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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Y-20 nasce da espionagem e da contrafação,
mas com vontade de destruir

Prototipo de Y-20 numa pista na China. Poderá servir para múltiplos usos bélicos
Prototipo de Y-20 numa pista na China. Poderá ter múltiplos usos bélicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A China encomendou um novo avião cargueiro para uso militar conhecido como Y-20. Ele é uma combinação de falsificações, segundo o jornal “Epoch Times”.

O jornal informa, porém que o regime socialista chinês comemora a contrafação como um grande marco inovador da tecnologia nacional.

Malgrado os lados criticáveis do engendro, ele é revelador das intenções expansionistas militares de Pequim. E neste sentido é preocupante.

O enorme avião poderá estender o alcance militar de Pequim até áreas de conflito hoje de difícil acesso.

A história do Y-20 começou com um engenheiro aeroespacial de nome de Dongfan “Greg” Chung, 75, de Orange County, EUA. Em setembro de 2011 foi condenado a 24 anos e cinco meses de prisão por espionar para o regime comunista.

Chung roubou mais de 250 mil documentos das empresas Boeing e Rockwell, os quais ele repassou à China.

Entre os documentos roubados em 2006 estavam o do cargueiro C17 Globemaster III da Boeing. Aliás, o novo cargueiro Y-20 se assemelha muito a essa criação da Boeing.

Segundo o IHS Jane’s, o Y-20 também copia partes do transporte pesado ucraniano An-70 e do russo Il-76.

A China precisava passar a mão em projetos estrangeiros. Um relatório de 2010 do Congresso dos EUA evidenciou que a pavoneada inovação chinesa progredia pouco em matéria de aeronaves de transporte.

Por isso, a Universidade de Aeronáutica da Austrália, afirmou que “a China não era capaz de construir aviões de transporte pesado, e dependia de sua pequena frota de aviões russos Ilyushin-76 (IL-76) para o transporte aéreo estratégico.”

A inovadora colcha de retalhos do Y-20 fez seu primeiro voo em 26 de janeiro de 2013.

A espionagem e quiçá cumplicidades no Ocidente forneceram ao exército vermelho um instrumento que precisava desesperadamente ter para se impor como uma real ameaça.

A fraqueza logística da China também se patenteia nos navios que não podem permanecer no mar por longos períodos de tempo.

Y-20: as cores da fuselagem fazem pensar em periquito, mas o objetivo é ameaçador.
Y-20: as cores da fuselagem fazem pensar em periquito,
mas o objetivo é ameaçador.
Suas aeronaves não podem realizar operações de longo alcance por não ter onde pousar para reabastecer ou poder ser reabastecidas no ar.

No Mar do Sul, a China vermelha tenta contornar as lacunas construindo pistas de pouso e portos nas ilhas disputadas – ou simplesmente criando ilhas artificiais sobre recifes.

A expressão que explica o que está por trás do Y-20 é “projeção de poder”, diz o “Epoch Times”..

O Y-20 poderá ser usado para reabastecimento de jatos militares ou para o transporte de paraquedistas e equipamentos bélicos.

Segundo o jornal estatal “Diário da China”, o Y-20 pode transportar até 200 toneladas. Isso daria para levar o maior tanque chinês, o Tipo-99A2, que pesa 58 toneladas.

O Y-20 também poderia voar até 15.000 quilômetros, o que, segundo o jornal oficial, “significa poder ir a qualquer lugar da Eurásia, Alasca, Austrália e África do norte”.

O Exército vermelho também planeja modificá-lo para servir como avião de espionagem e até bombardeiro.

“O Y-20 confere à indústria militar chinesa uma plataforma para a produção doméstica de aviões-tanque, AWACS [Sistema Aéreo de Alerta e Controle], patrulha antissubmarino e reconhecimento aéreo de grande alcance”, afirmou o jornal especializado “Global Security”.

Ele poderia ser usado como vetor para armas a laser aerotransportadas, acrescentou o jornal.

Mas a mídia estatal fala apenas do Y-20 para transporte e “ajuda humanitária”.

A Universidade Nacional de Defesa da China instruiu à Xian Indústria Aeronáutica, empresa fabricante, para produzir 400 unidades do Y-20. O pedido observa, porém, que o projeto pode ser prejudicado pelos deficientes motores que são fonte de quebra-cabeças nos aviões militares do país.

Mais trabalho para os espiões...