O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

domingo, 6 de setembro de 2015

Frotas e exércitos treinaram na Coreia,
no Mar da China e do Japão

O porta-helicópteros japonês JS Hyuga participando em exercícios no Mar da China.
O porta-helicópteros japonês JS Hyuga
participando em exercícios no Mar da China.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Pela primeira vez após a II Guerra Mundial, o Japão participou de um exercício naval conjunto com a frota americana e a marinha de guerra das Filipinas.

A China se sentiu visada pelo exercício. Há crescentes fricções no Mar da China, onde Pequim está criando ilhas artificiais em territórios disputados e instalando bases.

O Secretário de Estado americano John Kerry qualificou a conduta chinesa na região de forma de “militarização” que contribui para a instabilidade.

O Japão aprovou uma reforma legal por onde suas forças armadas, constituídas até agora exclusivamente pela Força de Autodefesa territorial, poderão intervir em ajuda de “países amigos”.

A potência do Sol Nascente está procedendo a novos lançamentos militares como o navio porta-helicópteros Izumu da mais moderna geração.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Após explosão, corrupção e suspeitas apavoram o país

A potência das explosões foi de 21 toneladas de TNT
A potência das explosões foi de 21 toneladas de TNT



Sucessivas explosões abalaram a cidade Tianjin, quinta maior cidade da China e um de seus polos mais dinâmicos.

Tianjin é o porto de Pequim, do qual dista pouco mais de 110 quilômetros. Por ele passam 540 milhões de toneladas de mercadorias por ano. É o quarto maior porto do mundo.

O fogo teria começado nos depósitos portuários da Rui Hai Logistics especializada no transporte de produtos perigosos, que chegam ou saem por barco, caminhão ou trem.

Todo ano, a empresa transporta um milhão de toneladas de mercadorias desse tipo.

A empresa vinha sendo apontada há anos pela falta de segurança de seus procedimentos, mas nenhuma medida foi tomada a respeito. Tal carência é comum na China onde a corrupção grassa na administração pública e no Partido Comunista garantindo a impunidade, como referiu o jornal de Paris, Le Monde.

O local da explosão ficou parecendo um campo de batalha, segundo o jornal de Paris Le Figaro. Milhares de carros carbonizados, prédios devastados incontáveis contêineres desfeitos e empilhados.

Calcula-se que a potência da série de explosões foi de 21 toneladas de TNT. A terra tremeu como num terremoto e as ondas expansivas devastaram tudo num raio de 2 quilômetros do epicentro.

O presidente Xi Jinping prometeu um inquérito implacável e “ uma informação transparente para o público”.

Ato contínuo, as autoridades locais confiaram o inquérito ao exército que baniu os jornalistas do local e cerceou a informação independente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Crescimento da China seria metade do oficial, se tanto

Os agentes econômicos quebram a cabeça diante da ausência de dados críveis sobre a economia chinesa
Os agentes econômicos quebram a cabeça
diante da ausência de dados críveis sobre a economia chinesa



A economia chinesa cresce a apenas metade do ritmo apontado pelos dados oficiais, e talvez até mais lentamente.

A opinião é de investidores estrangeiros e analistas, que acham estranham como a teoricamente segunda maior economia do mundo possa ser medida com tanta precisão e de modo tão rápido como faz o governo socialista de Pequim, informou a agência Reuters.

Os estatísticos oficiais de Pequim divulgaram em julho de 2015 que a economia chinesa cresceu 7% nos dois primeiros trimestres do ano, atingindo de cheio sua meta oficial para 2015.

É claro que no regime de planificação socialista, os dados oficiais devem se tornar realidade à risca, sob pena de os subordinados incorrerem na desgraça dos chefes. Portanto, os números se conhecem com a antecipação às vezes anuais.

Mas, para os economistas objetivos, essas montagens de matriz ideológica não são fidedignas e não servem para os agentes da economia.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Outra crise de 1929 à vista?

A pirâmide financeira chinesa desabando será um 'Deus nos acuda'.
A pirâmide financeira chinesa desabando será um 'Deus nos acuda'.



The Telegraph diz que em círculos seletos da City londrinense está se falando da “China’s 1929”, comparando sua presente crise com a mais famosa catástrofe econômica da História, ou a Grande Depressão.

O paralelismo com 1929 entra pelos olhos, pois é forte demais. A China disparou os empréstimos sem fundos e fechou os olhos para uma especulação furiosa. E com base em meras conversas, criou uma bolha descomunal. O dia que alguém procurou realizar algo foi o dia do “Deus nos acuda”.

Quando a China informou que o PIB do segundo trimestre atingiu 7% em relação ao mesmo período de 2014, ninguém acreditou. Não só a previsão era menor como o número coincidia de modo suspeito com a meta fixada pela planificação socialista, observou The Wall Street Journal.

Em poucas palavras, o realismo foi derrotado e a utopia da economia dirigista triunfou. Pequim optara mais uma vez pela irrealidade.

Os resultados das empresas instaladas em território chinês apontavam no sentido da realidade: os mercados mundiais estão se retraindo, o consumo cai e os produtos chineses não são vendidos como antes.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bolha chinesa pode explodir economia mundial

Bolsas oscilam de modo delirante e trazem péssimos presságios.
Bolsas chinesas  oscilam de modo delirante
e trazem péssimos presságios.



A verdadeira ameaça para a economia mundial não é a Grécia, mas a China. É o que denunciam os jornais mais interessados pela saúde econômica do mundo, como The Telegraph, de Londres.

As trapaças do governo grego nas negociações com a Troika têm forte fundo ideológico de esquerda e extrema-esquerda, mas envolvem quantias que são uma pulga se comparadas com o que está em jogo na China. Quando na Grécia se fala em bilhões, na China são trilhões.

O índice geral da Bolsa de Xangai, indicador de referência na China, acumulou perdas de 29% em três semanas de julho. Mais de 1.300 dos cerca de 2.800 títulos tiveram suas negociações suspensas ao registrarem quedas máximas diárias de 10%, segundo a Folha de S.Paulo

“Parece que estamos nos aproximando perigosamente do estouro da tão temida bolha de ações da China. Uma espécie de subprime chinês em que problemas do mercado financeiro podem contaminar a economia real.

“O pouco que sabemos até agora é que os investidores venderam ações ‘a descoberto’, ou seja, sem depositar suas margens de garantia, e provocaram a maior alta dos papeis em sete anos.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Documento desvenda infiltração militar chinesa na Patagônia

A base chinesa na Patagônia cresce aceleradamente mas as autoridades argentinas não podem entrar
A base chinesa na Patagônia cresce aceleradamente
mas as autoridades argentinas não podem entrar



O jornal La Nación, de Buenos Aires, ecoou as profundas inquietações geradas por um documento de Pequim sobre o possível uso militar da estação espacial que a China está concluindo na província de Neuquén, numa área de 200 hectares cedida a ela pelo governo nacionalista-bolivariano de Cristina Kirchner.

O uso militar dessa estação já não é segredo. Porém, os convênios entre Cristina Kirchner e o ditador maoísta Xi Jingping foram assinados no maior sigilo, tendo as obras sido iniciadas sem a indispensável aprovação do Congresso.

O novo documento chinês, de 26 de maio, é de responsabilidade do Escritório de Informação do Conselho de Estado em Pequim.

Trata-se de um relatório em seis capítulos explicando que, de acordo com a nova estratégia militar chinesa, “a aviação militar visará construir uma força de defesa do espaço aéreo que possa realizar operações aerotransportadas, a projeção estratégica e o apoio integral”.

O texto é sinuoso e ambíguo, comentou o jornal La Nación. Pois, sem mencionar diretamente a base na Patagônia argentina, aplica-se perfeitamente a ela e a põe a serviço da nova estratégia bélica chinesa.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O grande canal chinês… é na Nicarágua!

O grande canal chinês da Nicarágua
O grande canal chinês da Nicarágua



Está anunciado como a maior obra de engenharia civil do século XXI, que mudará as regras do comércio mundial. O governo do sandinista Daniel Ortega, que trocou a farda guerrilheira pelo terno e gravata para fazer melhor a mesma revolução, assinou com o grupo chinês HKND a construção de um canal que fará da China a grande senhora do comércio interoceânico, informou o jornal de Madri El Mundo.

As obras começaram em 22 de dezembro com expropriações bem ao gosto das esquerdas bolivarianas. A imensa maioria da população nicaraguense foi mantida no desconhecimento do que estava sendo tramado. Milagres do bolivarianismo que se jacta de popular, mas que é socialista e ditatorial.

A história começou no dia de maio de 2013, aniversário de nascimento do homem-símbolo da revolução sandinista: Sandino.

Naquela data, o comandante Ortega anunciou a construção de um canal que permitiria a passagem de “barcos tão enormes” que não podem usar o canal de Panamá, controlado por países livres.

terça-feira, 9 de junho de 2015

China tenta comprar a América Latina,
mas atrás dos milhões vem os grilhões

Presidente chinês Xi Jinping com a presidente de Costa Rica Laura Chinchilla
Presidente chinês Xi Jinping cumprimenta
a presidente da Costa Rica Laura Chinchilla
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Desde o ano 2000, a China comunista aumentou mais de 20 vezes seu comércio com a América Latina, calculou o jornal El País, de Madri.

Como se isso fosse pouco para as ambições hegemônicas do socialismo chinês, no discurso de inauguração da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em Pequim, o presidente Xi Jinping falou de um novo ponto de partida para construir una visão estratégica de longo prazo no relacionamento com o continente latino-americano.

Em função disso, ele anunciou um investimento de 250 bilhões de dólares na região na próxima década. Como se a China não estivesse à beira de um colapso financeiro que poderá arrastar todo o planeta.

Mas ideologia é ideologia, independente do bom senso, e as instruções do fundador do comunismo chinês devem ser executadas, ainda que à custa da vida de 300 milhões de chineses, segundo o próprio Mao Tsé-Tung.

A China comprou importante parte da dívida externa da Costa Rica, onde criou o Instituto Confúcio. Também construiu um estádio de futebol com tecnologia avançada, com o qual o país só podia sonhar.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Bolivarianismo se põe aos pés de uma China
que estadeia bilhões que não tem

Dilma e Li Keqiang prometendo o que não tem e que não vai dar.
Dilma e Li Keqiang prometendo o que não tem e que não vai dar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O premiê chinês Li Keqiang passou pela América Latina agitando promessas mirabolantes. No Brasil, acenou com um faiscante pacote de projetos no valor de US$ 53 bilhões (R$ 160 bilhões).

É claro que nada será grátis e, como o Brasil não tem dinheiro nas quantidades requeridas, o dirigente comunista assume ares de um super-gato olhando de cima para um mísero rato que ele deseja astutamente engolir.

Mas o que tampouco está claro é se a China possui o dinheiro que diz ter, de tal maneira são graves as dúvidas sobre a saúde financeira do gigante asiático, que não exibe suas contas de modo convincente. Nesse caso o super-gato não passa de uma fantasia de papel crepe, como gostam os chineses.

A promessa de maior destaque é uma eventual participação chinesa na Ferrovia Transoceânica que ligaria a nossa Ferrovia Norte-Sul à costa do Pacífico, no Peru, com um custo estimado entre 4,5 e 10 bilhões de dólares.

Mas a Transoceânica não é o único projeto acenado por Li Keqiang. Ele assinou em Brasília 35 atos, levantando o sonho de investimentos em infraestrutura e de aumento da capacidade produtiva do Brasil.

Isso permitirá que o País “exporte mais aço e menos minério de ferro”, sonhou de olhos abertos o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário-geral de Política 2 no organograma do Itamaraty, responsável pelas relações com a Ásia.

E o termo “sonho” usado pela Folha de S. Paulo (12/05/2015) foi bem apropriado, pois, como informou o mesmo jornal, as “promessas não cumpridas da China somam US$ 24 bilhões” e muito pouco se pode dizer das promessas cumpridas (22/05/2015).

Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, mostrou-se cética em relação à realização de investimentos na casa dos US$ 50 bilhões anunciados pelos chineses no Brasil (cfr O Estado de S.Paulo).

Centenas de milhões de chineses vivem na miséria enquanto o governo socialista diz se interessar pelo desenvolvimento dos outros. Foto: rua de Pequim.
Enigma chinês: centenas de milhões de chineses vivem na miséria
enquanto o governo socialista diz se interessar
pelo desenvolvimento dos outros. Foto: rua de Pequim.
O que pode haver fora de uma intenção colonialista ideológica?
Ela ressaltou que uma coisa é a intenção e outra coisa é detalhar como serão feitos os projetos.

“O diabo mora nos detalhes. Precisa ver como é que será feito, se isso vai se concretizar mesmo”. E o socialismo chinês mora à vontade nesses detalhes.

“Muitas coisas são memorandos de entendimentos, protocolos, acordos de cooperação. Isso significa que você vai detalhar o que é isso. Todos esses US$ 50 e tantos bilhões na realidade ainda vão ter uma outra etapa que é detalhar como será feito esse acordo.

“Uma coisa é intenção e outra coisa é quando você senta para detalhar como será feito, como será construído. O diabo mora nos detalhes. Tem de olhar para ver se isso vai se concretizar mesmo. Não é tão óbvio que vão bancar isso tudo, não”, acrescentou.

Li Keqiang classificou pomposamente os 35 acordos assinados entre o Brasil e a China como uma “cooperação entre dois gigantes”. Segundo ele, a parceria e os equipamentos de infraestrutura chineses permitirão ao Brasil “avançar mais rapidamente”, noticiou O Estado de S. Paulo.

Mas a prudência e a experiência histórica apontam que há demasiada lábia nessas expressões de “diabo” morador em detalhes.

Em Barreiras (BA), um megaprojeto de processamento de soja parou na terraplanagem. No porto do Açu (RJ), a siderúrgica Wisco desistiu de ter uma unidade no Brasil. Em Mato Grosso e no Pará, o acordo para o financiamento de uma ferrovia está parado há três anos.

Foram projetos bilionários com capital chinês, anunciados com estardalhaço nos últimos cinco anos, mas que nunca saíram do papel.


“Negócio da China” saiu ao revés

E o diabo dos detalhes é tal, que o imbróglio chinês não se restringe às grandes obras não realizadas. Em setembro de 2014, o jovem Daniel Falco, de Belo Horizonte, comprou um caminhão T140 na concessionária Jac Motors.

Pagou à vista, mas até maio de 2015 não o tinha recebido, conforme declarou ao jornal “O Tempo” (25-05-2015).

A explicação do gerente foi de que o veículo havia sido vendido para outra empresa, depois houve um cancelamento, mas o documento já havia sido emitido.

Mas isso não impediu que o jovem devesse pagar, em fevereiro, o IPVA de 2015 do caminhão, com a promessa de liberação do mesmo em 48 horas...
Somadas, essas promessas não cumpridas ou redimensionadas para baixo acumulam ao menos US$ 24 bilhões sumidos nos endiabrados detalhes, segundo levantamento da Folha.

No ramo automotivo, alguns fabricantes de automóveis ainda não implantaram os trombeteados projetos industriais no Brasil – casos da Lifan, da Hafei e da Zotye.

Outros investimentos acabaram sendo pagos com dinheiro brasileiro. Em Camaçari (BA), onde a JAC Motors planeja uma fábrica de R$ 1 bilhão, a obra está parada à espera de um financiamento estadual de R$ 122 milhões.

A fábrica da Foton Caminhões, que está sendo erguida em Guaíba (RS), todo o capital de R$ 400 milhões saiu do bolso dos brasileiros; a China entrará com a tecnologia. Será própria ou surripiada de outros? O diabo dos detalhes sabe.

No caso da soja, um dos principais produtos de exportação brasileira para a China, investimentos de pelo menos US$ 8,7 bilhões –que incluiriam compra de terras e infraestrutura para escoamento – não se materializaram.

Em telecomunicações, a visita da presidente Dilma Rousseff à ZTE, em Xian (China), em 2011, não foi suficiente para a empresa implantar uma fábrica de US$ 200 milhões em Hortolândia (SP).

O Brasil tampouco conseguiu atrair os chineses para grandes obras de infraestrutura. As empresas de Pequim são pouco receptivas ao modelo de concessão e à participação em licitações, acostumadas como estão ao sistema dirigista do socialismo chinês.

O Planalto não teve êxito, por exemplo, em envolver Pequim no projeto do trem-bala entre Campinas e Rio, várias vezes adiado.

Por outro lado, a Huawei cumpriu a promessa – mirabile dictu – de abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP), orçado em US$ 300 milhões.

Esses antecedentes provocaram ceticismo sobre os anúncios do primeiro-ministro Li Keqiang, como a construção da ferrovia transoceânica e a criação de um fundo de investimento de até US$ 53 bilhões.

Linda visita da presidente Dilma Rousseff à ZTE, em Xian, não rendeu nada.
Em julho de 2014, durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, o governo brasileiro anunciou um “acordo de cooperação estratégica” entre a estatal Furnas e a gigante chinesa China Three Gorges para erguer a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, projeto estimado em mais de R$ 30 bilhões.

Até hoje a usina não teve a sua viabilidade ambiental comprovada, registrou O Estado de S. Paulo.

O discurso triunfal em torno do projeto de construir uma ferrovia binacional unindo o Brasil e o Peru, o Atlântico e o Pacífico foi típico. É o exemplo mais claro da distância que ainda separa os protocolos de intenção assinados com os chineses e aquilo que, efetivamente, tem chances reais de vingar, ainda que a longo prazo, acrescentou o jornal.

Levantamento da Folha mostrou que apenas 14 dos 35 acordos recém-assinados têm recursos assegurados e compromissos mais firmes.

A exceção de destaque foi que o governo brasileiro deu ganho de causa à empresa chinesa CEIEC, que levou a licitação para construir a nova estação científica “Comandante Ferraz”, na Antártida, por US$ 99,662 milhões, segundo noticiou O Estado de S. Paulo. Mas, neste caso é o Brasil que paga.

A China levou de presente a licitação da base brasileira na Antártida que serve a seus interesses militares.
A China levou de presente a licitação da futura base brasileira na Antártida
que serve a seus interesses militares.
O resultado foi o maior sucesso oferecido pela presidente Dilma Rousseff ao eminente chefe chinês no Palácio do Planalto. E os chineses comemoraram sua vitória sobre o consórcio brasileiro-chileno Tecnofast/Ferreira Guedes.

O Brasil precisa da base e não podia continuar demorando. Mas a China está empenhada em instalar uma rede global de comunicações com satélites de uso também militar. Nesse sentido, ela apressa a construção de uma misteriosa base na Patagônia, à qual os argentinos não terão acesso.

Essa rede serve diretamente ao sonho chinês de hegemonia militar mundial e de oposição aos EUA. Compreende-se que Pequim tenha a intenção de fazer algo de fato.

Li Keqiang visitará também o Chile, o Peru e a Colômbia, com análogos métodos propagandísticos e intuitos políticos.

O golpe de guerra psicológica de conquista sem disparar um só tiro está sendo obtido graças à cooperação dos “companheiros de viagem” petistas ou nacionalistas bolivarianos.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Pequim monta ilhas artificiais
e atiça conflitos no Mar da China

Nuvem de barcos chineses joga areia sobre corais de Mischief para forjar ilhas. Foto Digital Globe.
Nuvem de barcos chineses joga areia sobre corais de Mischief para forjar ilhas.
Foto Digital Globe.



Novas fotografias satelitais revelaram a extensão das ilhas artificiais que Pequim está construindo no Mar da China, visando disputas territoriais com os vizinhos, escreveu The Telegraph, de Londres.

Tiradas durante várias semanas, as fotos flagraram navios chineses dragando o fundo do mar para transformar em “terra firme” cerca de 1,5 milhas quadradas de bancos de corais semi-submersos e ali construir prédios.

As imagens – capturadas pela DigitalGlobe, firma comercial provedora de imagens satelitais – foram analisadas pelo Center for Strategic and International Studies - CSIS, de Washington, e mostram um banco de coral a oeste das disputadas ilhas Spratly, cuja soberania é reclamada pelos seguintes países: Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã.

terça-feira, 5 de maio de 2015

O exemplo da China: Estado Islâmico
extrai à força órgãos de prisioneiros vivos

Hu Jie, 25, aceitou ser doador de órgãos, mas mudou de ideia. Não adiantou. Tiraram-lhe um rim com base no papel assinado.
Hu Jie, 25, aceitou ser doador de órgãos,
mas mudou de ideia. Não adiantou.
Tiraram-lhe um rim com base no papel assinado.



O diplomata iraquiano Mohamed Alhakim denunciou na ONU que o Estado Islâmico (EI, ou ISIS) arranca órgãos vitais de suas vítimas para contribuir no financiamento da organização terrorista, escreveu o Epoch Times.

Alhakim fez a denúncia sobre a extração forçada de órgãos em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O ISIS pratica terríveis métodos de execução de seus prisioneiros, como decapitações, crucifixões ou incineração de pessoas vivas. Mas também copia o perverso esquema do Partido Comunista Chinês.

Segundo Alhakim, corpos encontrados em valas comuns evidenciam partes retiradas através de incisões cirúrgicas. Os órgãos teriam sido vendidos para lucro do Estado Islâmico.

Na China, as alegações da extração forçada de órgãos remontam a 2006. Os órgãos são vendidos por mais de cem mil dólares a estrangeiros e chineses ricos, em hospitais estatais. As vítimas são prisioneiros de consciência como cristãos, tibetanos, uigures, ativistas de direitos humanos.

A China promove o “turismo de transplantes”, destinado a estrangeiros ricos que viajam para fazer transplantes por vias imorais, porém mais em conta.

Ethan Gutmann, analista especializado em China e investigador de direitos humanos, autor do livro O Massacre: Assassinatos em massa, extração forçada de órgãos, e a solução secreta da China para o seu problema de dissidentes, calcula que mais de 65 mil opositores chineses sofreram essa cruel forma de extermínio.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Corrupção generalizada, instrumento da opressão maoista

O miliardário Liu Han associado aos círculos do poder foi a vítima escolhida para distrair as atenções.
O miliardário Liu Han associado aos círculos do poder
foi a vítima escolhida para distrair as atenções.


No mês de fevereiro de 2015 o governo socialista de Pequim ordenou a execução de cinco empresários que haviam formado grandes fortunas, informou o site FranceTVinfo.

Entre eles, o miliardário da indústria mineira Liu Han, seu irmão e três sócios.

É impossível formar uma grande fortuna sob um regime socialista nivelador sem ter importantes cumplicidades com o seu sistema hegemônico.

As desigualdades econômicas são incompatíveis com o socialismo e essa foi a causa invocada pelos ideólogos marxistas para produzir a maior chacina da História.