Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 2 de abril de 2019

Invasão de telecâmeras empurra fiéis para catacumbas

A invasão das telecâmeras está forçando os fiéis para se reunir em catacumbas
A invasão das telecâmeras está forçando os fiéis a se reunirem em catacumbas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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A China está instalando um novo sistema de telecâmeras de controle da população em estradas, ingressos das aldeias, denominado “Olhos Aguçados” (“Sharp Eyes”) ou, com maior hipocrisia, “Projeto de neve deslumbrante”, “Xue Liang” em chinês, noticiou “Bitter Winter” com informações da China continental.

O sistema vem se acrescentar ao fabuloso sistema de controle da população facial das cidades denominado “Crédito Social”.

Cfr. Embora não o seja, a ditadura chinesa se parece com a do Anticristo

Nasce a mais requintada ditadura rotulada “crédito social”  

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

A nova rede está adaptada às necessidades de controle e repressão nas áreas rurais e já está sendo testada em 50 cidades. O plano que visa a instalação em todo o país foi aprovado em 2016 pelo Comitê Central do Partido Comunista Chinês – PCC.

A ordem do PCC é que até 2020 seja feita a “cobertura completa de todas as regiões, a integração de todas as redes e a disponibilidade instantânea e a controlabilidade em todos os pontos”.

Residentes do distrito Baqiao de Xi’an, a capital da província histórica de Shaanxi, no centro da China, denunciaram que desde outubro 2018 houve um rápido incremento de telecâmeras de vigilância em estradas e entradas das aldeais.

Os olhos cibernéticos da ditadura invasora podem se encontrar até a menos de 30 metros um do outro, e no máximo entre a 300 a 500 metros.

Fotógrafo argentino achou telecâmeras até em toaletes. Para secar as mãos precisava tirar foto no sistema.
Fotógrafo argentino achou telecâmeras até em toaletes.
Para secar as mãos precisava tirar foto no sistema.
O jornal californiano “Los Angeles Times” calcula que na China, para 1,4 bilhões de pessoas, há já instaladas mais de 176 milhões de telecâmeras de vigilância.

O jornal escreve que já “há dois anos um residente da aldeia de Anxi, na província de Sichuan, tentava queimar um pouco de lixo quando os alto-falantes pronunciaram seu nome e endereço lhe ordenando apagar imediatamente o fogo. O homem tomou um susto, apagou o fogo e saiu correndo”.

A Radio Free Asia, afirma que o “Olhos Aguçados” está sendo embutido em telas de TV e smartphones para que a vídeovigilância atinja as casas e a intimidade das pessoas.

O maior temor dos fiéis é que o sistema esteja voltado, como muitos indícios estão deixando claro, contra quem professa uma religião.

Teme-se que o PCC tenha ordenado a inclusão de dispositivos secretos em eletrodomésticos, telefones celulares e outros dispositivos “inteligentes” para fuçar na vida privada das pessoas, usando os recursos da inteligência artificial e do reconhecimento facial.

O PCC diz que apenas quer controlar a criminalidade e garantir que as pessoas estejam seguras em suas casas.

Mas as testemunhas falam do contrário: “é como se todos tivéssemos uma corda no pescoço e fossemos conduzidos ao matadouro. Vivemos como sendo observados por um microscópio e isso é aterrorizante”.

A espionagem constante é especialmente espaventosa para as pessoas que têm religião pois incorrem no risco de sofrer sérios problemas com a máquina de opressão socialista.

As invasoras telecâmeras viraram a arma mais eficaz do regime para monitorar os locais de culto que têm aprovação do governo. E para reprimir os que não foram autorizados pelos ditadores, que por meio delas procuram identificar e prender os fiéis.

O documento interno do PCC “Coleção de casos exemplares no âmbito das operações especiais”, citado por “Bitter Winter”, descreve detalhadamente quanto gastou o regime com mecanismos eletrônicos para perseguir os chineses com fé.

Na cidade de Hebi, no condado de Xun, as despesas com telecâmeras atingiram o equivalente a 130.000 dólares [por volta de R$ 520.000] para vigiar 53 locais religiosos. Cinco deles foram fechados desde a instalação.

As telecâmeras estão sendo instaladas nas igrejas de todo o país. Em algumas delas há funcionando até oito, somando as que funcionam por dentro e por fora.

O governo registra os sermões e as informações pessoais dos presentes. E quem se opõe às revisões é punido.

Telecâmeras espionam locais de encontro dos fiéis como esta igrejinha clandestina em Qiuxi
Telecâmeras espionam locais de encontro dos fiéis
como esta igrejinha clandestina em Qiuxi. Foto de Bitter Winter
O governo também está cruzando essas informações religiosas com outros bancos de dados que reforçam a invasão cibernética e as punições.

Os fiéis denunciam que os agentes socialistas os obrigam a serem fotografados. Aqueles que perguntam o por que recebem respostas contraditórias que sugerem o pior.

Segundo fontes do Ministério de Justiça ouvidas por “Bitter Winter”, as fotos dos religiosos vão para um arquivo especial do projeto “Olhos Aguçados”.

A uma mulher evangélica de Hebei, a polícia lhe mostrou a filmagem dela resultante de 11 meses de espionagem inclusive com informações de outros fiéis amigos dela.

Com estas intimidações é quase impossível que os fiéis possam se reunir. Estão desaparecendo até os locais onde os fiéis podiam se esconder para rezar.

Mas eles perseveram se agrupando em morros, florestas ou plantações.

Durante a igualitária Revolução Cultural de Mao Tsé Tung (1966-1976), houve cristãos que cavaram refúgios subterrâneos para se encontrar, aliás como no tempo das catacumbas e das sanguinárias perseguições romanas.

No fim, contra todas as evidências, acabaram vencendo e cristianizando o Império dos Césares, que ficou todo ele oficialmente católico.



terça-feira, 26 de março de 2019

Índices económicos da China vêm sendo falsificados há anos


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Segundo o think tank americano Brookings citado pelo jornal “Le Figaro” de Paris, o crescimento real da economia chinesa vem sendo falsificado nas estatísticas do governo em dois pontos percentuais por ano.

Também o nível da poupança e os índices de investimento foram inchados.

Os números reais estariam 7% abaixo.

Segundo essa fonte, o PIB chinês verdadeiro estaria 12% por baixo do número oficial.

O estudo foi realizado por dois professores de economia e dois doutorandos das Universidades de Chicago e de Hong-Kong encomendados pelo prestigioso think tank.

Segundo “The Economist” a magnitude da distorção do PIB seria de 16%. E não são as únicas incógnitas.

Para Brookings, a falcatrua provém do próprio sistema comunista.

Os governadores de província têm que cumprir as metas fixadas no plano quinquenal de Pequim.

Se não o fizerem podem perder o cargo e até a cabeça.

Não atingido as mirabolantes metas, falsificam os números.

E como a situação piorou as distorções vêm crescendo proporcionalmente desde 1990.

Resultado: a secretaria de estatísticas de Pequim pena para avaliar corretamente o que acontece no PIB nacional.

O governo tenta novos indicadores que até incluem a poluição.

Mas o problema essencial fica em pé: ai do chefe local que não atingir a meta econômica matutada nos imensos corredores da administração marxista.

O “The Economist” observou que a China é tida como um país que manipula sistematicamente suas estatísticas.

A máquina partidária é feroz na hora de coletar os dados e mais de dois milhões de agentes vivem visitando empresas, lojas e até camelôs para que os números finais batam com as metas planificadas.

Por todo lado, cartazes imploram ao povo para cooperar. Mas dizer a verdade devora os lucros conseguidos com imenso esforço.

Então nada disso resolve a generalizada fraude.

A denúncia provem de fontes muito autorizadas da economia.

E levanta a séria desconfiança de a China estar fazendo grandes aquisições industriais e financeiras no Ocidente de que ouvimos falar todos os dias, sem possuir os fundos que diz ter.

Nesse caso os investimentos chineses em nossos países teriam muito de bolha de sabão: pagos com um número transferido pelos computadores dos bancos centrais que não correspondem a nada, parcial ou totalmente.

As economias de Ocidente então estariam sendo engolidas por um ‘tigre de papel’, que traz em seu interior uma organização ideológica comunista que visa conquistar os países que caíram tolamente no conto.


terça-feira, 12 de março de 2019

Base espacial chinesa na Patagônia tem fins “não civis”,
diz exército dos EUA

Base chinesa na Patagonia não é só civil, diz exército dos EUA
Base chinesa na Patagonia não é só civil, diz exército dos EUA

Luis Dufaur
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A desproporcionada base espacial que o governo nacionalista-populista de Cristina Kirchner concedeu à China na Patagônia causa cada vez mais preocupação na Argentina e no mundo, como pode se ver em reportagem do jornal portenho “La Nación”.

Teme-se cada vez mais sobre sua verdadeira finalidade. Recentes fatos, como o pouso de uma nave chinesa no lado escuro da Lua multiplicaram os temores.

A base dirigida pelo Exército Vermelho comunista teria também um objetivo militar.

Durante milênios as guerras e as hegemonias imperiais tinham como objetivo supremo o domínio da superfície terrestre.

Em séculos recentes, os impérios coloniais como o inglês privilegiaram o controle dos mares, e dos estreitos que controlam a navegação

Infografia publicada pela imprensa argentina
Infografia publicada pela imprensa argentina
A II Guerra Mundial transferiu essa importância ao controle do ar.

As forças aéreas – os aviões primeiro, e os mísseis posteriormente – passaram a ser determinantes para o domínio do mundo ou de continentes inteiros.

Hoje o controle do espaço e das comunicações satelitais para usos militares é campo de luta primordial para as potências.

Nesse contexto foi posta em funcionamento num local desértico e afastado uma estação espacial chinesa de observação e exploração que diz ter finalidades “pacíficas”. E isso é o que cada vez menos se acredita.

Pequim ganhou de mão beijada uma área de 200 hectares, perto do povoado de Bajada del Agrio, na província de Neuquén, na estepe patagônica.

A área é na prática um enclave soberano chinês. Funciona sem supervisão das autoridades argentinas, leia-se só vigora a lei chinesa, os trabalhadores e cientistas só são chineses, que não falam a língua do país, quase não se fazem ver e obedecem a um general vermelho.

A agência Reuters obteve acesso a centenas de páginas de documentos oficiais dos acordos, aliás secretos, assinados por Kirchner. A documentação foi revista por especialistas em direito internacional.

Os EUA consideram que a China está “militarizando” o espaço e que a estação da Patagônia, acordada secretamente com um governo corrupto é mais um exemplo de táticas chinesas predatórias da soberania das nações, explicou Garrett Marquis, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Por sua vez, Tony Beasley, diretor do Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA estima dita base pode “escutar” os satélites de outros países para surrupiar dados confidenciais.

Trinta empregados chineses trabalham e moram na base que não admite argentinos, disse a prefeita local, Maria Espinosa. Os habitantes da zona rara vez veem alguém na cidade.

Alberto Hugo Amarilla, dono de um pequeno hotel, conta que um funcionário chinês o saudou com entusiasmo pois tinha sabido que era oficial retirado do exército. O chinês era general...

Apresentando seu informe anual, no Congresso, o chefe do Comando Sul dos EUA, o almirante Craig S. Faller, manifestou sua “preocupação” porque a base chinesa pode “monitorar alvos estadunidenses”, escreveu o quotidiano “Clarin” de Buenos Aires.

Os perigos da penetração informática militar da China na Argentina atingem toda a América do Sul.

Eles são acrescentados pela expansão de empresas engajadas com a telefonia celular, como a Huawei e a ZTE que “penetraram agressivamente na região”, com uma estratégia que “põe em risco a propriedade intelectual, dados privados e segredos de governo”.

O Pentágono considera, além do mais, que essas empresas incluem dispositivos nos smartphones que comercializam para grampeá-los e repassar os dados à China.

De maneira análoga, segundo a agencia britânica Reuters a base chinesa age como uma “caixa preta” para registra toda espécie de informações sensíveis.

Segundo militares citados pela revista Foreign Policy a forma do imenso radar revela que é usado para reunir informação sobre a posição e as atividades dos satélites militares americanos. E sublinham que a China fala muito de um espaço livre de armas, mas é a primeira em não respeitar o que diz.

Base funciona como território soberano chinês.
Base funciona como território soberano chinês.
No Congresso estadunidense, o almirante Faller elencou entre as “principais ameaças” à paz mundial, a Rússia, a China, o Irã, e seus “aliados autoritários” de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

O jornal portenho “Clarín” publicou fac-símiles do tratado secreto que confirmam esses temores.

O tratado cria “uma zona de exclusão”, que tem um raio de até 100 kms em volta dos 200 hectares. Nessa “zona de exclusão”, os civis argentinos não poderão acionar aparelhos que usem ondas de rádio “como equipamentos domésticos, dispositivos para carros,” etc.

O prefeito de Bajo del Agrio, a localidade mais próxima à base, Ricardo Fabián Esparza, usou uma metáfora caseira para dizer que tudo se passa como se os chineses quisessem espionar até as peças íntimas de nosso vestuário.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

No país modelo da Ostpolitik vaticana, Marx é o único deus

Interrogatório policial na China
Interrogatório policial na China
Luis Dufaur
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O Partido Comunista Chinês reforçou o velho dogma marxista na nova versão do livro obrigatório “Normas Disciplinares do Partido Comunista Chinês”.

A proibição de acalentar qualquer crença religiosa foi acentuada com maiores castigos para quem dentro do Partido deixe transparecer fé ou simpatia religiosa, noticiou o site Bitter Winter, especializado na repressão contra todas as religiões na China.

O Departamento de Organização do Partido difundiu um vídeo de cinco minutos denominado “microaula partidária” para, segundo seu website, fornecer “uma moderna educação a distância para os membros e dirigentes do partido em todo o país”.

O vídeo encoraja os inscritos a enfatizar a “tolerância zero” contra correligionários que revelem alguma simpatia pela religião.

O vídeo ensina que tampouco os membros aposentados do Partidão podem acreditar na religião ou participar de cultos.

Se assim fizerem serão expulsos do Partido, ficando privados de bolsas, aposentadorias e outros benefícios.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Coreia do Norte enganou Ocidente com bases atómicas secretas

Base secreta de Sino-ri. Foto de European Space Agency
Base secreta de Sino-ri. Foto de European Space Agency
Luis Dufaur
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Após foguetes atômicos intercontinentais caírem sobre seu próprio território, a Coreia do Norte anunciou o fim de seu programa nuclear e o fechamento das instalações criadas para esse fim. (cfr. Míssil de Kim Jong-un destrói cidade de seu próprio país)

O embuste enganou muitos ingênuos ocidentais. Para explicar a mudança de 180º do ditador comunista, esses ingênuos chegaram até a atribuir a causa a uma feliz intercessão da China comunista, que é o regime que esquenta as costas do bravateiro ditador de Pyongyang.

Até a equipe do presidente Trump pareceu cair no conto e foram feitos encontros entre o líder da maior potência mundial com o déspota do país infeliz, transformado num favelizado ninho de ratos marxista.

Mas, a mentira tem pernas curtas.

De fato, o ditador Kim Jong-un só estava aplicando um velho truque. Menti, menti, que algo ficará, dizia o panfletário Voltaire. E quanto diante do criminoso agressor há um pacifista empedernido, a mentira pega mesmo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Milagres da fidelidade católica sob a perseguição comunista

Refeição num seminário clandestino não-identificado
Refeição num seminário clandestino não-identificado
Luis Dufaur
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Wang Jie é um diácono católico que se prepara para o sacerdócio na Igreja clandestina chinesa. O nome é fictício pois corre risco de cair nas mãos da polícia, mas narrou sua história para ACIDigital.

Ele nasceu “em uma região onde a maioria das pessoas é pagã”. Nenhum de seus parentes era católico e seus pais “nunca tinham ouvido a palavra ‘cristianismo’”.

Mas um dia sua mãe ficou doente e os hospitais não conseguiam cura-la. Foi então que viram uma cruz num local que eles imaginaram ser um centro médico. Mas era uma igreja católica onde uma religiosa curou a mãe de Wang.

Eles voltaram para agradecer aquela “senhora” e a religiosa lhes falou pouco a pouco da fé. A família ficou muito interessada e afinal todos foram batizados quando Wang tinha 8 anos.

“Nós sabemos que isso foi um milagre para que pudéssemos conhecer a fé. Deus nos guiou à sua casa”, afirma ele.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O comunismo cerceou o Natal,
mas sente que seus días estão contados

Natal na China foi visto como atividade ilegal. Foto arquivo
O Natal na China foi visto como atividade ilegal. Foto arquivo
Luis Dufaur
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Nem luzes de cores, nem árvores, nem guirlandas de qualquer tipo, ainda que despojadas de qualquer alusão religiosa.

Obviamente, nem presépios nem a contrafação de São Nicolau mais conhecida como Papai Noel, suas renas e trenó.

Puro ateísmo materialista anticristão e antiocidental. Banidas todas as formas que podiam trazer alguma alegria ao espírito e elevar os pensamentos.

Assim o determinaram as autoridades da cidade de Langfang, na província de Hebei, no coração da China. Todo e qualquer símbolo ou exibição natalina foi banido das ruas e das lojas, noticiou o “The New York Times”.

E isso após o “acordo provisório” com a Santa Sé que prometia segundo a diplomacia vaticana aproximar o cristianismo do feroz materialismo de Xi Jinping.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Bispo sequestrado: comunismo
aproveita insensibilidade do Papa Francisco

Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Mons Pedro Shao Zhumin, obispo de Wenzhou (Zhejiang), sequestrado pela polícia.
Luis Dufaur
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Simultaneamente à patética viagem do Cardeal Zen a Roma para fazer um derradeiro pedido de auxílio ao Papa Francisco, a agência AsiaNews informou que o bispo de Wenzhou (Zhejiang), Mons. Pedro Shao Zhumin, foi sequestrado pela polícia no dia 9 de novembro (2018) e foi conduzido a um local afastado durante “10 ou 15 dias”.

Estes sequestros acompanhados de torturas e tentativas de “lavagem de cérebro” não são novidade e a polícia os define cinicamente como “períodos de feiras”.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Perseguição anticristã em nome do pacto Vaticano-Pequim

O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã e os policiais alegando que é em acordo com o Papa
O povo fiel está vendo a onda de destruição anticristã
e os policiais alegam que estão aplicando o acordo com o Papa!
Luis Dufaur
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O “pacto provisório” entre a Santa Se e o governo marxista de Pequim está se revelando ser o que seus opositores sempre denunciavam: um instrumento de perseguição anticristã.

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, arcebispo emérito de Hong Kong e um dos mais respeitosos mas firmes opositores à esse iníquo pacto, tinha anunciado que se a política vaticana de aproximação com o comunismo assinava dito acordo, para ele só ficaria se retirar a uma vida de recolhimento.

Mas, ele recebeu horrorizado relatos enviados da China continental sobre a perseguição contra o catolicismo – e em todas as suas tendências.

Trata-se de sequestros de sacerdotes, profanações de templos, saques, violências e até mortes praticados pela polícia comunista alegando estar fazendo a vontade do Papa Francisco expressa no “pacto”.

Então, malgrado sua avançada idade foi a Roma para tentar um derradeiro gesto que tocasse o coração do pontífice tão endurecido em relação aos fiéis católicos chineses.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasão económica chinesa da América Latina

A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
Luis Dufaur
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A antena chinesa na Patagônia alta como prédio de dezesseis andares que pesa 450 toneladas e que está sob o comando do Exército vermelho, é apenas um símbolo do expansionismo da potência marxista asiática na América Latina.

O desafio aos EUA é evidente, reconheceu o jornal “The New York Times”.

Mas a penetração chinesa na América do Sul é muito mais ampla, insidiosa e astuta do que se pode pensar.

“Pequim vem transformando as dinâmicas da região, desde dirigentes e empresários até a própria estrutura das economias, inclusive das dinâmicas de segurança”, disse Evan Ellis, professor de Estudos Latino-americanos da Escola Superior de Guerra do Exército dos EUA, informou o mesmo “The New York Times”.

No nosso continente, o plano do presidente comunista Xi Jinping é de longo alcance. Se a antena da Patagônia pode ser comparada a um peão de xadrez, a penetração econômica chinesa é a Rainha da jogada.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Apocalíptica capitulação diante do Anticristo comunista

Bispos compactuados com o Anticristo marxista deverão dirigir a Igreja?
Luis Dufaur
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O comunicado de imprensa da Santa Sé informando a assinatura de um pacto com os algozes marxistas de Pequim confirmou laconicamente o que há tempo vinha sendo temido.

Com uma astúcia: o acordo é secreto e ‘provisório’. Os fiéis deverão obedecer a um texto desconhecido com a inércia de um cadáver.

Não parece verdadeiro, escreveu o vaticanista Marco Tosatti, que uma ditadura sanguinária e desumana, que mantém milhões de em campos de concentração receba a tarefa de escolher os bispos que governarão a grei de Jesus Cristo.

E isso por meio de uma Associação Patriótica, mera emanação burocrática do Partido Comunista.

Seria, acrescentou Tosatti, como se Pio XI e Pio XII tivessem confiado ao III Reich a eleição dos candidatos ao episcopado.

O Acordo Provisório, diz o comunicado da Santa Sé “e fruto de uma gradual recíproca aproximação ... ele trata da nomeação dos bispos ... e cria ... as condições para uma mais ampla colaboração bilateral”.

O Cardeal Joseph Zen anunciava que esse acordo abriria a estrada para um cisma, pois criaria um ente eclesiástico na China em ruptura com dois mil anos de história da Igreja.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Base chinesa na Patagônia:
peão de ousada manobra do xadrez de Pequim

Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Estação de 50 milhões de dólares é dirigida por órgão das forças armadas chinesas
Luis Dufaur
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Uma antena gigantesca de metal resplandecente surge isolada e misteriosa numa área desértica da Patagônia. Ela tem uma altura equivalente a um prédio de dezesseis andares.

O dispositivo central pesa 450 toneladas e serviria para controle de satélites e missões espaciais chinesas. Por isso mesmo o comando está nas mãos do Exército vermelho.

A enigmática base solitária é um dos símbolos mais impactantes da estratégia de Pequim desafiando os EUA na América Latina, escreveu o jornal “The New York Times”.

A estação é plenamente operacional desde março e a China alega estudar a Lua. As condições em que foi iniciada foram estritamente ilegais. Por fim o governo Kirchner arrancou uma aprovação do Congresso para abafar o escândalo.

O segredo da negociação, construção e finalidades suscitou debate na Argentina sobre os riscos do país ser arrastado à órbita de influencia do comunismo chinês.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Embora não o seja,
a ditadura chinesa se parece com a do Anticristo

Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii, aplicado em Pequim.
Software de reconhecimento facial da empresa de inteligência artificial Megvii,
aplicado em Pequim.
Luis Dufaur
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Em Zhengzhou, um policial com óculos de reconhecimento facial pegou um contrabandista de heroína numa estação ferroviária.

Em Qingdao, câmaras guiadas por inteligência artificial identificaram duas dezenas de criminosos num festival de cerveja. Em Wuhu, identificaram um suspeito de homicídio enquanto ele comprava comida de um camelô, segundo reportagem de “La Nación”.

Essa tecnologia manipulada com sabedoria poderia ser muito útil. Mas não é o que os chineses temem.

Eles estão vendo erguer-se um futuro autoritário, no qual o reconhecimento facial e a inteligência artificial servirão para identificar e controlar a liberdade de 1,4 bilhão de pessoas num sistema de vigilância nacional sem precedentes.

Na China está morrendo a ideia de que a tecnologia veio trazer mais liberdade e conexão. O monstro está aí: o controle universal implacável.

Nas estações de trem, as câmaras escaneiam sem cessar; nas ruas telões exibem os rostos dos pedestres que alguma vez não respeitaram as leis do regime e a lista dos inadimplentes; nos complexos habitacionais registram quem e quando entrou ou saiu.

O número estimado de câmaras de vigilância em funcionamento é de 200 milhões, 400% a mais que nos EUA.

Outros sistemas rastreiam o uso da internet, os ingressos em hotéis, as viagens de trem ou de avião, inclusive os trajetos de carro.

terça-feira, 3 de julho de 2018

No berço da China: perseguição assanhada
contra todo símbolo de Cristo

Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Luis Dufaur
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Com escavadeiras, braços mecânicos e martelos pneumáticos, agentes socialistas de Anyang (em Henan, província berço da civilização chinesa) demoliram uma Via Sacra erigida na trilha que leva até o mais antigo local de romaria na China: o santuário de Nossa Senhora do Carmo em Tianjiajing, noticiou a agência AsiaNews.

As 14 estações da Via Sacra gravadas em ardósia, representando os vários passos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo com desenhos e gravados em estilo chinês com meditações que estimulam a devoção.

Há anos que o governo ameaçava essa destruição além do Santuário da Virgem do Carmo que coroa a montanha dominando um cenário panorâmico.

A construção da piedosa Via Sacra foi iniciativa do missionário do Pontifício Instituto para as Missões no Exterior, Mons. Stefano Scarella, vigário apostólico em Henan setentrional, para agradecer a liberação do extermínio dos católicos ameaçados por fanáticos pagãos Boxers em 1900.

A Via Sacra foi concretizada entre os anos 1903-1905. O Santuário foi danificado na Segunda Guerra Mundial e durante a Revolução Cultural marxista ordenada por Mao Tsé Tung. Em todas às vezes, foi reconstruído.

terça-feira, 19 de junho de 2018

2018: ano da grande “fake news” sino-vaticana?

Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Bispos ilegítimos vão a proferir subserviência ao PC
durante a IX Assembleia do Partido em Pequim.
Luis Dufaur
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Na China um “pusillus grex” (uma pequena grei) está sendo perseguida por um gigantesco poder ateu.

Até pouco a cruel alternativa era “se render ou o martírio”.

Agora é “se render com o estimulo do Vaticano ou voltar para as catacumbas”, explicou o Card. José Zen, bispo emérito de Hong Kong para “AsiaNews”.

Mas, por que o Vaticano faz isso? Ele não percebe muitas igrejas e prédios católicos sobrevivendo nas comunidades ‘subterrâneas’, como em Hebei e Fujian?

Em grandes cidades como Shanghai, muitos fiéis assistem à missa dominical em casas privadas. O Vaticano não sabe disso?, indagou o purpurado

De fato, a influência local dos católicos força as autoridades marxistas a tolerarem um certo grau de “liberdade para os pássaros fora da jaula”. Mas agora o Vaticano vai ajudar o governo a empurrar todos para dentro da gaiola.

Isso é uma novidade absoluta! Isso sim faz HISTORIA!, exclama o Cardeal.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Nasce a mais requintada ditadura
rotulada “crédito social”

Comprar ou não comprar? Comer ou não comer?
O sistema socialista do 'crédito social' dirá se você pode e o que é que pode. ç
Crédito: Kevin Hong
Luis Dufaur
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A rama financeira de Alibaba, o maior conglomerado de comércio eletrônico do planeta aliás chinês, já passou a incluir em seu sistema o 'Zhima Credit'.

Esse apresenta no smartphone um inexplicado número de três cifras, entre 350 e 950.

O jornalista de “La Nación” de Buenos Aires constatou que seu número era 654, uma qualificação considerada 'excelente'.

Muito poucos sabem o que significa. Trata-se da entrada no sistema de pontuação social aplicado por Alibaba, para julgar seus clientes.

Oficialmente é uma nota à conduta dos usuários e um indicador da confiança que merecem.

O algoritmo que fixa a qualificação é extremamente opaco, e considera o que compram, a quem, multas e conduta face aos créditos bancários.

A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses. O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
A bicicleta é tudo para muitos milhões de chineses.
O 'crédito social' dirá quem pode usá-las, quando e como. Rua de Suzhou.
Os usuários melhor cotados podem usar sala VIP em aeroportos, alugar sem fazer depósitos de garantia ou receber empréstimos em condições mais favorecidas.

Uma das principais locadoras de bicicletas de China, Mobike, vai usar a pontuação para penalizar os usuários de baixa nota: terão que pagar o dobro.

E os qualificados como 'deficiente' terão que pagar até cem vezes mais.

O preço fica inacessível e não terão bicicleta.

Deixar a bicicleta em local improprio ou danifica-la, violar regras do trânsito, implicará queda na qualificação.

Mas isso não é um sistema empresarial: se trata das primeiras penetrações do “crédito social” que o governo comunista aprovou em 2014 e que está introduzindo paulatinamente.

Em seu bojo contém o mais orwelliano sistema de repressão política.

Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura.
Tirou uma selfie? Um número dirá se você ou seus amigos
são 'bons' ou 'ruins' para a ditadura. Crédito: Kevin Hong
Essa começa dissimulada sob rótulos como 'credibilidade jurídica'; 'honestidade comercial', 'integridade social' ou ter manifestado nas redes sociais ideias que desagradam ao regime.

Até a pontuação dos amigos afetará aos cidadãos que lhe são próximos.

O sistema, ainda não inteiramente implantado, parece de ciência ficção.

Em março, a Comissão Nacional para Reforma e Desenvolvimento anunciou que os faltosos na administração serão punidos com a proibição de viajar em avião e em trem de alta velocidade.

Aqueles que tenham pendências na Justiça ou dívidas importantes serão atingidos. O veto durará um ano e será emendável.

Em 2017, 6,15 milhões de pessoas foram excluídas desses transportes públicos.

A jovem Pang [nome fictício por segurança] conta:

“fiquei sabendo que não poderia voar quando tentei comprar uma passagem pela internet. Apareceu uma página dizendo que estava na lista negra e que teria que procurar um transporte alternativo”, disse a “El País” de Madri.

Sua única alternativa era um trem que demora mais de 14 horas.

O mais grave é o modo como se cria a lista negra. O pai de Pang não pode pagar um crédito no banco, então a filha foi castigada, malgrado ela tenha obtido um refinanciamento do próprio banco.

A lista negra se irá sofisticando na medida em que se digitalizem ou integrem os diferentes bancos de dados pessoais já existentes.

Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô, o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime.
Viajando? Um número dirá se você pode pegar o metrô,
o trem ou o avião em função da fidelidade ao regime. Crédito: Kevin Hong
Segundo o governo, o propósito é “restringir os movimentos e operações daqueles que não são confiáveis”.

As pessoas julgadas “incômodas” pelo regime terão cerceadas suas liberdades mais básicas, segundo denunciou Human Rights Watch.

Não há mecanismo de defesa para os “desqualificados” como Pang.

O Grande Irmão chinês está cada vez mais onipresente e onipotente, conclui “El País”.

O modelo é exportável como a tecnologia chinesa.

E uma nova raça de párias se espalhará pela Terra selecionada e condenada por computadores manipulados pelo Partido Comunista sob o rótulo de “crédito social”.

Alguém poderá dizer que qualquer parecido com o 666 do Apocalipse não é mera coincidência:

“16. (...) conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte,

17. e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome” (Apocalipse, 13, 16-17).


terça-feira, 5 de junho de 2018

Vaticano “entrega a Igreja
a uma marionete do comunismo”

Segundo Mons. Sánchez Sorondo China é
o país onde melhor se aplica a doutrina social da Igreja.
Fotomontagem com encenação das torturas atuais aos cristãos.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O âncora do programa da ETWN The World Over, Raymond Arroyo abordou o tema do crescente relacionamento entre a Santa Sé e a China marxista, e disparou ao Cardeal Zen, bispo emérito de Hong Kong que estava sendo entrevistado:

“Agora sabemos que um dos objetivos do presidente Xi é inculcar o pensamento comunista combinando-o com a teologia”.

E indagou ao purpurado: “o Sr. se preocupa achando que o Vaticano pode ficar nas mãos deles? O objetivo declarado deles é misturar a agenda comunista com as religiões existentes. É isso o que está acontecendo neste caso?”, registrou InfoCatólica.

O jornalista americano parecia não habituado às atividades da Teologia da Libertação na América Latina e à sua livre entrada no Vaticano no atual pontificado, não percebendo que a tentativa marxista já está em avançado estado de infiltração.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A estrategia chinesa do Papa Francisco
e o “nos emporcalhamos” de Pio VII com Napoleão

A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista conduz a um desastre historicamente comprovado
A estratégia do Papa Francisco em face da China comunista
conduz a um desastre historicamente experimentado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O acordo pretendido pelo Vaticano com Pequim travestido de restabelecimento de plenas relações diplomáticas evoca precedentes infelizes, segundo o Prof. George Weigel, historiador e maior biógrafo do Papa João Paulo II, vertido em artigo para Slate. 

Ele menciona os exemplos da Itália de Mussolini e do Terceiro Reich de Hitler. Os ditadores acabaram violando sistematicamente as Concordatas assinadas com a Santa Sé.

Os diplomatas vaticanos parecem seguir a mesma estrada desastrada, e como o próprio Papa Francisco ignorariam as advertências que vêm dos bispos fiéis desde a China escreve Weigel.

Eles se encaminham a violar o próprio Direito Canônico onde diz que “não se concede às autoridades civis direito ou privilegio algum na eleição, nomeação, de apresentação ou de designação dos bispos”.

A sabia norma é ainda mais necessária em face de um regime violador cotidiano dos direitos humanos com demonstração de grande crueldade.

A diplomacia vaticana parece não querer ver os fracassos dos acordos com os ditadores populistas e igualitários que violam inescrupulosamente a palavra empenhada.

domingo, 27 de maio de 2018

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bispos cismáticos chineses dão poder sem limites a perseguidor supremo

Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista (na foto sessão 12ª) em Pequim
Bispos ilegítimos numa sessão do Congresso da China comunista
(na foto sessão 12ª) em Pequim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Três bispos cismáticos chineses que também são deputados pelo Partido Comunista, participaram no XIII Congresso Nacional do Povo (NPC) que em março de 2017 aprovou 21 emendas da Constituição chinesa e acrescentou no Preâmbulo o “Pensamento de Xi Jinping”, noticiou “Infocatolica”.

A emenda mais significativa na historia do comunismo chinês é a quinta denominada “sanweiyiti” (três cargos em una só pessoa). Essa unificou as três máximos poderes na pessoa de Xi Jinping: Secretário Geral do Partido, Chefe de Estado e Presidente da Comissão Militar Central.

E tudo isso sem fixar limites de tempo em qualquer caso. Xi será líder máximo de por vida.

As intenções de voto são desconhecidas, mas ai daquele que vote desafiando o chefe supremo. A simples presença dos três bispos excomungados implica em um voto positivo à pior ditadura da China.

O bispo José Huang Bingzhang foi excomungado publicamente pela Santa Sé em 2011. Ele foi designado pelo governo para se apossar da diocese de Shantou.

Foi em favor dele que a Santa Sé pediu ao bispo ordinário legítimo da diocese, Mons. Zhuang Jianjian, que renunciasse.