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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mal terminados os Jogos, a vingança oficial se assanha contra os católicos

Mons. Giulio Jia Zhiguo, bispo de Wuqiu preso pela polícia chinesaEnquanto a mídia transmitia uma Olimpíada digna do melhor dos mundos do espetáculo, os fiéis católicos chineses gemiam na angústia. Eles sabiam, que assim que acabasse a festa montada pelo marxismo, a repressão viria se abater mais dura do que antes.

Porém “a ofensiva” das autoridades socialistas chegou enquanto os organizadores não tinham acabado de abrir as últimas garrafas de champanha oferecidas pela ditadura.

Informou o diário dos bispos italianos 'Avvenire' que no próprio domingo de encerramento, poucas horas antes da espetacular cerimônia conclusiva, quatro agentes de polícia violaram a catedral de Wuqiu (Hebei) e levaram preso Mons. Giulio Jia Zhiguo (foto), bispo subterrâneo (fiel a Roma) de Zhengding.

Segundo a agência AsiaNews, ele foi arrestado no momento que celebrava a Missa. É a décima-segunda vez que o prelado é jogado na prisão. O bispo tem 73 anos, quinze dos quais passados detrás das grades (1963-1978). Desde 1989, ele estava sob “estreita vigilancia”. Na realidade, nos últimos duas décadas alternou períodos de liberdade com longas passagens pelos cárceres.

Fuzhou, igreja leal a Roma demolidaDurante as festas olímpicas, o corajoso prelado – igual que muitos outros genuinamente católicos – foi posto em prisão domiciliar.

A polícia vigiava-o 24 horas sobre 24, e tinha levantado uma barraca em frente de sua casa, onde se arrevesavam os guardiões.

Ao mesmo tempo, na cidade olímpica, a miragem mentirosa do regime bancava uma “face liberal”. A ditadura aprovou enganosos “espaços para a espiritualidade e a oração” dotados de celebrações religiosas para todos os credos, observou Avvenire.

Foi um ápice de cinismo e falso ecumenismo.

A igreja “oficial”, departamento do regime, usufruiu de um estatuto bem mais favorável. Mas com limites: a ditadura temia que os católicos fieis a Roma se reunissem nessas igrejas. Por isso, só eram tolerados atos “oficiais” com um máximo de 200 pessoas.

Para a Igreja subterrânea toda reunião estava proibida sob pena de vinganças pós-olímpicas.

Nossa Senhora, China. Pesadelo chinêsOs fiéis de Zhengding não hesitaram em proclamar sua fé e se reuniram para celebrar a festa da Assunção de Nossa Senhora, muito venerada na China. A polícia deixou correr para não chamar a atenção com mais atos repressivos durante os Jogos.

Mas a retaliação chegou logo, como demonstrou o encarceramento de D. Giulio.

No momento, acrescentou Avvenire, ele parece ter sido engolido pela maquina repressiva. Ninguém sabe onde foi levado nem se e quando poderá voltar.

A diocese subterrânea de Zhengding (Hebei), conta com mais de 110 mil fiéis e pelo menos 80 sacerdotes e mais de 90 freiras.

Mais de mil fiéis participaram da festa da Assunção de Nossa Senhora que encolerizou a policia, informou AsiaNews.


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