vermelho da Irmandade dos 108, uma lenda forjada para consolidar o poder comunista na região.

A lenda diz que 108 pescadores há sete séculos se uniram para lutar contra os piratas “estrangeiros” que na interpretação hodierna se parecem demais com os EUA.

Tanmen, a principal cidade e porto local, virou a ponta de lança do expansionismo.

Em 2012, um atrito suspeito de barcos pesqueiros chineses serviu de pretexto para uma invasão que consolidou o controle de Pequim sobre o atol de Scarborough, atribuído às Filipinas.

Também “justificou” outro confronto em 2014 contra a presença de uma plataforma petrolífera em zona disputada com o Vietnã.

Um navio de Tanmen foi filmado nessa ocorrência abalroando um pesqueiro vietnamita que acabou afundando.

O general Fan Changlong, oficial mais graduado do Exército Vermelho que visitou as ilhas Spratly
O general Fan Changlong,
oficial mais graduado do Exército Vermelho
que visitou as ilhas Spratly
Pequim estabeleceu em 1985 uma milícia marítima em Tanmen que o jornal estatal 'China Daily' louvou enquanto “unidade militar avançada”.

Mas em caso de necessidade da propaganda é apresentada como grupo de generosos e patrióticos pescadores.

Trata-se de um grupo paramilitar que treina os pescadores para “colher informações marítimas de forma ativa, ajudar nas construções nas ilhas artificiais sobre recifes e fornecer defesa da soberania no Mar do Sul da China”, segundo o 'Hainan Daily'.

As autoridades chinesas estão facilitando barcos de maior calado para estender a área de atividades desses pescadores. Também fornece subvenções para combustíveis e entregou equipamentos de GPS a quase 50.000 pesqueiros de forma quase gratuita.

Pequim não poupa orçamento para reforçar as posições usurpadas. Em Tanmen constrói um museu mítico para justificar sua versão singular sobre o Mar do Sul da China com um custo de por volta de 133 milhões de euros.

Recentemente inaugurou um grande porto na cidade de Sanya, que poderá acolher até 2.000 barcos de até 3.000 toneladas, muito superiores à maioria dos guarda-costas das nações vizinhas.

A família de Wang Zhezhong diz possuir – e não é a única família a fazer isso – documentos escritos, verdadeiros “livros de apontamentos usados por seus antepassados pescadores em épocas imemoriais” quando não havia mapas. Ela até criou um pequeno museu com objetos recriados recentemente.

Porém quando se lhes pede mostrar algum desses documentos, só exibem uma fotocópia!

O governo promove “cruzeiros turísticos” pelas ilhas disputadas. Os estrangeiros estão excluídos desse passeio que começa “com a cerimônia de hastear a bandeira” da China nos territórios dos outros. Em 2015, 16.000 turistas chineses teriam sido beneficiados pelo governo com esse périplo.

O jornal 'South China Morning Post' já anunciou que uma dessas “expedições turísticas” começará a ser feita num mini transatlântico de 10.000 toneladas.

Andamento das obras chinesas no atol Johnson antes e agora.
Image by DigitalGlobe.
Um jornalista de “El Mundo” puxou conversa com o pescador Ye Xingbin, veterano da batalha de 1974 contra o Vietnã do Sul, que não duvidou em reconhecer que a finalidade das atividades pesqueiras era “garantir as ilhas para a China”.

Segundo esse informante, as atividades lúdicas para “turistas” são verdadeiros cursos de doutrinamento e propaganda. Os “turistas” são treinados para formar coros tomados de frenesi nacionalista.

Eles são incitados a cantar o hino do país até que o guia brada: “de quem é o Mar do Sul de China?” e todos têm que responder ao uníssono: “da China!”

O governo comunista criou em 2012 a “cidade” de Sansha na ilha Woody e lhe atribui a administração de um conglomerado de 250 ilhotas, as Spratly incluídas, espalhado sobre quase dois milhões de km2, mas que tem menos de 1.000 residentes.

A crise econômica que vive o gigante socialista asiático, pesa muito pouco na hora da expansão militar. Trata-se de avançar por cima dos outros a qualquer preço.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

No Tibete invadido: recuperadas Bíblias católicas em tibetano

Igreja católica no Tibete
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Na Paróquia de Mang Kang, única do Tibete, foram encontrados, em perfeito estado, 45 volumes das Sagradas Escrituras e 489 fascículos sobre Nossa Senhora em tibetano, informou a agência vaticana Fides.

Sobre a o Himalaia, a maior cadeia montanhosa do mundo, o Tibete hoje está invadido e tiranizado pela China, e é um dos países de mais difícil acesso.

O primeiro padre católico a chegar nesse território, em plena Idade Média, foi o Beato Pe. Odorico Mattiuzzi de Pordenone (1265-1331), grande colaborador do Beato Giovanni da Montecorvino, Arcebispo de Pequim.

No século XVII chegaram os padres jesuítas, muitos dos quais sofreram o martírio.

Paróquia católica tibetana
No século seguinte, os missionários lazaristas foram perseguidos pelo Dalai Lama, chefe do péssimo budismo local.

No século XIX, os Padres das Missões Estrangeiras de Paris estabeleceram ali as raízes do catolicismo. Sete deles foram martirizados, juntamente com 11 fiéis tibetanos.

A Revolução Cultural maoísta, tão ao gosto do “comuno-progressismo”, expulsou os sacerdotes e missionários.

Esses, porém, estão voltando com inúmeras dificuldades e estão retomando o apostolado.

Se não fosse a Revolução anticristã e a subversão no interior da Igreja, até onde a pregação do Evangelho não teria chegado?


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sem família e sem propriedade: drama do desespero socialista

Desesperada na miséria e sem a consolação do catolicismo, Yang Gailan matou filhos, com idades entre 3 e 6 anos
Desesperada na miséria e sem a consolação do catolicismo,
Yang Gailan matou filhos, com idades entre 3 e 6 anos
Luis Dufaur
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A chinesa Yang Gailan, de 28 anos, matou seus quatro filhos e depois se suicidou. Os jornais alegam que o fato dela ter cometido tal crueldade é por ter vivido na mais completa miséria [BBC].

A desesperada mãe matou os filhos com golpes de facão e, em seguida, ingeriu pesticida, segundo a BBC. Alguns dias depois, quando o pai chegou e soube da tragédia, também tirou a própria vida.

A camponesa morava na aldeia rural de Agu Sha, e o seu marido teria ido para a cidade em busca de algum trabalho e assim poder ajudar a família que estava vivendo na miséria. Ele mandava parte do pouco dinheiro que conseguia.

A crueldade cometida abriu um debate nas redes sociais a respeito da miséria na China comunista. Nesse país cerca de 80 milhões de seres humanos padecem a mais absoluta pobreza.

A maioria dessas pessoas vivem na área rural e a planificação agrária estatista lhes rende pouco dinheiro. Então, muitos dos jovens e adultos têm que migrar para as áreas urbanas em busca de trabalho e uma condição melhor de vida.

A China, que se orgulha de ser a segunda maior economia do mundo, tem mais de 15% da sua população na extrema pobreza [G1].

Expropriados e famintos, ex-agricultores devem migrar para as cidades e aceitar empregos mal pagos. Foto: em Hefei
Expropriados e famintos, ex-agricultores devem migrar para as cidades
e aceitar empregos mal pagos. Foto: em Hefei
O segundo maior PIB do mundo é devido ao modelo “um país, dois sistemas” [El País] em que Hong Kong e Macau podem fazer livre comércio com outros países.

Enquanto essas regiões, que foram colônias da Coroa Britânica e de Portugal, continuam tendo um crescimento na economia, a miséria predomina na China continental sob o total dirigismo de um regime socialista.

O controle do Partido Comunista vai além de questões econômicas. Com a “Revolução Cultural” [“Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000] Mao Tsé-tung, fundador do comunismo chinês, tentou laicizar o país, perseguindo a professores, intelectuais e à Igreja Católica, em nome da igualdade das classes sociais.

A Revolução Cultural tratou de pulverizar os vestígios do passado, de tudo quanto falasse da alma, do espiritual ou que evocasse a beleza.

Assim foi esmagada a China dos mandarins, das porcelanas, dos marfins entalhados, das pinturas em lenços de seda, da poesia e da música, das especiarias e das maravilhas de arte sutil e quintessenciada.

Tinha um papel no Oriente comparado com o da França no Ocidente, malgrado as influências deformantes do paganismo.[“Clinton, nas pegadas de Nixon, capitula diante do comunismo jet-set chinês”, Catolicismo, dezembro de 2015]

O comunismo acabou com essas maravilhas da China, tornando-a muito pior que o paganismo corroído pela superstição e por tendências para o satanismo.

A Revolução comunista não se contenta em conquistar uma nação, ou o mundo, ela deseja conquistar o homem, em todas as suas potencialidades.

Os comunistas chegaram até a colocar o controle de natalidade como lei, impondo que cada casal só poderia ter um filho, agora dois com algumas restrições.

Agricultores foram jogados na miséria e têm que esconder seus filhos de medo do governo.jpg
Agricultores foram jogados na miséria e têm que esconder seus filhos de medo do governo.
Mas, Yang Gailan conseguiu ter 4 filhos burlando o controle do governo comunista mais ficando em tremenda ameaça permanente.

Sem a Fé não resistiu. E infelizmente acabou matando seus filhos e depois se suicidando.

Muitas outras famílias que moram na área rural conseguiram ter mais de dois filhos, mas devido à reforma agrária e ao controle que o governo tem de todas as terras, eles não conseguem sair da miséria só com a agricultura.

Durante 4.000 anos a agricultura foi um dos alicerces da civilização chinesa, uma das mais requintadas e ricas da História.

A apropriação socialista das terras empurrou os que viviam da agricultura tiveram para as áreas urbanas. O comunismo expropriou todas as terras particulares e instalou à produção agrícola estatal em escala cada vez maior, [UOL] e com isso o lucro, alias muito deficiente, ficaria todo para o governo.

Se a China não fosse comunista e tivesse um governo que permitisse a privatização das terras, poderia abrir espaço para uma nova classe de fazendeiros que gerariam empregos e alimentariam milhões de famintos no país-continente.

No Brasil, graças predominantemente à ação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e seus seguidores a reforma agrária socialista e confiscatória não avançou e com isso o agronegócio privado garante emprego e renda para os brasileiros e alimenta no total um bilhão de seres humanos.[Agência Brasil]

Simultaneamente, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira se encontra engajado na defesa ativa contra a Revolução Cultural que intenta dissolver a família atacando-a em vários frentes: a malfadada "ideologia de gênero", o aborto, o "casamento homossexual" e a eutanásia, entre outros aspectos.

Muitos aspectos que visam um objetivo: desfazer a família, despojá-la do teto sob o qual se reúne e fabricar o indivíduo isolado, grão de areia sobre o qual se aplica a máquina desapiedada do socialismo.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Proibido até rezar nos hospitais chineses

Sacerdote católico 'clandestino' atende um doente.
Sacerdote católico 'clandestino' atende um doente.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na província oriental de Zhejiang não arreda o furor do comunismo contra a Cruz. Após iniciar a ofensiva contra as cruzes no topo dos templos religiosos, as autoridades comunistas dessa província oriental se assanharam contra a consolação religiosa dos doentes, informou “AsiaNews”.

Uma circular persecutória estabeleceu que “fica proibida todo tipo de atividade religiosa” nos hospitais públicos. Na prática, esses constituem a totalidade das instituições de saúde no país onde tudo esta estatizado.

O hospital de Wenzhou – cidade conhecida como a “Jerusalém da China”, pela enorme concentração de cristãos – afixou a circular em seu ingresso.

Enfermeiros e adeptos do partido ficaram encarregados de explicar as novas normas ateias aos doentes e aos visitantes.

Um funcionário treinado explicou à Radio Free Asia: “jamais foram favorecidas as atividades religiosas no hospital. As pessoas rezavam sem fazer ruído, como é compreensível. Mas alguns fizeram ruído lendo em alta voz a Bíblia ou recitando orações. E isso não está bem”.

As novas ordens “dispõem esclarecer imediatamente aos pacientes que rezar não está permitido no hospital. Se não respeitam a regra, serão contatados pelos médicos e pelas enfermeiras”.

Além de rezar de um modo mais ou menos perceptível, “está proibido receber a ministros de culto ou pastores”.

Zhejiang está no fulcro da repressão religiosa. A campanha contra as cruzes e prédios cristãos começou em 2014, quando Xia Baolong (secretário do Partido Comunista local) achou que se viam “cruzes de mais” no horizonte de Wenzhou, uma das metrópoles da província.

Para os fiéis o verdadeiro motivo é a tentativa de reduzir a influência das comunidades cristãs, oficiais e “subterrâneas” na sociedade chinesa que estão num crescimento vertiginoso pelas conversões.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ostpolitik vaticana não olha para perseguição dos sacerdotes fiéis

Bispos húngaros assinam Constituição comunista em 1969. É esse o futuro dos bispos da China preparado pela Ospotlitik vaticana?
Bispos húngaros assinam Constituição comunista em 1969.
É esse o futuro dos bispos da China preparado pela Ospotlitik vaticana?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 2016 se multiplicaram os angustiados apelos de sacerdotes da Igreja Católica apelidados de “subterrâneos” ou “clandestinos” porque não se dobraram ante o ídolo do socialismo e não têm nenhum reconhecimento oficial.

Eles foram postos diante de um dilema muito difícil e grave segundo a agência AsiaNews.

Eles foram obrigados a se registrar até o fim do ano nas dependências do governo. O registro envolve uma arapuca: para ser aceito, os sacerdotes devem aderir à Associação Patriótica, e essa exige à aceitação do socialismo-comunismo e a independência de qualquer autoridade exterior, leia-se o Papa e a Santa Sé.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ofensas protocolares aos EUA
na previsão de um futuro presidente mole

Hangzhou virou cidade fantasma durante a reunião do G20
Hangzhou virou cidade fantasma durante a reunião do G20
Luis Dufaur
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Recebendo os líderes do Grupo dos 20, ou G20, chefes de Estado e governo das 20 maiores economias do mundo, a China deu um show de ditadura em Hangzhou, segundo descreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Ruas vazias, prédios sem luz, lojas fechadas. Em Hangzhou, uma das mais florescentes e populosas cidades da China oriental, o regime quis evitar o menor risco de incidência de protestos populares que pudessem ser vistos pelos visitantes do G-20.

Os moradores foram “convidados” a abandonar a cidade, saindo de férias durante a 11ª Cúpula do grupo dos 20. O governo chegou a oferecer subvenções para isso.

Segundo o jornal oficial “China Daily”, a prefeitura ordenou que os “funcionários que não fossem essenciais para a preparação da Cúpula” e “os empregados das empresas estatais nos nove principais distritos da cidade” teriam uma semana de férias entre 1 e 7 de setembro, quando transcorria a reunião.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

No centro da China:
ou vai à igreja protestante do Estado ou à prisão!

Protestantes em templo 'patriótico'. A opção é o cárcere!
Protestantes em templo 'patriótico'. A opção é o cárcere!
Luis Dufaur
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Na província central de Guizhou, as autoridades comunistas desencadearam um operativo visando obter a adesão dos cristãos à Three Self-Church, uma igreja protestante do Estado reconhecida por Pequim. As cerimônias nos outros templos foram interditadas.

Quem levar seu filho a outra igreja é denunciado e perseguido em nome da lei, informou a agencia AsiaNews.

A denuncia foi feita pelos ativistas de ChinaAid, uma ONG com base no Texas, EUA, que luta pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa no país do dragão, como também é conhecida a China.

Segundo o grupo, na província central de Guizhou os pais foram intimados a não levarem mais seus filhos à igreja, sob pena de os mesmos serem excluídos dos institutos educativos superiores ou da academia militar. Quem levar o filho à igreja será denunciado e perseguido judicialmente.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Populacao chinesa pode diminuir para a metade
nos próximos 80 anos

A "política do filho único" desequilibrou a pirâmide demográfica
A "política do filho único" desequilibrou a pirâmide demográfica
Luis Dufaur
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Por efeito de três décadas de “política do filho único”, a população chinesa deverá cair para a metade ou mais até o fim do século, divulgou o site “The Nanfang”, editado em Hong Kong.

No Foro Econômico Mundial, o especialista Zheng Zhenzhen, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, especulou que a população cairia até um bilhão no ano 2100, o mesmo numero de 1980. A ONU chegou a um resultado análogo, contido no relatório World Population Prospects.

Porém, não são esses os números dos especialistas que não estão alinhados com a planificação oficial. Eles apontam números muito inferiores.

Huang Wenzhen, da Universidade de Wisconsin, acredita que a população chinesa descerá até 580 milhões pelo ano 2100, e continuaria diminuindo até atingir o fundo com 280 milhões nos cinquenta anos subsequentes. E isso apesar de os cálculos de Huang aceitarem uma melhoria de 20% na natalidade dos próximos anos.

Embora sejam chocantemente baixas, as estimativas de Huang não são as mais desanimadoras.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Vietnã: catolicismo cresce e polícia comunista apela à violência

Agentes do governo interrompem culto pela violência.
Agentes do governo comunista interrompem culto pela violência.
Luis Dufaur
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No distrito de Mung Khuong, o Pe. Nguyn Van Thành oficiava a Santa Missa quando os policias comunistas irromperam na igreja e o ameaçaram para suspender o ato.

Em seguida empurraram os católicos para fora, espancaram um jovem e prenderam dois outros, um deles de apenas 14 anos, noticiou o site Infocatólica.

Trn T.T, testemunha citado pelas iniciais por razões de segurança, contou: “Entre os policiais estava também Nguyn Quc Huong, o vice-presidente do distrito, e mais dois vice-presidentes de organizações governamentais”.

T. disse: “Não entendo por que me arrastaram e golpearam como se fosse um criminoso. Estrangulavam-me enquanto batiam minha cabeça contra o muro. Conduziram-me à delegacia e apagaram todos os arquivos de meu celular. Até agora meu pescoço está doendo”.

Na delegacia, T. foi “constrangido a admitir que pusera em perigo a segurança e que tinha causado desordem na comunidade. A polícia me obrigou a escrever um relatório e assinar um documento garantindo que eu não iria mais à Missa. Eu não assinei”.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ônibus ecológicamente correto:
fraude símbolo do comunismo chinês

TEB-1 apresentado publicamente.
TEB-1 apresentado publicamente.
Luis Dufaur
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Autoridades chinesas apresentaram na cidade de Qinghuangdao, no norte do país, um ônibus-túnel que anda por cima dos carros. Na propaganda, o invento promete condução pública no nível da primeira classe das linhas aéreas.

O engenho foi concebido pela empresa Huaying Group, que no mês de dezembro daria início à construção de uma fábrica especializada na cidade de Zhoukou, no centro da China, para começar a produzir em 2017, noticiou “Clarin”.

Contudo, logo depois do bombástico lançamento e exibição do protótipo, todas as obras foram adiadas sem explicação convincente.

De fato, especialistas chineses objetaram que o ônibus-túnel é inviável e poderia tratar-se de mais uma fraude propagandística do governo socialista.