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domingo, 3 de julho de 2011

Bispos colaboracionistas sagrados ilicitamente estão excomungados?

Dom Savio Hon Tai-Fai, da Propaganda Fidei:
não acatar imposições cismáticas do governo chinês

Mons. Savio Hon, secretário da congregação romana Propaganda Fidei, exortou os chineses a desobedecerem às injunções do regime socialista para constituírem uma Igreja “independente” da Santa Sé e totalmente submetida ao Estado, noticiou a agência AsiaNews.

Mons. Savio pede que, por amor à Igreja e seguindo o exemplo de tantos heróis católicos da fé nos últimos séculos, sacerdotes e bispos chineses mantenham erguida a cabeça face às pressões e ameaças do governo comunista.



O secretário de Propaganda Fidei confirmou que os bispos ilicitamente sagrados por bispos submissos ao regime socialista não têm direito de exercer o ministério pastoral.

Também anunciou a Declaração, posteriormente divulgada pelo Vaticano, sobre a excomunhão de bispos ilicitamente sagrados, embora sem fazer menção aos nomes dos concernidos na China.

Veja vídeo
Paul Lei Shiyin e bispos colaboracionistas
que o sagraram ilicitamente
pareciam estar à vontade
Essa medida vem sendo implorada com sangue da alma pelos fiéis chineses, após a péssima impressão deixada pela negativa da Comissão do Vaticano para a China de excomungar os bispos sagrados ilicitamente por bispos colaboracionistas.

O povo fiel chegou a se manifestar nas ruas contra essas sagrações, feitas sob um misto de violência e cumplicidade e em contradição com o Direito Canônico.

Um aspecto do problema é que certos teólogos americanos e europeus apóiam uma Igreja “independente” na China e estimulam o germe da divisão eclesiástica no país, disse o alto prelado vaticano.

Essa tendência existe também no Brasil e sempre procurou orientar a CNBB – e o próprio CELAM – no sentido de constituir um “Vaticaninho” que comandaria a linha dos bispos, pouco ligando para Roma.

Sagração ilícita como esta em Chengde
acarreta excomunhão reservada à Santa Sé
Tal tendência sofreu recentemente um desmentido quando, ao receber os bispos da Regional Centro-Oeste, Bento XVI esclareceu que as Conferências Episcopais – como é o caso da CNBB – não podem se constituir em “intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro”.

Mons. Savio deplorou os prelados e sacerdotes chineses oportunistas que se prestam a conchavos inaceitáveis em troca de benefícios do governo

Enquanto isso, o clero e os fiéis que não se aviltam são punidos de diversos modos: perda de subvenções, punição na carreira, impedimento de viajarem ao exterior ou no interior da própria China, obrigação de fazerem cursos de “reeducação socialista” etc.

Atualmente, diversos candidatos ao episcopado não são sagrados pela Santa Sé, por resistirem às condições impostas pelo socialismo ou não desejarem ser sagrados por bispos excomungados.

Os eclesiásticos que não se engajam na linha do Partido Comunista – como D. Li Lianghui, bispo de Cangzhou, Hebei – estão sofrendo confinamentos ou devem passar por “sessões políticas” (a vulgar “lavagem cerebral”).

Nova sagração ilícita eleva tensão. O Vaticano reagirá por fim?

A tensão atingiu um novo patamar com a sagração ilícita do Pe Paulo Lei Shiyin como bispo de Leshan (Sichuan) sem mandato do Papa.

Paul Lei Shiyin, bispo sagrado ilicita e sacrílegamente
No sacrílego ato participaram sete bispos que – na teoria, ou até aquele momento, estavam em comunhão com o Papa, informou o jornal do episcopado italiano “Avvenire”.

A Santa Sé não excomungou de imediato o bispo sagrado e os consagrantes sacrílegos, tal vez aguardando informações mais precisas das condições de violência em que o ato foi praticado.

Entretanto, os constrangimentos que podem ter existido foram pelo menos em alguns casos meramente formais, ou intranscendentes.

O novo bispo ilícito, D. Paulo Lei Shiyin, é membro da Conferência Consultiva do Povo Chinês, organismo do Parlamento comunista. Além do mais é vice-presidente da Associação Patriótica, espécie de igreja cismática socialista, da qual foi presidente no Estado de Sichuan.

Paul Lei Shiyin e bispos colaboracionistas que o sagraram ilicitamente
pareciam estar à vontade
A cerimônia sacrílega foi presidida por Dom Fang Xinyao, que é presidente da mesma Associação Patriótica em nível nacional e não é reconhecido pelo Vaticano.

Outra sagração ilícita em Hankow (Wuhan) foi impedida pela pressão dos fiéis em 10 de junho. Pelos mesmos fiéis que sofrem pela inação vizinha na cumplicidade dos órgãos vaticanos.

Como sinal do recrudescimento da perseguição religiosa a sagração desejada pelo Papa, do Pe Joseph Sun Jigen em Handan (Hebei), foi impedida pela força policial a serviço da famigerada Associação Patriótica.

A polícia seqüestrou o sacerdote que, segundo os fiéis, se encontra num “local desconhecido”.

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