Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Destruições impiedosas

O crucificado removido da igreja de  Xiahuang  (imagem fornecida por um informador interno)
O crucificado removido da igreja de  Xiahuang
(imagem fornecida por um informador interno)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Enquanto afundava a “diocese modelo” do Acordo de capitulação vaticana em favor do marxismo pequinês, o famoso santuário de Nossa Senhora das Sete Dores em Dongergou, perto de Taiyuan (Shanxi) era destruído impiedosamente.

Ele foi substituído por um prédio “achinesado” que lhe tira toda expressão católica, noticiou a agência AsiaNews.

O santuário tem uma porta solene, chamada de “Porta do Paraíso”, no alto de uma grande escadaria, a qual os fiéis sobem de joelhos.

O governo simplesmente alegou que precisava fazer uma autoestrada que passasse por ali...

As numerosas imagens católicas, cruzes e sinos foram removidos.

O santuário de Guizhou também corre risco de destruição, e o termo mais apropriado para o que está sendo feito é o olhar indolente e risonho do Papa Francisco.

Na última romaria, a polícia fez exibição desproporcionada e desnecessária de força. Só os sacerdotes locais de Taiyuan puderam celebrar.

Polícia prende fiéis que rezavam em casa
Polícia prende fiéis que rezavam em casa
Muitos fiéis ainda subiram a grande escada de joelhos, implorando a preservação da “Porta do Paraíso”.

Todos os anos, no dia 15 de setembro, dezenas de milhares de peregrinos provenientes de todas as partes da China visitam o santuário.

Bitter Winter acrescentou que as autoridades ateias observaram que o Santuário de Nossa Senhora dos Sete Dolores deveria ser demolido pois nele “havia cruzes e estátuas demais”.

Hipocritamente, a administração socialista qualificou a destruição como “renovação e correção”, impedindo que qualquer um se aproximasse do local sem licença.

As estátuas foram removidas, os dois andares superiores foram demolidos e a imponente construção católica foi transformada num prédio estilo chinês que faria as delícias dos nossos promotores de arte moderna.

Durante a reforma “cultural” a prefeitura desativou os celulares da área, enquanto uma centena de policiais bloqueava as estradas que conduziam ao santuário.

Até os celulares dos operários eram inspecionados, e fotos ou imagens apagadas.

A prefeitura não queria danificar a imagem do Partido Comunista e os policiais percorriam as ruas da aldeia vizinha para impedir que os fiéis “criassem problemas”.

Um velho fiel comparou o temor do regime ao que aconteceu durante o massacre da Praça Tiananmen em 1989, quando os estudantes esmagados foram acusados de contra-revolucionários e seus familiares não puderam sequer ver seus cadáveres.

Juventude comunista de Jiangxi declarou que 'Jesus é Deus dos ocidentais' mas cultua-lo na China é traição
Juventude comunista de Jiangxi declarou que 'Jesus é Deus dos ocidentais'
mas cultua-lo na China é traição
Bitter Winter acusa o Acordo entre a Santa Sé e a China de 2018 como o grande responsável dos atropelos socialistas atuais.

Em setembro de 2019 foi arrancada a imagem do santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Tianjiajing, Henan, e um altar de mais de 100 anos foi enterrado numa fossa comum.

O decano de uma igreja católica disse a Bitter Winter que com essas destruições religiosas o governo quer deixar claro que igreja alguma pode-se achar acima do Partido Comunista.

O sacerdote deduziu: “atualmente o poder do Partido não é estável. Temem ver a Igreja Católica unida, e a perseguem pois pensam que os católicos podem se rebelar e ‘criar problemas’”.


quarta-feira, 25 de março de 2020

Igreja é vilipendiada na China, Francisco sorri...

Igreja de  Xiahuang esvaziada
Igreja de  Xiahuang esvaziada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Vincenzo Guo Xijin, bispo despojado de sua diocese de Mindong (Fujian) em consequência do Acordo entre o Vaticano e o PC chinês foi enxotado de sua residência, tendo de dormir como um ‘sem teto’ na porta daquela que foi a sua Cúria e Casa do Clero em Luojiang, noticiou entristecida a agência AsiaNews.

As autoridades comunistas lhe entregaram a ordem de despejo, extensiva aos sacerdotes que trabalham com ele.

E para apressar a saída deles lhes foram cortadas a eletricidade e a água.

O cínico pretexto utilizado foi o de segurança... Um cartaz afixado diante da Cúria ‘informa’ que o prédio construído há 10 anos não respeita as regras contra incêndio!

Na verdade, não passou de mera hostilização, pois o bispo e os sacerdotes se recusam a aderir à “Igreja independente”.

Mons. Guo Xijin – escreve o especialista Pe. Bernardo Cervellera – é uma das “vítimas” do acordo sino-vaticano, que se utiliza da diocese de Mindong para um “projeto piloto” de sua aplicação.

Pelo acordo, o Papa Francisco levantou a excomunhão do “bispo patriótico” Vincenzo Zhan Silu, e ordenou que o bispo titular fiel a Roma Mons. Guo ficasse como auxiliar.

A casa do clero de Luojiang antes de ser fechada pela ditadura do Acordo Secreto
A casa do clero de Luojiang antes de ser fechada
pela ditadura do Acordo Secreto
A grande final do acordo foi que Mons. Guo foi posto na rua, e do modo mais humilhante possível.

Nesses mesmos dias, pelo menos cinco paróquias foram fechadas sob a alegação de terem forjado normas anti-incêndio.

Entre estas estão duas grandes paróquias: a de Fuan, com mais de 10 mil fiéis, e a de Saiqi, com cerca de 3 mil.

O pároco de Fuan, Pe. Liu Guangpin, 71anos, foi um dos que reconstituíram a vida da Igreja após as perseguições maoístas.

Agora não tem onde morar nem onde celebrar a missa. Por sua vez, o pároco de Saiqi, Pe. Huang Jintong, 50 anos, foi simplesmente expulso da cidade.

Também em Saiqi, o governo fechou uma casa para idosos desamparados, administrada pelas Pequenas Irmãs da Misericórdia e Caridade.

O hospital funcionava há 20 anos, e vários anciãos ficaram literalmente na rua. Na paróquia de Suanfeng a polícia baniu o sacerdote que se negou a aderir ao cisma.

O bispo nomeado pelo Acordo passou a paróquia para um padre da Igreja submissa ao PCC.

Enquanto isso, os fiéis católicos de Fuan fazem vigília dia e noite no templo onde foram cortadas a luz e a água.

Muitos denunciam o “bispo patriótico” Mons. Zhan Silu pelo fato de não defender a liberdade da Igreja, e se “assemelhando mais a um político que a um pastor”.

Mas, infelizmente, isso é decorrência imediata do malfadado acordo com o Vaticano.

Mons. Zhan não se incomoda com a Igreja, e se empenha em assediar os sacerdotes que não assinaram a adesão à igreja do Estado comunista ao insistir que essa foi a instrução dada pela Santa Sé em orientações recentes.

Casa de Misericórdia católica fechada em Saiqi.
Casa de Misericórdia católica fechada em Saiqi.
Pelo menos 20 sacerdotes dos 57 existentes na diocese não quiseram assinar o documento de adesão, por verem nele apenas “o início de uma maior perseguição e controle”, que fará deles meros “funcionários do Partido”, submissos aos diktats comunistas.

Enquanto isso o governo está disposto a erradicar qualquer elemento que não se submeta à sua autoridade, não respeitando nem mesmo o “bispo patriótico” Mons. Zhan Silu.

Esse mesmo governo ameaça represálias às famílias dos sacerdotes, desalojando-os de suas casas ou lhes retirando o emprego.

Alguns sacerdotes falam de “excessiva leviandade” por parte Santa Sé, e “já é hora de a Secretaria de Estado do Vaticano acordar de seu sono e reconhecer o erro e não se tornar cúmplice desta situação”, dizem.


Fiéis de Saiqi assistem impotentes à invasão policial 
da casa para idosos desamparados, das Irmãs da Misericórdia




Na igreja de Fuan os fiéis rezam à luz das velas, 
porque a polícia cortou a força e a água




quarta-feira, 18 de março de 2020

Inteligência artificial: fingir até conseguir

O objetivo da IA da China está a serviço do Exército do Povo
O objetivo da IA da China está a serviço do Exército do Povo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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continuação do post anterior: A guerra da inteligência artificial “baseada no engano” (Sun Tzu)



A estratégia chinesa se resume na frase “fingir até conseguir”, escreveu o jornalista Vincent Lorin, especializado em tecnologia e comércio, no artigo “A inteligência artificial chinesa chega à Europa blefando?”, reproduzido por VoxEurop.

E multiplica os exemplos como o de uma antiga empresa de comércio de leite em pó de Xangai que se tornou por arte de magia em “especialista em IA”.

Depois de mudar o seu nome para DeepBlue, nome que evoca um mítico computador da velha IBM, vendeu robôs de limpeza para aeroportos, estações ferroviárias e hospitais chineses.

Recebeu em dois anos centenas de milhões de dólares de uma nuvem de bancos e empresas, biombo do governo marxista, e se apresenta em seu site como “World Class AI maker”.

Tal empresa lançou-se à conquista do Sudeste Asiático por meio da Tailândia, e prometeu à Europa o “ônibus inteligente Panda”.

Esse seria um veículo autônomo capaz de reconhecer a palma da mão do dono, e que o ex-atravesssador de leite em pó promete ser uma maravilha tecnológica.

Quem presta atenção nestas ofensivas, diz Lorin, e procura clareza ou transparência acaba por encontrar coisas surpreendentemente estranhas.

A genial inventora do “ônibus inteligente Panda” não pode explicar como é que sua equipe de investigação e desenvolvimento concebeu esse prodígio tecnológico.

A fábrica diz que empregou “mais de 100 doutores e pós-graduados”.

Apenas cinco meses antes dizia que foram mais de “30 doutores e pós-graduados”.

Porém, nem os jornalistas chineses conseguem qualquer informação crível dos principais engenheiros e cientistas que estariam por trás da IA da empresa.

Declarações bizarras e exuberantes da liderança socialista na mídia ocidental e chinesa agravam a estranheza.

Em novembro de 2018, o vice-presidente da DeepBlue, Liu Feng-Yi, afirmou que o ônibus autônomo da empresa já funcionava em 200 cidades na China e em 500 cidades em todo o mundo.

Mas, de acordo com o Financial Times, o maravilhoso Panda era testado em 10 cidades à “espera de mais 10 até o final de 2019”, incluindo, hipoteticamente, Bancoc e Atenas.

Lorin fala de “onda mágica” para se entender os fabulosos anúncios da mídia ocidental sobre a entrada chinesa em IA europeia.

Porque é de magia que se trata, não de verdadeira tecnologia.

Bus Panda autodirigido maravilha tecnológica que ninguém sabe quem fez
nem se de fato funciona ou existe
Em março de 2018, anunciava-se que os biombos do PC chinês cooperavam com a Fondazione Magna Grecia, uma entidade do sul da Itália de nome pomposo, mas de consistência esquálida.

O objetivo seria “acelerar a transformação digital das cidades italianas por meio da IA” garantindo que serão preservados “todos os requisitos de privacidade europeus”.

Para afastar desconfianças... em junho de 2019, a mídia trombeteava o evento em Atenas intitulado “Chinese AI arrives in Europe”.

Alardeava que a “líder global em aplicações baseadas em IA” levava à Europa suas mais recentes inovações “para mudar radicalmente o transporte público, os métodos de pagamento e o ambiente urbano em geral”, prometendo “investimentos”, “criação de empregos” e “transferência de tecnologia”.

A mesma mídia ocidental nada dizia sobre o comércio de leite em pó de Xangai, único produto histórico conhecido da DeepBlue, “World Class” da IA.

Cedo ou tarde – verifica o jornalista – todos os que acreditaram na astúcia chinesa de “fingir até conseguir” acabaram caindo num escândalo deplorável ou num fiasco logo sepultado.

Os revezes, contudo, não contam para Pequim: seus pesos pesados precisam penetrar toda a estrutura digital da Europa.

Não é questão de comércio, trata-se de conquista, e de fundo policial-militar.

A Huawei assinou 28 contratos com operadoras de telecomunicações na Europa, incluindo a implantação das redes 5G em alguns estados membros, malgrado as continuadas advertências de a empresa chinesa ser uma extensão do Exército vermelho.

Os chineses se afobam para investir em indústrias que desenvolvem intensivamente a IA e oferecem cifras fabulosas em rondas de financiamento conduzidas por macro-investidores ocidentais.

Se tivessem tantas e melhores IA não o fariam. Fazem porque não têm e precisam, para depois dominar seus financistas!

E, sobretudo, porque querem assumir o controle dos sistemas ocidentais e controlar seus cidadãos.

Há tempos eles têm um fim supremo fixado: a hegemonia socialista chinesa, que não poderá ser senão ditatorial sobre aqueles que acreditaram no “conto chinês”.



quarta-feira, 11 de março de 2020

Controle socialista do coronavírus

Surto de coronavírus é pretexto para reforçar a ditadura policialesca
Surto de coronavírus é pretexto para reforçar a ditadura policialesca,
onde o vírus circula e onde ... não circula
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na crise do coronavírus, agora denominado Covid-19, a ditatorial máquina de controle socialista da população não parou de funcionar. Pelo contrário, a epidemia lhe serviu de pretexto para ficar mais rija.

O jornal argentino “La Nación” cita o caso de um homem de Hangzhou que ao voltar para casa foi abordado pela polícia.

Seu carro fora identificado perto de Wenzhou, onde havia um pequeno surto de coronavírus, mas muito longe do epicentro da epidemia.

A polícia lhe ordenou ficar recluso em casa por duas semanas. Aconteceu de ele ter saído dois dias antes do previsto, e acabou sendo identificado por uma câmara de reconhecimento facial nas cercanias da cidade.

Desse jeito, o coronavírus acabou por dar uma “justificação” ao regime para intensificar os métodos de controle social.

Se um infectado com coronavírus pega um trem, o sistema de identificação facial pode fornecer a lista das pessoas que sentaram perto dele.

Nem as máscaras impedem o reconhecimento facial pela polícia
Nem as máscaras impedem o reconhecimento facial pela polícia
Aplicações de celular avisam se o passageiro pegou um trem ou um avião com um portador do vírus, e mapas virtuais marcam os prédios onde moram pacientes infectados.

Os fornecedores de telefonia rastreiam silenciosamente os movimentos de seus clientes. A China Mobile transformou isso num argumento de propaganda junto aos habitantes de Pequim, ou seja, de que a empresa é capaz de mapear os lugares onde estiveram nos últimos 30 dias.

De pânico da doença, os cidadãos vêm aceitando mais essa intromissão na vida particular.

O epidemiólogo Li Lanjuan disse pela TV do governo que “agora é diferente” e que “temos de fazer pleno uso de todas as novas tecnologias para conter a infecção”.

A empresa de reconhecimento facial Megvii informou ao Ministério da Indústria que havia desenvolvido nova forma de localizar e identificar pessoas com febre, utilizando câmaras térmicas.

Acrescentou que reconhece os indivíduos pelos dados do corpo e da face. A técnica estaria sendo testada num bairro de Pequim.

A empresa SenseTime, líder em inteligência artificial, garante identificar até pessoas com máscaras.

Embora absurdamente invasivo, em caso extremo, e se aplicado com sabedoria, o sistema poderia ser útil.

Comunismo diz poder reconhecer saúde das pessoas por câmaras de espionagem
Comunismo diz poder reconhecer saúde das pessoas
por câmaras de espionagem
Mas sabedoria só existe em sociedades com alta moralidade..

Mas é precisamente o que falta, e de modo cruel, na China, onde grassa a ideologia comunista e a arbitrariedade ovante.

Para o The New York Times International Weekly, embora o Partido Comunista chinês banca de poderoso e eficaz, o coronavírus pulverizou sua imagem.

Funcionários de hospitais imploram fornecimentos por toda China. Pacientes em Wuhan, epicentro do surto, choram em vídeos pedindo remédios.

Residentes de Wuhan e de seu estado Hubei estão sendo expulsos de aviões, hotéis e aldeias.

Na crise estouraram divisões e apareceu uma China socialista praguejada de vulnerabilidades que nada consegue remediar.

O governo ostenta uma capacidade vertiginosa para construir hospitais, visando prioritariamente o efeito propagandístico.

A velocidade despertou a desconfiança de especialistas internacionais em saúde pública. Mas para o regime a propaganda vale mais do que a realidade sanitária.

Os residentes de Wuhan denunciam que as restrições ao trânsito dificultam a procura de ajuda médica e obstaculizam os esforços de prevenção.

Nas redes sociais vídeos mostram médicos sofrendo colapsos nervosos enquanto os doentes pedem desesperadamente ajuda. O chefe do maior hospital de Wuhan, no epicentro da epidemia, morreu atingido por ela.

E com a desordem estatal, os hospitais pedem doações porque não recebem recursos governamentais.

Reconhecimento facial pela polícia foi muito intensificado
Reconhecimento facial pela polícia foi muito intensificado
Os líderes nacionais parecem desligados da realidade. O Jornal do Povo, porta-voz do Partido Comunista, exalta a liderança do Partido sem informar sobre o surto da doença.

Na verdade, “não há ‘povo’ no Jornal do Povo, escreveu numa mensagem um cidadão cujo nome não pode ser mencionado para não sofrer represálias.

Na China a história é frequentemente reescrita de acordo com os interesses do Partido, e o passado pode até mesmo ser suprimido.

O surgimento do SARS em 2002, análogo ao atual, e que matou centenas de pessoas, foi silenciado pela história oficial.

Por sua vez a polícia multa ou prende dúzias de pessoas acusadas de difundir “rumores”, ao alertarem para casos de coronavírus.

A propaganda porém só exalta os ditadores e uma visita do primeiro ministro Li Keqiang a Wuhan foi anunciada com sinal certo de que “o Estado é o único salvador”...


quarta-feira, 4 de março de 2020

A guerra da inteligência artificial
“baseada no engano” (Sun Tzu)

A China precisa blefar para construir seu mundo de escravos
A China precisa blefar para construir seu mundo de escravos
Luis Dufaur
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“Conto da carochinha” em espanhol se traduz por “cuento chino”, literalmente “conto chinês”.

A expressão define bem a imagem da China em matéria de inteligência artificial – a IA –, segundo o jornalista Vincent Lorin, especializado em tecnologia e comércio, no artigo “A inteligência artificial chinesa chega à Europa blefando?”, reproduzido por VoxEurop.

Em minuciosa reportagem, Lorin tratou dos projetos chineses de investimento em inteligência artificial oferecidos a empresas europeias, tendo ficado atônito com o seu lado suspeito.

O jornalista destaca a importância estratégica desse setor, no qual a China é muito ativa, ao instalar sistemas de policiamento e vigilância dos cidadãos na Malásia, no Paquistão, no Japão, na Coreia do Sul, na África.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Taiwan repudia China e adverte o Papa

Tsai Ing-wen foi reeleita massivamente em 2020 pela sua oposição ao comunismo
Tsai Ing-wen foi reeleita massivamente em 2020 pela sua oposição ao comunismo
Luis Dufaur
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Na República da China ou Taiwan, conhecida também por velhas denominações como Formosa ou China nacionalista, a presidente Tsai Ing-wen renovou o seu mandato com uma vitória comparada a um terremoto pelos comentaristas, noticiou o jornal chinês “The Epoch Times”, publicado em Nova York em 21 idiomas.

Ela derrotou Han Kuo-yu do partido Kuomingtang (KMT) que postulava relações mais amistosas com Pequim.

O veredito das urnas foi uma clara mensagem à ditadura marxista de Pequim, que não poupou esforços para intimidar o eleitorado taiwanês a fim de fazê-lo votar em sentido contrário, disseram especialistas.

Não restaram dúvidas de que o resultado democrático implicou “repúdio à China comunista”, e das tentativas de reunificação a ela, comentou June Teufel Dreyer, professor de ciências políticas da Universidade de Miami e membro do Foreign Policy Research Institute.

Tsai recebeu o recorde de 8,17 milhões de votos, equivalente a 57% do eleitorado.

Seu partido, o Democrata Progressista (DPP) ganhou 61 das 113 cadeiras no Legislativo.

Ela apoia o movimento pela democracia em Hong Kong, e foi muito contraditada pela diplomacia e pela guerra psicológica de Pequim.

Povo comemorou vitória que afasta as ameaças marxistas.
Povo comemorou vitória que afasta as ameaças marxistas.
Taiwan é independente em todos os sentidos da palavra, mas o comunismo a considera parte de seu território e quer anexá-lo num regime semelhante ao que vigora em Hong Kong, ou seja, “um país, dois sistemas”.

Para Derek Mitchell, ex-embaixador americano em Burma, a eleição foi “um referendo sobre a China” em que triunfou a “maioria silenciosa”.

O regime da China comunista não deve ter tido surpresas com o resultado, mas sim com o tamanho da margem de vitória, observou Bonnie Glaser, diretor do China Power do Center for Strategic and International Studies, sediado em Washington.

Sublinhou, contudo, que Taiwan não pode se dar por satisfeita, pois os poderes autoritários que o ameaçaram não cessarão de fazê-lo.

Com efeito, a presidente reeleita mostrou-se preocupada pelas tendências pro-comunistas que dominam a diplomacia vaticana no Oriente.

Tsai Ing-wen após a reeleição recebe congratulações do corpo diplomático.
Tsai Ing-wen após a reeleição recebe congratulações do corpo diplomático.
E enquanto chefe de uma nação vulnerável, um de seus primeiros atos foi o de advertir o Papa Francisco sobre a dificuldade de “dialogar” com um tirano, escreveu Life Site

Tsai Ing-wen, escreveu uma carta aberta ao pontífice em resposta à mensagem papal pelo Dia Mundial da Paz 2020.

Nela, o Papa havia renovado idílicos apelos a uma “genuína fraternidade baseada na nossa proveniência comum de Deus”. A presidente de Taiwan mostrou que por vezes semelhante fraternidade é “impraticável”.

“Muitos conflitos internacionais de hoje podem ser atribuídos ao desejo de dominar aos outros”, explicou Tsai em alusão ao expansionismo comunista chinês com o qual o pontífice parece se dar muito bem.

“Quando um lado tenta impor sua vontade por cima do outro, o diálogo se torna impossível”, lembrou ao Papa de Roma que não lembra essas obviedades tratando com os ditadores de Moscou, Pequim, Havana ou Caracas, nem na hora de receber a Lula, Kirchner ou Fernández.

“Nós sempre temos concordado com os ideais de paz de Vossa Santidade, e esperamos resolver pacificamente as diferenças que há dos dois lados do Estreito de Taiwan”, escreveu Tsai.

Política de aproximação do Papa Francisco aos ditadores marxistas de Pequim foi reprovada pelos chineses livres
Política de aproximação do Papa Francisco aos ditadores marxistas de Pequim
foi reprovada pelos chineses livres
Tsai Ing-wen escreveu carta-aberta ao pontífice em resposta à mensagem papal pelo Dia Mundial da Paz 2020.

Nela, o Papa havia renovado idílicos apelos a uma “genuína fraternidade baseada na nossa proveniência comum de Deus”.

A presidente mostrou que, por vezes, tal fraternidade é “impraticável”.

“Muitos conflitos internacionais de hoje podem ser atribuídos ao desejo de dominar os outros”, explicou Tsai em alusão ao expansionismo comunista chinês com o qual o pontífice parece se dar muito bem.

“Quando um lado tenta impor sua vontade por cima do outro, o diálogo se torna impossível”, lembrou ao Papa de Roma que parece não se lembrar dessas obviedades ao tratar com os ditadores de Moscou, Pequim, Havana ou Caracas, nem na hora de receber Lula, Kirchner ou Fernández.

“Nós sempre temos concordado com os ideais de paz de Vossa Santidade, e esperamos resolver pacificamente as diferenças que há dos dois lados do Estreito de Taiwan”, escreveu Tsai.

“O ponto crucial é que a China continental se recusa a amainar sua ânsia de dominar Taiwan.

“Continua sabotando a democracia, a liberdade e os direitos humanos, apelando à ameaça de força militar e implementando campanhas e manobras diplomáticas de desinformação e ciber ataque”.

O Vaticano é um dos poucos estados que reconhecem a independência de Taiwan.

Mas sua diplomacia de aproximação com os regimes comunistas, ou Ostpolitik, o tem levado a assumir uma conduta desigual e injusta em relação à China livre.

A presidente reeleita de Taiwan também apontou como Pequim viola o espírito da carta do Santo Padre, conduzindo manobras militares que causam inquietação na região.

A perseguição dos católicos se diz amparada em acordo secreto com o Vaticano
A perseguição dos católicos se diz amparada em acordo secreto com o Vaticano
Mas Taiwan cumprirá as suas obrigações internacionais ao resistir às provocações e condutas baixas a fim de manter a paz no Estreito que separa as duas Chinas, prometeu Tsai.

Pequim também está promovendo a violência policial em Hong Kong contra o povo que pede democracia e direitos humanos, liberdade de expressão, liberdade religiosa etc., lembrou a presidente ao Papa.

O que Pequim faz “só serve para atear o conflito”, acrescentou.

Tsai concluiu desejando um continuado crescimento da Igreja Católica.

David Mulroney, ex-embaixador canadense na China qualificou como “muito oportuna” a carta ao Papa Francisco.

“Em termos católicos, a presidente Tsai está pedindo muito educadamente ao Santo Padre que leia os signos dos tempos e que enxergue a China comunista como ela é, e não como ele desejaria que fosse”.

Mons. Lucas Li Jingfeng, bispo de Fengxiang (Shaanxi) recusou pactos com o comunismo e passou 21 anos preso morrendo com fama de santidade.
Mons. Lucas Li Jingfeng, bispo de Fengxiang (Shaanxi)
recusou pactos com o comunismo e passou 21 anos preso
morrendo com fama de santidade.
Por sua vez, o “Catholic Herald” destacou na carta da presidente taiwanesa a agressão e a perseguição da religião que faz Pequim.

Essas são os verdadeiros “obstáculos à paz”, pois o regime comunista pratica metódicos “abusos de poder.”

As palavras de Tsai foram as mesmas da mensagem de paz do Papa, mas divergiam diplomaticamente em 180º sobre o fautor das violações, ameaças e crimes mencionados.

O autoritário líder comunista Xi Jinping havia ameaçado Taiwan antes das eleições, dizendo que o Partido Comunista Chinês se reservava o direito de usar a força para submetê-la a seu controle.

Tal ameaça foi evocada por Tsai quando lembrou ao Papa da ameaça internacional daqueles que não renunciam a dominar os outros.

Desde 2018, o Vaticano e Pequim se pautam por um acordo secreto que, na prática, só redundou numa multiplicação das hostilidades marxistas contra o clero e os fiéis da Igreja Católica no continente.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Coronavírus e despotismo do regime chinês

Surto foi abafado policialescamente para não desagradar ao ditador marxista
Surto foi abafado policialescamente
para não desagradar ao ditador marxista
Luis Dufaur
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A recente epidemia de coronavírus originada na China patenteou os perigos que o socialismo chinês conduzido por Xi Jinping vem trazendo para os sofridos chineses e para o mundo.

Se a epidemia trouxe por acaso alguma vantagem foi a de abrir os olhos de muita mídia macrocapitalista que há décadas enfia a cabeça na areia para as aberrações do regime ditatorial comunista chinês.

Foi o caso entre outros, de Nicholas Kristof, jornalista destacado do “The New York Times” jornal cheio de cumplicidades com o sistema pequinês.

Kristof escreveu “O coronavírus se propaga e o mundo paga pela ditadura da China” e embora não concordemos com seu esquerdismo não podemos não reconhecer que essa constatação mostra inteligência e perspicácia.

Kristof destaca que até o presidente Donald Trump colocado nas antípodas tratou o presidente chinês Xi Jinping de “líder brilhante”. Nisso fez coro com o magnata da imprensa e três vezes prefeito de Nova York Michael Bloomberg que diz que Xi “não é um ditador” e com alguns mandatários latino-americanos.

Mas, o fato é que o planeta inteiro está sofrendo pelas arbitrariedades e imprudências do regime socialista que comanda esse deveras ditador.

A primeira manifestação da epidemia do coronavírus em Wuhan foi em 1º de dezembro (2019) dando tempo aos responsáveis para debelá-la com os recursos comuns da medicina.

Mas esses servis funcionários reagiram não contra o vírus, mas contra aqueles que denunciavam a ameaça à saúde pública.

Um médico que falou do vírus pela Internet foi "disciplinado" pelo Partido Comunista. A polícia forneceu “educação” e “críticas” a oito médicos de primeira linha por espalhar “rumores” sobre a epidemia (coitados!).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Epidemia desenvolvida na sujeira socialista
mostra pés de barro da China

Socialismo e paganismo  conviviam na sujeira onde se gestou a epidemia. Na foto ratos (muito procurados), caldo de morcego e aspecto do mercado de Wuhan
Socialismo e paganismo  conviviam na sujeira onde se gestou a epidemia.
Na foto ratos (muito procurados), caldo de morcego e aspecto do mercado de Wuhan
Luis Dufaur
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O país que a grande imprensa apresenta como a primeira potência mundial num futuro próximo, senão já no presente, deixa transparecer por vezes sua calamitosa desordem interna.

Aparece então a China real e não o “tigre de papel” que espalha o macrocapitalismo publicitário.

Após uma epidemia que ceifou mais de um terço de seu rebanho suíno – o mais importante do país – e desequilibrou o mercado da carne mundial, a China aparece devastada por um vírus que não controla, que nem conhece direito e que ameaça massivamente sua população.

Ameaçaria à própria humanidade, se dermos crédito ao noticiário não raramente viciado pelo alarmismo e a organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde – OMS.

A China comunista se mostra então como o que é: um gigante com os pés de barro. Mas um gigante oriental com mil pés todos canhestros e corroídos por gangrenas diversas.

Falamos da eclosão da epidemia de coronavírus aparecida no infecto e nauseabundo mercado central de Wuhan, concentração populacional de 11 milhões de almas, cinco dos quais já teriam fugido perseguidos pelo pavor da ameaça. As fotos mostram uma cidade grande, moderna e deserta.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Da Grande Muralha de pedra
à “Grande Muralha da Censura”

A censura e a espionagem da Internet dividem o mundo chinês em dois
A censura e a espionagem da Internet dividem o mundo chinês em dois
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O escritor Murong Xuecun, que morou em Lhasa, capital do Tibete, estava conversando com um amigo chinês, que lhe perguntou: “Você sabia que os tibetanos estão ateando fogo em si mesmos?”

E contou-lhe então detalhes horríveis – o escritor nunca ouvira falar de atos de auto-imolação –, acrescentando:

“Todo mundo para lá da muralha sabe disso. Um escritor que se preocupa com a China, mas que não passa por cima da muralha, sofre de deficiência moral. Você não deveria deixar uma muralha decidir o que você sabe.”

O escritor entendeu. “Para lá da muralha” significava a tristemente famosa Grande Muralha Digital da China, um esquema montado pela ditadura por volta de 1998 para rastrear e bloquear conteúdos da internet.

Passados 17 anos, esse firewall ideológico divide em dois o mundo chinês.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Tiram Nossa Senhora e põem fotos de comunistas nas igrejas

Retrato de Xi Jinping no centro da igreja entre slogans de propaganda
Retrato de Xi Jinping no centro da igreja entre slogans de propaganda.
Foto de Bitter Winter proveniente da clandestinidade.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









A igreja católica da cidade de Ji'na que tem status de província, era tida como “A fonte verdadeira e original do Universo”, evocando o nome que o imperador Kangxi (1654-1722) mandou inscrever numa placa em igreja católica em Pequim em 1711, noticiou Bitter Winter.

Porém, no final de setembro, as autoridades marxistas ordenaram cobrir a placa com o nome da igreja pondo as palavras “Siga o Partido, obedeça ao Partido e seja grato ao Partido” e levantar a bandeira comunista na entrada.

O quadro da Virgem Maria com o Menino Jesus na nave central foi relegado a um canto escuro da igreja e substituído por um retrato do presidente Xi Jinping, cercado de slogans de propaganda.

Alguns dias depois, os policiais sequestraram as chaves da igreja e trancaram portas e janelas perdendo os católicos o templo para rezar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Hong Kong não teve paz
nem para comemorar o novo ano

Liberdade para Hong Kong: os outrora ricos fogos de fim de ano foram toldados por um patético clamor pelo fim da ameaça comunista
Liberdade para Hong Kong: os outrora ricos fogos de fim de ano foram toldados
por um patético clamor pelo fim da ameaça comunista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O Consulado Geral da Espanha em Hong Kong alertou os estudantes no território para a possibilidade “de adiantar o retorno” ao país, informou o quotidiano de Madri “El Mundo”.

Segundo o jornal, Hong Kong arde com a repressão antidemocrática teleguiada desde Pequim, estando ao “borde do colapso total”. O clima de tensão marcou a passagem do ano.

A ditadura marxista continental acharia que a ocasião é ideal para intervir com mão forte e já teria enviado tropas para isso.

As manifestações acirraram quando um policial matou um jovem com um tiro no abdômen, outro agente atropelou vários estudantes e um cidadão queimou após ser pulverizado com um líquido inflamável e incendiado.

No campus da Universidade Politécnica houve barricadas, coquetéis molotovs, gás lacrimogêneo, tanques de água.

Parte da rede de metrô foi cortada e as aulas em universidades foram suspensas. As sequências de violência voltam de modo permanente.

Pequim ameaçou insinceramente: “Hong Kong está caindo no abismo do terrorismo e é necessária uma repressão mais severa para acabar com os tumultos e restaurar o meio ambiente”.

Hong Kong não teve paz nem para comemorar o início do novo ano
Hong Kong não teve paz nem para comemorar o início do novo ano
O South China Morning Post, principal jornal da cidade, avançou, que uma “unidade policial de elite composta por 80 agentes de choque especializados no controle de revoltas nas prisões chinesas” estava a caminho para entrar em ação na cidade.

Muitos analistas acham que isso não irá parar os manifestantes e que, pelo contrário, a violência e os confrontos corpo a corpo aumentarão.

A polícia dispara bolas de borracha e gases contra os estudantes, mas esses respondem com tijolos, molotovs, e até flechas.

A polícia alega que as respostas atingiram um “nível mortal”, uma “séria ameaça para os policiais e todos os presentes no local”, e justifica multiplicar o uso da força armada.

A chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, também falou em acentuar a repressão. “Não vamos parar de procurar maneiras de acabar com a violência, essa é a nossa prioridade”: todo o mundo entendeu que vem pior.

O Departamento de Estado dos EUA está alarmado. “Estamos observando a situação em Hong Kong com grande preocupação”, disse a porta-voz Morgan Ortagus.

E continuou: “Instamos Pequim a honrar os compromissos com a Grã-Bretanha”, referindo-se ao acordo assinado em 1984 que garantiu a Hong Kong um alto grau de autonomia durante 50 anos após a entrega ao gigante asiático em 1997.

2020 começou em Kong Kong com mais gás lacrimogênio e violência nas ruas.
2020 começou em Kong Kong com mais gás lacrimogênio e violência nas ruas.
A União Europeia pediu “uma investigação aprofundada sobre a violência, o uso da força e as causas dos protestos”, disse o porta-voz da UE para assuntos externos e política de segurança.

Pequim, que sistematicamente viola os acordos e faz o contrário do que anuncia, reafirmou logo seu compromisso na principal prioridade de parar a violência e restaurar a ordem.

Mas, logo a seguir, atacou os países ocidentais por “interferir nos assuntos de Hong Kong”, por meio do pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, apontando diretamente para os EUA e a Grã-Bretanha. “Alguns políticos americanos e britânicos apoiam criminosos violentos”, disse.

A ONG Anistia Internacional malgrado suas simpatias pelas esquerdas em geral, achou que tinha que denunciar “policiais fora de controle com uma mentalidade revanchista”.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Comovedora fidelidade a Cristo enquanto o Vaticano adora ídolos

A polícia fechou a igreja, mas os fiéis rezam do lado de fora
A polícia fechou a igreja, mas os fiéis rezam do lado de fora
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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É de verter lágrimas de dor e admiração ver o que estão fazendo os católicos sob a perseguição comunista na China.

Porque eles não entregam os pontos e recorrem a toda espécie de artifícios para burlar a perseguição com risco até de vida por fidelidade a Jesus Cristo, a Nossa Senhora e à Santa Igreja Católica.

O Partido Comunista Chinês reforçou as despóticas leis socialistas e ateias e vem demolindo, ocupando e profanando as igrejas, sem fazer distinção como viemos comentando.

Os fiéis estão ficando sem ter onde ir para rezar, receber os sacramentos e ouvir o Evangelho. A polícia está espionando com muita tecnologia e sanha anticristã.

O site Bitter Winter forneceu um apanhado dos engenhosos e heroicos recursos excogitados pelos cristãos para perseverar com os atos de culto a Deus e aos santos.

Em agosto de 2018 foi fechada a igreja católica de Changchun, província de Jilin, mas os paroquianos continuam a assistir missa. Onde? Num cemitério!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Ouvirá o Papa Francisco o clamor de seus filhos católicos de Hong Kong?

Voando ao Japão o Papa Francisco enviou saudações ao ditador comunista de Pequim e à governadora filo-comunista de Hong Kong Carrie Lam. Ignorou o sofrimento do povo dessa cidade. O povo que logo depois recusou a marcha anti-democrática em eleições com dimensões de referendo. Cfr: South China Morning Post
Voando ao Japão o Papa Francisco enviou saudações ao ditador comunista de Pequim
e à governadora filo-comunista de Hong Kong Carrie Lam.
Ignorou o sofrimento do povo dessa cidade. O povo que logo depois recusou
a marcha anti-democrática de Carrie Lam em eleições com dimensões de referendo.
Cfr: South China Morning Post
Luis Dufaur
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Um abaixo-assinado foi reunido pelos sofridos universitários católicos de Hong Kong, informou a conceituada agência católica oriental UCA News.

Ele implora ao Papa Francisco sua intercessão para impor a paz sobre a violência desencadeada pela polícia e forças militares da cidade e do governo marxista de Pequim contra os jovens das universidades que pedem democracia.

A folha com o abaixo-assinado passava de mão em mão enquanto voavam as balas de borracha que tiraram os olhos de muitos jovens e muitos signatários choravam sob efeito das granadas de gás lacrimogênio.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Pequim agarrota católicos
para que não imitem protestos de Hong Kong

Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado
Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado em Hong Kong
Luis Dufaur
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Muitos cristãos saíram às ruas em Hong Kong para apoiar o movimento democrático.

Então, o Partido Comunista Chinês (PCCh) passou a controlar de perto as visitas de e para essa cidade, informou “Bitter Winter”.

Em 11 de agosto, cerca de 30 funcionários do Escritório de Assuntos Étnicos e Religiosos oficiais do governo invadiram uma igreja na prefeitura de Dali, na província de Yunnan, regida por missionários de Hong Kong.

Todos os presentes foram todos identificados e seus números de celular anotados. Todas as cópias da Bíblia e hinários foram confiscados.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

China contrafaciona primeiro avião comercial médio

Para compensar o atraso do Comac C919 o Ministério de Segurança da China roubou tecnologia e subornou funcionários ocidentais informou CrowdStrike, empresa de cibersegurança.
Para compensar o atraso do Comac C919 o Ministério de Segurança da China
roubou tecnologia e subornou funcionários ocidentais

informou CrowdStrike, empresa de cibersegurança.
Luis Dufaur
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A China voltou a apresentar sua primeira aeronave comercial de passageiros de médio alcance (voos regionais), noticiou “Clarín”.

Pequim diz ser a primeira projetada e fabricada inteiramente no país, embora as informações deixem transparecer outras realidades.

Trata-se do Comac C919, que passará por uma nova e intensa fase de voos de teste antes de sua certificação oficial para sair e disputar o mercado com o Boeing 737 e o Airbus A320 nas suas várias versões.

A Commercial Aircraft Corporation da China (COMAC) executará os testes de seis protótipos do veículo bimotor no restante de 2019, conforme informa o Asia Times.

O C919 foi apresentado num hangar em 2015, e o primer voo sem incidentes foi comemorado euforicamente em 2017. O locutor Yang Chengxi perdeu a voz berrando emocionado: “Hoje é o dia! Fomos testemunha de uma decolagem bem-sucedida!”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Marketing do Partido Comunista irrita o povo

Na entrada de um bairro residencial um cartaz diz:
«Segue sempre o Partido». Foto Bitter Winter.
Luis Dufaur
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Em todas as ruas das cidades e aldeias da China foram afixados faixas e pôsteres de todos os tamanhos e formas que glorificam o Partido Comunista. A principal mensagem é “ame o Partido, siga o Partido”.

Desde o início do ano (2019), várias administrações municipais na província de Henan, ordenam que empresas, áreas residenciais, escolas, postos de gasolina, templos e outros locais públicos exibam sinais com o slogan “Obedeça ao partido, siga o partido”.

Essa política não pode ser questionada e quem desobedece é punido.

Porém, a demonstração obrigatória de amor ao regime e a rápida multiplicação desses cartéis causaram grande ressentimento entre o povo, descreveu Bitter Winter.

Um morador de Huiguo, condado de Gongyi, inventou uma música que zomba do sistema totalitário do Partido Comunista.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Denunciar parentes ou amigos com fé para não ser punido

A bandeira comunista deve ondear diante da igreja de Huangtugang, Hebei, que ainda resiste como 'subterrânea'
A bandeira comunista deve ondear diante da igreja de Huangtugang, Hebei,
que ainda resiste como 'subterrânea'

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Departamento de Segurança Pública de Henan criou em 2019 um diretório para incentivar os agentes policiais a prender os crentes.

É intitulado “Sistemas de prêmios e punições por trabalhos importantes na luta contra o xie jiao (‘seita maligna’)”.

Os membros dos grupos qualificados xie jiao (‘seita maligna’) podem ir à prisão pelo o artigo 300 do Código Penal Chinês, informou “Bitter Winter”.

Por cada um que prendam, os agentes receberão um bônus proporcionado ao crime que possam imputar ao crente: 5 mil renminbi (cerca de 730 dólares) por um crime comum; 3 mil renminbi (cerca de 430 dólares) para crimes administrativos; 2 mil renminbi (cerca de US $ 290) por cada 10 mil renminbi (cerca de US $ 1.460) confiscados a uma igreja. [O renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, chamada de ‘yuan’ no mercado financeiro]