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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Depressão derruba chineses que não são avós

Deprimidas sem netos,  fazem curso de tambor africano para preencher o vazio
Deprimidas sem netos, em curso de tambor africano para preencher o vazio
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Pouco mais da metade dos chineses adultos sofrem porque nunca se tornarão avós em virtude da repressão da natalidade imposta cruelmente pelo Partido Comunista durante décadas para acelerar os números do crescimento econômico.

Um profundo sentimento de saudade e perda do legado familiar causa uma dor muito real as pessoas que não sabem nem falar esse sofrimento.

O ateísmo infundido com a “política do filho único” formou gerações que não quer terem filhos. Esses escondem seu pessimismo induzido por trás de pretextos como o mal estado do mundo ou as alterações climáticas.

Muitas mulheres que sonharam viver rodeadas de netos à medida que envelhecem, transmitindo-lhes as receitas de família e o amor pela música, segundo o costume milenar chinês hoje não escondem sua depressão.

A decisão de não ter filhos prejudica a relação entre as gerações e os que sonharam com, pelo menos, ter netos. Os mais velhos não conseguem afastar a desilusão pessoal se decepcionado com seus filhos que não querem ter descendência.

O “The New York Times” fez um longo inquérito entre os chineses nesse estado. Muitos sentem saudade do que poderia ter sido sua casa quando vem fotos felizes de outros com os netos nas redes sociais.

Marido, pets, livros, jogos, não escondem a solidão e repetem que “os netos trazem esperança e luz para sua vida”, mas eles não virão.

É uma forma de luto e uma dor difícil de assumir.

O problema é de consulta psiquiátrica. Mas as respostas dos psiquiatras não conseguem mitigar essa dor profunda.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

China exporta escravos para o Brasil

Banheiro, cozinha e dorrmitório tudo junto
Banheiro, cozinha e dormitório tudo junto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma força-tarefa de órgãos federais resgatou trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão na montadora de automóveis da BYD em construção na Bahia. Ela interditou parte das obras da montadora em Camaçari (BA).

163 operários “importados” da China trabalhavam em condições análogas à de escravos,

A empresa emitiu um comunicado para fazer bonito dizendo não tolerar “desrespeito à lei brasileira e à dignidade humana”, etc., etc. Na realidade estava usando os escravos como faz generalizadamente com os operários no China.

A BYD é uma gigante na fabricação de carros elétricos e híbridos de recente criação para o governo chinês atingir a hegemonia planetária de carros elétricos. A unidade estava sendo instalada no local onde ficou a fábrica da Ford com incentivos superiores a R$ 5,5 bilhões do governo da Bahia.

O lançamento da pedra fundamental foi feito em outubro de 2023, com presença de autoridades dos governos estadual e federal. A unidade deverá capacidade de montar 150 mil veículos por ano na primeira fase, elétricos e híbrido flex.

BYD usava uma empresa tercerizada para explorar os escravos
BYD usava uma empresa terceirizada para explorar os escravos
Os operários resgatados não poderão trabalhar e terão seus contratos de trabalho rescindidos, segundo o Ministério Público. Os alojamentos e os locais da obra embargados também permanecerão sem atividades até a completa regularização.

Os trabalhadores estavam distribuídos em quatro alojamentos principais. Num deles, dormiam em camas sem colchões e não possuíam armários para seus pertences pessoais, que ficavam misturados com materiais de alimentação.

A situação sanitária era crítica, com apenas um banheiro para cada 31 trabalhadores. Todos os alojamentos tinham problemas graves de infraestrutura e higiene.

Além das condições degradantes, a força-tarefa detectou situações de trabalho forçado. Caso um trabalhador tentasse rescindir o contrato de trabalho após seis meses, deixaria o País sem receber nada pelo trabalho, já que o desconto da caução, da passagem de vinda ao Brasil e o pagamento da passagem de retorno, na prática, configuraria confisco total dos valores recebidos pelos trabalhadores ao longo da relação de trabalho.

O ‘escravos’ apresentavam “sinais visíveis de lesões na pele”, seus passaportes estavam confiscados e o empregador “retinha 60% do salário”.

Condições de vida degradantes para os 'escravos' servindo à BYD
Condições de vida degradantes para os 'escravos' servindo à BYD
Seria a maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, a cerca de 50 km da capital do estado, Salvador da Bahia, noticiou “Clarin” de Buenos Aires.

O caso teve repercussão internacional pela constatação de “tráfico” de trabalhadores chineses. Os ‘escravos’ dependiam de uma subcontratada da BYD, a Jinjiang Open Engineering, e foram considerados “vítimas de tráfico internacional para fins de exploração laboral”.

A BYD está construindo 26 novas instalações e planeja começar a produzir os modelos elétricos Dolphin e Yuan Plus e o híbrido plug-in Song Plus.

Com essa instalação, a BYD pretendia oferecer “preços ainda mais competitivos”. Obviamente com esse esquema análogo à escravidão de africanos em séculos passados e amplamente aplicada na China hodierna acrescida de subsídios com intenções imperialistas o poder vermelho pode pretender afundar as demais montadoras funcionando no País.