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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasão económica chinesa da América Latina

A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
A base é apenas o início para a China entrar nas imensas jazidas energéticas patagônicas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A antena chinesa na Patagônia alta como prédio de dezesseis andares que pesa 450 toneladas e que está sob o comando do Exército vermelho, é apenas um símbolo do expansionismo da potência marxista asiática na América Latina.

O desafio aos EUA é evidente, reconheceu o jornal “The New York Times”.

Mas a penetração chinesa na América do Sul é muito mais ampla, insidiosa e astuta do que se pode pensar.

“Pequim vem transformando as dinâmicas da região, desde dirigentes e empresários até a própria estrutura das economias, inclusive das dinâmicas de segurança”, disse Evan Ellis, professor de Estudos Latino-americanos da Escola Superior de Guerra do Exército dos EUA, informou o mesmo “The New York Times”.

No nosso continente, o plano do presidente comunista Xi Jinping é de longo alcance. Se a antena da Patagônia pode ser comparada a um peão de xadrez, a penetração econômica chinesa é a Rainha da jogada.

Pequim expandiu o comércio com o continente em proporções que ultrapassam a mera conveniência econômica.

A queda dos governos chavistas-lulopetistas pode prejudicar as ambições chinesas. Mas será preciso ficar de olho bem aberto.
A queda dos governos chavistas-lulopetistas pode prejudicar as ambições chinesas.
Mas será preciso ficar de olho bem aberto.
Por exemplo, resgata o governo de Maduro ainda quando ficou claro que o pagamento das dívidas venezuelanas com petróleo, segundo combinado, parece cada vez mais impossível.

A extração do petróleo venezuelano está diminuindo acentuadamente pela inépcia dos militantes chavistas que tomaram conta de poços, portos e refinarias.

Membros do Politburo de Pequim pedem parar o financiamento do regime de Maduro porque os pagamentos futuros em petróleo prometidos por Caracas cada vez mais evidentemente não serão realizados.

Constrói enormes projetos de infraestrutura, fornece recursos militares e promete – nem sempre cumpre – imensidade de recursos a governos que queiram acertar o passo.

Em 2008, o Partido Comunista Chinês arguiu que seu país estava “num nível de desenvolvimento similar” ao da América Latina.

A maioria dos presidentes sul-americanos militava na esquerda e pretendia desafiar a Washington. E Pequim fornecia – ou prometia fornecer – aquilo que lhes faltava.

A oferta não era economicamente ingênua. A China precisa do petróleo venezuelano, do ferro brasileiro, da soja brasileira e argentina, do cobre dos países andinos e agora quer o gás da Patagônia.

Muitos países da América Latina estão girando para fórmulas de direita sem caráter, para ir atendendo as exigências e os benefícios do comércio bilateral e investimentos de Pequim. Só os EUA poderiam inverter as equações, mas até agora nada fizeram de substancial.

“É um fato consumado”, julga desanimadamente Diego Guelar, embaixador argentino na China que em 2013 publicou o livro “A invasão silenciosa: o desembarco chinês na América do Sul”.

Enquanto os EUA se fecham para América Latina, a China desembarca para comprar futuros escravos.
Enquanto os EUA se fecham para América Latina,
o gigante marxista desembarca pensando em comprar futuros escravos.
“Já não é silenciosa”, acrescentou depois.

Em 2017, o comércio chinês com a América Latina e o Caribe atingiu 244 bilhões de dólares, mais do dobro da década anterior, segundo o Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston, referido pelo jornal nova-iorquino.

Desde 2015, o gigante vermelho é o principal sócio comercial da América do Sul, superando os EUA.

No Brasil, o presidente Xi Jinping prometeu elevar esse comércio a 500 bilhões de dólares numa década.

Choveram os empréstimos para o continente garantidos com commodities. O petróleo venezuelano – enquanto ainda sair – está por antecipado com Pequim, não tendo Caracas com o que pagar mais empréstimos.

Quase 90% das reservas petrolíferas do Equador estão no bolso chinês.

China adquiriu empresas estatais ou de infraestrutura vitais para países como Venezuela e Brasil.

Seu objetivo hegemônico foi fixado por Mao Tsé Tung e deve ser atingido como meta suprema: o domínio universal do comunismo chinês.

Só que agora requintado com tecnologia, comércio e investimentos. Além dos enganosos ensinamentos do divinizado presidente marxista Xi-Jinping!.


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