O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Sob Leão XIV, cresceu a perseguição na China

Aguardava-se que o novo Papa defenderia os direitos da Igreja. Mas está se tendo uma decepção
Aguardava-se que o novo Papa defenderia os direitos da Igreja.
Mas está se tendo uma decepção
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Sob o pontificado de Leão XIV Pequim intensificou a perseguição aos católicos opostos ao acordo assinado por Francisco I.

Por esse acordo, a Igreja Católica na “clandestinidade” fiel ao Papa, deveria se fundir com a factícia Igreja Patriótica, criada pelo Partido Comunista (PCCh).

Na diocese de Wenzhou, a repressão prendeu padres, freiras e fiéis leigos, fechou igrejas e tenta força-los a entrarem na falsa “igreja patriótica”.

Uma peregrinação foi acusada de “migração ilegal”, e o bispo Mons. Shao Zhumin foi extorquido para entrar na falsa “igreja”, como condição para libertar o clero preso e o prelado não ser encarcerado, segundo “Bitter Winter”. 

Desde abril de 2025, há invasões orquestradas por seis departamentos governamentais, incluindo o Departamento de Assuntos Religiosos.

Em Wenzhou, a polícia aterroriza as capelas “subterrâneas” fiéis a Roma. Muitos padres foram despejados à força, locais de culto fechados e as famílias dos clérigos ameaçadas de perder o emprego, a menos que convençam seus entes queridos a mudar de religião.

O resultado é impressionante: 90% dos locais de culto subterrâneos estão fechados.

Mons. Shao Zhumin esrá sob assedio para apostatar
Mons. Shao Zhumin está sob assedio para apostatar

Embora algumas comunidades tenham aceitado, a contragosto, que padres patrióticos mantenham seus prédios, um número significativo se recusa firmemente a receber a comunhão deles.

Os fiéis se sentem desmoralizados, confusos e com medo. 

Até mesmo o simples ato de compartilhar notícias sobre as repetidas prisões do bispo Shao online gerou repercussões perturbadoras, incluindo interrogatórios.

Não faltam os padres que expressam preocupação e esperança por uma resposta do Papa Leão em relação à situação na China e fizeram suas vozes serem ouvidas.

Como um padre articulou em  “Bitter Winter” 

“O silêncio não é uma opção. Sofremos devido à nossa lealdade inabalável a Roma e à Igreja e à nossa recusa em nos submeter a bispos que priorizam a lealdade ao Partido Comunista Chinês em detrimento da fidelidade ao Papa.”


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

China quer o controle planetário da Internet

Cámaras de vigilância na Praça de Tiananmen
Câmaras de vigilância na Praça de Tiananmen
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Administração do Ciberespaço da China (CAC) instituiu o controle digital sobre quem não concordar com o 14º Plano Quinquenal do Partido Comunista (PCCh) que se somou a mais de 150 normas repressivas criadas desde 1994.

Durante 2024, em mais de quarenta “operações especiais” suprimiu mais de vinte milhões de endereços de “conteúdo ilegal ou prejudicial” incluídas as atividades religiosas.

O CAC dispõe que os descontentes sejam encarcerados.

A China reivindica uma “soberania cibernética” e quer ser “democraticamente” a superpotência controladora internacional dos usuários da Internet.

Fonte: “Bitter Winter”. 


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

China instrui crianças para perseguir a religião

Crianças simulam um julgamento contra uma religião não aprovada
Crianças simulam um julgamento contra uma religião não aprovada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O site comunista oficial chinês “anti-cultos malignos” incita as crianças a se mobilizar contra as “religiões ilegais”, especialmente a católica, denunciou “Bitter Winter”. 

Em Baoshang, Shangai, os “pequenos guardiões” recitam slogans e encenam julgamentos condenatórios para incutir medo aos fiéis numa guerra cultural e ideológica que evoca a cruel Revolução Cultural de Mao Tsé tung.

É um exemplo flagrante de controle autoritário e aliciamento ideológico feito por um Estado inimigo de Deus sob o disfarce de educação, comentou “Bitter Winter”.

A Associação Chinesa “anti-cultos malignos” (anti-xie-jao) elogia o “poder puro” das crianças defendendo sua “pátria harmoniosa”, onde sob a orientação de verdadeiros juízes, fazem de “juízes”, “acusadores”, “réus” e “advogados de defesa”, reencenando casos e “condenando” os membros do “xie jiao” a pesadas penas de prisão, relatou o bem informado site Bitter Winter. 

O verdadeiro propósito é muito mais: transformar o senso do bem e do mal para se encaixar na moralidade definida pelo Estado.

As crianças também assistem a palestras sobre “estado de direito” intitulada que focam os “perigos” de grupos religiosos inaceitáveis pelo Estado.

Essa experiência obscurece a fronteira entre educação e doutrinação marxista, transformando o tribunal — teoricamente um símbolo de justiça — em um palco para condicionamento ideológico pela ditadura.

Policial adoutrina crianças contra os 'cultos malignost'. Foto Weibo
Policial doutrina crianças contra os 'cultos malignost'. Foto Weibo
O termo “xie jiao” foi cunhado
na China socialista para servir de ferramenta para deslegitimar e criminalizar grupos religiosos que não se enquadram nas políticas do Estado ditatorial.

O rótulo justifica a espionagem, a detenção e a reeducação. Recrutando as crianças para essa campanha satânica, o Estado perpetua a repressão e garante sua permanência no poder.

A violação da infância ensina às crianças que a religião, e sobretudo a católica é uma ameaça e que a obediência ao ditador Xi Jingping e ao Estado comunista é a virtude suprema.

As crianças perdem as qualidades que as tornam humanas: empatia, pensamento crítico e autonomia moral, concluiu Bitter Winter..