O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

quarta-feira, 18 de março de 2020

Inteligência artificial: fingir até conseguir

O objetivo da IA da China está a serviço do Exército do Povo
O objetivo da IA da China está a serviço do Exército do Povo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: A guerra da inteligência artificial “baseada no engano” (Sun Tzu)



A estratégia chinesa se resume na frase “fingir até conseguir”, escreveu o jornalista Vincent Lorin, especializado em tecnologia e comércio, no artigo “A inteligência artificial chinesa chega à Europa blefando?”, reproduzido por VoxEurop.

E multiplica os exemplos como o de uma antiga empresa de comércio de leite em pó de Xangai que se tornou por arte de magia em “especialista em IA”.

Depois de mudar o seu nome para DeepBlue, nome que evoca um mítico computador da velha IBM, vendeu robôs de limpeza para aeroportos, estações ferroviárias e hospitais chineses.

Recebeu em dois anos centenas de milhões de dólares de uma nuvem de bancos e empresas, biombo do governo marxista, e se apresenta em seu site como “World Class AI maker”.

Tal empresa lançou-se à conquista do Sudeste Asiático por meio da Tailândia, e prometeu à Europa o “ônibus inteligente Panda”.



Esse seria um veículo autônomo capaz de reconhecer a palma da mão do dono, e que o ex-atravesssador de leite em pó promete ser uma maravilha tecnológica.

Quem presta atenção nestas ofensivas, diz Lorin, e procura clareza ou transparência acaba por encontrar coisas surpreendentemente estranhas.

A genial inventora do “ônibus inteligente Panda” não pode explicar como é que sua equipe de investigação e desenvolvimento concebeu esse prodígio tecnológico.

A fábrica diz que empregou “mais de 100 doutores e pós-graduados”.

Apenas cinco meses antes dizia que foram mais de “30 doutores e pós-graduados”.

Porém, nem os jornalistas chineses conseguem qualquer informação crível dos principais engenheiros e cientistas que estariam por trás da IA da empresa.

Declarações bizarras e exuberantes da liderança socialista na mídia ocidental e chinesa agravam a estranheza.

Em novembro de 2018, o vice-presidente da DeepBlue, Liu Feng-Yi, afirmou que o ônibus autônomo da empresa já funcionava em 200 cidades na China e em 500 cidades em todo o mundo.

Mas, de acordo com o Financial Times, o maravilhoso Panda era testado em 10 cidades à “espera de mais 10 até o final de 2019”, incluindo, hipoteticamente, Bancoc e Atenas.

Lorin fala de “onda mágica” para se entender os fabulosos anúncios da mídia ocidental sobre a entrada chinesa em IA europeia.

Porque é de magia que se trata, não de verdadeira tecnologia.

Bus Panda autodirigido maravilha tecnológica que ninguém sabe quem fez
nem se de fato funciona ou existe
Em março de 2018, anunciava-se que os biombos do PC chinês cooperavam com a Fondazione Magna Grecia, uma entidade do sul da Itália de nome pomposo, mas de consistência esquálida.

O objetivo seria “acelerar a transformação digital das cidades italianas por meio da IA” garantindo que serão preservados “todos os requisitos de privacidade europeus”.

Para afastar desconfianças... em junho de 2019, a mídia trombeteava o evento em Atenas intitulado “Chinese AI arrives in Europe”.

Alardeava que a “líder global em aplicações baseadas em IA” levava à Europa suas mais recentes inovações “para mudar radicalmente o transporte público, os métodos de pagamento e o ambiente urbano em geral”, prometendo “investimentos”, “criação de empregos” e “transferência de tecnologia”.

A mesma mídia ocidental nada dizia sobre o comércio de leite em pó de Xangai, único produto histórico conhecido da DeepBlue, “World Class” da IA.

Cedo ou tarde – verifica o jornalista – todos os que acreditaram na astúcia chinesa de “fingir até conseguir” acabaram caindo num escândalo deplorável ou num fiasco logo sepultado.

Os revezes, contudo, não contam para Pequim: seus pesos pesados precisam penetrar toda a estrutura digital da Europa.

Não é questão de comércio, trata-se de conquista, e de fundo policial-militar.

A Huawei assinou 28 contratos com operadoras de telecomunicações na Europa, incluindo a implantação das redes 5G em alguns estados membros, malgrado as continuadas advertências de a empresa chinesa ser uma extensão do Exército vermelho.

Os chineses se afobam para investir em indústrias que desenvolvem intensivamente a IA e oferecem cifras fabulosas em rondas de financiamento conduzidas por macro-investidores ocidentais.

Se tivessem tantas e melhores IA não o fariam. Fazem porque não têm e precisam, para depois dominar seus financistas!

E, sobretudo, porque querem assumir o controle dos sistemas ocidentais e controlar seus cidadãos.

Há tempos eles têm um fim supremo fixado: a hegemonia socialista chinesa, que não poderá ser senão ditatorial sobre aqueles que acreditaram no “conto chinês”.



Nenhum comentário:

Postar um comentário