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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Desaparece sacerdote embora aceitando a “Igreja Patriótica”

Métodos comunistas chineses para 'convencer'
Métodos comunistas chineses para 'convencer'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O padre Xie Tianming foi feito desaparecer após querer ingressar na Igreja do governo. Os sacerdotes que fazem essa censurável escolha não deixam de caírem presos pela polícia em local secreto onde são submetidos a sessões de “lavagem cerebral” para sua “reeducação” política, noticiou “Infocatólica”. 

O Pe Xie, como outros que optaram por essa péssima iniciativa, corre o risco de ficar detido por muito tempo, até dar “provas certas” de mudança de mentalidade.

Essa detenção dos clérigos que imaginam falsamente poder melhorar sua sorte é chamada de “guanzhi”: não há prisão real, mas uma restrição de movimento.

Nela o religioso deve submeter-se a sessões políticas e coerção para confirmar aos carrascos que sua adesão e subserviência ao Partido Comunista da China é sincera.

Outros 10 padres clandestinos da diocese foram libertados após meses de prisão nos primeiros meses de 2022.

Igreja Católica dita “oficial” segue as orientações da Associação Patriótica Católica Chinesa, um engendro administrativo criado pelo Partido Comunista chinês – PCCh.

O acordo entre a China e o Vaticano assinado em 2018 e renovado em outubro de 2020 e 2022 não adiantou de nada. Antes bem piorou a situação dos religiosos.

O PCCh sentiu que suas costas ficaram quentes com uma “aprovação“ do Vaticano e lançou uma campanha para forçar todos os padres a aderirem à Igreja oficial e ao Partido Comunista.

Aqueles que se recusam são frequentemente expulsos de suas paróquias e acabam na detenção.

O “guanzhi” fez seu mal efeito em pelo menos metade dos sacerdotes de Baoding que acabaram aderindo à Igreja oficial.

Policia chinesa reforçou a repressão após o acordo com o Vaticano
Policia chinesa reforçou a repressão após o acordo com o Vaticano
Os 10 clérigos que a polícia fez sumir em 2022 foram libertados após sessões de doutrinação e alguns ingressaram em órgãos oficiais; mas os que não aderiram não podem mais exercer seu ministério.

Um padre clandestino libertado depois de quase um ano de “lavagem de cérebro” marxista e que não queria renunciar ao cargo foi confinado em sua casa e obrigado a renunciar ao serviço pastoral.

A comunidade católica clandestina de Baoding é uma das mais antigas e numerosas da Igreja chinesa.

Seu bispo, monsenhor James Su Zhimin, é refém da polícia há mais de 25 anos, tendo passado mais de 40 anos em trabalhos forçados sob o regime de Mao Tsé Tung, fato que o transforma num herói mártir orgulho do catolicismo.

Os católicos locais se dividiram depois que o então Bispo Auxiliar de Baoding, Dom Francis An Shuxin, decidiu passar para a pseudo igreja comandada pelo PCCh.

Esse bispo prevaricador é oficialmente o atual diocesano de Baoding, mas a ditadura se autojustifica com o acordo assinado e renovado pelo Vaticano.

Ele está numa oposição radical com o heroísmo cristão do legítimo bispo encarcerado.


quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Descalabro chinês fruto do controle da natalidade

Grandes prédios inconclusos é comum na China em crise
Grandes prédios inconclusos é comum na China em crise
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A China, badalada superpotência econômica, de fato titubeia a ponto de fazer temer um desabamento de efeito mundial que inauguraria o pior dos mundos econômicos, observou o Premio Nobel de Economia Paul Krugman, habitual companheiro de estrada das forças de esquerda, no “The New York Times”.

A monstruosa bolha chinesa composta de ações e imóveis estourou deixando bancos em crise, empresas imersas em dívidas e estagnação econômica. Algo semelhante experimentou o Japão no fim dos anos 80, compara Krugman.

A diferencia mais importante desses declínios é demográfica. Japão sofreu pela baixa fertilidade e diminuição da população economicamente ativa.

Mas a economia da China, que também padece por falta de jovens trabalhadores em decorrência de uma ferrenha política de controle da natalidade, encara um horizonte muito pior.

Sua economia está extremamente desequilibrada, a demanda de consumo caiu demais e sobreviveu pelo inchaço dirigista do setor imobiliário hipertrofiado agora colapsado.

E o pior é que a população economicamente ativa está diminuindo.

O comunismo chinês desintegrou a coesão social, contrariamente ao Japão, e não consegue administrar a decadência e o sofrimento massivo criador de instabilidade social.

Igualitarismo comunista exige empobrecer classes médias
Igualitarismo comunista exige empobrecer classes médias
Pequim tem um regime autoritário errático e não é capaz de pôr ordem no país sem recorrer à violência repressiva.

O índice de desemprego entre jovens na China é muito maior do que o japonês em todos os tempos.

Portanto, economicamente a China não será como o Japão.

Provavelmente terá um afundamento muito pior.

E o mundo apanhará repercussões negativas insuspeitadas para quem se iludiu com a fachada econômica mantida até há pouco pela ditadura socialista chinesa.