Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Bispo sequestrado: comunismo
aproveita insensibilidade do Papa Francisco

Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Simultaneamente à patética viagem do Cardeal Zen a Roma para fazer um derradeiro pedido de auxílio ao Papa Francisco, a agência AsiaNews informou que o bispo de Wenzhou (Zhejiang), Mons. Pedro Shao Zhumin, foi sequestrado pela polícia no dia 9 de novembro (2018) e foi conduzido a um local afastado durante “10 ou 15 dias”.

Estes sequestros acompanhados de torturas e tentativas de “lavagem de cérebro” não são novidade e a polícia os define cinicamente como “períodos de feiras”.

Poster pede orações por Mons Pedro Shao Zhumin, bispo de Wenzhou sequestrado
Poster pede orações por Mons Pedro Shao Zhumin,
bispo de Wenzhou sequestrado
Na realidade, os sequestrados são submetidos a interrogatórios e sessões de doutrinação marxista.

Os fiéis da diocese pediram à Igreja d mundo todo, orações pelo bispo encarcerado e sob violência ideológica.

Não há notícia de que a Santa Sé se tenha pronunciado sobre o caso.

Mons. Shao, 55, não é reconhecido pelo governo socialista mas ocupa a diocese por disposição da Santa Se.

Nos dois últimos anos foi sequestrado pela polícia pelo menos 5 vezes. Na última, em maio de 2017, ficou preso sete meses.

As brutalidades policiais têm sempre o mesmo objetivo: que se afilie Associação Patriótica (AP). Mas, o prelado sabe que fazendo isso, adere a uma Igreja “independente” da Santa Sé.

Essa segundo a Carta aos católicos da China de Bento XVI é “inconciliável com a doutrina católica”.

Malgrado seja resistente e muito perseguido, Mons. Shao é muito querido até pela comunidade católica “oficial”.

De fato, existem leigos e sacerdotes que aderem por pusilanimidade ou venalidade à “Igreja oficial” do governo mas em seu íntimo admiram aos fiéis perseguidos “subterrâneos”.

E se o Vaticano assumisse uma atitude firmes formariam uma unidade com os católicos perseguidos.

Policiais e autoridades de Henan, arrancam símbolos cristãos, 5 de setembro de 20118
Policiais e autoridades de Henan, arrancam símbolos cristãos, 5 de setembro de 20118
Na diocese de Wenzhou (sudeste da China) há perto de 130.000 católicos.

Uma maioria de 80.000 fiéis pertence à “Igreja subterrânea” que não aceita o socialismo e permanece fiel a Roma.

Na diocese até os sacerdotes submissos ao regime comunista sofrem restrições e controles arbitrários.

Por exemplo, no último dia de Defuntos ficaram proibidos de visitar os túmulos de sacerdotes e bispos “subterrâneos” venerados por todos os católicos.

No fundo todos sabem que a autenticidade do catolicismo e da fidelidade à Igreja está nos chamados “subterrâneos”.

Nos domingos, em todas as igrejas “oficiais” ou “subterrâneas”, a polícia proíbe que as crianças e adolescentes menores de 18 anos compareçam às cerimônias ou recebam aulas de catecismo.

Na imensa região de Hebei que envolve a capital Pequim no nordeste, quatro sacerdotes “subterrâneos” foram raptados pela polícia porque se recusavam a se inscrever na oficial Associação Patriótica (AP).

Católicos rezam na clandestinidade, como na época das catacumbas.
Católicos rezam na clandestinidade, como na época das catacumbas.
Dois deles pertencem à diocese de Xiwanzi e os outros dois à de Xuanhua, informou “AsiaNews”.

Todos eles foram sequestrados em suas paróquias e levados a um local desconhecido para serem doutrinados na política religiosa do governo agora amparada por trás do “acordo provisório”, segundo narraram sacerdotes que passaram por esse momento amargo e cheio de dores.

Desde a assinatura do “acordo” a AP se assanhou contra os sacerdotes que resistem ao comunismo “malgrado o acordo”.

Muitos sacerdotes resistentes, escreve AsiaNews, estariam dispostos a reconhecer ao governo em termos genéricos para obedecer a Roma, mas não querem de jeito algum aderir à AP.

Essa, segundo reafirmado na Carta aos Católicos do papa Bento XVI tem estatutos que “são inconciliáveis” com a doutrina católica. Neste ponto o papa Francisco vem se omitindo sistematicamente.

Cruz arrancada da torre da igreja católica de Lingkun, Wenzhou, região de Zhejiang, 11 de outubro de 2018
Cruz arrancada da torre da igreja católica de Lingkun, Wenzhou,
região de Zhejiang, 11 de outubro de 2018
Pese a chuva de violências persecutórias, na região (equivalente a um Estado) de Hebei e na vizinha região de Henan as comunidades subterrâneas estão sendo suprimidas ou impossibilitadas de se reunirem.

Muitas cruzes e ornamentos sagrados das igrejas estão sendo destruídos com o a argumento da “achinesamento” e da submissão da fé católica à cultura chinesa, suprimindo toda iniciativa de evangelização, pretexto arguido para assinar o “acordo provisório”.

No dia 1º de novembro foi destruída a cruz do campanário da igreja de Shangcai (Henan). O templo foi trancado e ninguém pode usa-lo para qualquer ato de culto.

Muitos católicos declaram que se sentem “abandonados”, “esquecidos” e até “traídos”.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Perseguição anticristã em nome do pacto Vaticano-Pequim

O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã e os policiais alegando que é em acordo com o Papa
O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã
e os policiais alegam que estão aplicando o acordo com o Papa!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O “pacto provisório” entre a Santa Se e o governo marxista de Pequim está se revelando ser o que seus opositores sempre denunciavam: um instrumento de perseguição anticristã.

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, arcebispo emérito de Hong Kong e um dos mais respeitosos mas firmes opositores à esse iníquo pacto, tinha anunciado que se a política vaticana de aproximação com o comunismo assinava dito acordo, para ele só ficaria se retirar a uma vida de recolhimento.

Mas, ele recebeu horrorizado relatos enviados da China continental sobre a perseguição contra o catolicismo – e em todas as suas tendências.

Trata-se de sequestros de sacerdotes, profanações de templos, saques, violências e até mortes praticados pela polícia comunista alegando estar fazendo a vontade do Papa Francisco expressa no “pacto”.

Então, malgrado sua avançada idade foi a Roma para tentar um derradeiro gesto que tocasse o coração do pontífice tão endurecido em relação aos fiéis católicos chineses.

Igreja demolida em Zhengzhou, na central província de Henan, 3 de junho de 2018
Igreja demolida em Zhengzhou, na central província de Henan, 3 de junho de 2018
O heroico Cardeal entregou ao Papa uma carta de sete páginas lhe implorando que conceda atenção aos padecimentos que se abatem sobre a chamada “igreja subterrânea” (dos católicos que obedecem a Roma, e que o comunismo considera rebeldes e ilegais).

Segundo o Cardeal, o pontífice nem tomou conhecimento do que foi feito na China contra a Igreja Católica e veio agindo segundo os conselhos de seus assessores mais radicais ligados à famigerada “Ostpolitik”.

O bispo emérito de Hong Kong também concedeu em 8 de novembro (2018) uma entrevista a UCANews, um reputado consórcio de agências de congregações missionárias no Oriente.

O Cardeal afirmou que nos relatórios que ele recebeu, sacerdotes e leigos “dizem que agentes do governo estão forçando-os a ingressar na Associação Patriótica Chinesa [órgão do governo para escravizar os católicos e obriga-los a aceitar o socialismo] e para que obtenham dela uma ‘carteira de sacerdote’ do governo e tudo isso alegando que o Papa assinou o acordo provisório Sino-Vaticano”.

Acontece que dito acordo contém cláusulas secretas que os católicos chineses fiéis a Roma desconhecem e por isso não sabem o que fazer.

“Alguns sacerdotes estão fugitivos, outros estão desaparecidos porque não sabem o que fazer e estão perturbados.

“O acordo não é conhecido, e eles não sabem se o que dizem os agentes do governo é verdade ou não”, acrescentou.

O Cardeal Zen já tinha entregue outra carta ao Papa Francisco alertando para os crimes anticatólicos que iriam ser cometidos
O Cardeal Zen já tinha entregue outra carta ao Papa Francisco
alertando para os crimes anticatólicos que iriam ser cometidos
O Cardeal Zen sublinhou que a Igreja Católica na China está enfrentando uma nova perseguição e que a Santa Sé está ajudando ao Partido Comunista Chinês a suprimir as comunidades de católicos fiéis.

Ele esteve em Roma desde 9 de outubro até 1º de novembro (2018) para entregar o relatório nas próprias mãos do Papa. “Eu queria falar de novo ao Papa e aguardo que ele reconsidere, mas essa pode ter sido a última vez”, disse.

Na carta descreve, segundo UCANews, como a polícia confisca o dinheiro dos fiéis, assedia aos parentes dos sacerdotes, os prende no cárcere ou até lhes tira a vida por causa de sua Fé.

“Mas, ainda assim a Santa Sé não os aguenta, os considera como fatores de perturbação e se refere a eles como a causa do problema porque não promovem a unidade [com as associações e clero comunista]. É isto o que mais lhes causa dor”, explicou o Cardeal.

A carta também reafirma que a Igreja Católica na China não tem mais liberdade para eleger os bispos.

O Cardeal apontou as contradições berrantes entre o que o Papa diz e o que faz em nome do “acordo provisório”:

Violências contra os fiéis em Henan, 5 de setembro de 20118
Violências contra os fiéis em Henan,
5 de setembro de 20118
“O Papa disse que os membros da Igreja na China deveriam ser profetas e por vezes criticar o governo.

“Mas eu fico muito surpreso vendo que ele não entende a situação da Igreja na China”, acrescentou.

O Papa Francisco alegou como razões para assinar o acordo: promover a proclamação do Evangelho e unir as comunidades católicas na China. Mas é o contrário disso que acabou resultando!

E, no avião, de retorno de sua visita ao Países Bálticos em setembro (2018) Francisco I disse que o povo deveria “render louvores à aqueles que sofreram pela Fé”, sob a perseguição nazista e comunista.

Mas, é essa perseguição que está acontecendo hoje na China, e o Papa não sabe de nada!

O Cardeal apontou como ao Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado vaticano, como um dos principais responsáveis da impiedosa situação. Esse cardeal negociou o “acordo provisório”.

Mons. Zen disse ser impossível no ambiente criado pelo “acordo provisório” tentar reunir os católicos fiéis e os subservientes do comunismo.

Porque os agentes marxistas interferem na vida das comunidades impedindo que os católicos preservem a pureza da fé.

“Nossa suprema autoridade é o Papa. Não podemos ataca-lo, disse Zen.

“Se o Papa está errando, eu espero que admita o erro; mas se ele não o reconhecer, eu espero que um Papa no futuro denunciará o erro. Sempre no fim a decisão é do Papa.

“Por isso nenhum de nossos irmãos na fé deve se rebelar”, concluiu.

No próximo post trataremos de chuva de perseguições, violências e profanações desatadas após o farisaico “acordo provisório”.



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasão económica chinesa da América Latina

A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
Luis Dufaur
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A antena chinesa na Patagônia alta como prédio de dezesseis andares que pesa 450 toneladas e que está sob o comando do Exército vermelho, é apenas um símbolo do expansionismo da potência marxista asiática na América Latina.

O desafio aos EUA é evidente, reconheceu o jornal “The New York Times”.

Mas a penetração chinesa na América do Sul é muito mais ampla, insidiosa e astuta do que se pode pensar.

“Pequim vem transformando as dinâmicas da região, desde dirigentes e empresários até a própria estrutura das economias, inclusive das dinâmicas de segurança”, disse Evan Ellis, professor de Estudos Latino-americanos da Escola Superior de Guerra do Exército dos EUA, informou o mesmo “The New York Times”.

No nosso continente, o plano do presidente comunista Xi Jinping é de longo alcance. Se a antena da Patagônia pode ser comparada a um peão de xadrez, a penetração econômica chinesa é a Rainha da jogada.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Apocalíptica capitulação diante do Anticristo comunista

Bispos compactuados com o Anticristo marxista deverão dirigir a Igreja?
Luis Dufaur
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O comunicado de imprensa da Santa Sé informando a assinatura de um pacto com os algozes marxistas de Pequim confirmou laconicamente o que há tempo vinha sendo temido.

Com uma astúcia: o acordo é secreto e ‘provisório’. Os fiéis deverão obedecer a um texto desconhecido com a inércia de um cadáver.

Não parece verdadeiro, escreveu o vaticanista Marco Tosatti, que uma ditadura sanguinária e desumana, que mantém milhões de em campos de concentração receba a tarefa de escolher os bispos que governarão a grei de Jesus Cristo.

E isso por meio de uma Associação Patriótica, mera emanação burocrática do Partido Comunista.

Seria, acrescentou Tosatti, como se Pio XI e Pio XII tivessem confiado ao III Reich a eleição dos candidatos ao episcopado.

O Acordo Provisório, diz o comunicado da Santa Sé “e fruto de uma gradual recíproca aproximação ... ele trata da nomeação dos bispos ... e cria ... as condições para uma mais ampla colaboração bilateral”.

O Cardeal Joseph Zen anunciava que esse acordo abriria a estrada para um cisma, pois criaria um ente eclesiástico na China em ruptura com dois mil anos de história da Igreja.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Base chinesa na Patagônia:
peão de ousada manobra do xadrez de Pequim

Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Luis Dufaur
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Uma antena gigantesca de metal resplandecente surge isolada e misteriosa numa área desértica da Patagônia. Ela tem uma altura equivalente a um prédio de dezesseis andares.

O dispositivo central pesa 450 toneladas e serviria para controle de satélites e missões espaciais chinesas. Por isso mesmo o comando está nas mãos do Exército vermelho.

A enigmática base solitária é um dos símbolos mais impactantes da estratégia de Pequim desafiando os EUA na América Latina, escreveu o jornal “The New York Times”.

A estação é plenamente operacional desde março e a China alega estudar a Lua. As condições em que foi iniciada foram estritamente ilegais. Por fim o governo Kirchner arrancou uma aprovação do Congresso para abafar o escândalo.

O segredo da negociação, construção e finalidades suscitou debate na Argentina sobre os riscos do país ser arrastado à órbita de influencia do comunismo chinês.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Embora não o seja,
a ditadura chinesa se parece com a do Anticristo

Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii, aplicado em Pequim.
Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii,
aplicado em Pequim.
Luis Dufaur
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Em Zhengzhou, um policial com óculos de reconhecimento facial pegou um contrabandista de heroína numa estação ferroviária.

Em Qingdao, câmaras guiadas por inteligência artificial identificaram duas dezenas de criminosos num festival de cerveja. Em Wuhu, identificaram um suspeito de homicídio enquanto ele comprava comida de um camelô, segundo reportagem de “La Nación”.

Essa tecnologia manipulada com sabedoria poderia ser muito útil. Mas não é o que os chineses temem.

Eles estão vendo erguer-se um futuro autoritário, no qual o reconhecimento facial e a inteligência artificial servirão para identificar e controlar a liberdade de 1,4 bilhão de pessoas num sistema de vigilância nacional sem precedentes.

Na China está morrendo a ideia de que a tecnologia veio trazer mais liberdade e conexão. O monstro está aí: o controle universal implacável.

Nas estações de trem, as câmaras escaneiam sem cessar; nas ruas telões exibem os rostos dos pedestres que alguma vez não respeitaram as leis do regime e a lista dos inadimplentes; nos complexos habitacionais registram quem e quando entrou ou saiu.

O número estimado de câmaras de vigilância em funcionamento é de 200 milhões, 400% a mais que nos EUA.

Outros sistemas rastreiam o uso da internet, os ingressos em hotéis, as viagens de trem ou de avião, inclusive os trajetos de carro.

terça-feira, 3 de julho de 2018

No berço da China: perseguição assanhada
contra todo símbolo de Cristo

Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Luis Dufaur
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Com escavadeiras, braços mecânicos e martelos pneumáticos, agentes socialistas de Anyang (em Henan, província berço da civilização chinesa) demoliram uma Via Sacra erigida na trilha que leva até o mais antigo local de romaria na China: o santuário de Nossa Senhora do Carmo em Tianjiajing, noticiou a agência AsiaNews.

As 14 estações da Via Sacra gravadas em ardósia, representando os vários passos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo com desenhos e gravados em estilo chinês com meditações que estimulam a devoção.

Há anos que o governo ameaçava essa destruição além do Santuário da Virgem do Carmo que coroa a montanha dominando um cenário panorâmico.

A construção da piedosa Via Sacra foi iniciativa do missionário do Pontifício Instituto para as Missões no Exterior, Mons. Stefano Scarella, vigário apostólico em Henan setentrional, para agradecer a liberação do extermínio dos católicos ameaçados por fanáticos pagãos Boxers em 1900.

A Via Sacra foi concretizada entre os anos 1903-1905. O Santuário foi danificado na Segunda Guerra Mundial e durante a Revolução Cultural marxista ordenada por Mao Tsé Tung. Em todas às vezes, foi reconstruído.

terça-feira, 19 de junho de 2018

2018: ano da grande “fake news” sino-vaticana?

Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC
durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Luis Dufaur
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Na China um “pusillus grex” (uma pequena grei) está sendo perseguida por um gigantesco poder ateu.

Até pouco a cruel alternativa era “se render ou o martírio”.

Agora é “se render com o estimulo do Vaticano ou voltar para as catacumbas”, explicou o Card. José Zen, bispo emérito de Hong Kong para “AsiaNews”.

Mas, por que o Vaticano faz isso? Ele não percebe muitas igrejas e prédios católicos sobrevivendo nas comunidades ‘subterrâneas’, como em Hebei e Fujian?

Em grandes cidades como Shanghai, muitos fiéis assistem à missa dominical em casas privadas. O Vaticano não sabe disso?, indagou o purpurado

De fato, a influência local dos católicos força as autoridades marxistas a tolerarem um certo grau de “liberdade para os pássaros fora da jaula”. Mas agora o Vaticano vai ajudar o governo a empurrar todos para dentro da gaiola.

Isso é uma novidade absoluta! Isso sim faz HISTORIA!, exclama o Cardeal.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Nasce a mais requintada ditadura
rotulada “crédito social”

Comprar ou não comprar? Comer ou não comer?
O sistema socialista do 'crédito social' dirá se você pode e o que é que pode. ç
Crédito: Kevin Hong
Luis Dufaur
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A rama financeira de Alibaba, o maior conglomerado de comércio eletrônico do planeta aliás chinês, já passou a incluir em seu sistema o 'Zhima Credit'.

Esse apresenta no smartphone um inexplicado número de três cifras, entre 350 e 950.

O jornalista de “La Nación” de Buenos Aires constatou que seu número era 654, uma qualificação considerada 'excelente'.

Muito poucos sabem o que significa. Trata-se da entrada no sistema de pontuação social aplicado por Alibaba, para julgar seus clientes.

Oficialmente é uma nota à conduta dos usuários e um indicador da confiança que merecem.

O algoritmo que fixa a qualificação é extremamente opaco, e considera o que compram, a quem, multas e conduta face aos créditos bancários.

A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses. O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses.
O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
Os usuários melhor cotados podem usar sala VIP em aeroportos, alugar sem fazer depósitos de garantia ou receber empréstimos em condições mais favorecidas.

Uma das principais locadoras de bicicletas de China, Mobike, vai usar a pontuação para penalizar os usuários de baixa nota: terão que pagar o dobro.

E os qualificados como 'deficiente' terão que pagar até cem vezes mais.

O preço fica inacessível e não terão bicicleta.

Deixar a bicicleta em local improprio ou danifica-la, violar regras do trânsito, implicará queda na qualificação.

Mas isso não é um sistema empresarial: se trata das primeiras penetrações do “crédito social” que o governo comunista aprovou em 2014 e que está introduzindo paulatinamente.

Em seu bojo contém o mais orwelliano sistema de repressão política.

Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura.
Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos
são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura. Crédito: Kevin Hong
Essa começa dissimulada sob rótulos como 'credibilidade jurídica'; 'honestidade comercial', 'integridade social' ou ter manifestado nas redes sociais ideias que desagradam ao regime.

Até a pontuação dos amigos afetará aos cidadãos que lhe são próximos.

O sistema, ainda não inteiramente implantado, parece de ciência ficção.

Em março, a Comissão Nacional para Reforma e Desenvolvimento anunciou que os faltosos na administração serão punidos com a proibição de viajar em avião e em trem de alta velocidade.

Aqueles que tenham pendências na Justiça ou dívidas importantes serão atingidos. O veto durará um ano e será emendável.

Em 2017, 6,15 milhões de pessoas foram excluídas desses transportes públicos.

A jovem Pang [nome fictício por segurança] conta:

“fiquei sabendo que não poderia voar quando tentei comprar uma passagem pela internet. Apareceu uma página dizendo que estava na lista negra e que teria que procurar um transporte alternativo”, disse a “El País” de Madri.

Sua única alternativa era um trem que demora mais de 14 horas.

O mais grave é o modo como se cria a lista negra. O pai de Pang não pode pagar um crédito no banco, então a filha foi castigada, malgrado ela tenha obtido um refinanciamento do próprio banco.

A lista negra se irá sofisticando na medida em que se digitalizem ou integrem os diferentes bancos de dados pessoais já existentes.

Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô, o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime.
Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô,
o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime. Crédito: Kevin Hong
Segundo o governo, o propósito é “restringir os movimentos e operações daqueles que não são confiáveis”.

As pessoas julgadas “incômodas” pelo regime terão cerceadas suas liberdades mais básicas, segundo denunciou Human Rights Watch.

Não há mecanismo de defesa para os “desqualificados” como Pang.

O Grande Irmão chinês está cada vez mais onipresente e onipotente, conclui “El País”.

O modelo é exportável como a tecnologia chinesa.

E uma nova raça de párias se espalhará pela Terra selecionada e condenada por computadores manipulados pelo Partido Comunista sob o rótulo de “crédito social”.

Alguém poderá dizer que qualquer parecido com o 666 do Apocalipse não é mera coincidência:

“16. (...) conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte,

17. e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome” (Apocalipse, 13, 16-17).


terça-feira, 5 de junho de 2018

Vaticano “entrega a Igreja
a uma marionete do comunismo”

Segundo Mons. Sánchez Sorondo China é
o país onde melhor se aplica a doutrina social da Igreja.
Fotomontagem com encenação das torturas atuais aos cristãos.
Luis Dufaur
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O âncora do programa da ETWN The World Over, Raymond Arroyo abordou o tema do crescente relacionamento entre a Santa Sé e a China marxista, e disparou ao Cardeal Zen, bispo emérito de Hong Kong que estava sendo entrevistado:

“Agora sabemos que um dos objetivos do presidente Xi é inculcar o pensamento comunista combinando-o com a teologia”.

E indagou ao purpurado: “o Sr. se preocupa achando que o Vaticano pode ficar nas mãos deles? O objetivo declarado deles é misturar a agenda comunista com as religiões existentes. É isso o que está acontecendo neste caso?”, registrou InfoCatólica.

O jornalista americano parecia não habituado às atividades da Teologia da Libertação na América Latina e à sua livre entrada no Vaticano no atual pontificado, não percebendo que a tentativa marxista já está em avançado estado de infiltração.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A estrategia chinesa do Papa Francisco
e o “nos emporcalhamos” de Pio VII com Napoleão

A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista conduz a um desastre historicamente comprovado
A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista
conduz a um desastre historicamente experimentado
Luis Dufaur
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O acordo pretendido pelo Vaticano com Pequim travestido de restabelecimento de plenas relações diplomáticas evoca precedentes infelizes, segundo o Prof. George Weigel, historiador e maior biógrafo do Papa João Paulo II, vertido em artigo para Slate. 

Ele menciona os exemplos da Itália de Mussolini e do Terceiro Reich de Hitler. Os ditadores acabaram violando sistematicamente as Concordatas assinadas com a Santa Sé.

Os diplomatas vaticanos parecem seguir a mesma estrada desastrada, e como o próprio Papa Francisco ignorariam as advertências que vêm dos bispos fiéis desde a China escreve Weigel.

Eles se encaminham a violar o próprio Direito Canônico onde diz que “não se concede às autoridades civis direito ou privilegio algum na eleição, nomeação, de apresentação ou de designação dos bispos”.

A sabia norma é ainda mais necessária em face de um regime violador cotidiano dos direitos humanos com demonstração de grande crueldade.

A diplomacia vaticana parece não querer ver os fracassos dos acordos com os ditadores populistas e igualitários que violam inescrupulosamente a palavra empenhada.

domingo, 27 de maio de 2018

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Luis Dufaur
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O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bispos cismáticos chineses dão poder sem limites a perseguidor supremo

Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista (na foto sessão 12ª) em Pequim
Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista
(na foto sessão 12ª) em Pequim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Três bispos cismáticos chineses que também são deputados pelo Partido Comunista, participaram no XIII Congresso Nacional do Povo (NPC) que em março de 2017 aprovou 21 emendas da Constituição chinesa e acrescentou no Preâmbulo o “Pensamento de Xi Jinping”, noticiou “Infocatolica”.

A emenda mais significativa na historia do comunismo chinês é a quinta denominada “sanweiyiti” (três cargos em una só pessoa). Essa unificou as três máximos poderes na pessoa de Xi Jinping: Secretário Geral do Partido, Chefe de Estado e Presidente da Comissão Militar Central.

E tudo isso sem fixar limites de tempo em qualquer caso. Xi será líder máximo de por vida.

As intenções de voto são desconhecidas, mas ai daquele que vote desafiando o chefe supremo. A simples presença dos três bispos excomungados implica em um voto positivo à pior ditadura da China.

O bispo José Huang Bingzhang foi excomungado publicamente pela Santa Sé em 2011. Ele foi designado pelo governo para se apossar da diocese de Shantou.

Foi em favor dele que a Santa Sé pediu ao bispo ordinário legítimo da diocese, Mons. Zhuang Jianjian, que renunciasse.

domingo, 20 de maio de 2018

Templos demolidos, túmulos violados no “país que melhor aplica a doutrina social da Igreja”!

Proibir as cruzes e estreitar as mãos da Ostpolitik vaticana.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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As cruzes da catedral do Sagrado Coração de Jesus de Shangqiu, China, foram removidas pelo governo local. Foi a primeira igreja católica da província de Henan vítima dessa violência.

As autoridades voltaram para instalar outras muito menores e em muito menor número, noticiou a agência UCANews.

Agentes dos comitês comunistas de rua e de bairro que espionam e controlam os cidadãos exigiram remover as cruzes.

“Os comissários impusera que a Cruz mais elevada da catedral fosse removida, mas os responsáveis da igreja discordaram” narrou uma fonte que não quis ter o nome divulgado.

Todas as tentativas de uma moderação da exigência foram inúteis e o governo apelou a máquinas para a demolição.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Arrancando “confissões”
como no auge da Revolução maoísta

Gui Minhai e Peter Dahlin foram forçados a 'confessar' pela TV chinesa.
Gui Minhai e Peter Dahlin foram forçados a 'confessar' pela TV chinesa.
Luis Dufaur
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Em 2016, Peter Dahlin, militante de uma ONG pelos direitos humanos ativa na China “desapareceu” na estrada rumo ao aeroporto de Pequim.

Poucas semanas depois, reapareceu na TV estatal confessando ter “posto em perigo a segurança do Estado” apoiando ativistas locais. Pediu então perdão por “ferir os sentimentos do povo chinês”.

Algumas semanas mais tarde, após ser deportado à Suíça, ele revelou que aquela “confissão” pública foi forçada pelas autoridades. Essas exploraram sua frágil saúde e ameaçaram sua noiva que também ficou “desaparecida”, denunciou reportagem de “El Mundo” de Madri.

A ONG Safeguard Defenders recolheu em relatório essa horrível experiência e a de outros presos que durante os últimos anos viveram amargos momentos similares.

O relatório aponta que o regime comunista – “o que melhor aplica a doutrina social da Igreja”, segundo o representante vaticano D.Sánchez Sorondo – usa sistematicamente métodos de intimidação e terror.

terça-feira, 8 de maio de 2018

China proibe venda da Bíblia

Menina lee Bíblia durante ato religioso.
Agora as Bíblias "não oficiais" estão proibidas
e as crianças não podem entrar nas igrejas
Luis Dufaur
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Pequim baniu a venda da Bíblia na Internet aplicando as novas regras de repressão da religião ordenada pelo presidente Xi Jinping, entronizado à testa do PC chinês sem limites de tempo, informou o “The New York Times”.

As principais lojas online do país tiraram logo o Livro Sagrado de seus sites. Lojas como Amazon, JD e Taobao preferiram não comentar o caso.

Das grandes religiões espalhadas no país, o cristianismo é a única que não pode oferecer seus textos sagrados em venda.

A Bíblia impressa só pode ser vendida em livrarias religiosas que precisam estar registradas na burocracia comunista e, portanto até os clientes são controlados.

A versão aprovada deverá estar de acordo com os objetivos do socialismo chinês. Isso equivale nos nossos país a só autorizar a Bíblia da Teologia da Libertação.

As lojas digitais abriram uma brecha para os fiéis comprarem a Bíblia Sagrada sem serem controlados pelo Partido. Mas agora a escapatória foi fechada.

terça-feira, 1 de maio de 2018

O comércio chinês de órgãos humanos
e a Ostpolitik vaticana

Protesto no mundo livre contra o comércio chinês de órgãos humanos.
Protesto no mundo livre contra o comércio chinês de órgãos humanos.
Luis Dufaur
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A Pontifícia Academia das Ciências Sociais, cujo chanceler é Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, bispo muito próximo do Papa Francisco, voltou a albergar um encontro com a China sobre o tráfico de órgãos humanos.

A China é o maior e mais desumano fornecedor de órgãos humanos “frescos”. Esses são extraídos de dissidentes, presos ou simples cidadãos “caçados” a dedo em locais públicos para atender uma encomenda da elite do Partido Comunista ou de estrangeiros muito ricos.

Os órgãos são arrancados numa rede de hospitais de alta tecnologia em território chinês onde ocorrem os transplantes ou desde onde são exportados.

Os organizadores vaticanos mantiveram no maior segredo o encontro feito na Casina Pio IV, belo palácio nos jardins da Santa Sé, inacessível ao público em geral.

terça-feira, 24 de abril de 2018

O drama dos católicos fiéis: “O Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China”

Comunhão numa missa na clandestinidade no Domingo de Ramos, perto de Shijiazhuang, província de Hebei.
Comunhão numa missa na clandestinidade no Domingo de Ramos,
perto de Shijiazhuang, província de Hebei.
Luis Dufaur
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O acordo entre a Santa Sé e Pequim é o modelo do novo relacionamento do Vaticano com governos de esquerda no mundo inteiro: Rússia, Ucrânia, América Latina, entre outros.

Apanhado da situação da perseguição religiosa na China


Em outubro de 2017, diplomatas vaticanos tentaram convencer bispos instituídos canonicamente pela Santa Sé a entregarem suas dioceses a bispos ilegítimos, submissos ao Partido Comunista Chinês.

Dom Pedro Zhuang Jianjian, de Shantou (Guangdong), foi convidado por carta a entregar sua diocese a um bispo excomungado.

Mas se recusou, declarando: “Aceito levar a cruz por desobedecer”.

Em dezembro, Dom Zhuang foi retirado da sua diocese no sul do país e escoltado até Pequim, limitando-se a polícia a informar que “um prelado estrangeiro” o aguardava.

Ficou “sob controle” — leia-se: preso.

Apesar de sua idade avançada (88 anos), sua debilidade física e intenso frio em Pequim, foi-lhe negada assistência de um médico ou de um sacerdote.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Bispo que Pequim e o Vaticano querem remover sofre intimidações policiais

Mons Vincent Guo Xijin foi sequestrado pela polícia comunista em ato de intimidação e libertado com proibição de celebrar
Mons Vincent Guo Xijin foi sequestrado pela polícia comunista
em ato de intimidação e libertado com proibição de celebrar
Luis Dufaur
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O bispo de Mindong, Mons. Guo Xijin, 59, é um dos dois prelados “subterrâneos” — reconhecidos pela Santa Sé, mas não pelo governo comunista — que receberam pedido da Santa Sé para passar suas dioceses para bispos ilegítimos e até excomungados, criados do regime anticristão.

Uma delegação diplomática vaticana presidida por Mons. Claudio Maria Celli pediu ao bispo legítimo ficar na diocese como bispo auxiliar do bispo ilegítimo e excomungado Zhan Silu.

A inédita capitulação seria parte inicial de um acordo histórico entre a Santa Sé e o comunismo chinês.

Posto contra a parede pelas autoridades vaticanas, Mons. Guo reafirmou a disposição de se submeter à vontade do Papa Francisco, mas pediu que a transferência fosse formalizada com um “documento autêntico verificável do Vaticano”, segundo informou o jornal “The New York Times”.

O pedido, aliás, tão razoável numa situação canônica em extremo complicada, parece ter caído mal no Vaticano e em Pequim. Até o presente, a Santa Sé não ousou emitir o documento de praxe, tal vez temendo deixar uma prova de irregularidade. E Mons. Guo ficou com a diocese aguardando instrução.

Na presidência de Xi Jinping o regime vem demolindo as igrejas e os símbolos da Cruz pelo país todo, vendo nelas uma ameaça ao controle marxista.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás

Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua
pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Luis Dufaur
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O Instituto de Neurociências de Xangai (China) procedeu a clonar dois primatas numa primeira experiência para aplicar a técnica na produção de seres humanos visando um futuro em que a Humanidade estaria composta de seres inteiramente iguais programados segundo as conveniências materiais do Partido Comunista.

No caso, o experimento foi feito com macacos-de-cauda-longa que receberam os nomes repetitivos de Zhong Zhong e Hua Hua por serem geneticamente idênticos. Os nomes significam em mandarim ‘nação’ e ‘pessoa’, segundo a BBC.

Os cientistas responsáveis publicaram seu trabalho na revista Cell, e alegaram visar o estudo de doenças e o desenvolvimento de novos remédios. Porém, foram alvo da fúria de instituições que condenam experimentos de clonagem, segundo “The Guardian” de Londres

Até uma ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta), que milita no extremismo ecologista divulgou protesto classificando a clonagem como uma “ciência Frankenstein”.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Vaticano tenta entregar diocese regada pelo sangue dos mártires

Na gruta refúgio do bispo São Pedro de Sanz y Jordá, mártir, onde brota água milagrosa.
Na gruta refúgio do bispo São Pedro de Sanz y Jordá, mártir, onde brota água milagrosa.
Luis Dufaur
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A diocese de Mindong, uma das escolhidas por Pequim e o Vaticano para dar início concreto ao acordo para “achinesar” a Igreja Católica está regada com sangue de mártires, descreve uma tocante reportagem do jornal de Madri “El Mundo”.

Os mais recentes foram vítimas do comunismo com que a Ostpolitik troca sorrisos e promessas falaciosas. Mas outros surgem hoje do fundo de séculos heroicos de evangelização em que a verdade de Cristo era pregada sem conchavos com os inimigos de Cristo e sem medo de sofrer a prisão, a tortura ou a morte.

Os peregrinos atravessam quase de quatro a pequena entrada da gruta onde o missionário dominicano espanhol São Pedro de Sanz y Jordá, lembrado como o “bispo Bai” foi conduzido por um pombo para ali estabelecer seu refúgio.

O sendeiro até o local serpeia entre morros e atravessa uma Via Sacra cheia de cruzes criada há mais de uma década quando as autoridades que agora dialogam com a diplomacia da Santa Sé “ameaçaram destruir todas elas”, segundo narra um religioso que no quer ser identificado pelos algozes comunistas.

“Aqui não somos da igreja patriótica, mas da autêntica, a que segue ao Papa”, esclarece o sacerdote.

Igreja católica em Lankou, na costa, diocese de Mindong, no sul da China
Igreja católica em Lankou, na costa, diocese de Mindong, no sul da China
Os fiéis esconderam as 14 estações com tijolos e cimento até que perceberam que as autoridades marxistas perderam o interesse em demoli-las.

Então afixaram sobre cada um desses montículos uma imagem impressa de cada estação piedosa com Jesus carregando a Cruz.

Na primeira estação há três cruzes de madeira a disposição do romeiro que queira carregar uma até a “cova de Bai”, imitando Jesus em sua Via Dolorosa.

Todo domingo, dezenas de fiéis perfazem a Via Sacra, em geral em grupos. Precisam fazer fila para entrar na gruta.

Nela lavam os pés e enchem garrafas com água de uma fonte natural. Eles garantem que é milagrosa.

“Minha família é católica há cinco gerações. Nós vimos uma vez por ano. É tradição desta região”, diz Fan Wenda, agricultor de 77 anos que recita sistematicamente o terço junto com todos.

O bispo Sanz y Jordá acabou cativo durante terrível perseguicao pagã contra os missionários no século XVIII.

Em Shangwan a gruta do padre Miao Zishan,
martirizado pelos comunistas na Revolução Cultural (1966-1976)
Foi encarcerado pelos soldados do imperador Qianlong e decapitado em 1747. O mesmo destino providencial foi concedido a mais quatro missionários dominicanos espanhóis no ano seguinte.

Esse sangue derramado comprou a implantação do catolicismo em Mindong, na província sulista de Fujian, um dos redutos mais antigos da fé católica no continente chinês.

Os religiosos usavam como base de suas incursões apostólicas as posses espanholas na vizinha Ilha Formosa – agora Taiwan.

Foi assim que o catolicismo em Mindong ganhou especial simbolismo para o Vaticano.

É a diocese onde nasceu o primeiro sacerdote católico chinês; onde se estabeleceu o primeiro bispo no imenso império, até que por fim virou um dos redutos mais firmes da Fé católica.

“A pressão do Estado ia e vinha, mas as comunidades religiosas deitavam sólidas raízes na areia local”, explica Eugenio Menegon, autor de livro sobre as origens do catolicismo em Mindong.

A perseguição pagã imperial foi substituída pela pressão dos nacionalistas de Chiang Kai-Shek até que o comunismo maoista montou as piores técnicas de difamação e violência contra os missionários e os cristãos.

O bispo missionário São Pedro de Sanz y Jordá não se dobrou diante das promessas e ameaças do imperador. Hoje é venerado pelo povo de Mindong.
O bispo missionário São Pedro de Sanz y Jordá
não se dobrou diante das promessas e ameaças do imperador.
Hoje é venerado pelo povo de Mindong.
“Diziam que os missionários e as freiras assassinavam as crianças nos orfanatos para lhes tirar os órgãos”, acrescenta Menegon.

Esse crime hoje é praticado sistematicamente pelo sistema comunista e não o é secreto para o Vaticano que recebe seus fautores em dissimulados encontros.

O catolicismo é divino na sua fonte e sobreviveu a todos os satânicos embates comunistas.

Mas agora enfrenta um perigo nunca antes imaginado: o conchavo do Vaticano e de Pequim que lhes obrigaria por um pacto a abandonar a religião de seus martirizados antepassados e se submeter à espúria Associação Patriótica de Católicos Chineses (CCPA), mera criação do governo comunista em 1957.

O iníquo pacto, segundo sites católicos especializados como UcaNews, incluiria o reconhecimento por parte do Vaticano de sete bispos ilegais da CCPA, vários deles excomungados.

Os bispos leais ao Pontífice – um deles é o de Mindong – seriam substituídos pelos fantoches de Pequim.

O governo marxista promete aprovar dezenas de bispos fiéis que pertencem à “igreja subterrânea” e que não aceitam o comando socialista.

Em Luojiang, onde fica a catedral de Nossa Senhora do Rosário, sede do bispo de Mindong, Mons. Guo Xijin, a notícia causou estupor.

“Não estamos de acordo com essa decisão. Se o bispo deve ceder seu posto à igreja patriótica, seremos controlados pelo Partido Comunista”, reconhece Luo, proprietário de uma loja perto da catedral.

Dos 80.000 católicos de Mindong, por volta de 70.000 se declaram membros da “igreja autêntica” pastoreada pelo bispo Guo. O resto aderiu à CCPA.

Os católicos “autênticos” ou “subterrâneos” estão longe de se ocultarem.

Os católicos de Mindong não têm medo de ostentar seu catolicismo.
Os católicos de Mindong não têm medo de ostentar seu catolicismo.
Eles pintam as portas de suas casas com cruzes vermelhas e mensagens em caracteres chineses dizendo “Deus está conosco” ou “Deus nos abençoa com sua paz”.

“Não à igreja patriótica!”

O pequeno restaurante da senhora Chang está decorado com imagens de Jesus nas paredes. E isso se pode ver em muitos locais.

A cozinheira lembra que nos anos 80, a CCPA “enviou um bispo patriótico para celebrar a Missa e os fiéis o puseram para fora”.

“Não à igreja patriótica!”, exclama ela. E suas palavras são ecoadas por muitos dos presentes nos mesmos termos.

“Vivemos numa ditadura”, garante outro católico. O bispo Guo aceitará qualquer decisão do Pontífice “se a vemos por escrito e com o selo oficial”, esclarece um clérigo da catedral.

Nem o Sinédrio, nem Judas Iscariotes ousaram deixar seu pacto por escrito.

Cena de um 'processo popular comunista'
na Revolução Cultural. Por ele passou o Pe Miao Zishan
Na diocese há outro santuário também numa gruta. É o do Pe. Miao Zishan e fica na aldeia de Shangwan.

O sacerdote foi martirizado em 1968 e o povo conserva seu nome com uma aureola de santidade como a que acompanha a São Pedro de Sanz y Jordá.

Para eles também é um “mártir” e a terra da gruta faz milagres para a saúde.

O sacerdote Miao Zishan foi encarcerado e torturado pelos acólitos do maoísmo que hoje estreitam as mãos da Ostpolitik vaticana.

Ele foi “preso numa jaula” e condenado a prisão perpetua. “Foi acusado em ato público diante de 10.000 pessoas. Só foi liberado quando estava terminal”, relata um residente de Shangwan.

Após Mao a perseguição não parou.

“Nos anos 90, o governo destruiu muitas igrejas. A da minha aldeia (Baihu) se salvou porque a transformamos em casa de retiro.

“Nunca esquecerei que quando era criança vi prender um sacerdote”, rememora.

Mons. Vicente Huang Shoucheng, anterior bispo de Mindong passou 35 anos em prisões e campos de trabalho comunistas. Seu enterro foi apoteótico e os comunistas ficaram impotentes
Mons. Vicente Huang Shoucheng, anterior bispo de Mindong
passou 35 anos em prisões e campos de trabalho comunistas.
Seu enterro foi apoteótico e os comunistas ficaram impotentes
O próprio Mons. Guo Xijin substituiu ao defunto bispo Mons. Vicente Huang Shoucheng, que passou 35 anos recluído em prisões e campos de trabalho comunistas.

Veja mais em: Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra, fiéis o coroam com uma mitra de flores


A irmã Lin, freira do povoado de Saiqi denuncia que as restrições do governo prosseguem muito numerosas.

“Põem-te obstáculos na hora de renovar as igrejas ou de construí-las. Na aldeia de Qitou derrubamos a velha igreja para fazer uma nova e nos negaram a licença.

“Temos que rezar sobre os fundamentos. O mesmo aconteceu em Xiapu”.

Os fiéis se mostram submissos aos desígnios papais, mas na sua maioria estão “abalados, tristes e deprimidos”, segundo Ren Yanli, investigador da Academia de Ciências Sociais da China.

“Preocupa-nos ver que a autenticidade da fé está sendo danificada”, admite Lin, a freira de Saiqi.

“Rezem por nós”, implora antes de se despedir.

Quem no Vaticano ou na CNBB está rezando por esses pobres católicos, acossados injustamente, traídos pelos maus pastores, mas abençoados pelo Juiz supremo e Pastor dos pastores, Nosso Senhor Jesus Cristo?