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terça-feira, 3 de julho de 2018

No berço da China: perseguição assanhada
contra todo símbolo de Cristo

Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Uma das estações da Via Sacra em Henan, antes e depois da demolição
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Com escavadeiras, braços mecânicos e martelos pneumáticos, agentes socialistas de Anyang (em Henan, província berço da civilização chinesa) demoliram uma Via Sacra erigida na trilha que leva até o mais antigo local de romaria na China: o santuário de Nossa Senhora do Carmo em Tianjiajing, noticiou a agência AsiaNews.

As 14 estações da Via Sacra gravadas em ardósia, representando os vários passos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo com desenhos e gravados em estilo chinês com meditações que estimulam a devoção.

Há anos que o governo ameaçava essa destruição além do Santuário da Virgem do Carmo que coroa a montanha dominando um cenário panorâmico.

A construção da piedosa Via Sacra foi iniciativa do missionário do Pontifício Instituto para as Missões no Exterior, Mons. Stefano Scarella, vigário apostólico em Henan setentrional, para agradecer a liberação do extermínio dos católicos ameaçados por fanáticos pagãos Boxers em 1900.

A Via Sacra foi concretizada entre os anos 1903-1905. O Santuário foi danificado na Segunda Guerra Mundial e durante a Revolução Cultural marxista ordenada por Mao Tsé Tung. Em todas às vezes, foi reconstruído.


Escavadeira demolindo uma estação da Via Sacra
Escavadeira demolindo uma estação da Via Sacra
Todo ano se fazia uma peregrinação nacional reunindo por volta de 40-50 mil pessoas.

Em 1987, o governo enviou tropas e veículos armados para sitiar a área do santuário e bloquear o acesso a 50.000 peregrinos. Esses sortearam as barragens militares marchando pelos campos, contou “UCANews”.

Porém, o governo marxista de Henan, em maio de 2007 proibiu as peregrinações nacionais; o governo da cidade também revogou a licença do santuário e da romaria qualificando-os de “atividades religiosas ilegais”.

No Henan está em andamento uma forte perseguição contra todos os cristãos. Essa inclui destruição de túmulos e igrejas, proibição dos menores comparecer às missas e prisão de sacerdotes.

As perseguições atuais já se inserem no “Plano quinquenal de desenvolvimento para achinesar Igreja católica” aprovado por aclamação – inclusive dos bispos cismáticos ‘católicos’, não reconhecidos pela Santa Sé – no Quarto Encontro Comum dos Organismos Nacionais, noticiou “Infocatólica”.

Yu Bo, vice-diretor da Administração Estatal de Assuntos Religiosos, explicou que o Plano estava “orientado a implementar mais profundamente o espírito do Nono Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês (PCC) de outubro de 2017 e o espírito da Conferência Nacional sobre atividades religiosas de abril de 2016”.

“Achinesar” a Igreja Católica inclui segundo o presidente Xi Jinping:

1. a eliminação das “influências estrangeiras” (com destruição da obra dos missionários);

2. prescindir do mandato da Santa Sé para as sagrações episcopais (banindo o poder do Papa);

3. assumir o Partido Comunista como “guia” das religiões (exercendo o papel de uma espécie de CNBB ateia).

No Henan, a oração está sendo constrangida à clandestinidade
No Henan, a oração está sendo constrangida à clandestinidade
Xi Jinping deixou claro seu objetivo, mas o Plano Quinquenal não foi revelado, ficando a Igreja submetida ao arbítrio em nome de um texto ignoto.

Circulam rumores de que o Partido Comunista quereria “reescrever a Bíblia”, aliás como foi feito pela Teologia da Libertação na América Latina.

Os vexames acontecem enquanto na China e fora dela voltam a circular anúncios de uma próxima componenda entre Pequim e o Vaticano. Rumores semelhantes até agora não se verificaram, ao menos de público.

Os católicos chineses não acreditam em resultados bons desse anunciado acordo.

Em abril (2018) devassas policiais assaltaram igrejas e locais de oração em oito das 10 dioceses da província de Henan: Anyang, Luoyang, Xinxiang, Puyang, Zhengzhou, Shangqiu, Kaifeng e Zhumadian.

Uma igreja católica e o túmulo de um bispo foram demolidos; sacerdotes resistentes foram expulsos de suas paróquias, os objetos de piedade foram confiscados, e policiais foram instalados nas igrejas aos domingos para impedir que crianças e jovens pudessem ingressar.

A província de Henan, que é o berço da China, acolhe a segunda maior população cristã do país, após a província de Zhejiang.

Em 2009, foram recenseados por volta de 2,4 milhões de cristãos, incluindo 300.000 católicos. Pelo fim de 2011, havia pelos menos 2.525 igrejas cristãs e 4.002 postos cristãos.


Um comentário:

  1. Walter Uhle Filho3 de julho de 2018 23:42

    Dafaur, no Brasil também somos perseguidos por ideais anticristãos todos os dias. Precisamos manter desligada a TV das novelas, pelas quais nos chegam a destruição da fé.

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