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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Se Pequim e o Papa fizerem um acordo, os fiéis não estarão obrigados a segui-lo, diz Cardeal

Manifestantes encenam perseguição religiosa na China. Acordo Vaticano-Pequim abrirá nova perseguição, diz Cardeal.
Manifestantes encenam perseguição religiosa na China.
Acordo Vaticano-Pequim abrirá nova perseguição, diz Cardeal.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Se por acaso for afirmado um acordo entre a China comunista e a Santa Sé, ele virá com “a aprovação do Papa”. Mas nem mesmo nesse caso os fiéis estarão obrigados a levá-lo em consideração, se julgarem “em consciência” que é “contrário à fé”, instruiu o Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, noticiou o site “Vatican insider”.

O Cardeal lidera a resistência católica à falsa “pax sino-vaticana” que parece estar tomando forma durante encontros silenciosos de funcionários comunistas chineses com representantes do Vaticano com o aval do Papa Francisco.

O alto prelado salesiano exortou os católicos chineses a adotar uma atitude de resistência diante de acordos e praxes pastorais combinados entre Pequim e o Vaticano, ainda que aprovados pelo pontífice romano.

O Cardeal iniciou a exortação, publicada em seu blog, dirigindo-se inicialmente aos católicos que gemem no continente sob a bota marxista:

“Irmãos e irmãs do Continente, devemos agir com honra!”, escreveu, censurando os maus católicos que “estão do lado do governo” e os “oportunistas na Igreja” que “auspiciam que a Santa Sé assine um acordo para legitimar sua situação anômala”.



Segundo o Cardeal, esses “oportunistas na Igreja” ficam agora trombeteando que é necessário estar “prontos para ouvir o Papa” e obedecer “tudo o que ele dirá”. Essa proposta é feita por aqueles que se destacavam pela sua pouca fidelidade a Roma e ao Papado!

“Não devemos criticar toda ou qualquer coisa aprovada pelo Papa”, esclareceu o Cardeal Zen. Deve ser evitada toda atitude que implique uma crítica direta ao Sucessor de Pedro.

Porém, se acontecer de o Pontífice adotar uma praxe que vai contra os fundamentos da fé, ou contra a reta consciência iluminada pela fé, ele não deve ser acompanhado.

Para explicar o que pode constituir na China de hoje um atentado contra os fundamentos da fé, o arcebispo emérito de Hong Kong citou a Carta do Papa Bento XVI aos católicos chineses em junho de 2007.

Cardeal Zen: Se Pequim e o Papa fizerem um acordo, os fiéis não estarão obrigados a segui-lo
Cardeal Zen: Se Pequim e o Papa fizerem um acordo,
os fiéis não estarão obrigados a segui-lo
Nessa Carta ficou bem estabelecido que os chamados “princípios de autonomia, independência, autogestão e administração democrática da Igreja”, professados pela Associação Patriótica e outros organismos “patrióticos” que se dizem católicos mas obedecem ao aparato comunista chinês, são “inconciliáveis” com a doutrina católica.

Um acordo entre Pequim e o Vaticano que de algum modo aceitasse esses princípios iria contra os fundamentos da fé e não poderia ser seguido, ainda que o Papa o chancele.

“Vós, irmãos e irmãs do Continente, jamais e absolutamente podeis aderir à Associação Patriótica”, sublinhou o Cardeal.

Na parte final de sua exortação, o Cardeal Zen prognostica um futuro catacumbal para os fiéis que não queiram aceitar o acordo entre a China comunista e a Santa Sé. Ele disse que os católicos autênticos deverão estar prontos a renunciar à prática pública dos sacramentos e à vida eclesial que ainda subsiste, embora muito hostilizada pelo regime.

“No futuro – explicou o purpurado, equiparando os efeitos de um possível acordo China-Vaticano com as perseguições cruentas dos anos da Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung – pode-se temer que não tereis nenhum local público para rezar, mas podereis rezar apenas em casa; e ainda que não possais receber os sacramentos, o Senhor Jesus descerá até os vossos corações. E se não for possível agir como sacerdotes, podereis voltar a trabalhar os campos. Mas o sacerdote permanece sacerdote para sempre”.

A mensagem do Cardeal conclui com uma nota de esperança. A “resistência” que ele antevê contra o acordo Pequim e a Sé Apostólica poderia ser breve:

“A Igreja primitiva teve de esperar 300 anos nas catacumbas. Acredito que não teremos que esperar tanto. O inverno está para acabar”. 


6 comentários:

  1. Eu já há muito que graças a Deus deixei de seguir Francisco, o meu Papa é Sua santidade o Papa Bento XVI .

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    1. Cara você pode seguir quem quiser mas o Papa Francisco continua sendo o sucessor de Pedro e não vai ser sua opinião que vai mudar isso. O artigo não tem a intenção de dizer quem se deve obedecer ou não, mas lembrar que a nossa total obediencia ao Papa esta subordinada aos Fundamentos da Fé e a Cristo, coisa que você não está fazendo ao dizer que deixou de seguir o Papa que continua sendo infalível nos assuntos de Fé. Você não é mais Católico que um desse 'católicos' subordinados ao governo chinês. Quem deixa de seguir o Papa não é Católico.

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  2. Demósthenes Nunes Lima20 de agosto de 2016 19:11

    Deus abençoe Sua Santidade, O Papa Benedictus XVI !!!

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  3. Verdade... Acho que Bento XVI deve estar chocado com Francisco

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  4. Vou falar nessa linguagem mesmo, não vejo outra melhor.
    Esse cara, o Francisco, é uma farsa, esse cara pode ser papa, mas NÃO É cristão.
    Esse cara adora afagar comunistas, a começar pelos da América Latina.
    Esse cara é um agente da Nova Ordem Mundial, um hipócrita.

    Não devo obediência nenhuma a ele, mas a Jesus Cristo.

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    1. Então você é tudo menos Católico. Com essa afirmação você se tona tão católico quanto os 'católicos' da Igreja Patriótica do governo comunista chinês.

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