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terça-feira, 19 de setembro de 2017

“Livre” no cárcere de terror da Coreia do Norte

O visto de entrada à Coreia do Norte concedido a Suki Kim.
O visto de entrada à Coreia do Norte concedido a Suki Kim.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Suki Kim é uma jornalista nascida e crescida na Coreia do Sul, mas que também possui cidadania americana.

Em 2011 ela conseguiu um trabalho de professora de inglês em uma universidade de Pyongyang, destinada aos filhos homens da elite norte-coreana, “os futuros líderes do país”.

Kim passou seis meses vivendo no campus da universidade e tomou notas para seu livro Without You, There Is No Us: My Time with the Sons of North Korea's Elite (Broadway Books, 320 pp., publicado em 2015, que em tradução livre seria: Sem você, não há nós: meu tempo com os filhos da elite norte-coreana.

O livro em que Susi Kim descreve sua odisseia no terro
O livro em que Susi Kim descreve sua odisseia no terror
Ela relatou à BBC Mundo sua estarrecedora experiência, algo que poucos estrangeiros puderam experimentar.

Eis algumas circunstâncias pelas quais Susi teve que passar, de causar calafrios.

Ela explicou que duas eram as razões de seu interesse pela Coreia do Norte: como jornalista, queria primeiro saber sobre a enorme tragédia que ocorre nesse lugar; e, segundo, razão de ordem pessoal, sua família havia sido separada pela guerra das Coreias em 1950.

De Pyongyang a Seul (capital de Coreia do Sul), são necessárias apenas duas horas de carro.

Mas quando a península foi dividida no Paralelo 38, em 1953, as pessoas do norte nunca voltaram a ver seus familiares.

Suki Kim passou a lecionar na recém-inaugurada Universidade para a Ciência e Tecnologia de Pyongyang (PUST), destinada aos filhos dos dirigentes da Coreia do Norte.

Veja mais sobre essa instituição: Universidade evangélica para filhos de déspotas na Coreia do Norte


A PUST foi fundada por grupos evangélicos e seus funcionários são principalmente professores americanos voluntários, financiados por suas igrejas.

A religião não é permitida e o proselitismo é um crime castigado com a morte. O único que se venera no país é o Grande Líder comunista.

O controle começa no aeroporto, a guarda leva placa que diz 'O Sol do Século XXI', em homenagem a Kim Jong Il
O controle começa no aeroporto, a guarda leva placa que diz
'O Sol do Século XXI', em homenagem a Kim Jong Il
A comunidade evangélica compactuou com a ditadura: ela bancaria a universidade e não faria apostolado.

Assim, no fundo, acabavam financiando a educação dos futuros líderes do país.

O governo deve aprovar tudo o que ocorre na universidade.

Ele decide tudo sobre o indivíduo: seleciona os estudantes, escolhe a carreira a ser seguida por cada um, a escola onde estudar, as atividades que farão.

Havia 270 estudantes, todos eles homens, que viviam no campus. Susi ensinava inglês para duas classes, cada uma delas com cerca de 50 alunos de 19 e 20 anos.

A universidade é vigiada por militares e ninguém tem permissão para sair. Tudo o que ela fazia e ensinava devia ser aprovado, monitorado e gravado.

O governo define as escoltas que vivem com os professores no campus e seu trabalho é monitorá-los 24 horas por dia.

Susi vivia o tempo todo aterrorizada, tomava notas em segredo em memórias de USB, que sempre levava consigo, e apagava tudo no computador, não deixando nenhum rastro de seu trabalho.

No quarto dela havia microfones ocultos e todas as suas aulas eram gravadas. É um sistema de medo constante de vir a morrer ali.

O que ela pensava dos alunos? Num sistema de constante controle e vigilância ninguém sabe realmente o que as pessoas pensam ou sentem.

Na Faculdade todas as atividades são coletivas. Atos individuais são proibidos e suspeitos
Na Faculdade todas as atividades são coletivas. Atos individuais são proibidos e suspeitos
Os estudantes nunca estavam sozinhos. Eles se vigiavam uns aos outros e também a vigiavam, dando informações sobre ela. Tinham uma reunião semanal na qual informavam sobre os outros estudantes e os professores.

Eles são tratados como soldados: fazem exercícios, correm e saem para marchar em grupo, são constantemente doutrinados sobre a grandeza do Grande Líder e o ódio aos Estados Unidos.

Esses jovens não têm permissão de expressar qualquer curiosidade sobre o mundo exterior. Em 2011 nunca tinham ouvido falar de internet, e Susi era proibida de falar sobre isso.

Ela havia recebido ordens estritas de nada ensinar sobre o mundo exterior e os alunos não tinham nenhuma informação sobre o que ocorria fora de seu país. Por exemplo, não sabiam da existência do Taj Mahal nem da Torre Eiffel.

A televisão tem apenas um canal, com programas sobre o Grande Líder. Também são transmitidos programas da China ou da Rússia, todos baseados nos “ideais socialistas”.

Há apenas um jornal, e tanto os artigos quanto os livros publicados estão vinculados ao Grande Líder.

Passeios de fim de semana são controlados e devem visitar locais montados para cultuar o 'líder supremo'.
Passeios de fim de semana são controlados
e devem visitar locais montados para cultuar o 'líder supremo'.
Toda a rotina e os entretenimentos funcionam para honrar o regime e a filosofia igualitária do sistema.

Se esses são os jovens das elites mais bem tratados, o que deverá acontecer com o resto da população? Só se sabe que vive sob o mesmo controle.

Aos domingos Susi tinha licença para sair com um grupo escoltado, para colocar flores em monumentos do Grande Líder.

Às vezes o grupo saía de Pyongyang para visitar as Grandes Montanhas ou alguma fazenda.

Não se veem muitas coisas. As estradas estão vazias, não há carros nas ruas.

As pessoas fora da capital são marcadamente menores e parecem mal-nutridas. Susi nunca foi autorizada a falar com alguém nas ruas.

Os lugares para onde foi levada pareciam cenários de filme e nunca havia pessoas. Só dava para ver os outros membros do grupo e, por toda parte, todos os lugares estavam cobertos com milhares de slogans do Grande Líder.

Nunca tinha imaginado um controle tão grande. A realidade é pior do que se pode imaginar, conclui Susi.


Vídeo: No cárcere de terror da Coreia do Norte





terça-feira, 12 de setembro de 2017

Coreia do Norte: o crime de Estado financia o cataclismo universal

William Chan do Serviço Secreto de EUA e Ross Bautista, diretor do National Bureau of Investigation, mostram notas falsificadas
William Chan do Serviço Secreto de EUA
e Ross Bautista, diretor do National Bureau of Investigation,
mostram notas falsificadas
Luis Dufaur
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Como faz a Coreia do Norte, reduzida à máxima miséria pelo socialismo, para financiar um custosíssimo programa nuclear que poderia empurrar o mundo para um cataclismo jamais visto?

A fórmula é simples, mas tenebrosa: Pyongyang recorre a múltiplas formas de crime organizado para encher seus cofres, segundo noticiou “La Nación” de Buenos Aires.

O regime imprime dólares e yuanes falsos, pratica “assaltos bancários cibernéticos”, dirige um intenso comercio internacional ilegal, fabrica mercadorias falsificadas e exporta mão-de-obra para seu máximo protetor: a China, também socialista.

“O regime norte-coreano consagra dez bilhões de dólares anuais ao seu programa nuclear. Essa cifra representa entre 20% e 25% do PBI, que oscila entre 30 e 40 bilhões”, afirma a geoestrategista francesa Valérie Niquet, especialista da Fundação para a Investigação Estratégica (FRS).

“A maior parte provém de atividades ilícitas”, explicou.

Num assalto cibernético em 2016, o Banco Central de Bangladesh foi lesado por Pyongyang em 81 milhões de dólares, duas terças partes dos quais (51 milhões) foram “lavados” pelos cidadãos chineses Ding Shizue e Gao Shuhua em dois casinos de Manila.

A empresa de segurança informática Kaspersky Lab detectou que o “golpe” foi dado por Bluenoroff, filial especializada em ciberataques do grupo Lazarus, que opera a serviço de Pyongyang.

Segundo a Symantec, especialista em segurança, a Coreia do Norte também esteve implicada no ataque informático gigante com o vírus WannaCry, que paralisou em maio mais de 300.000 computadores em 150 países.

A população da Coreia do Norte está reduzida à pior das misérias
A população da Coreia do Norte está reduzida à pior das misérias
As sanções econômicas votadas pela ONU foram burladas pelo regime de Kim Jong-un.

Pyongyang obtém três bilhões de dólares com exportação, sem nunca apresentar dificuldade para obter as matérias-primas e os componentes necessários para seus programas nucleares e balísticos.

Os motores dos mísseis intercontinentais, capazes de atingir a Califórnia, usam motores vendidos ilegalmente por KB Iujnoie, uma empresa da Ucrânia que os produzia para o exército soviético, denunciou o prestigioso Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres.

A China é o principal cliente da Coreia do Norte na compra de minério de ferro, areia e pedra, além de produtos químicos, óleo de soja, têxteis e frutos do mar.

“O total das exportações ilegais ascende a dois bilhões de dólares por ano”, precisa o investigador Kent Boydston, em trabalho para o Peterson Institute for International Economics.

A CIA e várias agências de inteligência europeias acham que o comunismo norte-coreano exportou para o Paquistão e o Irã materiais “sensíveis” usados em programas nucleares e balísticos.

Uma das mais cruéis atividades ilícitas é a exportação de mão-de- obra. Em 2016, cerca de 60.000 operários foram enviados à China, à Rússia e ao Meio Oriente.

Produtos de luxo contrafacionados na Coreia do Norte fornecem uma parte dos recursos para a guerra.
Produtos de luxo contrafacionados na Coreia do Norte
fornecem uma parte dos recursos para a guerra.
Os ordenados representaram perto de 200 milhões de dólares e foram girados a entidades controladas pelo Estado, garante Go Myong-Hyun, analista do Asian Institute for Policy Studies.

Outro setor importante é a contrafação de produtos de luxo têxteis, perfumes ou marroquinaria, vendidos em todo o mundo. Também peças para carros, máquinas agrícolas e aviões, artigos eletrônicos, produtos alimentares enlatados e medicamentos falsos.

A especialidade é a falsificação de moeda. “A Coreia do Norte se especializou no fabrico de notas de 100 dólares”, denunciou o grupo dissidente North Korea Intellectuals Solidarity.

Uma nova especialidade das gráficas norte-coreanas é o fabrico de yuanes, que estão sendo introduzidos na China, concluiu o jornal.


Vídeo: Caças americanos sobrevoam península coreana em 18.09.2017




terça-feira, 5 de setembro de 2017

Havaí entra em clima de III Guerra Mundial

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Setores do mundo vão entrando num clima de III Guerra Mundial embora ainda não se ouçam as rajadas das armas.

Pois a III Guerra Mundial tem muito mais de psicológico que de militar. Pelo menos em seus inícios.

Na fase inicial predominam as táticas de “guerra híbrida” com muitas manobras de guerra psicológica, na qual a Rússia se destacou ao invadir a Crimeia e ocupar uma fração do leste da Ucrânia.

É uma situação assim que o turístico Estado de Havaí está vivendo. Suas autoridades dispuseram um sistema de alerta para a população em caso de ataque nuclear norte-coreano.

O temor cresceu após o regime comunista disparar um míssil por cima do Japão e testar uma bomba de hidrogênio, aproximadamente dez vezes mais destrutiva que uma atômica como a de Hiroshima.

Havaí fica no meio do Pacífico, entre a Ásia e a América do Norte, e abriga bases militares como a poderosa Pearl Harbor, sede do quartel-general da Frota Americana do Pacifico.

“Se a Coreia do Norte disparar um míssil balístico intercontinental, o tempo de voo até o Havaí será de aproximadamente 20 minutos”, explicou o tenente-coronel Charles Anthony, diretor de relações públicas do Departamento Estadual de Defesa, noticiou a CNN.

“O Comando do Pacífico demorará cinco minutos para identificar o lançamento e o objetivo do míssil. Isso significa que a população terá por volta de 15 minutos para se abrigar”, disse Vern Miyagi, administrador da Agência para Emergências de Havaí.

“Não é muito tempo. Mas é o suficiente para você ter uma chance de sobreviver”, completou.

Alcance suposto dos mísseis da Coreia do Norte.
Alcance suposto dos mísseis da Coreia do Norte.
Havaí tem 1,4 milhões de habitantes.

Os responsáveis públicos estão reinstalando um sistema de alarmes semelhante ao que funcionava na Guerra Fria.

Em novembro haverá o primeiro teste geral das sirenes para ir educando a população, o que não acontecia desde os anos 1980.

Serão reimpressos panfletos e desenvolvido um sistema de alertas por smartphone.

A população foi convidada a armazenar suprimentos para 14 dias. É o dobro do habitual para emergências como tsunamis ou furacões, mas o suficiente para aguentar até que a poeira radioativa se disperse.

Os militares calculam que a bomba atômica que a Coreia do Norte poderia jogar equivaleria à de Hiroshima.

O efeito será devastador, mas muitas centenas de milhares de havaianos sobreviverão ao primeiro impacto e devem saber como agir até chegar o socorro.

Miyagi, general da reserva, procura afastar dois exageros opostos. O primeiro diz: “Para que preparar se vamos ser todos apagados do mapa”. O outro também tem consequências calamitosas: “Para que preparar se esse ataque nuclear nunca acontecerá?”

Toby Clairmont, chefe da Agência para Emergências de Havaí exibe guia para os cidadãos em caso de ataque.
Toby Clairmont, chefe da Agência para Emergências de Havaí,
exibe guia para os cidadãos em caso de ataque.
Miyagi explica que a maior causa de mortes é produzida pela chuva radioativa e por isso deve-se procurar abrigo logo.

“Você não terá tempo para telefonar para tua mulher ou filhos e levá-los ao abrigo. Não haverá tempo para isso”, acrescentou.

A melhor opção é procurar um refúgio atômico. Mas, para isso, cada um deve saber onde está o mais próximo.

Hoje não os há em número suficiente, mas os porões de alguns vizinhos podem ser uma alternativa válida. Também as garagens subterrâneas ou adegas.

Os mísseis norte-coreanos são de uma tecnologia dessueta, tendo sido fabricados na URSS nos anos 1980.

Porém, a China adquiriu peças modernas no Ocidente e as passou de modo ilegal para seu protegido comunista de Pyongyang.

A marinha da Coreia do Sul resgatou os restos de um deles do fundo do mar e pôde identificar o número de série das peças de motores e dos sistemas de navegação, para quem eles foram vendidos e o percurso seguido até a Coreia do Norte. 

Vídeo de propaganda nortecoreano visa mais assustar do que dizer a verdade sobre suas capacidades militares.
Vídeo de propaganda nortecoreano visa mais assustar
do que dizer a verdade sobre suas capacidades militares.
Empresas chinesas teriam feito a compra e reenviado imediatamente para a Coreia do Norte, impedida de comprá-las.

Segundo sondagem encomendada pela CNN e citada pela FranceTVinfo, 62% dos americanos levam a sério as provocações da Coreia do Norte. Só 48% achavam isso em março.

A escalada verbal e as intimidações comunistas disparando novas engenhocas espalhou o temor de que os mísseis de Pyongyang possam chegar até Nova Iorque.

A mais recente sobrevoou o Japão e caiu no outro lado do Pacífico.

O contexto reaviva a lembrança da Guerra Fria, que a mídia trombeteava ter acabado, mas cuja lembrança ficou latente no subconsciente de incontáveis americanos. E agora reviveu.

Em New York encontram-se vestígios abandonados dessa época.

Cartazes enferrujados e pichados, com o símbolo da radioatividade indicando a entrada dos refúgios e de subterrâneos depredados, sem isolação nem portas blindadas.

Nos anos 1960, a cidade chegou a contar com 17.000 deles, muitos dos quais hoje servem como apartamentos ou depósitos.

Velhos bunkers pensados para um ataque nuclear russo vão ser reacondicionados até em New York.
Velhos bunkers pensados para um ataque nuclear russo
vão ser reacomodados até em New York.
A preocupação mudou o modo de ver esses locais e trouxe a ideia de recuperá-los.

Também se tornou comum a oferta de kits de sobrevivência, que incluem alimentos e medicamentos.

Empresas oferecem construir refúgios subterrâneos em jardins, sítios ou fazendas, alguns até de luxo, para fugir não só do ataque atômico, mas também de graves perturbações sociais e catástrofes naturais.

A imprevidência ainda está muito generalizada, mas o temor não cessa de crescer.

Pode se discutir o valor das bravatas megalomaníacas de Kim Jong-un, mas ele está conseguindo agigantar um medo que era até agora só latente nos EUA.

E essa dilatação do sentimento de temor já é um triunfo da guerra psicológica comunista contra o Ocidente.



CNN: como o Havaí se prepara para um ataque nuclear





Bunker à venda para milionários apavorados





A China e a Rússia no bailado da morte norte-coreano




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Recrudesce a perseguição religiosa

Polícia humilha católicos que vão para a igreja
Polícia humilha católicos que vão para a igreja
Luis Dufaur
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O vaticanista Sandro Magister observou que enquanto no ano de 2016 se dava por iminente a aprovação de um acordo iníquo entre a Santa Sé e o regime comunista de Pequim, hoje se fala muito pouco dele.

Pelo contrário, em vez de notícias de aproximação, chegam de Pequim informações de bispos encarcerados e desaparecidos.

Na Quaresma, o Bispo de Mindong, Dom Vicente Guo Xijin, reconhecido por Roma, mas não pela ditadura, foi preso e conduzido a uma localidade desconhecida.

Ele foi acusado do ‘crime’ de não se inscrever na Associação Patriótica (igreja paralela e fictícia criada pelo regime comunista para atrair e desviar os católicos).

Na hora de prendê-lo, a polícia disse que o levava “para que estude e aprenda”.

Na vigília da Páscoa foi preso em circunstâncias semelhantes o Bispo de Wenzhou, Dom Pedro Shao Zhumin.

Ele havia passado vinte anos de “doutrinamento” carcerário. Foi preso no dia 18 de maio e não se sabe onde está.

O comunismo precisa de uma falsa igreja para controlar os fiéis
O comunismo precisa de uma falsa igreja para controlar os fiéis
Sua mãe é muito anciã e teme que a polícia só lhe devolva uma sacola com o cadáver do filho.

Isso já aconteceu com outros bispos sequestrados, torturados e abandonados até morrer.

Os últimos gloriosos mártires foram Dom João Gao Kexian, Bispo de Yantai em 2004, e Dom João Han Dingxian, Bispo de Yongnian em 2007.

Veja mais sobre esses mártires da fé:

Pequim esconde cadáver de bispo resistente morto na prisão

Bispos resistentes na China: Personagens do Ano 2011


Diante do silêncio das autoridades vaticanas em face dessas prisões ditatoriais, o embaixador da Alemanha na China, Michael Clauss, em nota oficial no dia 20 de junho, pediu a libertação do Bispo de Wenzhou e a cessação dos regulamentos religiosos, que ameaçam provocar novos atentados contra a liberdade religiosa.

Prossegue extremamente confuso o isolamento do Bispo de Xangai, Dom Tadeo Ma Daqin, preso por ter rompido os vínculos com a Associação Patriótica após sua sagração em 2012.

Com alguma frequência o regime espalha documentos atribuídos a ele, declarando que está “arrependido” e que aceita as imposições da ditadura socialista.

Mas o bispo não reaparece, sinal de que as tais declarações seriam forjadas pela polícia comunista.

A perseguição em vez de desanimar tonifica a seriedade na fé
A perseguição em vez de desanimar tonifica a seriedade na fé
Em Roma, as vozes mais concessivas ao comunismo esfriaram o tom e preveem “prazos mais longos”.

Só alguns fanáticos da capitulação ainda estuam otimismo. Em “La Civiltà Cattolica”, o jesuíta José You Guo Jiang, professor do Boston College, fez a apologia do entreguismo:

“A partir do momento que se instale o diálogo, a Igreja Católica e a sociedade chinesa não mais entrarão em colisão”, escreveu.

Mas seria – acrescenta Sandro Magister – “uma mistura de valores tradicionais e de ideologia marxista sob o férreo controle do Estado” como na época do paganismo, quando os imperadores martirizaram centenas de cristãos.

Em 26 de junho, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, rompeu o silêncio sobre o caso de Dom Pedro Shao Zhumin, bispo de Wenzhou:

“A Santa Sé acompanha com grave preocupação a situação pessoal de Dom Pedro Shao Zhumin, Bispo de Wenzhou, afastado pela força de sua sede episcopal. [...]

“a Santa Sé, profundamente dolorida por esse e outros episódios similares, espera que Dom Pedro Shao Zhumin possa retornar o quanto antes à Diocese”.

Foi a primeira vez que a Santa Sé interveio em favor de um bispo preso pelo comunismo chinês e que provavelmente está sofrendo fortes pressões para aderir à  Associação Patriótica controlada pelo governo comunista, e assim romper com a Santa Sé, segundo a TV TG2000, do episcopado italiano (ver vídeo embaixo)

Os católicos vivem sob ameaças constantes Só a graça divina explica sua fidelidade
Os católicos vivem sob ameaças constantes Só a graça divina explica sua fidelidade
A agência “Asia News”, do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, publicou uma análise dos dez últimos anos da Igreja, feita por “um católico do Nordeste da China que assina com o pseudônimo ‘José’”.

Segundo a análise, todas as promessas foram sendo gradualmente traídas pelos fatos. O governo socialista interfere cada vez mais na nomeação dos bispos, escolhendo e sagrando candidatos não confiáveis.

“José” lamenta o silêncio no Vaticano e do Ocidente sobre a atual perseguição a bispos, sacerdotes e leigos.

Também teme que os badalados diálogos entre a China e o Vaticano causem a eliminação da Igreja dita “não oficial”, odiada pelo governo e que se mantém heroicamente fiel ao Papa.


Vídeo: Recrudesce a perseguição religiosa na China





terça-feira, 15 de agosto de 2017

Diálogo Pequim-Vaticano prepara uma “Igreja Católica falsa”, denuncia cardeal

O diálogo Vaticano-Pequim prepara uma 'falsa igreja católica' na China
O diálogo Vaticano-Pequim prepara uma 'falsa igreja católica' na China
Luis Dufaur
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Uma “Igreja Católica fake (falsa)” vinha sendo preparada pelo regime comunista chinês, que tentava obter para isso uma chancela do Vaticano.

Por sua vez, o Cardeal Joseph Zen, Arcebispo emérito de Hong Kong, denunciou o andamento do acordo entre a Santa Sé.

Segundo ele, o governo ateu forneceria o embasamento de uma igreja falsamente católica.

O Cardeal exprimiu sua posição em entrevista para a revista Polonia Christiana.

Ele comparou a situação atual da Igreja Católica na China continental com a época da brutal repressão física comunista nas décadas de 1950 e 1960. E sublinhou que hoje a situação é ainda pior, informou “Life Site News”.

Por que é pior? – perguntou a revista polonesa.

“Porque a Igreja foi debilitada. Eu lamento ter de dizer que o governo não mudou, mas a Santa Sé está adotando a estratégia errada.

“Ela está ansiosa demais para dialogar, mas um diálogo em que eles mandam todos a não fazer barulho, a se acomodarem, a se comprometerem a obedecer ao governo.

Fake church: 9ª Assembleia dos Representantes Católicos ficção criada pelo governo comunista não reconhecida por Roma.
Fake church: 9ª Assembleia dos Representantes Católicos
ficção criada pelo governo comunista não reconhecida por Roma.
“Então, as coisas estão indo cada vez mais para baixo”.

Essa situação intolerável é resultado da orientação do Papa Francisco e suas experiências com o comunismo na América Latina.

“Na aparência, o acordo parece ser garantido pela palavra do Papa.

“Mas toda a iniciativa é uma fraude. Na Santa Sé estão concedendo um poder decisivo ao governo […]

“como é que se pode conceder a um governo ateu a iniciativa de escolher os bispos? É incrível. Incrível” – sublinhou.

“No papel”, o governo aprovaria uma eleição cozinhada no seio da conferencia episcopal, após o que a decisão seria encaminhada ao Papa, que teria a última palavra, explicou.

Mas acontece que “a eleição e a Conferência Episcopal” são falcatruas e o Papa nunca mais poderia propor um candidato a bispo.

Na China não há eleição livre e a Conferência Episcopal é uma criação do regime comunista, que não tem nada a ver com a Igreja.

O Cardeal Zen fala sobre as perseguições no Congresso Eucarístico de Cebú, Filipinas, em 16-01-2016.
O Cardeal Zen fala sobre as perseguições
no Congresso Eucarístico de Cebú, Filipinas, em 16-01-2016.
Na China “tudo é decidido antes de qualquer votação. Eu realmente não posso acreditar que a Santa Sé não saiba que não existe a ‘Conferência Episcopal’.

“É só uma fachada. Ela nunca discute nada. Só se reúne quando é convocada pelo governo. Então, o governo passa as instruções e ela obedece. É tudo uma fraude” – completou.

O Cardeal relembrou que o Papa Bento XVI já havia afirmado que não há Conferencia Episcopal na China.

“Nessa ‘Conferência’ há bispos ilegítimos, enquanto que os bispos legítimos estão na clandestinidade e não nessa ficção”, sublinhou.

O prelado desfez a dificuldade proveniente do fato de que na história houve circunstâncias em que alguns reis ou imperadores designaram bispos, dizendo:

“Mas, pelo menos nesses casos, eram reis ou imperadores cristãos. Estes são ateus comunistas que querem destruir a Igreja e, enquanto não podem destruí-la, pretendem debilitá-la”, conclui.




Vídeo: A entrevista do Cardeal Zen: diálogo Pequim-Vaticano prepara uma 'Igreja Católica falsa'




Vídeo: enquanto Pequim e o Vaticano trocam sorrisos, os católicos se mantém fiéis à fé na pobreza, na dor e na perseguição




terça-feira, 8 de agosto de 2017

Último sucesso da tecnologia chinesa não passou de fraude

Prometia levar até 1.400 passageiros por cima do trânsito, mas foi criminosa enganação. Prototipo em Qinhuangdao.
Prometia levar até 1.400 passageiros por cima do trânsito,
mas foi criminosa enganação. Prototipo em Qinhuangdao.
Luis Dufaur
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Apresentado como triunfo da tecnologia chinesa, o ônibus capaz de levar até 1.400 passageiros por cima do trânsito veicular não passa de uma formidável fraude.

Ela já vinha sendo suspeitada há tempos, mas era acobertada pelo Partido. Veja mais em: Ônibus ecologicamente correto: fraude símbolo do comunismo chinês

A polícia de Pequim prendeu 32 pessoas por coleta ilegal de fundos para o projeto de Ônibus de Trânsito Elevado (TEB, nas siglas em inglês), que prometia driblar os engarrafamentos nas ruas das grandes cidades, noticiou o jornal “The New York Times”.

A ideia futurista de um veículo que passa por cima dos congestionamentos atraiu inversores desprevenidos à Exposição Internacional de Alta Tecnologia de Pequim em 2016.

Muitos desses inversores acreditaram no conto e agora a polícia chinesa quer ver se consegue recuperar algo dos ativos desaparecidos.

À testa dos presos está Bai Zhiming, que aparece promovendo o TEB nos vídeos embaixo, diretor da empresa TEB Technologies e fundador da financeira Huaying Kailai Asset Management, informou Fortune, acrescentando que os outros detidos eram seus funcionários.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A alma chinesa aspira à hierarquia social, à tradição e ao requinte

Refeição chinesa tradicional.
Refeição chinesa tradicional.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo chinês, disse outrora que uma revolução não é um banquete: todas as formas de feiura e de crime estavam legitimadas na revolução niveladora do comunismo.

Ele agiu em consequência, arrasando o passado cultural chinês, sua hierarquia social, os requintes de sua arte e as “superstições” das religiões, com ódio especial ao catolicismo, apesar de Mao ter sido formado em escola de jesuítas.

Mas sendo “a alma humana naturalmente cristã”, como disse Tertuliano, todo ser humano aspira no fundo à beleza, à perfeição e, em suma, ao catolicismo.

As conveniências de expansão da revolução comunista chinesa exigiram um abrandamento da ditadura miserabilista.

Então a China virou potência industrial e comercial. Com uma consequência indesejada pelo marxismo: setores dela passaram a usufruir de algumas vantagens da civilização ocidental, outrora cristã.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Igreja supera maior monumento
ao fundador do comunismo chinês

A cruz da igreja de Changsha vai ser a mais alta da China.
A cruz da igreja de Changsha vai ser a mais alta da China.
Luis Dufaur
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Crise axiológica ou de identidade em Changsha, berço histórico de Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo chinês: está sendo erguida uma igreja de 80 metros de altura, coroada por uma cruz!

É a igreja Xingsha, que supera em dimensões a maior estátua de Mao Tsé-Tung existente em toda a China, erguida a menos de 16 quilômetros no oeste daquela cidade, noticiou “The New York Times”.

Na ilha Tangerina, no rio Xiang, desponta uma monstruosa cabeça em granito, com ombros e sem corpo, para evocar o líder revolucionário.

Ela tem 32 metros de altura, apenas a metade da igreja. Essa disparidade logo na cidade onde Mao passou a juventude e pregou pela primeira vez suas radicais ideias marxistas, enfureceu seus já diminuídos admiradores em toda a China.

A igreja soa como um desafio ideológico ao “herói” fundador da República Popular comunista em 1949. Mao havia culpado o cristianismo de servir de ferramenta do capitalismo imperialista estrangeiro.

Milhares de fãs “vermelhos” destravaram suas línguas em batalhas verbais contra o tamanho e o simbolismo da igreja coroada pela Cruz de Cristo.

“Acolher o cristianismo em grande escala danifica a segurança ideológica de nossa nação”, escreveu Zhao Danyang, do site Grupo Pensante Moralidade Vermelha.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Universidade evangêlica
para filhos de déspotas na Coreia do Norte

Imagem de vídeo: no topo do prédio louvor ao “general Kim Jong-un”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Num campus de 100 hectares na capital da Coreia do Norte, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang participa ativamente no culto à personalidade do ditador Kim-Jong-un.

Sobre o prédio principal, grandes caracteres vermelhos bajulam o “general Kim Jong-un”, o cruel e halucinado ditador do país. Do instituto depende a formação da futura elite marxista num país que proíbe a religião mas é dirigido por cristãos evangélicos americanos, descreve reportagem do “The New York Times”.

A Universidade foi fundada há sete anos por Kim Chin-kyung, um estadounidense nascido na Coreia do Sul. Ela fornece aos filhos da nomenklatura uma educação que nunca receberiam nas raquíticas escolas estatais. As aulas são dadas em inglês por um corpo docente internacional.

Os professores apenas não podem pregar. Mas podem servir de “carne de canhão” para as extorsões do regime. Desde abril, dois voluntários norte-americanos do instituto foram feitos reféns acusados de “atos hostis”, rótulo comum para espionagem ou proselitismo, para depois serem negociados com Washington.

A disciplina é militar e os estudantes vão de um local a outro cantando sua lealdade ao ditador comunista. Os materiais didáticos são censurados pelas autoridades ideológicas que têm agentes ativos no campus.

Os catedráticos devem ter “guias” que os acompanhem quando saem do campus. Os estudantes devem denunciar qualquer comentário “subversivo” feito pelos mestres.

terça-feira, 13 de junho de 2017

“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”,
diz Cardeal chinês

Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong. Na cidade ainda há fímbrias de liberdade. No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.
Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong.
Na cidade ainda há fímbrias de liberdade.
No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, fez declarações no passado 13 de maio, durante visita à Alemanha.

Ele falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima, noticiou InfoCatólica.

A respeito da China, o Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês.

A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora.

O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior.

Mas as pessoas que falam de Direitos Humanos continuam sofrendo repressão, perseguição, humilhações, e acabam condenadas em processos ecoados pela mídia estatal para desanimar as demais.

A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Novo porta-aviões chinês
patenteia bisonhice da Marinha vermelha

Primeiro porta-aviões chinês, muita propaganda e muitas carências operacionais
Primeiro porta-aviões chinês, muita propaganda e muitas carências operacionais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto os EUA enviavam dois de seus superpoderosos porta-aviões nucleares em direção à Coreia do Norte, Pequim lançava seu primeiro porta-aviões desenhado e fabricado no país, noticiou o jornal portenho “La Nación”.

O “Liaoning” – como se chama – resultou da recuperação de um porta-aviões russo inconcluso e sucateado, mas até agora não foi testado em operações exigentes. Ele fez sua primeira saída ao Pacífico em 2016.

O casco do novo navio, construído nos estaleiros de Dalian e inaugurado com champanha importada, não tem data prevista para entrar em funcionamento, anunciou a agência oficial Xinhua. Mas Pequim explorou o evento para desafiar os EUA.

Quando entrar em operações, o novo porta-aviões de propulsão convencional poderá levar aviões Shenyang J-15.

As ambições são grandes e a planificação comunista exige cada vez mais forças navais.

Mas essas estão muito longe de rivalizar com as americanas, que possuem uma dezena de porta-aviões nucleares operacionais, cada um levando uma frota aérea superior à da maioria dos países do mundo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Pequim saúda avião comercial que conseguiu completar voo

Na apresentação o C919 não saiu do hangar. O primeiro voo só foi testemunhado por funcionários e mídia oficial.
Na apresentação o C919 não saiu do hangar.
O primeiro voo só foi testemunhado por funcionários e mídia oficial.
Luis Dufaur
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O avião de meio alcance Comac C919 para passageiros, fabricado pela China, voou pela primeira vez sem incidentes, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri. Com ele, Pequim aspira desafiar a hegemonia dos gigantes Boeing e Airbus, e da brasileira Embraer.

A encenação foi bem preparada. O aparelho decolou entre gritos e aplausos de milhares de pessoas convocadas ao aeroporto de Xangai. O evento saiu ao vivo na TV oficial.

O locutor Yang Chengxi perdeu a voz berrando emocionado: “Hoje é o dia! Fomos testemunha de uma decolagem bem-sucedida!”.

Tudo indica que tinha razão. Há tempos que o engenho voador não saía dos hangares da Corporação Chinesa de Aviação Comercial (Comac, em inglês). Essa estatal foi fundada em 2008 para produzir um avião comercialmente viável que pudesse rivalizar de início com o Boeing 737 e o Airbus A320.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Virtual extermínio dos católicos na Coreia do Norte

1954: túmulo de três sacerdotes martirizados em Chunchon
Luis Dufaur
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Ninguém conhece o destino dos bispos católicos da Coreia do Norte, informou a agencia AsiaNews. No Anuário Pontifício eles figuram como titulares de suas dioceses, porém os considera “dispersos”, um eufemismo por “desaparecidos”.

Para o regime comunista trata-se de “perfeitos desconhecidos” e desde os anos 80 funcionário algum fornece qualquer informação sobre eles.

A Coreia do Norte esta subdividida em três dioceses ‒ Pyongyang, Chunchon e Hamhung ‒ além da Abadia Territorial de Tomwok.

Nos anos 50, 30% dos habitantes da capital Pyongyang professavam a fé católica, mas no resto do país atingiam só o 1%.

terça-feira, 9 de maio de 2017

A terrível lição da maior Reforma Agrária da História

Mulher famélica pede comida nuna imagem rotineira da China revolucionária
Mulher famélica pede comida nuna imagem rotineira da China revolucionária
Luis Dufaur
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Era preciso tirar a China comunista da miséria e estagnação. E em 1957 o líder comunista Mão Tsé Tung lançou o chamado Grande Salto Adiante um inumano esforço igualitário para tirar a economia socialista daquela situação.

Foi de um desastre para outro muito pior. Mao descobriu que o país andava sobe duas pernas: a industrial e a agrícola. E excogitou o impensável: todo o sangue da agrícola devia passar para a indústria.

O método é bem conhecido no Brasil: a coletivização da terra e a organização militrarizada do campesinato em comunas, ou assentamentos. Acabou sendo o modelo inspirador da reforma agrária socialista confiscatória brasileira, das CEBS agrícolas e do MST.

A desgraça da coletivização forçada da terra, executada em aras de uma utopia igualitária, gerou a pior fome da historia da humanidade: 45 milhões de cadáveres, segundo as mais recentes estatísticas.

O Grande Salto Adiante virou o Grande Salto Mortal para dezenas de milhões de chineses que se extinguiram sem terem o que comer, bem como para centenas de milhões de outros que com dificuldades indizíveis fugiram da extinção pela carência.

Poderia ter sido o destino do Brasil, e ainda poderá sê-lo caso se apliquem as fantasias teológico-igualitárias da CNBB e de seus ativistas, pregadores e tentáculos subversivos.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Pequim, o grande verdugo mundial que mata secretamente

Luis Dufaur
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O regime comunista de Pequim mais uma vez ocupou o sinistro primeiro lugar nas execuções de presos.

Porém, não se conhece o número exato deles, pois o sistema guarda total hermetismo sobre as mortes que pratica, constatou o relatório de Anistia Internacional (AI) para 2016, segundo “Clarin”.

Texto completo do relatório “Condenas a morte e execuções 2016” em inglês:
em espanhol.

As condenas a morte nos EUA são as mais propagandeadas pela grande mídia, porém atingiram mínimos históricos em 2016. No mundo todo a queda foi de 37%, diz o relatório, fazendo restrição do mistério do grande verdugo do mundo: a China.

Nos EUA foram sancionadas 32 penas capitais em 2016, a cifra mais baixa desde 1973, mas só 20 foram aplicadas. Em consequência, esse país saiu das primeiras lúgubres posições, ocupadas na sua totalidade por países islâmicos e liderada em solidão pelo regime socialista chinês.

A queda estatística nos EUA “é um claro sinal de que juízes, promotores e jurados estão dando as costas à pena de morte como meio de administrar justiça”, estimou a organização.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Intensificou-se a perseguição religiosa na China

Católicos se reúnem desafiando pior perseguição desde a Revolução Cultural
Católicos se reúnem desafiando pior perseguição desde a Revolução Cultural
Luis Dufaur
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A perseguição religiosa aos cristãos atingiu patamares de radicalidade que não se viam desde os cruéis tempos da Revolução Cultural (1966-1976) desencadeada pelo ditador e fundador do comunismo chinês Mao Tsé Tung.

Essa Revolução Cultural visou extinguir as chamadas “Quatro Velhas”: os “Velhos Costumes”, a “Velha Cultura”, os “Velhos Hábitos” e as “Velhas Ideias”.

A campanha de modernização socialista foi executada por grupos organizados de estudantes marxistas. Mao batizou-os de Guardas Vermelhos e orientou-os a atacarem toda religião, não só o cristianismo.

Incontáveis templos, prédios históricos, bibliotecas e obras de arte de um valor sem igual, foram destruídos nessa massiva “revolução cultural”.

Qualquer manifestação de prática religiosa foi proibida como intrinsecamente má. Milhões de pessoas foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela sua religião, pela sua adesão à milenar cultura chinesa e pelo seu apego à organização social hierárquica baseada na família e na propriedade.

Em 2017 foi publicado o relatório “China Aid’s Annual Persecution Report” (“Relatório Anual da Perseguição, pela China Aid”) relativo a perseguição religiosa no ano de 2016, segundo noticiou o jornal chinês editado em Nova Iorque “The Epoch Times”.

terça-feira, 18 de abril de 2017

EUA e China face a face com as ameaças da Coreia do Norte

Coreia do Norte intensificou ameaças de ataque nuclear aos EUA. Mísseis são feitos com partes ocidentais
Coreia do Norte intensificou ameaças de ataque nuclear aos EUA.
Mísseis são feitos com partes ocidentais passadas pela China
Luis Dufaur
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Após insistentes provocações nucleares e missilísticas a Coreia do Norte parecia seguir achando que vivia na era de impunidade que a moleza de Barack Obama lhe tinha garantido.

O presidente Trump afirmou que uma frota liderada pelo porta-aviões USS Carl Vinson navegava a distância de fogo das paupérrimas, mas eriçadas bases militares nortecoreanas.

A informação atrapalhada foi corrigida pela Casa Branca: o porta-aviões passou perto da Península Coreana enquanto se dirigia ao Oceano Índico onde está em exercícios.

A Agência Central de Notícias de Pyongyang, tão mal informada quanto parece ter estado o presidente Trump, achou “insultante” a manobra escreveu o “Chicago Tribune”.

A presença de navios de guerra americanos nos mares da região é costumeira, mas o Secretário de Estado americano Rex Tillerson esclareceu: “Se alguém viola os acordos internacionais, não cumpre seus compromissos, e se transforma numa ameaça para os outros, a um momento dado alguma resposta lhe deve ser dada”, acrescentou o “Chicago Tribune”.