Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

domingo, 23 de dezembro de 2018

Santo Natal e Feliz Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Vídeo: “Os 12 dias de Natal”





quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e gastronómicos que animam até os perseguidos cristãos chineses!!


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.





























terça-feira, 20 de novembro de 2018

Bispo sequestrado: comunismo
aproveita insensibilidade do Papa Francisco

Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Simultaneamente à patética viagem do Cardeal Zen a Roma para fazer um derradeiro pedido de auxílio ao Papa Francisco, a agência AsiaNews informou que o bispo de Wenzhou (Zhejiang), Mons. Pedro Shao Zhumin, foi sequestrado pela polícia no dia 9 de novembro (2018) e foi conduzido a um local afastado durante “10 ou 15 dias”.

Estes sequestros acompanhados de torturas e tentativas de “lavagem de cérebro” não são novidade e a polícia os define cinicamente como “períodos de feiras”.

Poster pede orações por Mons Pedro Shao Zhumin, bispo de Wenzhou sequestrado
Poster pede orações por Mons Pedro Shao Zhumin,
bispo de Wenzhou sequestrado
Na realidade, os sequestrados são submetidos a interrogatórios e sessões de doutrinação marxista.

Os fiéis da diocese pediram à Igreja d mundo todo, orações pelo bispo encarcerado e sob violência ideológica.

Não há notícia de que a Santa Sé se tenha pronunciado sobre o caso.

Mons. Shao, 55, não é reconhecido pelo governo socialista mas ocupa a diocese por disposição da Santa Se.

Nos dois últimos anos foi sequestrado pela polícia pelo menos 5 vezes. Na última, em maio de 2017, ficou preso sete meses.

As brutalidades policiais têm sempre o mesmo objetivo: que se afilie Associação Patriótica (AP). Mas, o prelado sabe que fazendo isso, adere a uma Igreja “independente” da Santa Sé.

Essa segundo a Carta aos católicos da China de Bento XVI é “inconciliável com a doutrina católica”.

Malgrado seja resistente e muito perseguido, Mons. Shao é muito querido até pela comunidade católica “oficial”.

De fato, existem leigos e sacerdotes que aderem por pusilanimidade ou venalidade à “Igreja oficial” do governo mas em seu íntimo admiram aos fiéis perseguidos “subterrâneos”.

E se o Vaticano assumisse uma atitude firmes formariam uma unidade com os católicos perseguidos.

Policiais e autoridades de Henan, arrancam símbolos cristãos, 5 de setembro de 20118
Policiais e autoridades de Henan, arrancam símbolos cristãos, 5 de setembro de 20118
Na diocese de Wenzhou (sudeste da China) há perto de 130.000 católicos.

Uma maioria de 80.000 fiéis pertence à “Igreja subterrânea” que não aceita o socialismo e permanece fiel a Roma.

Na diocese até os sacerdotes submissos ao regime comunista sofrem restrições e controles arbitrários.

Por exemplo, no último dia de Defuntos ficaram proibidos de visitar os túmulos de sacerdotes e bispos “subterrâneos” venerados por todos os católicos.

No fundo todos sabem que a autenticidade do catolicismo e da fidelidade à Igreja está nos chamados “subterrâneos”.

Nos domingos, em todas as igrejas “oficiais” ou “subterrâneas”, a polícia proíbe que as crianças e adolescentes menores de 18 anos compareçam às cerimônias ou recebam aulas de catecismo.

Na imensa região de Hebei que envolve a capital Pequim no nordeste, quatro sacerdotes “subterrâneos” foram raptados pela polícia porque se recusavam a se inscrever na oficial Associação Patriótica (AP).

Católicos rezam na clandestinidade, como na época das catacumbas.
Católicos rezam na clandestinidade, como na época das catacumbas.
Dois deles pertencem à diocese de Xiwanzi e os outros dois à de Xuanhua, informou “AsiaNews”.

Todos eles foram sequestrados em suas paróquias e levados a um local desconhecido para serem doutrinados na política religiosa do governo agora amparada por trás do “acordo provisório”, segundo narraram sacerdotes que passaram por esse momento amargo e cheio de dores.

Desde a assinatura do “acordo” a AP se assanhou contra os sacerdotes que resistem ao comunismo “malgrado o acordo”.

Muitos sacerdotes resistentes, escreve AsiaNews, estariam dispostos a reconhecer ao governo em termos genéricos para obedecer a Roma, mas não querem de jeito algum aderir à AP.

Essa, segundo reafirmado na Carta aos Católicos do papa Bento XVI tem estatutos que “são inconciliáveis” com a doutrina católica. Neste ponto o papa Francisco vem se omitindo sistematicamente.

Cruz arrancada da torre da igreja católica de Lingkun, Wenzhou, região de Zhejiang, 11 de outubro de 2018
Cruz arrancada da torre da igreja católica de Lingkun, Wenzhou,
região de Zhejiang, 11 de outubro de 2018
Pese a chuva de violências persecutórias, na região (equivalente a um Estado) de Hebei e na vizinha região de Henan as comunidades subterrâneas estão sendo suprimidas ou impossibilitadas de se reunirem.

Muitas cruzes e ornamentos sagrados das igrejas estão sendo destruídos com o a argumento da “achinesamento” e da submissão da fé católica à cultura chinesa, suprimindo toda iniciativa de evangelização, pretexto arguido para assinar o “acordo provisório”.

No dia 1º de novembro foi destruída a cruz do campanário da igreja de Shangcai (Henan). O templo foi trancado e ninguém pode usa-lo para qualquer ato de culto.

Muitos católicos declaram que se sentem “abandonados”, “esquecidos” e até “traídos”.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Perseguição anticristã em nome do pacto Vaticano-Pequim

O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã e os policiais alegando que é em acordo com o Papa
O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã
e os policiais alegam que estão aplicando o acordo com o Papa!
Luis Dufaur
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O “pacto provisório” entre a Santa Se e o governo marxista de Pequim está se revelando ser o que seus opositores sempre denunciavam: um instrumento de perseguição anticristã.

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, arcebispo emérito de Hong Kong e um dos mais respeitosos mas firmes opositores à esse iníquo pacto, tinha anunciado que se a política vaticana de aproximação com o comunismo assinava dito acordo, para ele só ficaria se retirar a uma vida de recolhimento.

Mas, ele recebeu horrorizado relatos enviados da China continental sobre a perseguição contra o catolicismo – e em todas as suas tendências.

Trata-se de sequestros de sacerdotes, profanações de templos, saques, violências e até mortes praticados pela polícia comunista alegando estar fazendo a vontade do Papa Francisco expressa no “pacto”.

Então, malgrado sua avançada idade foi a Roma para tentar um derradeiro gesto que tocasse o coração do pontífice tão endurecido em relação aos fiéis católicos chineses.

Igreja demolida em Zhengzhou, na central província de Henan, 3 de junho de 2018
Igreja demolida em Zhengzhou, na central província de Henan, 3 de junho de 2018
O heroico Cardeal entregou ao Papa uma carta de sete páginas lhe implorando que conceda atenção aos padecimentos que se abatem sobre a chamada “igreja subterrânea” (dos católicos que obedecem a Roma, e que o comunismo considera rebeldes e ilegais).

Segundo o Cardeal, o pontífice nem tomou conhecimento do que foi feito na China contra a Igreja Católica e veio agindo segundo os conselhos de seus assessores mais radicais ligados à famigerada “Ostpolitik”.

O bispo emérito de Hong Kong também concedeu em 8 de novembro (2018) uma entrevista a UCANews, um reputado consórcio de agências de congregações missionárias no Oriente.

O Cardeal afirmou que nos relatórios que ele recebeu, sacerdotes e leigos “dizem que agentes do governo estão forçando-os a ingressar na Associação Patriótica Chinesa [órgão do governo para escravizar os católicos e obriga-los a aceitar o socialismo] e para que obtenham dela uma ‘carteira de sacerdote’ do governo e tudo isso alegando que o Papa assinou o acordo provisório Sino-Vaticano”.

Acontece que dito acordo contém cláusulas secretas que os católicos chineses fiéis a Roma desconhecem e por isso não sabem o que fazer.

“Alguns sacerdotes estão fugitivos, outros estão desaparecidos porque não sabem o que fazer e estão perturbados.

“O acordo não é conhecido, e eles não sabem se o que dizem os agentes do governo é verdade ou não”, acrescentou.

O Cardeal Zen já tinha entregue outra carta ao Papa Francisco alertando para os crimes anticatólicos que iriam ser cometidos
O Cardeal Zen já tinha entregue outra carta ao Papa Francisco
alertando para os crimes anticatólicos que iriam ser cometidos
O Cardeal Zen sublinhou que a Igreja Católica na China está enfrentando uma nova perseguição e que a Santa Sé está ajudando ao Partido Comunista Chinês a suprimir as comunidades de católicos fiéis.

Ele esteve em Roma desde 9 de outubro até 1º de novembro (2018) para entregar o relatório nas próprias mãos do Papa. “Eu queria falar de novo ao Papa e aguardo que ele reconsidere, mas essa pode ter sido a última vez”, disse.

Na carta descreve, segundo UCANews, como a polícia confisca o dinheiro dos fiéis, assedia aos parentes dos sacerdotes, os prende no cárcere ou até lhes tira a vida por causa de sua Fé.

“Mas, ainda assim a Santa Sé não os aguenta, os considera como fatores de perturbação e se refere a eles como a causa do problema porque não promovem a unidade [com as associações e clero comunista]. É isto o que mais lhes causa dor”, explicou o Cardeal.

A carta também reafirma que a Igreja Católica na China não tem mais liberdade para eleger os bispos.

O Cardeal apontou as contradições berrantes entre o que o Papa diz e o que faz em nome do “acordo provisório”:

Violências contra os fiéis em Henan, 5 de setembro de 20118
Violências contra os fiéis em Henan,
5 de setembro de 20118
“O Papa disse que os membros da Igreja na China deveriam ser profetas e por vezes criticar o governo.

“Mas eu fico muito surpreso vendo que ele não entende a situação da Igreja na China”, acrescentou.

O Papa Francisco alegou como razões para assinar o acordo: promover a proclamação do Evangelho e unir as comunidades católicas na China. Mas é o contrário disso que acabou resultando!

E, no avião, de retorno de sua visita ao Países Bálticos em setembro (2018) Francisco I disse que o povo deveria “render louvores à aqueles que sofreram pela Fé”, sob a perseguição nazista e comunista.

Mas, é essa perseguição que está acontecendo hoje na China, e o Papa não sabe de nada!

O Cardeal apontou como ao Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado vaticano, como um dos principais responsáveis da impiedosa situação. Esse cardeal negociou o “acordo provisório”.

Mons. Zen disse ser impossível no ambiente criado pelo “acordo provisório” tentar reunir os católicos fiéis e os subservientes do comunismo.

Porque os agentes marxistas interferem na vida das comunidades impedindo que os católicos preservem a pureza da fé.

“Nossa suprema autoridade é o Papa. Não podemos ataca-lo, disse Zen.

“Se o Papa está errando, eu espero que admita o erro; mas se ele não o reconhecer, eu espero que um Papa no futuro denunciará o erro. Sempre no fim a decisão é do Papa.

“Por isso nenhum de nossos irmãos na fé deve se rebelar”, concluiu.

No próximo post trataremos de chuva de perseguições, violências e profanações desatadas após o farisaico “acordo provisório”.



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasão económica chinesa da América Latina

A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
Luis Dufaur
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A antena chinesa na Patagônia alta como prédio de dezesseis andares que pesa 450 toneladas e que está sob o comando do Exército vermelho, é apenas um símbolo do expansionismo da potência marxista asiática na América Latina.

O desafio aos EUA é evidente, reconheceu o jornal “The New York Times”.

Mas a penetração chinesa na América do Sul é muito mais ampla, insidiosa e astuta do que se pode pensar.

“Pequim vem transformando as dinâmicas da região, desde dirigentes e empresários até a própria estrutura das economias, inclusive das dinâmicas de segurança”, disse Evan Ellis, professor de Estudos Latino-americanos da Escola Superior de Guerra do Exército dos EUA, informou o mesmo “The New York Times”.

No nosso continente, o plano do presidente comunista Xi Jinping é de longo alcance. Se a antena da Patagônia pode ser comparada a um peão de xadrez, a penetração econômica chinesa é a Rainha da jogada.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Apocalíptica capitulação diante do Anticristo comunista

Bispos compactuados com o Anticristo marxista deverão dirigir a Igreja?
Luis Dufaur
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O comunicado de imprensa da Santa Sé informando a assinatura de um pacto com os algozes marxistas de Pequim confirmou laconicamente o que há tempo vinha sendo temido.

Com uma astúcia: o acordo é secreto e ‘provisório’. Os fiéis deverão obedecer a um texto desconhecido com a inércia de um cadáver.

Não parece verdadeiro, escreveu o vaticanista Marco Tosatti, que uma ditadura sanguinária e desumana, que mantém milhões de em campos de concentração receba a tarefa de escolher os bispos que governarão a grei de Jesus Cristo.

E isso por meio de uma Associação Patriótica, mera emanação burocrática do Partido Comunista.

Seria, acrescentou Tosatti, como se Pio XI e Pio XII tivessem confiado ao III Reich a eleição dos candidatos ao episcopado.

O Acordo Provisório, diz o comunicado da Santa Sé “e fruto de uma gradual recíproca aproximação ... ele trata da nomeação dos bispos ... e cria ... as condições para uma mais ampla colaboração bilateral”.

O Cardeal Joseph Zen anunciava que esse acordo abriria a estrada para um cisma, pois criaria um ente eclesiástico na China em ruptura com dois mil anos de história da Igreja.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Base chinesa na Patagônia:
peão de ousada manobra do xadrez de Pequim

Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Luis Dufaur
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Uma antena gigantesca de metal resplandecente surge isolada e misteriosa numa área desértica da Patagônia. Ela tem uma altura equivalente a um prédio de dezesseis andares.

O dispositivo central pesa 450 toneladas e serviria para controle de satélites e missões espaciais chinesas. Por isso mesmo o comando está nas mãos do Exército vermelho.

A enigmática base solitária é um dos símbolos mais impactantes da estratégia de Pequim desafiando os EUA na América Latina, escreveu o jornal “The New York Times”.

A estação é plenamente operacional desde março e a China alega estudar a Lua. As condições em que foi iniciada foram estritamente ilegais. Por fim o governo Kirchner arrancou uma aprovação do Congresso para abafar o escândalo.

O segredo da negociação, construção e finalidades suscitou debate na Argentina sobre os riscos do país ser arrastado à órbita de influencia do comunismo chinês.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Embora não o seja,
a ditadura chinesa se parece com a do Anticristo

Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii, aplicado em Pequim.
Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii,
aplicado em Pequim.
Luis Dufaur
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Em Zhengzhou, um policial com óculos de reconhecimento facial pegou um contrabandista de heroína numa estação ferroviária.

Em Qingdao, câmaras guiadas por inteligência artificial identificaram duas dezenas de criminosos num festival de cerveja. Em Wuhu, identificaram um suspeito de homicídio enquanto ele comprava comida de um camelô, segundo reportagem de “La Nación”.

Essa tecnologia manipulada com sabedoria poderia ser muito útil. Mas não é o que os chineses temem.

Eles estão vendo erguer-se um futuro autoritário, no qual o reconhecimento facial e a inteligência artificial servirão para identificar e controlar a liberdade de 1,4 bilhão de pessoas num sistema de vigilância nacional sem precedentes.

Na China está morrendo a ideia de que a tecnologia veio trazer mais liberdade e conexão. O monstro está aí: o controle universal implacável.

Nas estações de trem, as câmaras escaneiam sem cessar; nas ruas telões exibem os rostos dos pedestres que alguma vez não respeitaram as leis do regime e a lista dos inadimplentes; nos complexos habitacionais registram quem e quando entrou ou saiu.

O número estimado de câmaras de vigilância em funcionamento é de 200 milhões, 400% a mais que nos EUA.

Outros sistemas rastreiam o uso da internet, os ingressos em hotéis, as viagens de trem ou de avião, inclusive os trajetos de carro.

terça-feira, 3 de julho de 2018

No berço da China: perseguição assanhada
contra todo símbolo de Cristo

Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Luis Dufaur
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Com escavadeiras, braços mecânicos e martelos pneumáticos, agentes socialistas de Anyang (em Henan, província berço da civilização chinesa) demoliram uma Via Sacra erigida na trilha que leva até o mais antigo local de romaria na China: o santuário de Nossa Senhora do Carmo em Tianjiajing, noticiou a agência AsiaNews.

As 14 estações da Via Sacra gravadas em ardósia, representando os vários passos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo com desenhos e gravados em estilo chinês com meditações que estimulam a devoção.

Há anos que o governo ameaçava essa destruição além do Santuário da Virgem do Carmo que coroa a montanha dominando um cenário panorâmico.

A construção da piedosa Via Sacra foi iniciativa do missionário do Pontifício Instituto para as Missões no Exterior, Mons. Stefano Scarella, vigário apostólico em Henan setentrional, para agradecer a liberação do extermínio dos católicos ameaçados por fanáticos pagãos Boxers em 1900.

A Via Sacra foi concretizada entre os anos 1903-1905. O Santuário foi danificado na Segunda Guerra Mundial e durante a Revolução Cultural marxista ordenada por Mao Tsé Tung. Em todas às vezes, foi reconstruído.

terça-feira, 19 de junho de 2018

2018: ano da grande “fake news” sino-vaticana?

Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC
durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Luis Dufaur
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Na China um “pusillus grex” (uma pequena grei) está sendo perseguida por um gigantesco poder ateu.

Até pouco a cruel alternativa era “se render ou o martírio”.

Agora é “se render com o estimulo do Vaticano ou voltar para as catacumbas”, explicou o Card. José Zen, bispo emérito de Hong Kong para “AsiaNews”.

Mas, por que o Vaticano faz isso? Ele não percebe muitas igrejas e prédios católicos sobrevivendo nas comunidades ‘subterrâneas’, como em Hebei e Fujian?

Em grandes cidades como Shanghai, muitos fiéis assistem à missa dominical em casas privadas. O Vaticano não sabe disso?, indagou o purpurado

De fato, a influência local dos católicos força as autoridades marxistas a tolerarem um certo grau de “liberdade para os pássaros fora da jaula”. Mas agora o Vaticano vai ajudar o governo a empurrar todos para dentro da gaiola.

Isso é uma novidade absoluta! Isso sim faz HISTORIA!, exclama o Cardeal.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Nasce a mais requintada ditadura
rotulada “crédito social”

Comprar ou não comprar? Comer ou não comer?
O sistema socialista do 'crédito social' dirá se você pode e o que é que pode. ç
Crédito: Kevin Hong
Luis Dufaur
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A rama financeira de Alibaba, o maior conglomerado de comércio eletrônico do planeta aliás chinês, já passou a incluir em seu sistema o 'Zhima Credit'.

Esse apresenta no smartphone um inexplicado número de três cifras, entre 350 e 950.

O jornalista de “La Nación” de Buenos Aires constatou que seu número era 654, uma qualificação considerada 'excelente'.

Muito poucos sabem o que significa. Trata-se da entrada no sistema de pontuação social aplicado por Alibaba, para julgar seus clientes.

Oficialmente é uma nota à conduta dos usuários e um indicador da confiança que merecem.

O algoritmo que fixa a qualificação é extremamente opaco, e considera o que compram, a quem, multas e conduta face aos créditos bancários.

A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses. O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses.
O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
Os usuários melhor cotados podem usar sala VIP em aeroportos, alugar sem fazer depósitos de garantia ou receber empréstimos em condições mais favorecidas.

Uma das principais locadoras de bicicletas de China, Mobike, vai usar a pontuação para penalizar os usuários de baixa nota: terão que pagar o dobro.

E os qualificados como 'deficiente' terão que pagar até cem vezes mais.

O preço fica inacessível e não terão bicicleta.

Deixar a bicicleta em local improprio ou danifica-la, violar regras do trânsito, implicará queda na qualificação.

Mas isso não é um sistema empresarial: se trata das primeiras penetrações do “crédito social” que o governo comunista aprovou em 2014 e que está introduzindo paulatinamente.

Em seu bojo contém o mais orwelliano sistema de repressão política.

Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura.
Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos
são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura. Crédito: Kevin Hong
Essa começa dissimulada sob rótulos como 'credibilidade jurídica'; 'honestidade comercial', 'integridade social' ou ter manifestado nas redes sociais ideias que desagradam ao regime.

Até a pontuação dos amigos afetará aos cidadãos que lhe são próximos.

O sistema, ainda não inteiramente implantado, parece de ciência ficção.

Em março, a Comissão Nacional para Reforma e Desenvolvimento anunciou que os faltosos na administração serão punidos com a proibição de viajar em avião e em trem de alta velocidade.

Aqueles que tenham pendências na Justiça ou dívidas importantes serão atingidos. O veto durará um ano e será emendável.

Em 2017, 6,15 milhões de pessoas foram excluídas desses transportes públicos.

A jovem Pang [nome fictício por segurança] conta:

“fiquei sabendo que não poderia voar quando tentei comprar uma passagem pela internet. Apareceu uma página dizendo que estava na lista negra e que teria que procurar um transporte alternativo”, disse a “El País” de Madri.

Sua única alternativa era um trem que demora mais de 14 horas.

O mais grave é o modo como se cria a lista negra. O pai de Pang não pode pagar um crédito no banco, então a filha foi castigada, malgrado ela tenha obtido um refinanciamento do próprio banco.

A lista negra se irá sofisticando na medida em que se digitalizem ou integrem os diferentes bancos de dados pessoais já existentes.

Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô, o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime.
Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô,
o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime. Crédito: Kevin Hong
Segundo o governo, o propósito é “restringir os movimentos e operações daqueles que não são confiáveis”.

As pessoas julgadas “incômodas” pelo regime terão cerceadas suas liberdades mais básicas, segundo denunciou Human Rights Watch.

Não há mecanismo de defesa para os “desqualificados” como Pang.

O Grande Irmão chinês está cada vez mais onipresente e onipotente, conclui “El País”.

O modelo é exportável como a tecnologia chinesa.

E uma nova raça de párias se espalhará pela Terra selecionada e condenada por computadores manipulados pelo Partido Comunista sob o rótulo de “crédito social”.

Alguém poderá dizer que qualquer parecido com o 666 do Apocalipse não é mera coincidência:

“16. (...) conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte,

17. e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome” (Apocalipse, 13, 16-17).


terça-feira, 5 de junho de 2018

Vaticano “entrega a Igreja
a uma marionete do comunismo”

Segundo Mons. Sánchez Sorondo China é
o país onde melhor se aplica a doutrina social da Igreja.
Fotomontagem com encenação das torturas atuais aos cristãos.
Luis Dufaur
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O âncora do programa da ETWN The World Over, Raymond Arroyo abordou o tema do crescente relacionamento entre a Santa Sé e a China marxista, e disparou ao Cardeal Zen, bispo emérito de Hong Kong que estava sendo entrevistado:

“Agora sabemos que um dos objetivos do presidente Xi é inculcar o pensamento comunista combinando-o com a teologia”.

E indagou ao purpurado: “o Sr. se preocupa achando que o Vaticano pode ficar nas mãos deles? O objetivo declarado deles é misturar a agenda comunista com as religiões existentes. É isso o que está acontecendo neste caso?”, registrou InfoCatólica.

O jornalista americano parecia não habituado às atividades da Teologia da Libertação na América Latina e à sua livre entrada no Vaticano no atual pontificado, não percebendo que a tentativa marxista já está em avançado estado de infiltração.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A estrategia chinesa do Papa Francisco
e o “nos emporcalhamos” de Pio VII com Napoleão

A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista conduz a um desastre historicamente comprovado
A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista
conduz a um desastre historicamente experimentado
Luis Dufaur
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O acordo pretendido pelo Vaticano com Pequim travestido de restabelecimento de plenas relações diplomáticas evoca precedentes infelizes, segundo o Prof. George Weigel, historiador e maior biógrafo do Papa João Paulo II, vertido em artigo para Slate. 

Ele menciona os exemplos da Itália de Mussolini e do Terceiro Reich de Hitler. Os ditadores acabaram violando sistematicamente as Concordatas assinadas com a Santa Sé.

Os diplomatas vaticanos parecem seguir a mesma estrada desastrada, e como o próprio Papa Francisco ignorariam as advertências que vêm dos bispos fiéis desde a China escreve Weigel.

Eles se encaminham a violar o próprio Direito Canônico onde diz que “não se concede às autoridades civis direito ou privilegio algum na eleição, nomeação, de apresentação ou de designação dos bispos”.

A sabia norma é ainda mais necessária em face de um regime violador cotidiano dos direitos humanos com demonstração de grande crueldade.

A diplomacia vaticana parece não querer ver os fracassos dos acordos com os ditadores populistas e igualitários que violam inescrupulosamente a palavra empenhada.

domingo, 27 de maio de 2018

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Luis Dufaur
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O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bispos cismáticos chineses dão poder sem limites a perseguidor supremo

Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista (na foto sessão 12ª) em Pequim
Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista
(na foto sessão 12ª) em Pequim
Luis Dufaur
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Três bispos cismáticos chineses que também são deputados pelo Partido Comunista, participaram no XIII Congresso Nacional do Povo (NPC) que em março de 2017 aprovou 21 emendas da Constituição chinesa e acrescentou no Preâmbulo o “Pensamento de Xi Jinping”, noticiou “Infocatolica”.

A emenda mais significativa na historia do comunismo chinês é a quinta denominada “sanweiyiti” (três cargos em una só pessoa). Essa unificou as três máximos poderes na pessoa de Xi Jinping: Secretário Geral do Partido, Chefe de Estado e Presidente da Comissão Militar Central.

E tudo isso sem fixar limites de tempo em qualquer caso. Xi será líder máximo de por vida.

As intenções de voto são desconhecidas, mas ai daquele que vote desafiando o chefe supremo. A simples presença dos três bispos excomungados implica em um voto positivo à pior ditadura da China.

O bispo José Huang Bingzhang foi excomungado publicamente pela Santa Sé em 2011. Ele foi designado pelo governo para se apossar da diocese de Shantou.

Foi em favor dele que a Santa Sé pediu ao bispo ordinário legítimo da diocese, Mons. Zhuang Jianjian, que renunciasse.

domingo, 20 de maio de 2018

Templos demolidos, túmulos violados no “país que melhor aplica a doutrina social da Igreja”!

Proibir as cruzes e estreitar as mãos da Ostpolitik vaticana.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







As cruzes da catedral do Sagrado Coração de Jesus de Shangqiu, China, foram removidas pelo governo local. Foi a primeira igreja católica da província de Henan vítima dessa violência.

As autoridades voltaram para instalar outras muito menores e em muito menor número, noticiou a agência UCANews.

Agentes dos comitês comunistas de rua e de bairro que espionam e controlam os cidadãos exigiram remover as cruzes.

“Os comissários impusera que a Cruz mais elevada da catedral fosse removida, mas os responsáveis da igreja discordaram” narrou uma fonte que não quis ter o nome divulgado.

Todas as tentativas de uma moderação da exigência foram inúteis e o governo apelou a máquinas para a demolição.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Arrancando “confissões”
como no auge da Revolução maoísta

Gui Minhai e Peter Dahlin foram forçados a 'confessar' pela TV chinesa.
Gui Minhai e Peter Dahlin foram forçados a 'confessar' pela TV chinesa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Em 2016, Peter Dahlin, militante de uma ONG pelos direitos humanos ativa na China “desapareceu” na estrada rumo ao aeroporto de Pequim.

Poucas semanas depois, reapareceu na TV estatal confessando ter “posto em perigo a segurança do Estado” apoiando ativistas locais. Pediu então perdão por “ferir os sentimentos do povo chinês”.

Algumas semanas mais tarde, após ser deportado à Suíça, ele revelou que aquela “confissão” pública foi forçada pelas autoridades. Essas exploraram sua frágil saúde e ameaçaram sua noiva que também ficou “desaparecida”, denunciou reportagem de “El Mundo” de Madri.

A ONG Safeguard Defenders recolheu em relatório essa horrível experiência e a de outros presos que durante os últimos anos viveram amargos momentos similares.

O relatório aponta que o regime comunista – “o que melhor aplica a doutrina social da Igreja”, segundo o representante vaticano D.Sánchez Sorondo – usa sistematicamente métodos de intimidação e terror.