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| Aguardava-se que o novo Papa defenderia os direitos da Igreja. Mas está se tendo uma decepção |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Sob o pontificado de Leão XIV Pequim intensificou a perseguição aos católicos opostos ao acordo assinado por Francisco I.
Por esse acordo, a Igreja Católica na “clandestinidade” fiel ao Papa, deveria se fundir com a factícia Igreja Patriótica, criada pelo Partido Comunista (PCCh).
Na diocese de Wenzhou, a repressão prendeu padres, freiras e fiéis leigos, fechou igrejas e tenta força-los a entrarem na falsa “igreja patriótica”.
Uma peregrinação foi acusada de “migração ilegal”, e o bispo Mons. Shao Zhumin foi extorquido para entrar na falsa “igreja”, como condição para libertar o clero preso e o prelado não ser encarcerado, segundo “Bitter Winter”.
Desde abril de 2025, há invasões orquestradas por seis departamentos governamentais, incluindo o Departamento de Assuntos Religiosos.
Em Wenzhou, a polícia aterroriza as capelas “subterrâneas” fiéis a Roma. Muitos padres foram despejados à força, locais de culto fechados e as famílias dos clérigos ameaçadas de perder o emprego, a menos que convençam seus entes queridos a mudar de religião.
O resultado é impressionante: 90% dos locais de culto subterrâneos estão fechados.
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| Mons. Shao Zhumin está sob assedio para apostatar |
Embora algumas comunidades tenham aceitado, a contragosto, que padres patrióticos mantenham seus prédios, um número significativo se recusa firmemente a receber a comunhão deles.
Os fiéis se sentem desmoralizados, confusos e com medo.
Até mesmo o simples ato de compartilhar notícias sobre as repetidas prisões do bispo Shao online gerou repercussões perturbadoras, incluindo interrogatórios.
Não faltam os padres que expressam preocupação e esperança por uma resposta do Papa Leão em relação à situação na China e fizeram suas vozes serem ouvidas.
Como um padre articulou em “Bitter Winter” :
“O silêncio não é uma opção. Sofremos devido à nossa lealdade inabalável a Roma e à Igreja e à nossa recusa em nos submeter a bispos que priorizam a lealdade ao Partido Comunista Chinês em detrimento da fidelidade ao Papa.”





