Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Comovedora fidelidade a Cristo na China enquanto o Vaticano adora ídolos

A polícia fechou a igreja, mas os fiéis rezam do lado de fora
A polícia fechou a igreja, mas os fiéis rezam do lado de fora
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







É de verter lágrimas de dor e admiração ver o que estão fazendo os católicos sob a perseguição comunista na China.

Porque eles não entregam os pontos e recorrem a toda espécie de artifícios para burlar a perseguição com risco até de vida por fidelidade a Jesus Cristo, a Nossa Senhora e à Santa Igreja Católica.

O Partido Comunista Chinês reforçou as despóticas leis socialistas e ateias e vem demolindo, ocupando e profanando as igrejas, sem fazer distinção como viemos comentando.

Os fiéis estão ficando sem ter onde ir para rezar, receber os sacramentos e ouvir o Evangelho. A polícia está espionando com muita tecnologia e sanha anticristã.

O site Bitter Winter forneceu um apanhado dos engenhosos e heroicos recursos excogitados pelos cristãos para perseverar com os atos de culto a Deus e aos santos.

Em agosto de 2018 foi fechada a igreja católica de Changchun, província de Jilin, mas os paroquianos continuam a assistir missa. Onde? Num cemitério!

Na cidade de Shangqiu, província de Henan, um grupo não-católico se reúne num chiqueiro abandonado no amanhecer e termina antes das 8 da manhã porque os policiais começam o serviço nessa hora.

Uma “igreja doméstica” – fiéis que se reúnem em casas de família para rezar e ler textos religiosos – de Pequim foi pega e fechada, mas agora se reúne num ônibus fora do horário de serviço fechando cortinas e portas.

Por vezes falta o ar, mas só na China os fiéis sofrem até essas limitações por fidelidade à religião.

Lágrimas de dor e admiração pelos católicos perseguidos na China
Lágrimas de dor e admiração pelos católicos perseguidos na China
Numa cidade da Mongólia interior a Secretaria do governo para assuntos religiosos fechou um local de encontros religiosos porque realizaria “reuniões ilegais”. O responsável foi intimidado com prisão e os participantes ficaram proibidos de se encontrar.

Eles se reuniram na loja de um fiel, mas a polícia os surpreendeu. Então recorreram a um artifício até chocante.

Nos prédios construídos segundo a filosofia marxista não há toaletes privadas. Tudo deve ser feito diante dos outros, inclusive o banho, havendo para isso instalações grandes nos prédios de muitos andares.

Então os fiéis, alugaram um desses banheiros coletivos desativado e se reuniam ali para rezar.

Em Lanzhou, capital da província de Gansu, a Secretaria para Assuntos Religiosos ameaçou com uma multa de perto de 7.500 dólares, e prisão a quem não aderir à denominação “Igreja das Três Autonomias”.

Essa é dependente do comunismo, mas também é violentada com frequência como aconteceu mais recentemente em Fuyang, província de Anhui, e em Zibo, província de Shandong.

A Igreja Católica ‘clandestina’ de Xingtai, na província de Hebei, foi obrigada a fechar no mês de outubro “porque não tinha certificado de registro para encontros religiosos”.

O fato é que cada vez que solicitava o registro, as autoridades enviavam agentes para inspeções intérminas, constrangendo os fiéis a comunicar os horários das Missas dominicais acima da hora.

Só podem ouvir a Missa ao ar livre inclusive no gélido inverno.

Neste cemitério os católicos se encontram para assistir à Missa
Neste cemitério os católicos se encontram para assistir à Missa
No Natal 2018, para não serem presos, tiveram a Missa num curral afastado da cidade expostos às intempéries.

A igreja de Dongergou construída no século XIX, na região de Shanxi, era também um atrativo histórico para os peregrinos.

O governo a fechou alegando que estava ficando “perigosa”. Porém, os paroquianos continuam se reunindo em massa diante dela.

Um dia futuro que desejamos que não demore se escreverá com letras de ouro as façanhas praticadas por amor ao único Deus verdadeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo, e sua Santa Mãe, Nossa Senhora.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Ouvirá o Papa Francisco o clamor de seus filhos católicos de Hong Kong?

Voando ao Japão o Papa Francisco enviou saudações ao ditador comunista de Pequim e à governadora filo-comunista de Hong Kong Carrie Lam. Ignorou o sofrimento do povo dessa cidade. O povo que logo depois recusou a marcha anti-democrática em eleições com dimensões de referendo. Cfr: South China Morning Post
Voando ao Japão o Papa Francisco enviou saudações ao ditador comunista de Pequim
e à governadora filo-comunista de Hong Kong Carrie Lam.
Ignorou o sofrimento do povo dessa cidade. O povo que logo depois recusou
a marcha anti-democrática de Carrie Lam em eleições com dimensões de referendo.
Cfr: South China Morning Post
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Um abaixo-assinado foi reunido pelos sofridos universitários católicos de Hong Kong, informou a conceituada agência católica oriental UCA News.

Ele implora ao Papa Francisco sua intercessão para impor a paz sobre a violência desencadeada pela polícia e forças militares da cidade e do governo marxista de Pequim contra os jovens das universidades que pedem democracia.

A folha com o abaixo-assinado passava de mão em mão enquanto voavam as balas de borracha que tiraram os olhos de muitos jovens e muitos signatários choravam sob efeito das granadas de gás lacrimogênio.

Estudantes rezam sitiados em Universidade de Hong Kong. O Papa Francisco ouvirá o clamor dos jovens católicos?
Estudantes rezam sitiados em Universidade de Hong Kong.
O Papa Francisco ouvirá o clamor dos jovens católicos?
Dúzias de alunos tentaram fugir da Universidade Politécnica pulando entre as linhas da tropa de choque, enquanto ruas e um ponte estavam bloqueados por incêndios.

Mas os estudantes não tinham proteção alguma e as forças da repressão lhes disparavam para forçá-los a retornar ao recinto universitário sitiado.

Alguns foram pegos, jogados no chão, surrados, levaram pontapés e foram apontados com armas de fogo enquanto eram socados.

O apelo descreve a dor desses alunos atingidos pelos golpes e acrescenta a prisão dos paramédicos que se apresentaram voluntariamente para tratar dos feridos.

Também descreve a recusa da polícia a qualquer diálogo visando uma solução pacífica.

“À vista disso, fazemos unanimemente um urgente apelo a nosso Papa Francisco da Igreja Católica para que intervenha na atual crise humanitária”, suplicam os jovens.

Eles pedem o fim das violências de ambos os lados e que a polícia lhe permita sair do campus.

Estudantes pedem mediação do Papa Francisco para frenar a repressão em Hong Kong.
Estudantes pedem mediação do Papa Francisco
para frenar a repressão em Hong Kong.
A petição foi organizada por um “grupo de católicos romanos engajados de Hong Kong” e foi enviada ao Vaticano.

O bispo auxiliar de Hong Kong Mons. Joseph Ha Chi-shing junto com um grupo de legisladores pela democracia tentou sem resultado parlamentar com a polícia.

Por sua vez, o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito da cidade, divulgou uma mensagem vídeo no dia 18 de novembro afirmando que Hong Kong estava num “perigo” maior que em épocas anteriores de guerra no que se refere ao respeito pela humanidade.

De continuar assim, acrescentou o Cardeal Zen, Hong Kong se encaminha a ser uma “sociedade da barbárie”.

Ouvirá o Papa Francisco o angustiado apelo dos jovens honkongueses que Cristo lhe confiou no rebanho que está no centro do Sagrado Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade?

No Sínodo Pan-Amazônico as preocupações do pontífice e dos padres sinodais se voltou para midiaticamente agigantadas ameaças que pairariam sobre minorias étnicas da Amazônia.

Violência policial cada vez mais acirrada em Hong Kong.
Violência policial cada vez mais acirrada em Hong Kong.
Em Hong Kong, não só pairam as ameaças: chovem as porretadas, os gases e as balas, centenas senão milhares perderam algum olho e pelo menos um jovem foi assassinado a queima-roupa por um policial diante das câmaras da mídia.

Francisco, cardeais, bispos, conselheiros, teólogos e observadores reunidos em algumas centenas no Sínodo Pan-Amazônico, não souberam de nada?

O perigo da ditadura comunista que escurece com sua sombra dia a dia a cidade de Hong Kong não lhes diz nada?

O presente e pungente apelo pode ser a feliz oportunidade para saírem do mutismo, que de outra forma soaria a cumplicidade.

A palavra está com o Papa Francisco e seus colegas sinodais. Não com a Pachamama nem qualquer outro ídolo de satânico fedor.


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Pequim agarrota católicos
para que não imitem protestos de Hong Kong

Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado
Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado em Hong Kong
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Muitos cristãos saíram às ruas em Hong Kong para apoiar o movimento democrático.

Então, o Partido Comunista Chinês (PCCh) passou a controlar de perto as visitas de e para essa cidade, informou “Bitter Winter”.

Em 11 de agosto, cerca de 30 funcionários do Escritório de Assuntos Étnicos e Religiosos oficiais do governo invadiram uma igreja na prefeitura de Dali, na província de Yunnan, regida por missionários de Hong Kong.

Todos os presentes foram todos identificados e seus números de celular anotados. Todas as cópias da Bíblia e hinários foram confiscados.

Os religiosos foram levados à delegacia, privados dos celulares e interrogados separadamente.

Dois residentes de Hong Kong foram forçados a voltar para casa.

Para impedir que o movimento democrático de Hong Kong tenha impacto sobre os residentes da China continental, o PCCh intensifica o controle de grupos que considera “instáveis”.

Estudantes rememoram colega assassinado friamente pela repressão teleguiada por Pequim
Estudantes rememoram colega assassinado friamente pela repressão teleguiada por Pequim
Os funcionários alegam que querem impedir que os “distúrbios de Hong Kong” tenham uma influência incontrolável.

Em Hong Kong, Mons. José Ha Chi-Shing, bispo auxiliar é um dos líderes morais do imenso movimento popular que há meses resiste às medidas pro-comunistas do executivo da cidade em conchavo com os déspotas marxistas de Pequim.

Não é o único nem o principal. Em 15 de setembro, o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong e defensor de longa data dos direitos humanos, realizou três eventos de oração pela cidade.

Ele denunciou os métodos “bárbaros” da repressão e o “perigo” que significam para a própria noção de humanidade.

O Cardeal Joseph Zen, maior líder moral de Hong Kong
O Cardeal Joseph Zen, maior líder moral de Hong Kong
Em sua página no Facebook, o cardeal escreveu: “Neste momento em que aqui, em Hong Kong, somos privados de nossa liberdade, dignidade e direitos, nos juntamos em peregrinação em três igrejas, pedindo a intercessão de Nossa Senhora, que entende bem o significado da dor, para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada”, citou “Bitter Winter”.

O Partido Comunista Chinês teme que a resistência em Hong Kong reanime os católicos que no continente todo se recusam a ingressar na Associação Patriótica Católica Chinesa (APCC) de criação marxista.

Por isso intensificou esforços para prender padres e fechar locais de culto católicos.

Na diocese de Yujiang, província de Jiangxi, um padre que se recusou a entrar APCC soube que o governo planejava prendê-lo para “impedir que a Igreja Católica clandestina na China” se junte à Igreja Católica em Hong Kong.

Ele se esconde e diz aos paroquianos: “se um dia eu estiver confinado em prisão domiciliar, você terá que perseverar na fé e recitar o Rosário”.

Na cidade de Yingtan, os agentes socialistas ameaçaram recortar o subsídio para todos os católicos da vila, se um fiel recusasse assinar o acordo de adesão.

Mas ele respondeu que preferia ser preso do que ingressar na APCC.

Estudante presa quando tentava sair da Universidade Politécnica de Hong Kong
Estudante presa quando tentava sair da Universidade Politécnica de Hong Kong
O regime proíbe membros do clero de viajarem para Hong Kong.

Um padre de Yujiang foi convidado pelo cardeal Zen a Hong Kong, mas foi bloqueado pela polícia.

Desagradado, disse: “O PCCh não me permite viajar e não posso fazer nada”.

Na diocese foram fechados pelo menos cinco locais de culto católico que recusaram a APCC.

Um padre local explicou: “O governo infiltra espiões nas igrejas da APCC para monitorar o que dizem os padres nas homilias e para saber quais atividades estão fazendo.

“A que horas eles partem e a que horas retornam, por quantos dias vão, qual é o objetivo de suas viagens: todas essas informações são relatadas ao governo. Praticamente o Estado sabe tudo sobre os padres”.

O padre acrescentou que o APCC desrespeita a hierarquia da Igreja Católica. “Se aderirmos à APCC, nossa fé em Deus perderia o sentido”, explicou.

O Cardeal Zen invoca a “intercessão de Nossa Senhora, para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada”
O Cardeal Zen invoca a “intercessão de Nossa Senhora,
para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada
Um paroquiano disse que os católicos devem traçar uma linha clara entre eles e a APCC, e não vacilar.

“A APCC obedece ao Partido Comunista e o coloca acima de tudo: portanto, é um instrumento puramente político, não uma organização religiosa.

“No nível internacional, o PCCh usa a existência da Igreja patriótica para enganar o mundo e fingir que na China há liberdade religiosa”.


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

China contrafaciona primeiro avião comercial médio

Para compensar o atraso do Comac C919 o Ministério de Segurança da China roubou tecnologia e subornou funcionários ocidentais informou CrowdStrike, empresa de cibersegurança.
Para compensar o atraso do Comac C919 o Ministério de Segurança da China
roubou tecnologia e subornou funcionários ocidentais

informou CrowdStrike, empresa de cibersegurança.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A China voltou a apresentar sua primeira aeronave comercial de passageiros de médio alcance (voos regionais), noticiou “Clarín”.

Pequim diz ser a primeira projetada e fabricada inteiramente no país, embora as informações deixem transparecer outras realidades.

Trata-se do Comac C919, que passará por uma nova e intensa fase de voos de teste antes de sua certificação oficial para sair e disputar o mercado com o Boeing 737 e o Airbus A320 nas suas várias versões.

A Commercial Aircraft Corporation da China (COMAC) executará os testes de seis protótipos do veículo bimotor no restante de 2019, conforme informa o Asia Times.

O C919 foi apresentado num hangar em 2015, e o primer voo sem incidentes foi comemorado euforicamente em 2017. O locutor Yang Chengxi perdeu a voz berrando emocionado: “Hoje é o dia! Fomos testemunha de uma decolagem bem-sucedida!”.

Os principais componentes do C919 não são chineses, como enfatiza a propaganda, mas importados. O trem de aterrissagem é alemão, os motores são franco-estadunidenses, e o interior é austríaco.

Um cambalacho de peças com pouco de integralmente chinês, cujos encaixes inspiram prudência, senão temores.

A planificação da contrafação começou há uma década. Foram anos de problemas lidando com algo que os engenheiros chineses não conheciam bem.

A contrafação permitiu que a edição russa da revista “Popular Mechanics” saudasse que em apenas 10 anos a Comac “seguiu um caminho para o qual muitas empresas precisariam de décadas”.

A revista chamou o novo modelo de “matador” iminente de seus principais concorrentes, Boeing e Airbus.

O motor  CJ1000A apresentado tem semelhanças suspeitas com os equivalentes ocidentais.
O motor  CJ1000A apresentado tem semelhanças suspeitas com os equivalentes ocidentais.
A aeronave visa atender às conveniências das aéreas de baixo custo como a britânica RyanAir, que seria um dos maiores compradores.

O avião tem uma fuselagem mais estreita e pode comprimir entre 158 e 174 passageiros.

Sem ter lançado a produção em série, a aeronave acumula mais de 800 pedidos de 27 companhias aéreas pelo fato de o governo chinês ser seu principal impulsionador.

A capacidade de produção foi estabelecida pelo governo em 150 unidades por ano e 2.000 no total nos próximos 20 anos. O número não atinge a taxa de produção do Boeing-737, mas o Comac poderá substituí-lo pelo menos no mercado chinês.

O fator decisivo para seu sucesso futuro é o preço de catálogo, que mal excede 60 milhões de dólares, muito menor do que o de seus concorrentes.

A China também procura estabilizar a produção de aviões comerciais de médio porte, como o Xiangfeng, i. é, Vôo da Fênix, cujo nome técnico é ARJ21-700.

Essa fênix da contrafação visava abalar a liderança da brasileira Embraer e da Bombardier.

A China já fabricou o Shanghai Y-10, contrafação do Boeing 707, e tentou lançar um clone do MD-80 que não saiu da maquete.

Por sua vez, a Embraer tentou se instalar na cidade de Harbin em parceria com subsidiárias do grupo chinês Avic para produzir o jato comercial ERJ-145 e o Legacy 650 baseado no anterior.

Chegou a ter uma unidade industrial, a Harbin Embraer Aircraft Industry (Heai), mas desistiu da joint-venture após 13 anos, noticiou o site Airway.

A ansiedade para conseguir a hegemonia mundial leva a China a procurar resultados rápidos a qualquer custo.

Chineses comemoram teste de bomba nuclear, sem ter ideia das consequências que vão sofrer
Chineses comemoram teste de bomba nuclear,
sem ter ideia das consequências que vão sofrer
Jung Chang e Jon Halliday, que escreveram o grande livro de referência “Mao”, contam o “episódio mais assombroso” desta fome ideológica mas irracional de poder.

Aconteceu o dia 27 de outubro de 1966, quando Mao mandou disparar um míssil balístico com ogiva nuclear no noroeste da China, o qual sobrevoou cidades bastante importantes ao longo de oito centos quilômetros.

Mas era a primeira vez que o país ousava a experiência, feita com um foguete carente de fiabilidade, pondo em perigo de morte as populações sob a sua trajetória.

Três dias antes, Mao assumiu a responsabilidade.

“Quase todas as pessoas engajadas no projeto esperavam uma catástrofe, e o pessoal da sala de controle achou que tinha chegado sua última hora. (...) foi um puro golpe de sorte.

“Todos os ensaios posteriores fracassaram, pois o míssil se pôs a girar furiosamente sobre si mesmo logo após ter decolado” (Jung Chang e Jon Halliday, “Mao”, Gallimard, Paris, 2005, 843 págs., pp. 609-610).


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Marketing do Partido Comunista irrita o povo

Na entrada de um bairro residencial um cartaz diz:
«Segue sempre o Partido». Foto Bitter Winter.
Luis Dufaur
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Em todas as ruas das cidades e aldeias da China foram afixados faixas e pôsteres de todos os tamanhos e formas que glorificam o Partido Comunista. A principal mensagem é “ame o Partido, siga o Partido”.

Desde o início do ano (2019), várias administrações municipais na província de Henan, ordenam que empresas, áreas residenciais, escolas, postos de gasolina, templos e outros locais públicos exibam sinais com o slogan “Obedeça ao partido, siga o partido”.

Essa política não pode ser questionada e quem desobedece é punido.

Porém, a demonstração obrigatória de amor ao regime e a rápida multiplicação desses cartéis causaram grande ressentimento entre o povo, descreveu Bitter Winter.

Um morador de Huiguo, condado de Gongyi, inventou uma música que zomba do sistema totalitário do Partido Comunista.

Em maio, funcionários de comitê de bairro foram controlar que cada loja exibisse a bandeira nacional, executando a instrução “criar una cidade mais civilizada é, pôr o Partido Comunista no primeiro lugar e reforçar o patriotismo”.

O diretor do comitê do bairro ameaçou um proprietário: “se ele não exibir a bandeira, sua loja será fechada”.

Os trabalhadores a levantaram e o proprietário comentou ironicamente: “exibir a bandeira realmente tornará a cidade mais civilizada?”

Cartazes dizem 'Obedece ao Partido, vai atrás do Partido`' na entrada de todas as empresas em todo o país. Foto Bitter Winter
Cartazes dizem 'Obedece ao Partido, vai atrás do Partido`'
na entrada de todas as empresas em todo o país. Foto Bitter Winter
A campanha pela “cidade civilizada” inclui a repressão da religião por grupos especiais montados em cada comitê de bairro.

No final de maio, 16 municípios do condado de Anle, na província de Jiangxi, realizaram um evento para proibir a religião em escolas e lares.

As crianças da escola primária tinham que memorizar e recitar um juramento de “profundo amor ao Partido Comunista Chinês”.

Também foram ensinadas a “estarem prontas para contribuir para a causa do comunismo”.

Os estudantes que não conseguiam aprender o juramento de cor, em punição, foram forçados a copiá-lo dez vezes à mão.

Um pai de um aluno da primeira série disse que seu filho pequeno não podia memorizar o juramento porque estava cheio de caracteres que ainda não conhecia.

Alguns jardins de infância e escolas primárias do condado organizaram um Festival das Crianças em que os alunos foram forçados a assinar uma faixa antirreligiosa com as palavras “Respeite a ciência e se oponha a xie jiao (‘seita maligna’)”.



Crianças de jardim de infância juram lealdade ao Partido Comunista





quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Denunciar parentes ou amigos com fé para não ser punido

A bandeira comunista deve ondear diante da igreja de Huangtugang, Hebei, que ainda resiste como 'subterrânea'
A bandeira comunista deve ondear diante da igreja de Huangtugang, Hebei,
que ainda resiste como 'subterrânea'

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Departamento de Segurança Pública de Henan criou em 2019 um diretório para incentivar os agentes policiais a prender os crentes.

É intitulado “Sistemas de prêmios e punições por trabalhos importantes na luta contra o xie jiao (‘seita maligna’)”.

Os membros dos grupos qualificados xie jiao (‘seita maligna’) podem ir à prisão pelo o artigo 300 do Código Penal Chinês, informou “Bitter Winter”.

Por cada um que prendam, os agentes receberão um bônus proporcionado ao crime que possam imputar ao crente: 5 mil renminbi (cerca de 730 dólares) por um crime comum; 3 mil renminbi (cerca de 430 dólares) para crimes administrativos; 2 mil renminbi (cerca de US $ 290) por cada 10 mil renminbi (cerca de US $ 1.460) confiscados a uma igreja. [O renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, chamada de ‘yuan’ no mercado financeiro]

As duas unidades policiais que prendam menos crentes serão repreendidas. Serão punidos os delegados que durante quatro meses consecutivos fiquem nos últimos lugares na sinistra tarefa.

As crianças devem assinar compromissos contra a religião
As crianças devem assinar compromissos contra a religião
Cada delegacia ganhará pontos por cada crente preso, ou por cada informante ganho, doações confiscadas e dados das igrejas no exterior.

Recompensas econômicas são prometidas aos cidadãos comuns que denunciem parentes e vizinhos. Para isso foram abertas linhas telefônicas, sites e caixas de mensagens especiais.

Uma delegacia de Hunan ordenou que todos os agentes comuniquem os nomes de dois crentes todos os meses. Aqueles que não o fizerem também são punidos, confidenciou um policial sob anonimato.

A campanha contra o crime organizado chamada "limpeza de quadrilhas criminosas e eliminação do mal" também é pretexto para reprimir os fiéis.

A campanha oficial ensina que denunciar os fiéis é um instrumento para “destruir o guarda-chuva protetor [das trevas e das forças do mal] e romper suas conexões”.

Até os funcionários menos relevantes da burocracia civil devem denunciar cotas de crentes para melhorar sua imagem, como se se tratasse de caçada de animais.

Por exemplo, para “limpar gangues criminosas e eliminar o mal”, a administração da província central de Anhui ordenou que as aldeias de sua alçada informem sobre pelo menos um crente diariamente.

Crianças na escola entoam louvores ao comunismo
Crianças na escola entoam louvores ao comunismo
Se os funcionários da aldeia não investigam ou denunciam fiéis serão acusados de proteger as “forças das trevas e do mal”.

Teme-se que os chefes locais responsáveis pela repressão já tenham confeccionado listas preliminares de crentes e pretendem expulsar do Partido Comunista os funcionários que não os denunciem.

O expulso do Partido perderá a aposentadoria e ficará sujeito a uma multa que varia de 15 mil a 60 mil renminbi (entre US $ 2.200 e 8.700) e seus filhos também sofrerão sequelas.

Um funcionário de aldeia confidenciou a Bitter Winter que ele teme as consequências se sua esposa estiver na lista e ele não a denunciar.

O homem pressionou sua esposa a renunciar a sua fé e desertar as reuniões religiosas.


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Citações comunistas de Xi Jinping
em lugar dos Dez Mandamentos

Quadros com o Decálogo substituídos com frases do déspota socialista Xi Jinping
Quadros com o Decálogo substituídos com frases do déspota socialista Xi Jinping.
Foto:Bitter Winter .
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os Dez Mandamentos que são a base da moralidade cristã e constituem a referência essencial dos crentes em todo o mundo, como observou Bitter Winter, na China marxista, estão sendo eliminados dos locais de culto porque representam uma desgraça aos olhos do déspota do país.

Nem mesmo as “igrejas” que se deixaram controlar pelo governo na província central de Henan, escaparam à imposição tirânica de substituir os Dez Mandamentos por citações do presidente Xi Jinping.

Na metade de 2019, o Departamento do Trabalho da Frente Unida ordenou: “O Partido deve ser obedecido em todas as áreas. Vocês devem fazer tudo o que o Partido lhe disser e, se vocês o contradizerem, vossa igreja será imediatamente fechada”.

Em concreto, segundo um fiel que pediu para permanecer anônimo, o Decálogo foi removido de quase todos os locais de reunião que se haviam aviltado para não serem perseguidos e foram substituídos por frases do déspota Xi .

A campanha foi definida no Departamento de Trabalho da Frente Unida Central nos termos seguintes:

Cartaz com os Dez Mandamentos arrancado de uma igreja
Cartaz com os Dez Mandamentos arrancado de uma igreja. Foto:Bitter Winter .
“Os valores centrais do socialismo e da cultura chinesa ajudarão a envolver as várias religiões. É necessário apoiar a comunidade religiosa na interpretação do pensamento, doutrinas e ensinamentos religiosos de maneira consistente com as necessidades do progresso dos tempos.

“Você está resolutamente alerta contra a infiltração ideológica ocidental e conscientemente resiste à influência do pensamento extremista”.

As comunidades que não se abaixarem diante da ameaça serão incluídas na lista negra e os fiéis sofrerão limitações na hora de viajar e seus filhos terão limitações na escola e no trabalho.

O primeiro passo consistiu em proibir os símbolos religiosos, especialmente as cruzes instalando símbolos comunistas nas igrejas.

Depois, câmeras de vigilância passaram a monitorar os fiéis e suas atividades nos recintos religiosos.

Finalmente, a substituição dos cartazes com os Dez Mandamentos pelos discursos de Xi Jinping visa que o Partido Comunista se “torne Deus”.

“É isso que o diabo sempre fez”, comentou um cristão.

Livros 'vermelhos' para os fiéis lerem em biblioteca de 'igreja' protestante em Zhengzhou
Livros 'vermelhos' para os fiéis lerem em biblioteca de 'igreja' protestante
em Zhengzhou. Foto: Bitter Winter.
No condado de Luoning, em Henan, as autoridades ordenaram remover o primeiro dos dez mandamentos “Amar a Deus sobre todas as coisas” alegando que “Xi Jinping se opõe a essa afirmação”.

Em outras localidades do vasto país, os cartazes com o Decálogo foram substituídos por retratos de Mao Tsé Tung e de Xi Jinping ou vulgar propaganda comunista.

Temendo que isso fosse insuficiente, o Partido Comunista está impondo aos grupos religiosos, como tarefa política obrigatória, estudar o “pensamento do presidente Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas”, informou ainda “Bitter Winter”.

O pensamento de XI está baseado no ateísmo e é incompatível com qualquer religião. Mas Xi imita Mao Tsé Tung se autopromocionando a um “altar divino” de sua própria confecção para ser reverenciado pelas massas.

Os discursos de Xi são projetados numa tela grande montada em templo budista em Qinhuangdao, província de Hebei, no norte, às custas dos pagãos.

As autoridades fazem inspeções frequentes e avisam os monges que estarão em apuros se desobedecem.

Livros sobre Xi Jinping numa 'igreja' protestante de Zhengzhou
Livros sobre Xi Jinping numa 'igreja' protestante de Zhengzhou. Foto: Bitter Winter.
Na mesma região, o Escritório de Assuntos Religiosos constrangeu os crentes a escrever um ensaio de pelo menos 2 mil caracteres sobre o que aprendem ouvindo os discursos comunistas a respeito da Constituição chinesa e das políticas religiosas oficiais. Só os aprovados podem permanecer no templo.

Em bibliotecas religiosas da cidade de Zhengzhou, em Henan, não se encontra nem a Bíblia porque nos lugares mais visíveis ficam expostos livros sobre Xi Jinping.

Passou a ser obrigatória a instalação de uma sala de leitura com discursos e livros do líder socialista, leis e regulamentos estaduais.

460 pregadores protestantes foram convocados para estudar “O pensamento de Xi” e os princípios centrais do socialismo, sendo gravadas as sessões de treinamento.

Por fim, todos os participantes tiveram que escrever um ensaio mostrando o “progresso na compreensão” feito. As represálias estavam no ar para quem não se mostrar fiel assimilador do ateísmo do Partidão.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Os heróis católicos silenciados da Coreia do Norte

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em parte alguma do mundo os católicos sofrem uma perseguição tão inclemente como na Coreia do Norte.

Oficialmente eles não existem e deveriam ter sido todos suprimidos. Mas perseveram nas catacumbas.

Eles são perseguidos pelas autoridades marxistas desde o fim da II Guerra Mundial, mas sua Fé sobrevive com o auxílio sobrenatural.

Marta Petrosillo, da organização “Ajuda à Igreja que Sofre”, contou a “Rome Reports” que “em 1945, no início da divisão das duas Coreias, a cidade de Pyongyang era conhecida como a Jerusalém do Extremo Oriente. Nela viviam por volta de 50.000 católicos”.

Com o socialismo, a situação mudou drasticamente. Além do culto aos ditadores marxistas “qualquer outra religião está proibida.

Acredita-se que há 10.000 católicos na Coreia do Norte, mas a maioria é idosa”, disse Marta.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Canibalismo na China hoje, "liturgia amazônica" amanhã?

As cápsulas pegas pela polícia da Coréia do Sul em 2012
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A China deu a partida a uma série de notícias sobre repugnantes fatos de canibalismo, não apenas entre pagãos incultos, mas entre ocidentais ex-cristãos que se vem prolongando a través dos anos, como fatos ou às vezes boatos não desprovidos de fundamento.

De início, em 2012, a polícia da Coreia do Sul interceptou carregamentos de cápsulas com aparência de medicamentos, contendo carne humana seca.

Verossimilmente foi tirada de fetos no regime anti-vida do gigante socialista. Seu destino alegado era alimentar o mercado de afrodisíacos...

A China negou a denúncia, mas logo depois a polícia deteve Zhang Yongming, 56, na província de Yunnan, suspeito de ter assassinado e decepado 20 jovens.

Ele vendia depois os horrendos “cortes” como “carne de avestruz”, entregando os restos aos cachorros. As macabras revelações vieram à luz na imprensa de Hong-Kong.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Expansionismo militar com palavras enganadoras

Exercícios militares conjuntos com a Rússia. A China incrementou muito sua despesa  militar na última década
Exercícios militares conjuntos com a Rússia.
A China incrementou muito sua despesa  militar nas últimas décadas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nos últimos 20 anos, a China intensificou de modo sem precedentes o desenvolvimento de seu poderio militar, escreveu “Clarín”.

Disparou as despesas militares importando equipamentos e aumentando a indústria de armamentos de alta tecnologia ainda quando os resultados por vezes apresentem carências risíveis.

Mas também modernizou suas doutrinas militares. Ficou longe da “grande guerra do povo” empregada por Mao Tsé Tung engajando milionários efetivos terrestres e monstruosas perdas humanas.

A guerra informatizada e da informação, das comunicações, sistemas de mando e controle eletrônicos lhe ficaram acessíveis por meio das fábricas de alta tecnologia que os ocidentais montaram em seu território.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Odiar a religião: ensino básico nas escolinhas chinesas

Faixas incitam a acabar com as 'gangues criminosas', leia-se os grupos religiosos e 'eliminar o mal'.
Faixas incitam a acabar com as 'gangues criminosas',
leia-se os grupos religiosos e 'eliminar o mal'.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os jardins de infância e escolas primárias chinesas receberam uma instrução brutal: devem educar as crianças no ateísmo desde que possam compreende-lo.

Além do mais as crianças devem ser ensinadas a se oporem a seus pais quando esses acreditem em qualquer religião.

Muitos pais denunciam o estresse psicológico no lar por medo de serem denunciados pelos próprios filhos, ou que alguém da família seja encarcerado porque frequenta uma igreja.

Bitter Winter colheu o testemunho de algumas dessas famílias.

Uma criança achou em casa um santinho e acorreu à mãe dizendo: “meu maestro diz que o cristianismo é xie jiao”.

Xie jiao” é um termo impreciso introduzido no artigo 300 do Código Penal em 1999. Literalmente significa “seita” ou “seita maligna”.

Em séculos passados foi aplicado aos grupos religiosos “que não agradavam ao governo”. O cristianismo ora incorreu nessa classificação, ora foi exonerado, dependendo do capricho do governante pagão.

Em 2017, o Supremo Tribunal, equivalente ao nosso STF, emitiu uma interpretação oficial.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Meta comunista: desunir a Igreja Católica para destruí-la

As violências comunistas contra os católicos foram contraproducentes. O número dos fiéis católicos não parou de aumentar.
As violências comunistas contra os católicos foram contraproducentes.
O número dos fiéis católicos não parou de aumentar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um sacerdote católico da província chinesa de Jiangxi, interrogado pela imprensa ocidental descreveu a nova estratégia comunista para destruir a Igreja. Ele foi reproduzido pelo site Bitter Winter.

O padre explicou que “nos primeiros anos de ditadura, o comunismo se engajou no confisco das propriedades da Igreja e numa violenta repressão do catolicismo ‘subterrâneo’ [porque se refugiou em ‘catacumbas’].

“Ele prendia os sacerdotes e religiosos chineses e expulsava pela força os missionários estrangeiros, inclusive os lazaristas que eram muito populares.

“Porém, as prisões e violências não serviram para destruir a Igreja. Pelo contrário, a perseguição impulsionou um número crescente de pessoas a acreditar em Deus”.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Temor de mais um 'massacre da Praça da Paz Celestial' em Hong Kong estarrece o mundo

Hong Kong geme sob as pauladas da polícia anti-distúrbios
Hong Kong geme sob as pauladas da polícia anti-distúrbios
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Desde o 9 de junho os cidadãos realizaram passeatas gigantescas pedindo o fim de um projeto que permitiria à polícia e ao exército de Pequim sequestrar qualquer dissidente em território de Hong Kong para leva-lo ao continente comunista, escreveu “Clarín”.

No fim de semana de 17 e 18 de agosto 2019, desafiando as ameaças militares de Pequim por volta de 1,7millhão de hongcongueses – segundo os organizadores – saíram às ruas para patentear seu imenso mal-estar pelo perigo que paira sobre seu território

Os hongcongueses estão certos de que as promessas da chefe do executivo da cidade Carrie Lam são insinceras.

Ela tinha usado fórmulas escorregadias para dizer que o projeto não estava sendo mais discutido.

A imensa maioria dos habitantes do território não é católica, mas esses têm a merecida reputação de serem melhor preparados nas escolas da Igreja.

Acresce que o catolicismo autêntico teve e está tendo uma atitude heroica diante da perseguição marxista. Inúmeros mártires dão testemunho disso e da incompatibilidade entre Cristo e Mao.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Santuários bloqueados, igrejas fechadas, imagens profanadas

A procissão do Mês de Maria não pode ser realizada em Shantou, província de Guangdong (ex-Cantão)
A procissão do Mês de Maria não pode ser realizada em Shantou,
província de Guangdong (ex-Cantão)
Luis Dufaur
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O Acordo entre a Santa Sé e o regime comunista chinês parece cada vez mais um pretexto para perseguir os católicos, voltou a sublinhar Bitter Winter.

No santuário de Ludezhuang na diocese de Cangzhu, província de Hebei, onde peregrinam dezenas de milhares de fiéis de todo o país no segundo domingo de maio: Na data, mais de 300 policiais armados e homens de tropas especiais levantaram barreiras de ferro nas estradas que levam ao local sagrado.

A polícia instalou instrumentos que medem o número dos fiéis e que quando atingem 10 mil, bloqueiam novos ingressos. Nos momentos mais importantes, milhares de fiéis ficaram de fora, mas ajoelharam e ficaram rezando.

Para evitar que as crianças participassem o governo ordenou que as escolas da região fossem obrigatórias nos dias da romaria.

Muitos pais de família que devem pegar os filhos nas escolas ficaram impedidos de ir à peregrinação.

Outra grande meta de romarias é o Monte Mozi, na Mongólia Interior.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Huawei passa suas conversas à espionagem chinesa

Relatório do Dr Christopher Balding revelou a espionagem comunista chinesa via Huawei.
Relatório do Dr Christopher Balding revelou a espionagem comunista chinesa via Huawei.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Dr. Christopher Balding conduziu uma pesquisa sobre Huawei Technologies Inc., a gigante das telecomunicações criada pelo ex-militar Ren Zhengfei.

As conclusões foram alarmantes, segundo Marco Respinti, escritor e professor no Russell Kirk Center for Cultural Renewal, de Michigan, EUA, citado por Bitter Winter.

A conclusão do trabalho do Dr. Balding é clara e direta:

“Depois de examinar um conjunto exclusivo de dados sobre a atividade da Huawei, fica claro que há uma relação inegável entre a empresa e os serviços governativos, militares e de espionagem da China.” (...)

“há evidência direta significativa de que o pessoal da Huawei age sob a orientação da espionagem chinesa com múltiplas conexões que percorrem o estado chinês.

“Isso deve preocupar governos que querem se prevenir contra a coleta de dados feita pela espionagem chinesa”.

O inquérito descobriu que os funcionários da Huawei previamente devem exercer funções militares de coleta de informações.

terça-feira, 30 de julho de 2019

O longo e glorioso martírio de católicos na China – III

Mons. Giulio Jia Zhiguo, bispo de Wuqiu, preso pela policia
Mons. Giulio Jia Zhiguo, bispo de Wuqiu, preso pela policia
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: O longo e glorioso martírio de católicos na China – II



Espírito sobrenatural dos católicos perseguidos

Convém ressaltar aqui o elevado espírito sobrenatural com que os biografados enfrentavam o cárcere e o possível martírio.

Citemos o testemunho do Pe. Tan Tiande sobre a sua prisão pela polícia, à porta da catedral de Cantão:

“Eu não tinha medo absolutamente.

“Pelo contrário, sentia-me honrado.

“Quando recebi o Sacramento da Confirmação, prometi que seria um bravo soldado de Cristo [...].

“Quando me tornei sacerdote, prometi outra vez oferecer minha vida por Nosso Senhor [...].

“Hoje eu recebi a graça especial do Senhor de dar testemunho do Evangelho.

“Era assim um acontecimento alegre”.

E acrescenta: “A aceitação ‘voluntária’ de minha sentença não tinha nada que ver com a questão de minha inocência.

“Eu queria unicamente imitar Jesus para preencher o que estava faltando nos sofrimentos da Igreja”. (p. 60)

terça-feira, 23 de julho de 2019

O longo e glorioso martírio de católicos na China – II

Reforma agrária foi um instrumento de luta de classes contra os patrões
Reforma agrária foi um instrumento de luta de classes contra os patrões
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: O longo e glorioso martírio de católicos na China – I



A malfadada e radical Reforma Agrária

Como os comunistas são ateus e igualitários, procuraram subverter toda a ordem social então vigente, a fim de adaptá-la à sua ideologia.

Iniciaram então uma Reforma Agrária radical, pois para eles — como para os petistas e o MST hoje no Brasil — os proprietários rurais não passam de sanguessugas e inimigos do povo, “a escória da sociedade antiga”.

O regime instigava por todos os meios, principalmente pela luta de classes, a eliminação dessa categoria “perniciosa”.