O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 28 de outubro de 2014

China exporta cada vez mais instrumentos de tortura

Algemas para os pés com pesos fabricadas na China em 2009
Algemas para os pés com pesos fabricadas na China em 2009
Luis Dufaur

A China fabrica e exporta cada vez mais equipamentos para tortura, utilizáveis por esquadrões especiais de polícia, incluindo material concebido para a repressão de populares e a violação de direitos humanos, noticiou o jornal “El País”, de Madri.

Segundo a organização não governamental Anistia Internacional e a Fundação Ômega, da Espanha, há hoje mais do que nunca, empresas chinesas fabricando esses instrumentos de terror e de dor.

Muitas dessas empresas são de propriedade estatal e oferecem “ferramentas de tortura”, como cassetetes com pregos ou algemas com pesos.

A China não tem, e pelo jeito não quer ter, controles que regulem ou supervisem o uso e a exportação desse material perverso.

O relatório de ditas instituições – O comércio chinês de instrumentos de tortura e repressão – identificou 134 empresas produtoras (48 delas também são exportadoras), enquanto uma década atrás só existiam 28.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Chineses renunciam cada vez mais ao Partido Comunista

A charge tenta apresentar a felicidade dos chineses
que renunciam ao Partido Comunista Chinês
em contraste com o edifício decrépito e em ruínas do regime
Luis Dufaur

Um número cada vez maior de chineses está fazendo questão de publicar sua renúncia ao Partido Comunista Chinês (PCC) e a suas organizações afiliadas, noticiou o jornal online Epoch Times.

Está em curso uma campanha de renúncia ao Partido que levou mais de 176 milhões de chineses a abandonarem o comunismo desde 2004. Até certo tempo atrás, muitos cidadãos usavam pseudônimos na hora de renunciar, temendo compreensíveis retaliações do Partido Comunista. Porém, esse medo está se evaporando.

Voluntários do ‘Centro Global de Serviços de Renúncia ao Partido’ receberam muitas ligações de ex-membros do PC pedindo que fosse anunciada publicamente sua renúncia e usando nessa ocasião seus nomes verdadeiros.
“Este é um sinal de coragem do povo chinês”, disse um voluntário do centro. “De fato, fazê-lo requer uma tremenda coragem, especialmente para aqueles que vivem na China.”

“Muitos deles são funcionários do governo. Eles souberam dessa campanha em viagens de negócios ou enquanto estavam em férias fora da China. Então, eles nos telefonaram, pedindo que os ajudássemos a abandonar o Partido Comunista.”

“Antes, muitas pessoas estavam dispostas a renunciar ao Partido, mas usavam pseudônimos. Recentemente, a situação mudou.”

“Um senhor de Pequim me disse há poucos dias pelo telefone que conseguiu um livreto de nossos voluntários num ponto turístico no exterior. Ele o leu no hotel e ficou chocado com os fatos revelados.”
A perseguição religiosa em curso na China é uma das motivações mais mencionadas pelos corajosos chineses que repudiam o odiento socialismo de Estado.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Abutres e abutres: o chinês sai ganhando com a simpatia do argentino

E se o abutre estiver onde diz não estar?
Por vezes, o esquerdismo demagógico parece esquecer o raciocínio e cai em flagrantes ridículos.

É o caso, por exemplo, do slogan “Pátria ou abutres”, que o governo populista argentino mandou seus seguidores cantarem.

Num comício encomendado pelo governo de Cristina Kirchner e definido como “antioligárquico e anti-imperialista”, os diaristas do partido cantaram contra os “fundos abutres”.

Esta é a forma deselegante com que o governo argentino se refere aos fundos de investimentos que não aceitaram as reestruturações leoninas dos títulos da dívida pública.

Esses fundos obtiveram de tribunais internacionais o pagamento de seus títulos no valor integral de 2001, quando a Argentina deu o calote. O julgamento da Justiça desatou a cólera dos dirigentes socialo-populistas.

Os organizadores do comício contra os “abutres” também leram mensagem em que Lula declara “solidariedade” a seus amigos no conflito com os fundos, noticiou o “O Estado de S. Paulo” em 13-8-2014.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

“Revolução dos guarda-chuvas” enfrenta repressão

“Revolução dos guarda-chuvas” não quer os “dois ou três” candidatos mais ou menos idênticos oferecidos pelas artimanhas políticas do PC
“Revolução dos guarda-chuvas” não quer os “dois ou três” candidatos
mais ou menos idênticos oferecidos pelas artimanhas políticas do PC
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Hong Kong, uma das grandes capitais financeiras do mundo, é proa de violentos enfrentamentos entre a polícia de um lado, e de estudantes e jovens de outro.

O caso se alastra há vários anos, mas adquiriu desta vez uma proporção inigualável. Está sendo chamado de “revolução dos guarda-chuvas”, porque os manifestantes se valem deles para se defenderem dos jatos d’água e dos gases lançados da polícia chinesa.

O bairro Central, centro das instituições financeiras, assemelha-se a um campo fortificado pelos manifestantes, informou o jornal “Libération” de Paris.

Centenas de policiais da tropa de choque tentaram desalojá-los, utilizando escudos, cassetetes e gases. Os jovens responderam “armados” com guarda-chuvas, máscaras caseiras, óculos de mergulho e barricadas improvisadas.

A disputa é por uma questão vital: a cidade terá eleições e o governo de Pequim cerceou drasticamente o seu significado.

O voto será universal, mas os candidatos foram escolhidos através de um alambicado e obscuro processo. Todos os candidatos, uns mais, outros menos, representam a mesma coisa: a vontade do governo socialista de Pequim.

Os manifestantes se sentem ludibriados: Que democracia é essa, na qual todos os candidatos dizem mais ou menos as mesmas coisas e obedecem no fundo a uma mesma ideologia??!!

Os candidatos a cada cargo ou função não poderão ser mais de “dois ou três” e todos devem ser aprovados pelo Partido Comunista.

A “revolução dos guarda-chuvas” teme que Pequim acabe enviando tanques, como fez para esmagar o movimento pela liberdade na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Ainda assim, os jovens decidiram lançar uma “campanha de desobediência civil” antes do previsto. O jogo é tudo ou nada. É mais difícil os tanques aparecerem agora, quando ainda há um resto de liberdade, do que amanhã, quando o socialismo terá consolidado suas posições no território.

Como é de praxe nas ditaduras comunistas, o regime pôs a culpa da rebelião de seus cidadãos na “ingerência estrangeira”, leiam-se EUA e Grã-Bretanha.

“Revolução dos guarda-chuvas” resiste às tentativas de repressão policial
“Revolução dos guarda-chuvas” resiste às tentativas de repressão policial
“Hong Kong é China” e os assuntos do território “pertencem à soberania chinesa”, afirmou Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, durante uma coletiva de imprensa.

Hua se referia às reações de várias nações livres diante da repressão violenta das manifestações democráticas. O território está em processo de reintegração à China desde 1997, com salvaguardas explícitas das liberdades adquiridas.

O porta-voz insistiu que o governo chinês recusa qualquer tipo de apoio às iniciativas do movimento democrático, qualificadas arbitrariamente por ele de “atividades ilegais”, segundo noticiou o jornal espanhol “El Mundo”.

Hua qualificou de “assembleia ilegal” os sucessivos protestos que estão acontecendo em Hong Kong, os quais, segundo o ditatorial sistema chinês, “debilitam a ordem social e o estado de direito”, coisas que o socialismo chinês jamais leva a sério.

Até o presente, a polícia havia utilizado a violência maciça e gases lacrimogêneos contra a população de Hong Kong. Seria preciso remontar aos tempos da repressão maoísta dos anos 1960 para encontrar algo igual, escreveu o jornal “Le Figaro” de Paris.

As manifestações estão se espalhando pelos bairros populares e aguarda-se uma passeata gigante para o 1º de outubro, aniversário da instalação do poder comunista.

“A população está encolerizada”, diz Jean-Pierre Cabestan, professor da Universidade Batista de Hong Kong. “Ela se sente enganada. Nós lutaremos até o fim para impedir que vire uma cidade chinesa como as outras”, onde não há liberdade, acrescentou.

O movimento havia organizado um referendo não reconhecido pelo governo, contra os projetos liberticidas de Pequim, e recolheu 700.000 votos de apoio em junho.

Surpreendida pela extensão do protesto, Pequim mandou recolher sua tropa de choque. Mas a multidão continua em pé de guerra.

“Revolução dos guarda-chuvas” diz “não” ao liberticídio socialista
“Revolução dos guarda-chuvas” diz “não” ao liberticídio socialista

Para o jornal francês “Le Monde”, a lembrança de Tiananmen (abril a junho de 1989) está viva em muitas pessoas, inclusive nos dirigentes do Partido Comunista. Aquelas manifestações foram trucidadas e centenas de jovens massacrados na Praça da Paz Celestial, a maior de Pequim.

Passar os tanques por cima dos manifestantes de Hong Kong não parece provável, diz “Le Monde”, mas há vozes no governo socialista que pedem essa solução.

Como o Partido Comunista não goza de simpatias dignas de nota no território de Hong Kong, ele confia em partidos camuflados com nomes enganosos, como o DAB (em inglês: Aliança Democrática pela Melhoria e pelo Progresso de Hong Kong).

Tsang Wai Hung, chefe da polícia local, após os enfrentamentos que mandaram 26 jovens ao hospital, garantiu que só fará um “uso mínimo” da força.

Por sua vez, o movimento democrático Occupy Central condenou a conduta “unilateral” das autoridades e exigiu que a polícia pedisse desculpas. A violenta repressão está suscitando muitas simpatias na opinião publica chinesa e internacional.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Base espacial chinesa na Patagônia serve para finalidade militar

O secretario de Gestão Pública de Neuquén, Rodolfo Laffitte, apresenta a base
O secretario de Gestão Pública de Neuquén, Rodolfo Laffitte, apresenta a base
A instalação de uma estação espacial chinesa na Patagônia causou vivas apreensões no país vizinho, informou o jornal portenho “La Nación”.

A base começou a ser construída após o acordo firmado entre a presidente Cristina Kirchner e o seu homólogo chinês Xi Jiping, mas não teve sequer o indispensável aval do Congresso.

O temor mais grave é que venha a ser usada com intuitos militares.

A base está sendo construída às pressas na desértica localidade de Bajada del Agrio, na província de Neuquén, aos pés dos Andes, não distante da fronteira com o Chile e a 1.380 km de Buenos Aires.

O secretário geral da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (Conae), Félix Menicocci, declarou no Senado que este deve aprovar o acordo e que “não haverá pessoal militar da China no projeto”. Ele também não deu importância ao efeito geopolítico mundial da controvertida estação espacial chinesa na Argentina.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Samsung suspende produção
por causa de trabalho infantil “escravo”

Fábrica da Samsung na China.

A Samsung, a maior fabricante de smartphones do mundo, fechou temporariamente uma de suas fábricas na China após constatar que um de seus fornecedores, a Dongguan Shinyang Electronics, explorava trabalho infantil, noticiou o site “Quartz”.

A decisão foi tomada depois que a associação China Labor Watch (CLW) denunciou os métodos ilegais da Dongguan para contratar trabalhadores excessivamente jovens e obrigá-los a trabalhar 11 horas por dia, sem lhes pagar sequer as horas extras.

A Samsung deslanchou sua própria investigação na fábrica denunciada e decidiu suspender temporariamente o contrato.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Balé da morte sobre o Mar da China

Jato chinês que hostilizou avião de inteligência americano sobre o Mar da China. Na hora da foto já estava mirado pelo avião dos EUA.
Jato chinês que hostilizou avião de inteligência americano sobre o Mar da China.
Na hora da foto já estava mirado pelo avião dos EUA.
Um jato de guerra chinês quase provoca um grave atrito militar sobre o Mar da China, “aproximando-se de maneira perigosa, não profissional e muito arriscada” de um avião de reconhecimento americano na área internacional próxima à ilha Hainan, noticiou “AsiaNews”.

O Pentágono apresentou um protesto formal perante o Comando Militar de Pequim e qualificou o piloto de “irresponsável”. Pequim negou a ocorrência, mas os EUA publicaram as fotos do atrito.

Numa delas, podem-se até distinguir o piloto e o sistema de disparo do avião americano já mirando o alvo.

A manobra perigosa aconteceu em 19 agosto entre um jato chinês Su-27 e um P-8 Poseidon americano – um Boeing transformado no maior avião de inteligência do mundo. Foi o quarto incidente do gênero desde março de 2014.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Erradicando os “advogados irredutíveis”
que defendem dissidentes

Pu Zhiqiang, advogado defensor dos direitos de dissidentes, foi presso e tudo indica que está condenado antes do julgamento.
Pu Zhiqiang, advogado defensor dos direitos de dissidentes, foi presso
e tudo indica que está condenado antes do julgamento.
A mídia chinesa e seu patrão – o governo comunista – qualificam com o pior título que conseguiram, os advogados que levam o Direito a sério.

Mas esse insulto das esferas oficiais soa como louvor para os amantes da Lei e da ordem. O título é “advogados irredutíveis”, os quais são oficialmente assemelhados a uma execrável forma de dissidência.

Para ganhar esse título é preciso denunciar com combatividade os abusos do poder e a corrupção no mais alto nível do governo – ou do Partido Comunista, segundo escreveu o jornal parisiense “Le Figaro”.

Esses ‘contrarrevolucionários’ fedorentos reclamam por uma justiça transparente e cometem o ‘crime’ de defender dissidentes cristãos, políticos, sociais ou culturais que o Partidão – o Partido Comunista Chinês (PCC) – considera inimigos do povo e quer reduzir ao silencio.

A principal federação de advogados da China – filiada ao governo, como toda associação que quer sobreviver –, alertou seus membros contra todo comportamento “impróprio” na Internet (leia-se: algo que danifique a imagem do governo socialista).

terça-feira, 22 de julho de 2014

Líder vietnamita repudia socialismo e entra na Igreja Católica

Tô Hai, um “prócer” do comunismo vietnamita e célebre compositor no país, anunciou que abandonava o Partido Comunista num livro que causou sensação: ”Journal d’un lâche” (“Diário de um covarde”), segundo informou o site “Le Salon Beige”.

No dia 28 de maio 2014, ele descreveu em seu blog o que sentia com a sua conversão ao catolicismo com uma frase lacônica, mas muito expressiva:

“Uma imensa alegria no fim de minha vida… “.

No dia anterior, quer dizer 27 de maio, ele havia escrito no mesmo blog:

“Após muitas noites sem dormir, eu por fim encontrei o caminho rumo a uma razão de viver, uma via que eu tinha recusado desde a minha infância: Eu me voltei para Deus!

“Meu coração fica agora em paz com minha fé em Deus. O mal foi expulso, eu viverei livre da angústia até o dia em que fecharei os olhos nesta vida”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dona abre pacote e encontra carta desesperada
pedindo auxílio da China

A carta com o apelo do trabalhador escravo
A carta com o apelo do trabalhador escravo

A dona de casa Stephanie Wilson, 28, uma australiana que vive em West Harlem, Manhattan, New York, estava procurando um recibo numa sacola que recebeu do shopping eletrônico Saks Fifth Avenue quando encontrou uma carta clamando “AUXÍLIO, AUXÍLIO, AUXÍLIO”.

A mensagem estava escrita com tinta azul e parecia ser o brado desesperado de um homem que teria confeccionado a referida sacola numa fábrica-prisão chinesa a 7.000 milhas de distância.

“Nós somos tratados pessimamente e trabalhamos como escravos 13 horas por dia montando estas sacolas numa fábrica-prisão”, explicava a carta, dissimulada no fundo da sacola.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Cardeal Zen exorta chineses a enfrentar heroicamente o comunismo

Após o governo comunista de Pequim ameaçar a cidade de Hong Kong com a privação total de suas liberdades, o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, arcebispo emérito da cidade, reagiu como os católicos desejariam que seus bispos reagissem diante do anticristianismo ovante.

Com efeito, dirigindo-se ao governo comunista, o cardeal disse pela rádio: “Vós podeis me amarrar, me sequestrar ou me decapitar, mas nunca fareis de mim um escravo”.

E exortando o povo de Hong Kong para não ceder diante da ameaça contra suas liberdades, advertiu: “Se vos inclinardes [diante do comunismo de Pequim], se puserdes um joelho em terra, tudo estará perdido”, informou a “Agence d’informations des Missions étrangères”.

Os ambientes anticomunistas de Hong Kong estão engajados há várias semanas na luta para obter a instauração plena e inteira do sufrágio universal em 2017.

O território de Hong Kong está sendo transferido pela Grã-Bretanha à China continental. Mas se o sufrágio universal estivesse em vigor, as autoridades de Hong Kong seriam anticomunistas e Pequim teria dificuldades sérias para implantar ali o comunismo.

A Igreja Católica não se engaja em questões meramente políticas, mas intervém quando a moral ou os bons costumes estão ameaçados, pondo em risco a salvação das almas.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Hong Kong: imensa multidão lembrou massacre de Tiananmen

No Vitoria Park, 14 de junho de 2014, lembrando
a repressão sangrenta comunista da Praça da Paz Celestial
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Dezenas de milhares de pessoas se congregaram em Hong Kong para lembrar a sanguinária repressão da Primavera de Pequim há 25 anos, noticiou a revista “Le Point” de Paris.

“Justiça para o dia 4 de junho!” cantou a multidão numa vigília de velas acessas, agitando faixas, enquanto eram lidos os nomes dos mortos na Praça da Paz Celestial, ou Tiananmen, esmagados brutalmente pelo Exército Vermelho.

Tiananmen significou uma tentativa de reproduzir em território chinês, o movimento liberalizante que derrubou a URSS. Mas o comunismo se impôs com a força dos tanques e das metralhadoras.

“Esse acontecimento (Tiananmen) deve ser instilado no coração de todos e cada um, nós não podemos deixar que o tempo dilua a sua lembrança”, comentou Anna Lau, estudante de 19 anos, que não tinha nascido no tempo da revolta que abalou o comunismo chinês.

A presença da juventude reforçou a ideia de que o movimento anticomunista tem muito futuro pela frente.

Maioritário número de jovens protestou contra o comunismo
“A cólera e as lágrimas pelo massacre ainda estão muito vivas” em nossa memória, declarou Lee Cheuk-yan, presidente da Aliança de Apoio aos Movimentos Democráticos da China.

Entre os presentes havia muita gente vinda da China continental.

“Eu vim aqui porque na China nós não temos nenhum direito nem nenhuma liberdade”, explicou Huang Waicheng, engenheiro de 35 anos que mora na vizinha Shenzhen.

Outras centenas de pessoas manifestaram no mesmo dia pela mesma causa em Taipei, capital de Taiwan. Pequim acha que a ilha de Taiwan lhe pertence.

Hong Kong, antiga colônia inglesa, é o único local chinês onde se pode relembrar Tiananmen.

No resto do país, o Partido Comunista Chinês (PCC) instaurou o silêncio de Estado sobre a revolta de jovens esmagada pelo exército.



Desta vez Pequim reagiu contra as manifestações num documento com ameaças, exigiu da Grã-Bretanha a entrega sem “poderes residuais” da rica Hong Kong, e reclamou o direito de passar por cima do “alto grau de autonomia” que a cidade tem, informou “The Telegraph” de Londres.

Os líderes de Hong Kong quereriam a instalação do sufrágio universal em 2017, liberdade que Pequim não tolera.

Jovens passearam pelas ruas de Hong Kong com a bandeira colonial inglesa
Michael DeGolyer, diretor do Hong Kong Transition Project, denunciou o documento como não somente uma forma de intimidação ao povo da cidade, mas como uma tentativa de extinguir as bases da autonomia local, inclusive com o uso das forças armadas.

O mal-estar cresceu muito porque a mídia de Hong Kong assumiu uma atitude subserviente em relação ao comunismo de Pequim.

“A maioria dos nossos jornais e TV agora são pró-China. Eles são manipulados por empresários pró-China”, disse Andrew Shum, da Frente pelos Direitos Humanos de Hong Kong, que participou da organização dos protestos.

CY Leung, representante oficial de Pequim em Hong Kong, negou a existência do inquietante documento.

Muitos residentes da cidade temem que nos próximos meses e anos haverá “crescentes intervenções de Pequim” e a “erosão de valores essenciais e do estilo de vida que desejamos”, explicou Joseph Cheng, professor de Ciências Políticas na Universidade da Cidade de Hong Kong.