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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vítimas de tortura revelam lado obscuro da China

Ex-prisioneiros de 'campos de re-educação pelo trabalho'
Ex-prisioneiros de 'campos de reeducação pelo trabalho'
O cabelo da Sra. Zhu Guiqin, 50, não cresce mais pelas pancadas com cassetetes elétricos que recebeu durante anos num ‘campo de reeducação’, as prisões extrajudiciais que o governo chinês anunciou que abolirá, mas que na realidade só mudarão de nome, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Zhu falou à imprensa com o olhar perdido. Ela não consegue explicar sua história sem dar saltos no tempo, após tantos traumatismos.

Ela relembra os 13 dias que permaneceu com os braços atados em um ângulo de 90 graus, ou os seis meses em que viveu enclausurada em um cubículo, na mais absoluta escuridão, que também era sua latrina.


Seu crime foi tentar ajudar seu irmão. Desesperado, ele pedira um adiantamento a seu chefe, que considerou uma ofensa e o denunciou à polícia, que o enviou a um campo de reeducação.

Zhu quis saber o acontecido e também foi mandada a uma dessas prisões.

Shen Lixiu, 58, teve arrancados os dentes com socos em 'campo de re-educação pelo trabalho'
Shen Lixiu, 58, teve arrancados os dentes com socos
em 'campo de reeducação pelo trabalho'
Por falar com um jornalista japonês, Zhu ficou três anos em Masanjia, o campo de reeducação feminino da província de Liaoning, conhecido pelas graves torturas.

“Estou aqui para que o mundo conheça os maus-tratos neste campo”, conta Zhu à Agência Efe. Ela estava junto com cinco companheiras que decidiram falar com a imprensa estrangeira.

Wang, 56, teve que sobreviver a uma operação sem anestesia e em condições “insalubres”, na qual o médico, para torturá-la, fez um enxerto em seu pescoço com algodão, o qual carrega até hoje.

“Quero retirá-lo diante de uma organização de direitos humanos para mostrar o lado obscuro da China”, explica.

O governo de Xi Jinping anunciou o fechamento dos campos de reeducação e suas vítimas tomaram coragem para falar.

Essas vítimas não acreditam muito na promessa do ditador socialista. “Há muita corrupção”, defende Xue Ling, uma mulher de 54 anos que saiu de Masanjia com as feridas ainda sem cicatrizar. Xue teve parte do ovário extirpado “por engano”.
Organizações de direitos humanos e advogados do país já alertam contra a enganação oficial.

Tang Shuxiu, 51, foi enviada a um
'campo de reeducação pelo trabalho' porque se queixou
de não ter recebido o apartamento prometido
Eles denunciam o “novo sistema de correção por bairros”, um antigo método do governo para “reinserir na sociedade” cidadãos que cometeram delitos menores.

“Pode derivar em mais ilegalidades, em forçar as pessoas a ficarem 'semidetidas' sem direito a julgamento”, comenta o letrado Ding Xikui, próximo à família do Nobel da Paz Liu Xiaobo, preso desde 2009.
O vice-ministro de Justiça, Zhao Dacheng não soube responder o que farão com as pessoas que, até agora, eram enviadas aos campos de reeducação.

Esta falta de concretização é o que suscita dúvidas, enquanto vão aparecendo informações que abrem a porta para novas atrocidades.

O problema é que poderão internar qualquer pessoa nesses centros por uma suposta toxicomania, comentou Maya Wang, da Human Rights Watch.

“Qualquer desculpa serve”, explicam as mulheres de Masanjia, que são mantidas temporariamente nas chamadas “prisões negras” cada vez que o Partido realiza uma importante reunião na capital.

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