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quarta-feira, 12 de março de 2025

Bispo de Shangai manda fidelidade ao Partido Comunista

Mons. Shen Bin, bispo de Shangai nomeado pelo Partido Comunista junto ao Secretário de Estado vaticano Cardeal Parolin
Mons. Shen Bin, bispo de Shangai nomeado pelo Partido Comunista
junto ao Secretário de Estado vaticano Cardeal Parolin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Mons. Shen Bin foi empossado em abril de 2023 pelas autoridades comunistas chinesas como bispo de Xangai, sem consentimento prévio do Vaticano, elevando mais um grau de tensão diplomática.

Três meses depois, o Papa Francisco aprovou a sua nomeação, explicando que a decisão visava o “bem maior” da diocese.

A verdade é que o novo bispo já havia mostrado a quem serve verdadeiramente: o Partido Comunista Chinês (PCCh).

Num simpósio realizado de 4 a 6 de novembro de 2024, sobre “Sinicização da Religião em Xangai”, o mau prelado defendeu a integração das atividades religiosas católicas dentro dos planos e doutrinas do regime comunista, o qual aplica uma política claramente oposta ao catolicismo e à liberdade religiosa, em geral.

Naquela funesta ocasião, o bispo Shen centrou o seu discurso na necessidade de adaptar a Igreja Católica na China às ideologias promovidas pelo ditador Xi Jinping.

Dita “sinicização” exige anular a autonomia das religiões, subordinando-as aos objetivos do Partido Comunista. Relatório recente da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), define essa “sinicização” como violação da liberdade religiosa e subordinação da fé ao controle estatal e à visão marxista da religião.

Essa política inclui a censura e reescrita dos textos religiosos; a substituição de imagens de Jesus Cristo e da Virgem Maria por retratos de líderes do PCCh, como Xi Jinping; restrições à participação de menores em atividades religiosas como a catequização; proibições de transmissão de cerimônias religiosas pela internet.

O bispo Shen não hesitou em fazer a apologia da “sinicização” num congresso realizado em 2024 no Vaticano, defendendo hipocritamente que essa política “não procura mudar a fé católica, mas sim adaptá-la às características socialistas da sociedade chinesa”.

Mons. Shen Bin, ocupando a sé de Xangai, promove o comunismo entre os fiéis
Mons. Shen Bin, ocupando a sé de Xangai, promove o comunismo entre os fiéis
No evento de Xangai, segundo testemunhas citadas pelo portal digital “Bitter Winter”, o prevaricador bispo Shen exortou o clero e os fiéis a estudar e promover documentos-chave do regime, incluindo as resoluções do 20º Comitê Central do PCCh.

Segundo os observadores, a insistência em divulgar apenas as orientações ideológicas do PCCh mostra uma subordinação da Igreja Católica em Xangai ao aparelho estatal chinês e que afasta da união com Roma.

A gestão de Shen Bin em Xangai tornou-se um símbolo do acordo secreto entre o Vaticano e a China, renovado em outubro de 2024, que regula a nomeação de bispos no país.

O acordo mente dizendo que visa preservar a unidade da Igreja na China, quando na prática favorece claramente ao PCCh em sua repressão para submeter os fiéis à sua influência anticristã. Cfr. “Infocatólica”.



quarta-feira, 4 de maio de 2022

Estrangeiros fogem de Xangai e Pequim pode ficar engessada

Prateleiras vazias e fábricas paradas economia cotiaidna da China
Estrangeiros migram, prateleiras vazias e fábricas paradas:
economia cotidiana na China
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Por volta da metade dos estrangeiros que moram em Xangai se sentem expulsos pelas ditatoriais normas socialistas contra o Covid-19 e pensam abandonar a cidade, revelou reportagem de “China in focus”.

Veja: Fábricas param e dezenas de milhões ficam confinados


Em abril uma enquete encomendada pelo Hong-Kong Focus entrevistou 950 estrangeiros que vivem na cidade e calculou que 48% deles abandonarão a cidade em um ano e 37% pensa nessa opção.

Em Xangai vivem 215.000 estrangeiros 55% dos quais têm algum tipo de Master constituindo parte vital da cúpula diretiva das empresas radicadas na metrópole.

O governo socialista flexibilizou as restrições pela pandemia para as empresas estrangeiras. Mas essas dizem que encontram muita dificuldade para conseguir novos funcionários por causa das ordens de confinamento na cidade.

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais os inversores estrangeiros estão retirando seus capitais da China num ritmo sem precedentes. Não houve retiradas comparáveis em outros mercados prejudicados pela pandemia.

A gravidade desta fuga provém do fato que Xangai é o centro financeiro da China.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Fábricas param
e dezenas de milhões ficam confinados

Policia força família a praticar quarentena
Policia força família a praticar quarentena
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A incógnita, a fome, a paralisia econômica e os distúrbios populares se misturam em doses caóticas e inexplicadas na China.

No início da pandemia nesse país, os anúncios oficiais falaram de um número de vítimas em extremo reduzido. Algo estranho no país que foi o grande foco virótico para a Terra toda.

Porém, nas últimas semanas, enquanto no mundo a pandemia está sendo reduzida à mínima expansão, ela explode na China, notadamente em Xangai, a área urbana mais densa do país e a cidade mais populosa do mundo, com uma estimativa de mais de 26 milhões de habitantes.

As medidas de confinamento contra a doença estão sendo tão drásticas que paralisaram a economia da cidade mais rica do país-continente.

Na área industrial a crise atingiu a corrente de peças para carros e produtos eletrônicos no mundo, e provocou retardamentos nos portos, fechamentos de fábricas e atrasos no transporte marítimo.