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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Citações comunistas de Xi Jinping
em lugar dos Dez Mandamentos

Quadros com o Decálogo substituídos com frases do déspota socialista Xi Jinping
Quadros com o Decálogo substituídos com frases do déspota socialista Xi Jinping.
Foto:Bitter Winter .
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Os Dez Mandamentos que são a base da moralidade cristã e constituem a referência essencial dos crentes em todo o mundo, como observou Bitter Winter, na China marxista, estão sendo eliminados dos locais de culto porque representam uma desgraça aos olhos do déspota do país.

Nem mesmo as “igrejas” que se deixaram controlar pelo governo na província central de Henan, escaparam à imposição tirânica de substituir os Dez Mandamentos por citações do presidente Xi Jinping.

Na metade de 2019, o Departamento do Trabalho da Frente Unida ordenou: “O Partido deve ser obedecido em todas as áreas. Vocês devem fazer tudo o que o Partido lhe disser e, se vocês o contradizerem, vossa igreja será imediatamente fechada”.

Em concreto, segundo um fiel que pediu para permanecer anônimo, o Decálogo foi removido de quase todos os locais de reunião que se haviam aviltado para não serem perseguidos e foram substituídos por frases do déspota Xi .

A campanha foi definida no Departamento de Trabalho da Frente Unida Central nos termos seguintes:

Cartaz com os Dez Mandamentos arrancado de uma igreja
Cartaz com os Dez Mandamentos arrancado de uma igreja. Foto:Bitter Winter .
“Os valores centrais do socialismo e da cultura chinesa ajudarão a envolver as várias religiões. É necessário apoiar a comunidade religiosa na interpretação do pensamento, doutrinas e ensinamentos religiosos de maneira consistente com as necessidades do progresso dos tempos.

“Você está resolutamente alerta contra a infiltração ideológica ocidental e conscientemente resiste à influência do pensamento extremista”.

As comunidades que não se abaixarem diante da ameaça serão incluídas na lista negra e os fiéis sofrerão limitações na hora de viajar e seus filhos terão limitações na escola e no trabalho.

O primeiro passo consistiu em proibir os símbolos religiosos, especialmente as cruzes instalando símbolos comunistas nas igrejas.

Depois, câmeras de vigilância passaram a monitorar os fiéis e suas atividades nos recintos religiosos.

Finalmente, a substituição dos cartazes com os Dez Mandamentos pelos discursos de Xi Jinping visa que o Partido Comunista se “torne Deus”.

“É isso que o diabo sempre fez”, comentou um cristão.

Livros 'vermelhos' para os fiéis lerem em biblioteca de 'igreja' protestante em Zhengzhou
Livros 'vermelhos' para os fiéis lerem em biblioteca de 'igreja' protestante
em Zhengzhou. Foto: Bitter Winter.
No condado de Luoning, em Henan, as autoridades ordenaram remover o primeiro dos dez mandamentos “Amar a Deus sobre todas as coisas” alegando que “Xi Jinping se opõe a essa afirmação”.

Em outras localidades do vasto país, os cartazes com o Decálogo foram substituídos por retratos de Mao Tsé Tung e de Xi Jinping ou vulgar propaganda comunista.

Temendo que isso fosse insuficiente, o Partido Comunista está impondo aos grupos religiosos, como tarefa política obrigatória, estudar o “pensamento do presidente Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas”, informou ainda “Bitter Winter”.

O pensamento de XI está baseado no ateísmo e é incompatível com qualquer religião. Mas Xi imita Mao Tsé Tung se autopromocionando a um “altar divino” de sua própria confecção para ser reverenciado pelas massas.

Os discursos de Xi são projetados numa tela grande montada em templo budista em Qinhuangdao, província de Hebei, no norte, às custas dos pagãos.

As autoridades fazem inspeções frequentes e avisam os monges que estarão em apuros se desobedecem.

Livros sobre Xi Jinping numa 'igreja' protestante de Zhengzhou
Livros sobre Xi Jinping numa 'igreja' protestante de Zhengzhou. Foto: Bitter Winter.
Na mesma região, o Escritório de Assuntos Religiosos constrangeu os crentes a escrever um ensaio de pelo menos 2 mil caracteres sobre o que aprendem ouvindo os discursos comunistas a respeito da Constituição chinesa e das políticas religiosas oficiais. Só os aprovados podem permanecer no templo.

Em bibliotecas religiosas da cidade de Zhengzhou, em Henan, não se encontra nem a Bíblia porque nos lugares mais visíveis ficam expostos livros sobre Xi Jinping.

Passou a ser obrigatória a instalação de uma sala de leitura com discursos e livros do líder socialista, leis e regulamentos estaduais.

460 pregadores protestantes foram convocados para estudar “O pensamento de Xi” e os princípios centrais do socialismo, sendo gravadas as sessões de treinamento.

Por fim, todos os participantes tiveram que escrever um ensaio mostrando o “progresso na compreensão” feito. As represálias estavam no ar para quem não se mostrar fiel assimilador do ateísmo do Partidão.


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