![]() |
| Crianças simulam um julgamento contra uma religião não aprovada |
![]() |
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
O site comunista oficial chinês “anti-cultos malignos” incita as crianças a se mobilizar contra as “religiões ilegais”, especialmente a católica, denunciou “Bitter Winter”.
Em Baoshang, Shangai, os “pequenos guardiões” recitam slogans e encenam julgamentos condenatórios para incutir medo aos fiéis numa guerra cultural e ideológica que evoca a cruel Revolução Cultural de Mao Tsé tung.
É um exemplo flagrante de controle autoritário e aliciamento ideológico feito por um Estado inimigo de Deus sob o disfarce de educação, comentou “Bitter Winter”.
A Associação Chinesa “anti-cultos malignos” (anti-xie-jao) elogia o “poder puro” das crianças defendendo sua “pátria harmoniosa”, onde sob a orientação de verdadeiros juízes, fazem de “juízes”, “acusadores”, “réus” e “advogados de defesa”, reencenando casos e “condenando” os membros do “xie jiao” a pesadas penas de prisão, relatou o bem informado site Bitter Winter.
O verdadeiro propósito é muito mais: transformar o senso do bem e do mal para se encaixar na moralidade definida pelo Estado.
As crianças também assistem a palestras sobre “estado de direito” intitulada que focam os “perigos” de grupos religiosos inaceitáveis pelo Estado.
Essa experiência obscurece a fronteira entre educação e doutrinação marxista, transformando o tribunal — teoricamente um símbolo de justiça — em um palco para condicionamento ideológico pela ditadura.
![]() |
| Policial doutrina crianças contra os 'cultos malignost'. Foto Weibo |
O rótulo justifica a espionagem, a detenção e a reeducação. Recrutando as crianças para essa campanha satânica, o Estado perpetua a repressão e garante sua permanência no poder.
A violação da infância ensina às crianças que a religião, e sobretudo a católica é uma ameaça e que a obediência ao ditador Xi Jingping e ao Estado comunista é a virtude suprema.
As crianças perdem as qualidades que as tornam humanas: empatia, pensamento crítico e autonomia moral, concluiu Bitter Winter..






Nenhum comentário:
Postar um comentário