Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra,
fiéis o ornam com uma de mitra de flores

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian), nunca aceitou as exigências do socialismo
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian),
não se dobrou ante as exigências do socialismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O bispo católico “clandestino” de Mindong (Fujian), D. Vicente Huang Shoucheng, um das maiores personalidades da Igreja Católica na China, morreu na sua Cúria aos 93 anos, governando até o último instante a diocese que o Papa lhe confiara, informou o site de AsiaNews.

D. Huang completou mais de 60 anos de sacerdócio, 35 dos quais passados em cárceres comuns, campos de trabalhos forçados e prisões domiciliares.

A diocese de Mindong está constituída na sua quase totalidade por católicos fiéis ao Papa e à Santa Sé, geralmente chamados de “clandestinos” porque o governo comunista não os reconhece.

Dos 90.000 católicos da diocese, mais de 80.000 são “clandestinos”.

Eles são assistidos por cerca de 45 sacerdotes, 200 religiosas e 300 leigos consagrados, além de centenas de catequistas.

Mindong padece por causa de Mons. Zhan Silu, um “bispo patriótico” ou agente do governo que pretende governar os católicos. Poucos fiéis o seguem, os sacerdotes oficiais são só uma dezena e cuidam de poucas igrejas.

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado, no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado,
no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mas até os católicos “patrióticos” tiveram de reconhecer a grandeza do verdadeiro bispo que acaba de falecer.

“Por causa dele – disse um sacerdote ‘clandestino’ – a Igreja de Mindong pode crescer e se renovar”.

Seus sofrimentos trouxeram grandes frutos para a evangelização. Nestes anos nasceram e cresceram centenas de comunidades e paróquias”.

D. Huang sagrou em 2008, com aprovação do Papa, seu bispo coadjutor, D. Vicente Guo Xijin, de 60 anos.

Ele agora assumiu como administrador a diocese. D. Guo também foi encarcerado pelos comunistas em três oportunidades.

O governo socialista proibiu, como de costume, que o bispo “clandestino” fosse enterrado com as insígnias episcopais – a mitra, o báculo, a cruz peitoral e o anel – e exigiu que comparecessem poucos fiéis nas cerimônias fúnebres.

Velório de Mons Vincent Huang Shoucheng em sua catedral.
Velório de Mons Vincent Huang Shoucheng em sua catedral.
Um fiel confidenciou a AsiaNews: “Para nós, Mons. Huang é bispo e vamos vesti-lo como tal. Se as autoridades quiserem, que venham tirar as insígnias episcopais diante de todo o povo”.

No velório compareceram por volta de 20.000 pessoas e os comunistas tiveram medo.

Eles procuraram um arranjo como o novo bispo, que lhes prometeu que tudo seria feito pacificamente.

E, em troca, pediu que a polícia marxista tolerasse a Cruz peitoral, o Anel episcopal e que o corpo do venerado bispo fosse ornado com flores.

Os agentes socialistas engoliram e aceitaram não atrapalhar. Mas os fiéis deram um jeitinho: compuseram uma mitra e um báculo com flores!

O exército vermelho montou barreiras nas estradas, mas milhares de fiéis conseguiram chegar até a Catedral, noticiou Gaudium Press.

Ali também o governo fez das suas, impedindo que entrassem mais de três mil pessoas por vez. Mas a fila fora do templo chegava a mais de dez mil fiéis aguardando pela sua oportunidade.

O governo também proibiu tirar fotos, mas isso logo se verificou impossível pelo uso geral dos celulares. Também proibiu a procissão até o jazigo. Mas uma carreata acompanhou o corpo.

Dezenas de milhares de fiéis fizeram fila para prestar as últimas homenagens ao heroico bispo.
Dezenas de milhares de fiéis fizeram fila
para prestar as últimas homenagens ao heroico bispo.
D. Huang Shoucheng nasceu em 23 de julho de 1923 em Kangcuo, perto de Fuan (Fujian).

Em 26 de junho de 1949 foi ordenado sacerdote, mas em 12 de novembro de 1955 foi preso com mais três padres pela polícia comunista.

Passou 16 anos entre a prisão e os campos de trabalhos forçados, readquirindo a liberdade em 1971.

Nesse mesmo ano, durante a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, foi novamente preso, pelo delito de escrever livros catequéticos, sendo libertado somente em janeiro de 1980.

Em 1985 foi sagrado bispo coadjutor de Luoyuan, padecendo sucessivos controles policiais e prisões domiciliares, que não detiveram sua ação apostólica.

Em julho de 1990 foi encarcerado pela terceira vez, mas foi liberado em agosto de 1991 por motivos de saúde.

Em 20 de agosto de 2005 ele tomou posse como bispo da diocese de Mindong.

Aureolado com a fama de santidade, D. Huang vive hoje na lembrança de seus fiéis.

Que ele brilhe no firmamento eterno como mais um membro do exército dos santos e, mais particularmente, dos Confessores da Fé!


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Xi Jinping prega nova “Longa Marcha”
para suprimir facções internas

Xi Jinping deposita flores no monumento do fim da Longa Marcha de Mao.
Xi Jinping deposita flores no monumento do fim da Longa Marcha de Mao.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, depositou uma coroa de flores no monumento comemorativo do fim da “Longa Marcha”, que consagrou a implantação da ditadura de Mao Tsé-Tung, noticiou “AsiaNews”. 

Xi Jinping foi até Jiangtaibao, Ningxia, onde convocou os compatriotas a “empreenderem uma nova Longa Marcha” para realizar o “sonho chinês”, por ocasião da comemoração do centenário da fundação do Partido Comunista (1921-2021) e dos 100 anos da criação da República Popular (1949-2049).

Realizada em 18 de julho, a visita revestiu-se do habitual valor supersticioso de uma romaria às fontes do Partido Comunista e visou exaltar a figura do próprio Xi enquanto herdeiro da tradição comunista de Mao.

A “Longa Marcha” (1934-35) tem um valor mitológico: foi empreendida pelo Exército Vermelho que fugia das tropas nacionalistas de Chiang Kai-Chek.

A manobra consolidou o poder de Mao Tsé-Tung sobre todos os comandantes comunistas pela eliminação das facções que não se lhe submeteram.

O gesto de Xi aconteceu em desolador desinteresse popular, sinal do vazio em volta do regime
O gesto de Xi aconteceu em desolador desinteresse popular, sinal do vazio em volta do regime
A visita teve um sentido análogo: aconteceu na véspera do encontro dos líderes do Partido em Beidaihe, Hebei. Xi Jinping se julga cada vez mais abalado e quer esmagar as facções partidárias, como outrora fez Mao.

Ele pensa lançar novas estratégias e planos para o Partido, dessangrado de militantes, desanimado ideologicamente, enfrentando motins operários em ambiente de crise econômica e humilhado pelo crescimento da religião.

A nova “Longa Marcha” poderá se traduzir em expurgos, eliminação de dissidentes e reforço da ditadura que se sente cada vez mais isolada em seu país.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Se Pequim e o Papa fizerem um acordo, os fiéis não estarão obrigados a segui-lo, diz Cardeal

Manifestantes encenam perseguição religiosa na China. Acordo Vaticano-Pequim abrirá nova perseguição, diz Cardeal.
Manifestantes encenam perseguição religiosa na China.
Acordo Vaticano-Pequim abrirá nova perseguição, diz Cardeal.
Luis Dufaur
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Se por acaso for afirmado um acordo entre a China comunista e a Santa Sé, ele virá com “a aprovação do Papa”. Mas nem mesmo nesse caso os fiéis estarão obrigados a levá-lo em consideração, se julgarem “em consciência” que é “contrário à fé”, instruiu o Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, noticiou o site “Vatican insider”.

O Cardeal lidera a resistência católica à falsa “pax sino-vaticana” que parece estar tomando forma durante encontros silenciosos de funcionários comunistas chineses com representantes do Vaticano com o aval do Papa Francisco.

O alto prelado salesiano exortou os católicos chineses a adotar uma atitude de resistência diante de acordos e praxes pastorais combinados entre Pequim e o Vaticano, ainda que aprovados pelo pontífice romano.

O Cardeal iniciou a exortação, publicada em seu blog, dirigindo-se inicialmente aos católicos que gemem no continente sob a bota marxista:

“Irmãos e irmãs do Continente, devemos agir com honra!”, escreveu, censurando os maus católicos que “estão do lado do governo” e os “oportunistas na Igreja” que “auspiciam que a Santa Sé assine um acordo para legitimar sua situação anômala”.

Segundo o Cardeal, esses “oportunistas na Igreja” ficam agora trombeteando que é necessário estar “prontos para ouvir o Papa” e obedecer “tudo o que ele dirá”. Essa proposta é feita por aqueles que se destacavam pela sua pouca fidelidade a Roma e ao Papado!

“Não devemos criticar toda ou qualquer coisa aprovada pelo Papa”, esclareceu o Cardeal Zen. Deve ser evitada toda atitude que implique uma crítica direta ao Sucessor de Pedro.

Porém, se acontecer de o Pontífice adotar uma praxe que vai contra os fundamentos da fé, ou contra a reta consciência iluminada pela fé, ele não deve ser acompanhado.

Para explicar o que pode constituir na China de hoje um atentado contra os fundamentos da fé, o arcebispo emérito de Hong Kong citou a Carta do Papa Bento XVI aos católicos chineses em junho de 2007.

Cardeal Zen: Se Pequim e o Papa fizerem um acordo, os fiéis não estarão obrigados a segui-lo
Cardeal Zen: Se Pequim e o Papa fizerem um acordo,
os fiéis não estarão obrigados a segui-lo
Nessa Carta ficou bem estabelecido que os chamados “princípios de autonomia, independência, autogestão e administração democrática da Igreja”, professados pela Associação Patriótica e outros organismos “patrióticos” que se dizem católicos mas obedecem ao aparato comunista chinês, são “inconciliáveis” com a doutrina católica.

Um acordo entre Pequim e o Vaticano que de algum modo aceitasse esses princípios iria contra os fundamentos da fé e não poderia ser seguido, ainda que o Papa o chancele.

“Vós, irmãos e irmãs do Continente, jamais e absolutamente podeis aderir à Associação Patriótica”, sublinhou o Cardeal.

Na parte final de sua exortação, o Cardeal Zen prognostica um futuro catacumbal para os fiéis que não queiram aceitar o acordo entre a China comunista e a Santa Sé. Ele disse que os católicos autênticos deverão estar prontos a renunciar à prática pública dos sacramentos e à vida eclesial que ainda subsiste, embora muito hostilizada pelo regime.

“No futuro – explicou o purpurado, equiparando os efeitos de um possível acordo China-Vaticano com as perseguições cruentas dos anos da Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung – pode-se temer que não tereis nenhum local público para rezar, mas podereis rezar apenas em casa; e ainda que não possais receber os sacramentos, o Senhor Jesus descerá até os vossos corações. E se não for possível agir como sacerdotes, podereis voltar a trabalhar os campos. Mas o sacerdote permanece sacerdote para sempre”.

A mensagem do Cardeal conclui com uma nota de esperança. A “resistência” que ele antevê contra o acordo Pequim e a Sé Apostólica poderia ser breve:

“A Igreja primitiva teve de esperar 300 anos nas catacumbas. Acredito que não teremos que esperar tanto. O inverno está para acabar”. 


terça-feira, 9 de agosto de 2016

China não acata julgamento desfavorável de Haia sobre o Mar da China

Navios de guerra chineses em exercícios na área das ilhas disputadas.
Navios de guerra chineses em exercícios na área das ilhas disputadas.
Luis Dufaur
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A Corte Permanente de Arbitragem (CPA), sediada em Haia, decidiu que a China não tem base legal para reclamar "direitos históricos" sobre a maior parte das águas do Mar da China Meridional.

Pequim havia inaugurado uma belicosa disputa para se apossar de arquipélagos pertencentes ou reivindicados pelos países vizinhos, como Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei, informou o jornal “Le Monde” de Paris.

“O Tribunal chegou à conclusão de que não há base legal para que a China reivindique direitos históricos sobre as zonas marítimas” disputadas e que ela havia “violado os direitos soberanos” das Filipinas.
Nuvens de dragas transformam recifes em bases militares
Pequim quer se apropriar principalmente das pequenas ilhas, para transformá-las em base contra a presença da Marinha de guerra americana na região, de longe a mais importante e poderosa, e controlar o intenso comércio regional.

Para apoiar suas reivindicações, a China ocupou o arquipélago das Spratly, composto por inúmeras pequenas ilhas e recifes, e construiu agressivamente pistas de pouso, portos e outras instalações militares.

Para esse fim, sepultou recifes coralinos, cobrindo-os com grandes quantidades de areia e pedra.

Os inefáveis ambientalistas, sempre dispostos a sabotar qualquer iniciativa que a juízo deles prejudica ambientes naturais como os recifes coralinos, não deram nem um pio. É, obviamente, por tratar-se da China comunista!

O governo das Filipinas havia apresentado em 2013 uma demanda à CPA, por considerar que com suas pretensões a China viola a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar (CNUDM).

China não acata tribunal internacional sobre ilhas do Mar da China que não lhe pertencem
China não acata tribunal internacional sobre ilhas do Mar da China que não lhe pertencem
A CPA deu-lhe a razão, destacando que a “China violou os direitos soberanos das Filipinas em sua zona econômica exclusiva”, ao “interferir em sua exploração de pesca e petróleo com a construção de ilhas artificiais”.

Após o anúncio da sentença, Pequim respondeu que não acata a decisão de um tribunal “que não aceita nem reconhece”.

O tribunal foi criado no século XIX e tem grande autoridade para dirimir conflitos no mar, mas, segundo a agência oficial chinesa Xinhua, “não tem nenhuma jurisdição sobre o tema”.

Quando se trata de invadir os outros, o expansionismo marxista não reconhece lei, nem costumes ou jurisdições.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Universitários chineses estão fartos
das aulas obrigatórias de marxismo

Universitários chineses estão fartos das aulas obrigatórias de marxismo
Universitários chineses estão fartos das aulas obrigatórias de marxismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quem quiser um titulo universitário na China deve ser aprovado na disciplina obrigatória de marxismo. O presidente Xi Jinping vem desenvolvendo uma campanha de intensificação do comunismo entre a juventude.

A doutrina marxista é a base ideológica do gigantesco e todo-poderoso Partido Comunista da China (PCC), o qual, entretanto, está se sentindo como um colosso que contempla seus pés de barro cada vez mais quebradiços.

Isso porque o socialismo teórico não faz senão perder fôlego na juventude!

Os estudantes não gostam de imposição e, menos ainda, da filosofia igualitária dessa doutrina. “É chata, não é útil e é uma perda de tempo”, disse categoricamente um estudante de Guangzhou que cursa o primeiro ano, citado em reportagem da UOL.

“Quase 99% dos estudantes pensam do mesmo modo. Não tem outra utilidade senão memorizar para o exame” – acrescentou. De fato, são muitos os estudantes chineses que ignoram esta disciplina, só a suportando para concluir a universidade.

O presidente Xi Jinping quer mais marxismo na juventude, mas essa acha-o 'chato' e os que aderem visam retornos na corrupção da administração pública.
O presidente Xi Jinping quer mais marxismo na juventude,
mas essa acha-o 'chato' e os que aderem
visam retornos na corrupção da administração pública.
Nas aulas – informou a agência EFE – os alunos se “desligam” e repassam conteúdos de outras disciplinas em seus aparelhos eletrônicos.

Os professores explicam a história chinesa na tediosa ótica da ideologia marxista, para preencher a sua obrigação.

“Para ser honesta, não acredito que seja uma disciplina útil. Simplesmente é obrigatória”, opinou uma jovem universitária de Pequim.

Ela até quer apreender algo, porque “quero ser parte do PCC, portanto tenho de estudar as leituras políticas essenciais”.

De fato, a falta de convicção ideológica sincera nas próprias fileiras do Partido Comunista é mais uma fonte de preocupação para a cúpula dirigente.

O número dos membros do partido do governo diminui, e os que ficam é porque farejam lucros com a corrupção da administração pública.

Uma estrangeira – a espanhola Irene Torca, estudante da Universidade de Finanças e Economia de Xangai – mostra mais fervor que seus colegas chineses: “É uma das disciplinas mais interessantes que fiz”, contou, assegurando que “às vezes aprendo mais sobre China nesta aula que lendo na imprensa”. O elogio não tem muito conteúdo, mas é algo.


A mão de ferro da ditadura paira sobre o ensino do marxismo e os estudantes têm medo de falar ou de se identificar.

Dos entrevistados, só um aluno chinês e dois professores de Xangai permitiram publicar seus nomes.

Culto de Marx e Engels na China só atrai velhos, jovens fogem.
Culto de Marx e Engels na China só atrai velhos, jovens fogem.
Os acadêmicos marxistas na China estão ficando cada vez mais raros.

Segundo o jornal oficial “Global Times”, escasseiam as pessoas com conhecimentos essenciais para ensinar o marxismo, embora haja bastante dinheiro oficial para remunerá-las.

Em 2015, o governo lançou o I Congresso Mundial de Marxismo, com 400 acadêmicos de todo o mundo. Também criou o fundo acadêmico Ma Zang, de textos sobre marxismo, dotando-o com 152 milhões de yuans (cerca de R$ 83 milhões).

Pensadores marxistas chineses estão alertando para a marginalização desta teoria nas universidades do país, enquanto cresce o interesse pela religião.

Nas estatísticas, o Cristianismo tem mais adeptos que o Partido Comunista, e os alunos procuram escolas de pensamento liberais que questionam a interpretação socialista do mundo.

No começo do ano, o ministro da Educação chinês, Iuane Guiren, garantiu que os livros que promovem “valores ocidentais” ou “difamam” o PCC não seriam aceitos nas salas de aula universitárias.

Pouco antes, acrescentou a UOL, a agência oficial de imprensa “Xinhua” publicou um decreto do PCC que cobrava das universidades “fortalecer a convicção nos ideais adequados”.

Quando uma ideologia não consegue persuadir ou seduzir, ela está morta nas mentes. E não adianta querer impô-la pela força.

Este é o declínio que depaupera o comunismo chinês e acena para um futuro esperançoso dessa grande nação asiática.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Chineses lutam contra o comunismo para defender a Cruz

Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Luis Dufaur
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A região de Wenzhou ganhou o apelativo de “Jerusalém da China” pela sua extraordinária devoção à Santa Cruz e a construção de inúmeras e até colossais igrejas, sempre coroadas por enormes cruzes vermelhas especialmente iluminadas à noite, segundo descreve o jornal espanhol “El Mundo”.

Esses templos sobressaem no horizonte e podem ser contemplados das autoestradas.

O regime não suportou esse triunfo da Cruz e, dentro do plano geral do Partido Comunista Chinês (PCC) contra o símbolo mais sagrado do Cristianismo, ordenou demoli-lo.

Soldados e operários pesadamente equipados iniciaram as demolições alegando os pretextos legais mais díspares.

Mas a tarefa do anticristianismo não está sendo fácil.

Apesar da enorme desigualdade de forças, os fiéis redobraram seu fervor e protagonizam verdadeiras batalhas campais em defesa dos Cruzeiros.

Por toda parte eles montam vigilância e organizam a resistência. Quando chegaram os demolidores da igreja de Sanjiang, na periferia de Wenzhou, os celulares dos fiéis começaram a tocar.

“Fomos avisados durante a noite. Estava chovendo e não tínhamos guarda-chuvas. Mas fomos todos, milhares de pessoas, chorando, vendo como destruíam a nossa igreja”, narrou uma testemunha.

A igreja de Sanjiang estava sobre um promontório e queria imitar as catedrais góticas da Europa. Tinha uma torre de 60 metros de altura e custou mais de cinco milhões de dólares, dinheiro doado pelos fiéis.

As autoridades socialistas mandaram arrasá-la até os fundamentos e no local plantaram árvores e flores.

A fúria socialista só se assanha contra os cristãos. Os templos budistas das redondezas não foram atingidos e até um deles está sendo ampliado. Paganismo e comunismo no fundo são filhos do mesmo pai da mentira.

Desde o início da campanha contra as Cruzes, 1.200 delas já teriam sido destruídas pelo socialismo.

O jornal oficial “Global Times” anunciou que a campanha ateia durará mais três anos, sob o pretexto de “embelezar” a província e eliminar prédios que violam as normas de segurança.

A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime. No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime.
No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
É mais uma mentira do socialismo, respondem os cristãos.

A verdade é que a China já conta com cerca de 28 milhões de cristãos, além de mais de 60 milhões de adeptos de cultos sincréticos que usam os Evangelhos. Dessa maneira, os cristãos superam largamente os adeptos do marxista Partido Comunista Chinês.

Wenzhou sozinha tem nove milhões de habitantes e construiu mais de duas mil igrejas. O fato paradoxal é que a região havia sido escolhida por Mao Tsé-tung, fundador do comunismo chinês, para sediar em 1958 a “experiência” de uma “zona ateia” onde foram fechados ou confiscados todos os templos durante a Revolução Cultural de 1966-76.

Em Oubei a tensão é máxima. Enquanto as pequenas habitações dos comunistas exibem o rosto do presidente chinês Xi Jinping, as moradias dos cristãos são marcadas pela Cruz pintada de vermelho, com a inscrição: “Deus, meu coração te ama”.

O matutino oficial “Global Times” reconheceu em 2015 a “surpresa” do “explosivo aumento” do Cristianismo. “As igrejas [de Zhenjiang] – acrescentou farisaicamente – são muito grandes, têm cruzes exageradas. Os não crentes não se sentem cômodos”.

Wang, 60, guardião da igreja da Roca em Xiasha, nega que a cruz de sete metros no teto fosse “irregular”. “Cumpria todas as leis”, explicou.

Ele foi um das centenas de cristãos que foram bloqueados pela policia para impedir cenas de resistência passiva como as acontecidas em muitos enclaves cristãos.

Na aldeia de Ya, não distante da cidade de Huzhou – na mesma província de Zhenjiang –, várias dezenas de devotos se atrincheiraram durante semanas junto à Cruz, no alto da torre principal da igreja, para evitar o seu desmantelamento.

“O Governo tem medo do poder dos cristãos”, disse Wang.

Na igreja da Roca chegaram a um acordo, mantendo-se um pequeno cruzeiro num lago. Outros templos tiveram que cobrir o símbolo de Cristo com panos, como em Hua Ao, ou com galhos, como se no topo da igreja houvesse uma árvore.

Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Na aldeia de Shancang, dezenas de casas ostentam cruzes vermelhas pintadas nos muros.

Até associações cristãs de fancaria, forjadas pelo governo, se sentiram obrigadas a protestar contra ele, como o fez um de seus líderes, o pastor Joseph Gu.

O governo socialista também reagiu prendendo clérigos e advogados que foram à “Jerusalém da China” para assessorar os fiéis.

Na sua pobre moradia de Oubei, a senhora Chang conta que após a destruição da grande igreja de Sanjiang, os fiéis continuaram se reunindo na velha igreja local.

Ali eles mantêm erguido o Cruzeiro vermelho, enquanto nos muros estão escritas orações a Nosso Senhor, convidando os neófitos a comparecer.

“Se mexerem com essa Cruz, nós sairemos de novo às ruas”, adverte ela.









terça-feira, 12 de julho de 2016

Fábricas fogem da recessão na China

Mercado de sapatos fechado em Houjie, China
Mercado de sapatos fechado em Houjie, China
Luis Dufaur
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Pequim assiste na corda bamba à migração das fábricas manufatureiras de baixou custo para outros países, registrou o jornal econômico americano “The Wall Street Journal”.

Pequim não publica números sobre os fechamentos ou mudanças de fábricas. A investigadora Justina Yung, da Universidade Politécnica de Hong Kong, a pedido da Federação das Indústrias de Hong Kong, calculou que as empresas da cidade que operam no vizinho Delta do Rio das Pérolas diminuíram de um terço no período 2006-2013.
Os custos do trabalho na China superam há anos a inflação, segundo a consultora BMI Research, e quase quadruplicam os de Bangladesh, Camboja, Myanmar e Laos.

A tendência é mudar para o Vietnã, diz Wang Wei, gerente-geral de Guangzhou Weihong Footwear Industrial Co., fabricante de sapatos esportivos para Nike, Adidas e Puma.

Para conter a fuga, o governo oferece subsídios e incentivos em regiões mais centrais, onde os salários podem ser até 30% inferiores.

Pequim também exorta as empresas a se automatizarem, investir em tecnologia e produzir objetos de maior valor agregado.
Mapa das greves na China nos últimos seis meses segundo o China China Labour Bulletin.
Mapa das greves na China nos últimos seis meses segundo o China China Labour Bulletin.
Porém, a China não consegue sair da fabricação de produtos básicos e seus custos continuam subindo.

O processo pode gerar tensões sociais. A migração das fábricas para o exterior trouxe demissões em massa e fechamento de unidades. O índice de desemprego oficial é de 4% há duas décadas, número hoje manifestamente falso.

O descontentamento vem sendo abafado pelo controle estatal da mídia. Mas os protestos operários aumentaram 35%, segundo o China Labour Bulletin.

A frustração é patente nas redes sociais, menos controláveis pelo governo. “As fábricas chinesas e estrangeiras estão saindo do país. Nós vamos morrer de fome”, lê-se nos foros de discussão.

“As manufaturas baratas vão para o Sudeste asiático e as mais sofisticadas voltam para os EUA e a Europa”, escreveu um usuário na Weibo. “Está vindo a grande recessão”, comentou um outro.



terça-feira, 28 de junho de 2016

Bons modos da rainha abalam a grosseria socialista chinesa

A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
Luis Dufaur
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Alguns comentários simples e distintos da rainha Elizabeth II da Inglaterra abalaram Pequim e encheram os jornais.

Em poucas palavras, a soberana foi despretensiosamente dar apoio moral a uma oficial da polícia de Londres que havia sido destratada pela comitiva do presidente chinês Xi Jinping durante sua visita ao Reino Unido em outubro de 2015.

A oficial é Lucy D'Orsi e o encontro aconteceu no tradicional Garden Party que a rainha oferece nos jardins do palácio de Buckingham, a grande residência real na capital britânica, como informou Yahoo! News.

A oficial foi apresentada pelo protocolo na presença de parentes e conhecidos, além das câmaras da BBC.

Ouvindo que se tratava da responsável pela segurança dos chineses, a qual havia sido ofendida por eles, a rainha comentou distintamente: “Mas que má sorte!

E após ouvir um sucinto relato do acontecido, a soberana se referiu ao tratamento dado pelos chineses ao embaixador britânico como sendo “very rude”: “Eles foram muito mal-educados com o embaixador”.

A cena da rainha falando foi reproduzida na China pela TV BBC World. Mas foi subitamente interrompida, para o público chinês não ouvir o que ela disse.

Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação. Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação.
Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
O governo chinês se sentiu pego e, magoado, reagiu com explicações que não explicam nada.

Mas acabou confessando assim a imensa inferioridade moral do socialo-comunismo.

Com efeito, esse regime, como todos os que professam a metafísica igualitária anticristã, prega a nivelação dos homens, da cultura, da moral e de todas as formas de boa educação.

No que é coerente, pois poucas coisas patenteiam tanto as desigualdades legítimas e harmônicas entre as pessoas quanto as fórmulas da boa educação.

O socialista, o comunista, o igualitário apela por princípio a expressões e gestos grosseiros ou demagógicos, à piada incessante e por vezes imoral, faz questão da linguagem vulgar quando não obscena, ostenta modos primários ou torpes, desrespeita as formalidades, a boa ordem, o bom tom e o bom gosto.

Em suma, procura banir as formas socioculturais de convívio inspiradas pela caridade cristã, impregnadas de doçura, compostura e nobre distinção.

Bastou que a rainha manifestasse suavemente uma censura discreta a esse proceder igualitário para que os líderes do comunismo tremessem no outro lado do mundo, sem conseguirem desfazer a péssima impressão causada pelos seus modos grosseiros.

E assim acabaram reconhecendo que haviam perdido a partida diante da suprema distinção e do mais requintado bom gosto da rainha, frutos vivos ainda hoje da Civilização Cristã.

Rainha Elizabeth II sobre embaixadores socialistas chineses: 'mal-educados' (BBC News)




terça-feira, 21 de junho de 2016

Ditos de Trump atemorizam países libres
e regozijam ditaduras marxistas

Para bálticos, Trump é um amigo encapuzado de Putin.
Para bálticos, Trump é um amigo encapuzado de Putin.
Luis Dufaur
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Num grafite gigante sobre o muro de um fast-food de Vilnius, capital e mais populosa cidade da Lituânia, apareceu toda a preocupação que suscita no país a eventualidade de o candidato populista Donald Trump assumir a presidência dos EUA.

Na perspectiva dos Países Bálticos, Trump vem agindo como um amigo e êmulo do agressivo dono do Kremlin Vladimir Putin.

A imagem é repugnante e claramente inspirada numa famosa foto em que o ditador soviético Leonid Breznev aparece beijando a boca do chefe comunista da Alemanha Oriental Erick Honecker, noticiou a agência AFP.

A simpatia que o pré-candidato republicano manifesta pelo dono do Kremlin não parece ser apenas eleitoreira, mas resulta de uma afinidade de modos de ser e de governo, além de um fundo populista que está sendo recusado na América do Sul, mas reina de látego na mão na imensa Rússia.

“Temos a impressão de estarmos engajados numa nova guerra fria e os EUA poderiam vir a ter um presidente que corteja a Rússia”, disse à AFP o proprietário do fast-food em cujo muro está o grafite, Dominykas Ceckauskas.

“Vemos as semelhanças entre os dois ‘heróis’”, acrescentou ironicamente. “Ambos têm um ego inchado ao extremo e é preocupante ver que eles se dão tão bem”.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Zâmbia teme corned beef chinês com carne de cadáveres humanos

Zambianos dizem que corned beef chinês vem com carne de cadáver humano
Zambianos dizem que corned beef chinês vem com carne de cadáver humano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O embaixador da China na Zâmbia saiu apressadamente para desmentir insistentes afirmações na imprensa e nas redes sociais segundo as quais a China estaria vendendo carne enlatada de cadáveres humanos em supermercados da África, noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

“É uma acusação totalmente maliciosa e vil. Para nós é completamente inaceitável”, disse o embaixador Yang Youming.

O desmentido não teve muito eco nem aceitação, persistindo a dúvida.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ditadura censura informações e comentários económicos

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Economistas, analistas e jornalistas de cadernos econômicos não têm mais liberdade de apresentar uma visão da economia chinesa diversa da espalhada pela ditadura socialista de Pequim, escreveu “La Nación” de Buenos Aires.

Tudo “está escrito”, não no Corão, mas no plano quinquenal aprovado pelo Partido Comunista Chinês. E, assim, vai tudo no melhor dos mundos. Quem não afinar sofrerá as consequências, ainda que os números contrários lhe furem os olhos.

Reguladores do mercado de valores, censores oficiais e outros funcionários advertiram os comentaristas que formularam pontos de vista sobre a economia chinesa que não se encaixam nas declarações do governo.

Lin Caiyi, economista chefe de Guotai Junan Securities Co., foi advertido de evitar comentários “exageradamente pessimistas” sobre a economia e a moeda chinesa.

Os analistas das Bolsas tentam evitar os informes críticos. A ofensiva do governo é generalizada. Os funcionários se recusam a fazer comentários ou se referir ao tema econômico, ainda quando ‘para inglês ver’ as autoridades comunistas insistem em que a livre circulação da informação contribui para a vitalidade da economia.

terça-feira, 31 de maio de 2016

A Ressurreição de Cristo celebrada com heroísmo de mártires

O Pe. Dong Baolu celebra Missa para católicos clandestinos numa das muitas igrejas das 'catacumbas'
O Pe. Dong Baolu celebra Missa para católicos clandestinos
numa das muitas igrejas das 'catacumbas'
Luis Dufaur
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Perto da metade dos católicos chineses não endossa a recusa da autoridade papal exigida por Pequim. Eles integram a chamada “Igreja clandestina” que vive sob a ameaça constante de invasão policial e até mesmo de prisão para fiéis e sacerdotes, constatou a revista “Time”.

Um fotógrafo estrangeiro viveu na China há oito anos e documentou a vida do rebanho “clandestino” de Hebei, que é guiada pelo padre Dong Baolu.

A metade da cidade outrora foi católica devido ao apostolado dos missionários estrangeiros, que difundiram muito profundamente a fé nas mais variadas localidades da China rural.

A revolução comunista de Mao Tsé-Tung em 1949 e as campanhas políticas de extinção dos opositores nas décadas seguintes deram um golpe tremendo no rebanho católico.

terça-feira, 24 de maio de 2016

China amordaça ainda mais as associações privadas

As associações civis agora ficarão sob o controle e administração da polícia.
As associações civis agora ficarão sob o controle e administração da polícia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Desde o 1º de janeiro de 2017, as organizações sociais estrangeiras na China serão administradas e controladas pela policia socialista, que decidirá se aprova seu trabalho, podendo cancelá-lo se achar que ameaça a segurança nacional, informou a agência EFE reproduzida por “Clarín” de Buenos Aires.

A Assembleia Nacional Popular – ANP (parlamento chinês) aprovou a lei que “encurrala” a sociedade civil e terá grave impacto em muitos setores. Ela dificulta o trabalho dessas organizações e aperta o controle sobre suas atividades, membros e financiamento.

O golpe atinge de cheio os grupos religiosos e associações de caridade que são ajudados economicamente desde o exterior.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Chineses pedem ao Papa que atue pelo fim da perseguição religiosa

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun lidera apelo ao Papa Francisco pelo fim da perseguição religiosa na China
O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun lidera apelo ao Papa Francisco
pelo fim da perseguição religiosa na China
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, liderou nessa cidade uma manifestação de rua diante da representação oficial do governo de Pequim, pedindo o fim da perseguição aos cristãos e a concessão de liberdade religiosa.

Diante de 100 pessoas, o corajoso cardeal de 84 anos leu um comunicado onde se lê: “Diante de toda essa perseguição, não podemos nos considerar em segurança. Não podemos ficar indiferentes. Se nós silenciarmos, tornar-nos-emos cúmplices”.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tráfico de vacinas vencidas e perigosas apavora população chinesa

O caso vinha de longe, mas os protestos foram tantos que o governo fingiu reprimir
O caso vinha de longe, mas os protestos foram tantos que o governo fingiu reprimir
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Milhões de chineses descobriram estarrecidos que estavam sendo vacinados com substâncias ineficazes e até perigosas, noticiou o jornal de Paris “Le Monde”. 

As autoridades chinesas anunciaram a prisão de uma farmacêutica e de sua filha que vendiam há cinco anos vacinas vencidas ou mal conservadas, avaliadas em 307 milhões de reais.

Tratava-se de 25 vacinas diversas, inclusive contra o pólio, a raiva, a hepatite B e até contra a gripe, segundo a revisa chinesa “Caijing”.

Só que a detenção acontecera há mais de um ano e, sem embargo, o tráfico continuou, até tornar-se público e notório. O governo socialista diz que agora deteve 130 membros da inescrupulosa rede.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Em plena África, Pequim sequestra cidadãos de Taiwan

J. Chiang, do partido KMT, exibe um vídeo com o sequestro de cidadãos taiwaneses
J. Chiang, do partido KMT, exibe um vídeo com o sequestro de cidadãos taiwaneses
Luis Dufaur
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Taiwan acusou à China comunista pelo sequestro de 45 cidadãos taiwaneses que trabalhavam na Quênia e foram levados pela força para a China para serem investigados, denunciou o Ministério de Relações Exteriores em Taipei.

Taiwán considera o ato como um “sequestro” e elevou protestos contra o regime comunista chinês, escreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Oito cidadãos taiwaneses foram levados pela força à China no dia 8 de abril e logo depois mais outros 37. Em alguns casos os sequestradores usaram até gases lacrimogênios.

O diretor do Departamento para a Ásia Ocidental e África do Ministério de Relações Exteriores taiwanês, Chen Chun-shen, denunciou o aumento das prisões irregulares praticados por Pequim em outros países e sublinhou que “este caso viola gravemente os direitos dos cidadãos taiwaneses e fere os sentimentos de todos na ilha de Taiwan”.