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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Pequim agarrota católicos
para que não imitem protestos de Hong Kong

Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado
Policial dispara a queima-roupa contra estudante desarmado em Hong Kong
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Muitos cristãos saíram às ruas em Hong Kong para apoiar o movimento democrático.

Então, o Partido Comunista Chinês (PCCh) passou a controlar de perto as visitas de e para essa cidade, informou “Bitter Winter”.

Em 11 de agosto, cerca de 30 funcionários do Escritório de Assuntos Étnicos e Religiosos oficiais do governo invadiram uma igreja na prefeitura de Dali, na província de Yunnan, regida por missionários de Hong Kong.

Todos os presentes foram todos identificados e seus números de celular anotados. Todas as cópias da Bíblia e hinários foram confiscados.

Os religiosos foram levados à delegacia, privados dos celulares e interrogados separadamente.

Dois residentes de Hong Kong foram forçados a voltar para casa.

Para impedir que o movimento democrático de Hong Kong tenha impacto sobre os residentes da China continental, o PCCh intensifica o controle de grupos que considera “instáveis”.

Estudantes rememoram colega assassinado friamente pela repressão teleguiada por Pequim
Estudantes rememoram colega assassinado friamente pela repressão teleguiada por Pequim
Os funcionários alegam que querem impedir que os “distúrbios de Hong Kong” tenham uma influência incontrolável.

Em Hong Kong, Mons. José Ha Chi-Shing, bispo auxiliar é um dos líderes morais do imenso movimento popular que há meses resiste às medidas pro-comunistas do executivo da cidade em conchavo com os déspotas marxistas de Pequim.

Não é o único nem o principal. Em 15 de setembro, o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong e defensor de longa data dos direitos humanos, realizou três eventos de oração pela cidade.

Ele denunciou os métodos “bárbaros” da repressão e o “perigo” que significam para a própria noção de humanidade.

O Cardeal Joseph Zen, maior líder moral de Hong Kong
O Cardeal Joseph Zen, maior líder moral de Hong Kong
Em sua página no Facebook, o cardeal escreveu: “Neste momento em que aqui, em Hong Kong, somos privados de nossa liberdade, dignidade e direitos, nos juntamos em peregrinação em três igrejas, pedindo a intercessão de Nossa Senhora, que entende bem o significado da dor, para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada”, citou “Bitter Winter”.

O Partido Comunista Chinês teme que a resistência em Hong Kong reanime os católicos que no continente todo se recusam a ingressar na Associação Patriótica Católica Chinesa (APCC) de criação marxista.

Por isso intensificou esforços para prender padres e fechar locais de culto católicos.

Na diocese de Yujiang, província de Jiangxi, um padre que se recusou a entrar APCC soube que o governo planejava prendê-lo para “impedir que a Igreja Católica clandestina na China” se junte à Igreja Católica em Hong Kong.

Ele se esconde e diz aos paroquianos: “se um dia eu estiver confinado em prisão domiciliar, você terá que perseverar na fé e recitar o Rosário”.

Na cidade de Yingtan, os agentes socialistas ameaçaram recortar o subsídio para todos os católicos da vila, se um fiel recusasse assinar o acordo de adesão.

Mas ele respondeu que preferia ser preso do que ingressar na APCC.

Estudante presa quando tentava sair da Universidade Politécnica de Hong Kong
Estudante presa quando tentava sair da Universidade Politécnica de Hong Kong
O regime proíbe membros do clero de viajarem para Hong Kong.

Um padre de Yujiang foi convidado pelo cardeal Zen a Hong Kong, mas foi bloqueado pela polícia.

Desagradado, disse: “O PCCh não me permite viajar e não posso fazer nada”.

Na diocese foram fechados pelo menos cinco locais de culto católico que recusaram a APCC.

Um padre local explicou: “O governo infiltra espiões nas igrejas da APCC para monitorar o que dizem os padres nas homilias e para saber quais atividades estão fazendo.

“A que horas eles partem e a que horas retornam, por quantos dias vão, qual é o objetivo de suas viagens: todas essas informações são relatadas ao governo. Praticamente o Estado sabe tudo sobre os padres”.

O padre acrescentou que o APCC desrespeita a hierarquia da Igreja Católica. “Se aderirmos à APCC, nossa fé em Deus perderia o sentido”, explicou.

O Cardeal Zen invoca a “intercessão de Nossa Senhora, para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada”
O Cardeal Zen invoca a “intercessão de Nossa Senhora,
para que Ela nos acompanhe nesta dolorosa jornada
Um paroquiano disse que os católicos devem traçar uma linha clara entre eles e a APCC, e não vacilar.

“A APCC obedece ao Partido Comunista e o coloca acima de tudo: portanto, é um instrumento puramente político, não uma organização religiosa.

“No nível internacional, o PCCh usa a existência da Igreja patriótica para enganar o mundo e fingir que na China há liberdade religiosa”.


Um comentário:

  1. Francisco por tua cumplicidade ao satânico regime chinês e silêncio perante sua violência, serás punido por traição!

    Nª Sª do Bom Sucesso e Akita rogae por nós! Jesus eu confio em vós!

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