O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 28 de março de 2017

Prisões “invisíveis” em Pequim para quem protesta legalmente

Protestos em Jishou

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






As “prisões invisíveis” é o destino de quem quer se valer do direito de protestar legalmente em Pequim.

Os ingênuos vêm sobretudo do interior, apresentam suas queixas nos guichês estabelecidos e desaparecem “às escondidas”, segundo denunciaram grupos defensores dos direitos humanos.

Os “réus” acabam em “hotéis” que exercem as funções de cárcere.

Xu Zhiyong, professor de Direito na Universidade de Pequim, contou ter recebido um apelo de ajuda por parte de pessoas pressas em quartos do Youth Hotel na rua Taiping, perto do Parque Taoranting.

Guangzhou
Ele foi com outras pessoas até o hotel e encontrou por volta de 30 pessoas reclusas pelo mesmo “crime”: apresentar queixas ou petições de que o socialismo não gosta.

Wang Jinlan, de Pingdingshan, contou ao South China Morning Post que ficou prisioneira durante dois dias, até que ativistas pelos direitos humanos foram libertá-la.

E o Youth Hotel é apenas um dos hotéis famosos como “prisões invisíveis”.

As autoridades do interior não querem que os protestos cheguem até a Capital.

Isso lhes diminuiria o crédito dentro do Partido Comunista.

Então contratam policiais ou bandidos que sequestram e surram quem vai a Pequim a registrar uma queixa.

Xu ZhiyongO governo central, que tampouco quer saber de oposições, muito solidariamente comparte a estratégia.

Durante as Olimpíadas, milhares de queixosos foram direto para o cárcere, e muitos outros foram “repatriados” às suas províncias.

Até não muito os cidadãos que pretendiam exercer esse seu direito eram encerrados em “centros de custodia”, onde aguardando a “repatriação” padeciam ameaças e violências.

Em março de 2003 o jovem Sun Zhigang foi torturado até a morte num centro desses, em Guangzhou.

Estourou então uma revolta popular que obrigou o governo a fechar em tese esses “centros”.

Na prática foram substituídos pelas “prisões invisíveis”, que segundo Xu (foto) “são ainda piores porque são ilegais” e fogem a toda norma.

O professor Xu sofreu, ele próprio, surras por parte de “hoteleiros” e “bandidos” quando foi tentar algo em favor das vítimas.


terça-feira, 21 de março de 2017

400 milhões de pessoas foram impedidas de nascer na China


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O controle forçado da natalidade na China ‒ que ficou mais conhecido como política do filho único ‒ impediu nascer quatrocentos milhões de seres humanos, havia calculado em declarações ao jornal italiano “Avvenire” o dissidente chinês Harry Wu, diretor da Laogai Foundation, exilado em Washington.

Calculando em termos materialistas, o regime detetou grave diminução da mão de obra e afrouxou a despótica pressão e admitiu a possibilidade de um segundo filho, com condicionamentos.

Mas, o sistema continua impedindo as nascenças que não se encaixam na programação estatal socialista.

E continua aplicando métodos coercitivos e brutais como aborto e esterilizações feitas com violência, como narrara Wu antes da suposta "humanização" da política populacional.

Nas zonas rurais é muito forte o desejo de ter uma família numerosa, mas essa aspiração não é tolerada. A mídia, toda oficial, não informa os abusos da policia.

Chen Guang­ Chen, um advogado cego que deu assistência legal às vítimas da campanha de esterilização forçada no condado de Linyi, em 2005, foi condenado por isso mesmo a quatro anos de cárcere.

Em 2011 conseguiu fugir à vigilância policial e se refugiar na embaixada dos EUA. Acabou obtendo vistos para ele, a mulher e dois filhos e agora ensina na Universidade Católica.

Estes crimes e violações dos direitos humanos são bem conhecidos no Ocidente, acrescentou Wu.

Porém, os simpatizante ocidentais da filosofia socialista de Pequim tentam “encobrir” o problema espalhando que abortos e esterilizações são voluntárias, o que é absolutamente falso, segundo o histórico testemunho de Wu.

Wu se mostrou surpreso pelo fato de o controle demográfico chinês não ter produzido reações nos EUA.

E, não só nos EUA. O caso evidencia os obscuros liames que ligam a filosofia anti-vida no mundo comunista e nos nossos países. Ainda hoje em pleno 2017.

terça-feira, 14 de março de 2017

No Natal, chineses deram de ombros ao comunismo
e se voltaram para o Menino Jesus

Natal na China em 2016.
Natal na China em 2016.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O comunismo chinês se debate num drama que o leva à implosão. Para impor seu marxismo ao mundo inteiro ele precisou recorrer a macrocapitalistas do mundo livre – pró-comunistas sorrateiros – que o ajudaram a desenvolver uma indústria imensa.

Explorando seus cidadãos como servos e usufruindo de cumplicidades econômicas, políticas e religiosas no Ocidente, o regime de Pequim invadiu os mercados mundiais e está destruindo as economias dos países que pensa escravizar.

Porém, a modernização introduzida em largos setores da China, país de dimensões e população continentais, favoreceu um afrouxamento do regime de miserabilismo e da repressão assassina dos tempos de Mao Tsé-Tung.

Muito ativo, criativo, poético e religioso, desafiando a perseguição policial, o povo chinês aproveitou as estreitas e perigosas frestas abertas no sistema. E começou a procurar tudo que é o contrário do regime de pesadelo que inferniza sua vida.

Neste blog temos tratado muito – e continuaremos tratando – da expansão do catolicismo, das dezenas de milhares de motins populares em todos os níveis contra o regime, da recuperação de costumes sociais visceralmente anti-igualitários, etc. e do cada vez mais estéril furor repressivo do comunismo que oprime o país.


Natal na China 2016. Até bispos amigos do socialismo como D. Joseph Li Shan, arcebispo de Pequim, respeitaram o Natal.
Natal na China 2016. Até bispos amigos do socialismo
como D. Joseph Li Shan, arcebispo de Pequim, respeitaram o Natal.
No Natal de 2016, os ditadores de Pequim amarguraram mais uma.

As ruas comerciais da China comunista ficaram cobertas de faixas de “Feliz Natal!”. É de se observar que o cristianismo – embora em franco crescimento – é bem minoritário no país, segundo reportagem de “Aleteia”.

Mas a ditadura entendeu para onde correm as tendências profundas da alma chinesa.

“É um sério desafio”, declarou a Academia Chinesa de Ciências Sociais. Para esse guardião da ortodoxia marxista, o crescente interesse dos chineses pelo Natal é “um novo avanço da cristianização”. E, obviamente, um perigo para o ateísmo de Estado.

As cores natalinas, as árvores e canções de Natal viam-se e ouviam-se por toda parte.

Em 2014, a Academia Chinesa de Ciências Sociais elaborou um livro para orientar a Inquisição marxista contra os “mais sérios desafios” que estão surgindo no país.

Ela citou explicitamente quatro:

– os ideais democráticos exportados pelas nações ocidentais
– a hegemonia cultural ocidental
– a disseminação da informação através da internet
– a infiltração religiosa.

Pouco depois, dez estudantes chineses de doutorado denunciaram em artigo o “frenesi do Natal” e apelaram ao povo chinês para rejeitá-lo.

Para os autores bajuladores do regime, a “febre do Natal” na China demonstra a “perda da primazia da alma cultural chinesa” e o colapso da “subjetividade cultural chinesa”. Leia-se a crise do comunismo e do paganismo.

Nesse trabalho pode-se aquilatar a dimensão do fenômeno:

“Festa da Sagrada Natividade” nas escolas

“O pior é que – escrevem eles – nos jardins de infância e nas escolas primárias e secundárias, os professores compartilham com as crianças a ‘festa da Sagrada Natividade’, montam ‘árvores do nascimento de Jesus’, distribuem ‘presentes pelo nascimento de Jesus’, fazem ‘cartões do nascimento de Jesus’ e, assim, imperceptivelmente, semeiam na alma das crianças uma cultura importada e uma religião estrangeira”.

Natal em Pequim 2016 Para a Academia Chinesa de Ciências Sociais o marxismo está ameaçado
Natal em Pequim 2016 Para a Academia Chinesa de Ciências Sociais o marxismo está ameaçado

“Ausência total de valores”

“A perda total de referência ética, a moralidade em decadência, a falta de sinceridade e um nível insuficiente de cultura [consequências do comunismo confessadas por esses seus arautos] leva os chineses a buscar um porto seguro para o seu corpo e para a sua alma; a perturbação mental causada pelo ‘desencantamento’ da modernidade, junto com a ausência total de valores, tem incentivado as pessoas a redescobrir o sentido da vida religiosa”.

A dilaceração interna da China entre a utopia igualitária socialista-comunista e o doce ideal de Cristandade só faz crescer.

O governo chinês e suas instituições reagem com violência e arbitrariedades para sufocar o cristianismo. Mas não o conseguem. Pelo contrário, só perdem simpatias e apoios na alma popular.

E o glorioso símbolo da Cruz enche os horizontes visuais desse imenso país, malgrado as sacrílegas destruições policiais.

O furor anticristão poderá desatar perseguições ainda mais atrozes do que as já vistas. Mas a China está se configurando cada vez mais como um dos países onde se verificará por excelência o triunfo do Imaculado de Maria profetizado por Nossa Senhora em Fátima.


terça-feira, 7 de março de 2017

China ameaça EUA, Japão, Taiwan e Filipinas com eventual guerra

Pequim voltou a ameaçar com seu míssil que seria capaz de atingir as bases dos EUA na Ásia
Pequim voltou a ameaçar com míssil que poderia atingir as bases dos EUA na Ásia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Exército vermelho da China (Exército de Libertação Popular – ELP) exibiu em vídeo um de seus mísseis de última geração, com o qual anuncia que pode atingir as bases dos EUA em Okinawa (Japão).

As imagens veiculadas pelo jornal oficial China Daily apresentam veículos lançadores com os mísseis Dongfeng DF-16.

É a terceira vez, desde setembro de 2015, que a China os mostra em público. Sua propaganda soa agora como mais um lance de guerra da informação em meio às tensões com os EUA e o Japão pela hegemonia no Mar do Sul da China.

Os DF-16 deveriam ser projéteis de alta precisão, com um alcance de mais de 1.000 quilômetros. Por isso poderiam ameaçar as instalações militares americanas no Japão, em Taiwan e nas Filipinas.

O lance de guerra fria foi a resposta ao novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que acenou bloquear o acesso de Pequim às ilhas disputadas no Mar da China.

A imprensa oficial chinesa escreveu que se o presidente Donald Trump prosseguir com desafios, Pequim e Washington “terão que pensar em se preparar para um enfrentamento militar”, informou Clarín, de Buenos Aires.

O jornal Global Times, diretamente ligado ao Partido Comunista e famoso pelo seu exacerbado nacionalismo, também verberou o novo secretário de Estado americano Tillerson.

E lhe recomendou ironicamente que atualize suas estratégias nucleares, se não quiser experimentar a potência nuclear chinesa em território americano.

A invasão da ilha de Taiping, ou Itu Aba, no Mar do Sul da China, é fonte de tensão.
A invasão da ilha de Taiping, ou Itu Aba, no Mar do Sul da China, é fonte de tensão.

O fulcro local da disputa é a soberania de alguns arquipélagos, como os das ilhas Spratly ou das Paracel, que pertencem a outros países e nos quais a China continua instalando bases militares, em violação à lei internacional.

Para além das bravatas, Pequim explora o distanciamento crescente da nova administração de Washington de seus antigos aliados regionais.

Diante desse distanciamento, as Filipinas e o Vietnam já acenaram melhorar as relações com o gigante provocador local.

O jornal oficial China Daily agita o espectro do conflito termonuclear e de uma “devastadora confrontação entre a China e os EUA”.

A China também combinou com a Rússia uma série de acordos cujo conteúdo não foi revelado, mas sim o objetivo: contrarrestar o sistema antimísseis THAAD americano na Coreia do Sul, informou a agência estatal Xinhua.

Os radares do sistema THAAD varrem territórios da China e da Rússia. E os dois não têm tecnologia para reagir à altura.

Por isso a declaração conjunta russo-chinesa emitida em Moscou após reunião bilateral se limita a ameaças verbais.

O sistema THAAD foi anunciado pelos EUA e a Coreia do Sul após a série de testes com foguetes e ensaios nucleares por parte da Coreia do Norte.

Bombardeiro chinês H-6K sobre as ilhas e recifes que a China tenta se apropriar sem Direito.
Bombardeiro chinês H-6K sobre as ilhas e recifes que a China tenta se apropriar sem Direito.
As relações EUA-China parecem ter retornado à era que se dizia superada da Guerra Fria em que Pequim e Washington disputando a hegemonia no Extremo Oriente.

Mas desta vez, a China reaparece armada com a tecnologia e as fábricas que as potências ocidentais lhe forneceram. E estende uma mão insincera aos países da região apresentando os EUA como um aliado que não sustenta suas promessas.

Do lado oposto, já desde a administração Obama os EUA não estão exibindo a determinação de outrora se restringindo a declarações verbais desacompanhadas das medidas concretas proporcionadas.

Resultado: os países do Extremo Oriente, a Austrália e vizinhos inclusive, hesitam diante do canto de sereia maoista e a aparente incongruência nas posições de Washington.